DCTF (Fatos geradores ocorridos a partir de 2011) 1. O QUE DEVE SER DECLARADO Através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), o contribuinte prestará informações relativas aos valores devidos dos seguintes impostos e contribuições federais (débito), e os respectivos valores utilizados para sua quitação (crédito): a) Imposto sobre a Renda Pessoa Jurídica (IRPJ); b) Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF); c) Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); d) Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF); e) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); f) Contribuição PIS/PASEP; g) Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins); h) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Combustível) incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool etílico combustível; e i) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Remessa) destinada a financiar o Programa de Estímulo à Interação Universidade- Empresa para o Apoio à Inovação; j) Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF); e k) Contribuição do Plano de Seguridade do Servidor Público (PSS). 2. CONTRIBUINTES OBRIGADOS A APRESENTAR A DCTF Estão obrigadas a apresentar a DCTF, de forma centralizada pela matriz, as pessoas jurídicas em geral, inclusive as equiparadas; as imunes e as isentas; os órgãos públicos da administração direta da União, referente aos fatos geradores que ocorrerem a partir de 1-7-2011; as autarquias e as fundações públicas federais instituídas e mantidas pela administração pública federal, referente aos fatos geradores que ocorrerem a partir de 1-7-2011; as autarquias e fundações instituídas e mantidas pela administração pública dos Estados, Distrito Federal e Municípios e os órgãos DCTF 1
públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, desde que se constituam em unidades gestoras de orçamento. Considera-se unidade gestora de orçamento aquela autorizada a executar parcela do orçamento dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; os consórcios de sociedades, constituídos na forma dos artigos 278 e 279 da Lei 6.404, de 1976, que realizem negócios jurídicos em nome próprio, inclusive na contratação de pessoas jurídicas e físicas, com ou sem vínculo empregatício. Em decorrência da publicação da Medida Provisória 510, de 2010, os consórcios de sociedades que estiverem na condição mencionada anteriormente, estão obrigados à apresentação da DCTF em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de novembro de 2010. 2.1. APRESENTAÇÃO MENSAL Desde os fatos geradores ocorridos partir de 1-1-2010, a periodicidade de entrega da DCTF passou a ser, apenas, mensal, extinguindo-se a Declaração semestral. 2.2. PRAZO DE ENTREGA A legislação vigente estabelece que as pessoas jurídicas obrigadas à DCTF devam apresentá-la até o 15º dia útil do 2º mês subsequente ao mês de ocorrência dos fatos geradores. 2.2.1. Situações Especiais No caso de extinção, incorporação, fusão ou cisão, a DCTF será apresentada pela pessoa jurídica extinta, incorporada, incorporadora, fusionada ou cindida até o 15º dia útil do segundo mês subsequente ao da realização do evento. A obrigatoriedade de apresentação nas situações especiais mencionadas não se aplica para a incorporadora, nos casos em que as pessoas jurídicas, incorporadora e incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde o ano-calendário anterior ao do evento. 3. DISPENSA DE APRESENTAÇÃO DA DCTF A legislação dispensa da apresentação da DCTF: DCTF 2
a) as microempresas e as empresas de pequeno porte enquadradas no Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar 123/2006, relativamente aos períodos abrangidos por esse Regime; b) as pessoas jurídicas que se mantiverem inativas durante todo o anocalendário ou durante todo o período compreendido entre a data de início de atividades e 31 de dezembro do ano-calendário a que se referirem as DCTF; c) os órgãos públicos da administração direta da União, referente aos fatos geradores ocorridos até 30-6-2011; d) as autarquias e as fundações públicas federais instituídas e mantidas pela administração pública federal, referente aos fatos geradores ocorridos até 30-6-2011; e) as pessoas jurídicas que não tenham débito a declarar, exceto em relação à DCTF referente ao: mês de dezembro de cada ano-calendário, na qual deverão indicar os meses em que não tiveram débitos a declarar; mês de ocorrência do evento, nos casos de extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial; e último mês de cada trimestre do ano-calendário, quando tenha sido informado, no trimestre anterior, que o débito de IRPJ ou de CSLL foi dividido em quotas. Não devem apresentar a DCTF, ainda que se encontrem inscritas no CNPJ ou que tenham seus atos constitutivos registrados em Cartório ou Juntas Comerciais: os grupos de sociedades constituídos na forma dos artigos 265 da Lei 6.404/76 Lei das Sociedades por Ações; os condomínios edilícios; os consórcios de sociedades, desde que não realizem negócios jurídicos em nome próprio, inclusive na contratação de pessoas jurídicas e físicas, com ou sem vínculo empregatício; os clubes de investimento registrados em Bolsa de Valores, segundo as normas fixadas pela CVM Comissão de Valores Mobiliários ou pelo Bacen Banco Central do Brasil; os fundos mútuos de investimento mobiliário, sujeitos às normas do Bacen ou da CVM; DCTF 3
os fundos de investimento imobiliário. Esta dispensa não se aplica ao fundo de investimento imobiliário sem personalidade jurídica, caracterizado pela comunhão de recursos captados por meio do Sistema de Distribuição de Valores Mobiliários, de que trata a Lei 8.668, de 25-6-93, que aplicar recursos em empreendimento imobiliário que tenha como incorporador, construtor ou sócio, quotista que possua, isoladamente ou em conjunto com pessoa a ele ligada, mais de 25% das quotas do fundo; as embaixadas, missões, delegações permanentes, consulados-gerais, consulados, vice-consulados, consulados honorários e as unidades específicas do governo brasileiro no exterior; as representações permanentes de organizações internacionais; os serviços notariais e registrais (cartórios), de que trata a Lei 6.015/73; os fundos especiais de natureza contábil ou financeira, não dotados de personalidade jurídica, criados no âmbito de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como dos Ministérios Públicos e dos Tribunais de Contas; os candidatos a cargos políticos eletivos e os comitês financeiros dos partidos políticos, nos termos da legislação específica; as incorporações imobiliárias objeto de opção pelo RET Regime Especial de Tributação, de que trata a Lei 10.931/2004; as empresas, fundações ou associações domiciliadas no exterior que possuam bens e direitos sujeitos a registro de propriedade ou posse perante órgãos públicos, localizados ou utilizados no Brasil; as comissões, sem personalidade jurídica, criadas por ato internacional celebrado pela República Federativa do Brasil e um ou mais países, para fins diversos; e as comissões de conciliação prévia de que trata o artigo 1º da Lei 9.958/2000. 3.1. PERDA DA DISPENSA Perdem a dispensa de apresentação da DCTF, as pessoas jurídicas: a) excluídas do Simples Nacional, quanto às Declarações relativas aos fatos geradores ocorridos a partir da data em que a exclusão produzir efeitos; DCTF 4
b) inativas, a partir do período, inclusive, em que praticarem qualquer atividade operacional, não operacional, financeira ou patrimonial. O pagamento, no ano-calendário a que se referir a declaração, de tributo relativo a anos-calendário anteriores e de multa pelo descumprimento de obrigação acessória não descaracterizam a pessoa jurídica como inativa no ano-calendário. 4. FORMA DE APRESENTAÇÃO DA DCTF A DCTF deve ser preenchida mediante utilização de programa gerador de declaração, disponibilizado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil na internet no endereço <http://www.receita.fazenda.gov.br>. 5. LOCAL DE ENTREGA A DCTF deve ser transmitida pela internet, utilizando o programa Receitanet disponível no endereço http://www.receita.fazenda.gov.br. 5.1. ASSINATURA DIGITAL Para a transmissão da DCTF, é obrigatória a assinatura digital da declaração com utilização de certificado digital válido. Considera-se válido o certificado digital que não tenha sido revogado, que esteja dentro de seu prazo de validade e seja emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira ICP-Brasil, conforme a legislação pertinente. 6. PENALIDADES A pessoa jurídica que não apresentar a DCTF nos prazos fixados, ou que a apresentar com incorreções ou omissões, será intimada a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Receita Federal, e estará sujeita às seguintes multas: a) de 2% ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos impostos e contribuições informados na DCTF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega dessa declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20%; b) de R$ 20,00 para cada grupo de 10 informações incorretas ou omitidas. DCTF 5
Para efeito de aplicação da multa prevista na letra a, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para a entrega da declaração e, como termo final, a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, da lavratura do auto de infração. 6.1. REDUÇÃO DAS MULTAS Observado o disposto no subitem 6.2, as multas serão reduzidas: a) em 50%, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; b) em 25%, se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. 6.2. MULTA MÍNIMA A multa mínima aplicável, pelo atraso ou falta de entrega da DCTF, é de R$ 500,00. No caso de pessoa jurídica inativa, o valor será de R$ 200,00. 6.3. DECLARAÇÃO QUE NÃO ATENDA ÀS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS A DCTF que não atender às especificações técnicas estabelecidas pela RFB será considerada não entregue. A pessoa jurídica será intimada a apresentar nova declaração, no prazo de 10 dias, contados da ciência da intimação, e ficará sujeita à multa prevista na letra a do item 6. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL: Lei 10.426, de 24-4-2002 artigo 7º; Instrução Normativa 974 RFB, de 27-11-2009; Instrução Normativa 1.110 RFB, de 24-12-2010. FONTE: PORTAL COAD DCTF 6