Gêneros e Formatos da Produção Audiovisual

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Transcrição:

Gêneros e Formatos da Produção Audiovisual

Chacrinha, Chico Anysio, Jô Soares, Guel Arraes, David Letterman Silvio Santos, Ratinho

Qual é a função da televisão? Qual a potencialidade da televisão? Qual o papel da televisão na sociedade? Quais são os seus limites?

Onde estão os melhores programas da TV a cabo? Que programas merecem que se reserve um bom tempo para a televisão? Quais as diferenças entre canais que oferecem programação do mesmo gênero? Onde encontrar bons documentários, filmes inéditos, notícias ao vivo, transmissões esportivas?

Normalmente o termo qualidade é ligado a emissoras como BBC britânica, a CBS americana, ou a NHK japonesa, ligadas a programas culturais e sobretudo a documentários. A TV Brasil foi criada para ser um modelo de programação para as demais emissoras.

1) Puramente técnico: boa fotografia, roteiro coerente, a boa interpretação dos autores, a indumentária de uma época convincente. 2) Capacidade de detectar as demandas de audiência, ou as demanda da sociedade e transforma-las em um produto. 3)Recursos de linguagem numa direção inovadora.

4) Aspectos pedagógicos, valores morais, os modelos edificantes da sociedade 5) No seu grande poder de mobilização, participação, comoção nacional em torno de grandes temas de interesse coletivo. 6) Programas que valorizem as diferenças, as individualidades, as minorias, os excluídos, em vez da integração nacional.

7) Uma televisão com diversidade, abrindo oportunidades para o mais amplo leque de experiências diferenciadas

Os profissionais de televisão em geral são acusados de não promoverem qualidade em seus trabalhos. Por outro lado quando tenta investir em produtos com uma reconhecida qualidade, nem sempre a televisão é recompensada. Neste contexto encontra-se a produção de Os Maias pela Rede Globo, em 2001, a produção de minissérie mais cara realizada no país, e que não conseguiu um resultado expressivo de audiência:

Na opinião de Arlindo Machado, a televisão é e será aquilo que nós fizermos dela. Nem ela, nem qualquer outro meio estão predestinados a ser qualquer coisa fixa. Foram selecionados para seu livro cerca de duzentos programas de várias partes do mundo que podem ser considerados dignos de atenção da parcela mais inteligente do público.

Outra questão abordada pelo autor é como tratar dos gêneros televisuais, como se aprofundar nisto, como classificar, como colocar em pé de igualdade eventos audiovisuais tão distintos entre si, como uma ficção seriada, um jogo de futebol, um debate político, um videoclipe, programas de auditório, programas vespertinos, vinhetas.

O fenômeno da banalização é resultado de uma apropriação industrial da cultura e pode ser hoje estendido a toda e qualquer forma de produção intelectual do homem. Por que deveria a televisão pagar sozinha pela culpa de uma mercantilização generalizada de cultura. Por outro lado ainda existe uma literatura que vai contrária a essa literatura banalizada, há também um cinema com uma expressão inquietante e porque não haveria vida inteligente na televisão? Arlindo MACHADO, A Televisão Levada a Sério

Para Arlindo Machado temos dois modelos de televisão: O modelo de Adorno: tentando mostrar que a televisão era um mau objeto, atacando implacavelmente a televisão sem de fato conhecêla. Para ele, a televisão é congenitamente má, não importando o que ela efetivamente veicula. O modelo de McLuhan: a televisão é congenitamente boa, pois a imagem é granulosa, sua tela pequena e de baixa definição favorece uma mensagem incompleta e fria

Machado discorda dos dois modelos, colocando que há de se pensar a televisão fora desse maniqueísmo de modelo bom ou mau. Para o autor, é preciso pensar a televisão como o conjunto dos trabalhos audiovisuais (variados, desiguais, contraditórios) que a constituem como a literatura.

Os perigos políticos inerentes ao uso ordinário da televisão devem-se ao fato de que a imagem tem a particularidade de poder produzir o que os críticos literários chamam o efeito de real, ela pode fazer ver e fazer crer no que faz ver. Esse poder de evocação tem efeitos de mobilização. Ela pode fazer existir idéias ou representações, mas também grupos.

Outra forma poética muito exaltada por Arlindo Machado é a arte do improviso, onde as surpresas da televisão ao vivo, toda transmissão em tempo real e presente inclui um elemento de suspense, na medida em que as coisas podem não ocorrer como planejadas. E ai é que o melhor da televisão acontece, quando o imponderável se impõe sobre o programado.

A televisão é como uma indústria que tem seus produtos à venda, no caso, os programas de TV. O comprador desse produto é o mercado publicitário, que precisa identificar um público alvo e tem pouca disposição para o risco. Poucos anunciantes desejam arriscar patrocinar programas não convencionais. Nas emissoras comerciais, a TV precisa atender às necessidades dos anunciantes, ao contrário das educativas, que buscam as necessidades do público.

Programação é o conjunto de programas transmitidos por uma rede de televisão. O principal elemento para a programação é o horário de transmissão de cada programa. A economia é imprescindível hoje em dia para entender o funcionamento da televisão, desde a produção de programas até as estratégias de programação e de marketing. Atualmente, as emissoras comerciais baseiam-se nos dados de audiência para decidirem pela

Atualmente, as emissoras comerciais baseiam-se nos dados de audiência para decidirem pela programação de um gênero em determinado horário. O principal fornecedor dessas informações é o IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), que trabalha com pesquisa de mercado. O IBOPE estima o número de aparelhos de TV ligados em um canal no mesmo horário.

A distribuição dos programas em horários planejados e previamente divulgados pela emissora, desde o início da programação até o encerramento das transmissões, cria um plano conhecido como grade horária semanal. A grade horária de uma emissora é o resultado das pesquisas de audiência e da estratégia de cada rede. Sua elaboração gráfica permite a visualização da programação semanal num único quadro.

O formato de um programa pode apresentarse de maneira combinada, de modo a reunir elementos de vários gêneros e, assim, possibilitar o surgimento de outros programas.

O termo FORMATO é uma nomenclatura própria do meio (também utilizada por outros meios eletrônicos, como o rádio) para identificar a forma e o tipo da produção de um gênero de programa de televisão. Formato está sempre associado a um gênero, assim como gênero está diretamente ligado a uma categoria.

Em um gênero podemos encontrar vários formatos de programas. Por exemplo: Categoria Entretenimento; Gênero Variedades; Formatos: entrevistas, musicais, sorteios, games, reportagens...

Categoria: Entretenimento; Gênero: Variedades; Formatos: entrevistas, musicais, sorteios, games, reportagens...

Categoria Entretenimento Informação Educação Publicidade Outros Gênero Auditório, colunismo social, culinário, desenho animado, esportivo, filme, game show (competição), humorístico, infantil, interativo, musical, novela, Quis show (perguntas e respostas), reality show, revista, série, série brasileira, sitcom (comédia de situações), talk show, teledramaturgia (ficção), variedades, western (faroeste) Debate, documentário, entrevista, telejornal Educativo, instrutivo Chamada, filme comercial, político, sorteio, telecompra Especial, eventos, religioso