ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS Aula 02

Documentos relacionados
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL -1 INCHAMENTO AGREGADOS MIÚDO, CONDIÇÕES DE UMIDADE AGREGADOS GRAÚDO UMIDADE CRÍTICA E COEFICIENTE DE INCHAMENTO

Agregados - Terminologia. Termos relativos à natureza. Termos relativos à natureza. ABNT NBR 9935:2011 Agregados Terminologia. Rocha.

DETERMINAÇÃO DA UMIDADE DA AREIA 1

Massa Específica. Massa Específica MASSA ESPECÍFICA. Massa Específica Aparente ou Unitária. Massa Específica Real ou Absoluta.

AGREGADOS. 8. Principais propriedades físicas dos agregados:

Fundação Carmel itana Mário Pal mério MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL II LABORATÓRIO 02. Professor: Yuri Cardoso Mendes

Mecânica dos Solos I 14/03/2016. Índices Físicos dos Solos. 3.1 Fases do Solo

PRÁTICAS PARA A DISCIPLINA LABORATÓRIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 2 AGREGADOS

Mecânica dos solos AULA 4

Agregados - determinação da absorção e da densidade de agregado graúdo RESUMO 0 PREFÁCIO ABSTRACT 1 OBJETIVO SUMÁRIO 2 REFERÊNCIAS

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II. 2. Características tecnológicas: forma; massa específica; absorção; umidade superficial; massa unitária.

AULA 3 AGREGADOS Propriedades Físicas

ENSAIOS DE CONTROLE DOS AGREGADOS

ENSAIOS DE CONTROLE DOS AGREGADOS

Teor de MO e Densidade de solos

Mecânica dos Solos III COMPACTAÇÃO NO CAMPO. Maio de 2012

AGREGADOS. Ms = k. Mh ( ms = massa seca e ma = massa de agua no agregado)

ENSAIOS DE LABORATÓRIO

ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS Aula 01

CONTROLE DE COMPACTAÇÃO DO SOLO

ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL. Agregados

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS - O ESTADO DO SOLO - ÍNDICES FÍSICOS

Agregados. Caderno de aulas práticas. Curso: Engenharia Civil Disciplina: Argamassas e Concretos Prof a. Dra. Eliane Betânia Carvalho Costa 2016/02

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL - Laboratório de Mecânica dos Solos ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA DOS SÓLIDOS

CURSO DE EDIFICAÇÕES PROFº ANDERSON ALENCAR

LABORATÓRIO NP EN DETERMINAÇÃO DA MASSA VOLÚMICA E DA ABSORÇÃO DE ÁGUA

MT DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. Agregados determinação do inchamento de agregado miúdo

TRANSPORTES E OBRAS DE TERRA

Complemento das Aulas 13 e 14: Os principais equipamentos presentes em um laboratório

AJUSTE DE CURVA DA VARIAÇÃO DA MASSA DO AGREGADO GRAÚDO (PEDRA BRITA) SUBMERSO NA ÁGUA EM FUNÇÃO DO TEMPO 1. Fernanda Maria Jaskulski 2.

Atividades EXERCÍCIOS. Materiais Naturais e Artificiais

COMPARAÇÃO DE MÉTODOS DE DETERMINAÇÃO DO TEOR DE UMIDADE. Voluntário PVIC/UEG, graduandos do Curso de Engenharia, UnUCET Anápolis- UEG.

Definição. Agregados. Utilização. Importância no concreto. Funções 20/03/2017. Classificação quanto à origem (modo de produção)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DO SOLO. Disciplina: GCS 104 FÍSICA DO SOLO E CONSERVAÇÃO DO SOLO E ÁGUA

LABORATÓRIO NP EN DETERMINAÇÃO DA MASSA VOLÚMICA E DA ABSORÇÃO DE ÁGUA

II E X E R C Í C I O S E S T A D O D O S O L O

AREIA BASE PARA FUNDIÇÃO - DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ARGILA AFS PELO MÉTODO DO LAVADOR CONTÍNUO DE ARGILA

AGREGADOS AULAS DE LABORATÓRIO (MCC I)

Água de adesão = faixa de umidade que vai de 0% a aproximadamente 30%.

Aprender a preparar soluções aquosas, realizar diluições e determinar suas concentrações.

Unidade V - Determinação de umidade e sólidos totais

CONTROLE DE COMPACTAÇÃO DO SOLO CONTROL OF SOIL COMPACTION

Curso Superior em Tecnologia em Produção da Construção Civil. Materiais de Construção Civil. Prof. Marcos Alyssandro. Natal, 2013

MECÂNICA DOS SOLOS PROF. AUGUSTO MONTOR LISTA DE EXERCÍCIOS 1

MASSA ESPECÍFICA APARENTE DE MISTURAS ASFÁLTICAS COMPACTADAS USANDO AMOSTRAS SATURADAS SUPERFÍCIE SECA

ARGAMASSAS E CONCRETOS RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO

DETERMINAÇÃO DA GRANULOMETRIA

Aula prática 1: Materiais de laboratório, exatidão e precisão. 1. Material de laboratório

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA DOS MATERIAIS CONSTITUINTES PARA PRODUÇÃO DE CONCRETO DE ALTA RESISTÊNCIA (CAR)

ME-63 MÉTODOS DE ENSAIO DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA APARENTE IN SITU COM EMPREGO DE CILINDRO DE CRAVAÇÃO

Pontifícia Universidade Católica de Goiás

DOSAGEM DE CONCRETO. DOSAGEM é o proporcionamento adequado. e mais econômico dos materiais: Cimento Água Areia Britas Aditivos

MASSA ESPECÍFICA E ABSORÇÃO DE AGREGADOS GRAÚDOS

Material de apoio. Índices físicos. Índices físicos entre três as fases

Alguns materiais utilizados no Laboratório de Química

Disciplina: Mecânica dos Solos e Fundações

PÓ DE CARVÃO MINERAL PARA FUNDIÇÃO DETERMINAÇÃO DO CARBONO VÍTREO

Tópicos laboratoriais e/ou exercícios (5. o Parte) Dosagem de misturas asfálticas (1. o Parte)

II - O ESTADO DO SOLO

Unidade Curricular: Física Aplicada

Notas de aula prática de Mecânica dos Solos I (parte 1)

SUBSTÂNCIAS E MISTURAS

SOLO. Matéria orgânica. Análise Granulométrica

ENSAIO DE GRANULOMETRIA PLANILHA DE RESULTADOS

3) Todo solo é passível de receber uma grande edificação? (explique)

APARELHAGEM DE LABORATÓRIO 1. BICO DE BÜNSEN

Unidade Curricular: Física Aplicada

MATERIAIS BÁSICOS DO LABORATÓRIO DE QUÍMICA. Tópicos de Química Experimental. Débora Alvim/ Willian Miguel

Agregados para concreto. Material granular sem forma e volume definidos; Geralmente inerte; e Propriedades adequadas para uso em obras de Engenharia

MT DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM

TRANSPORTES E OBRAS DE TERRA

Pesos, medidas e índices

ANÁLISE GRANULOMÉTRICA (Dispersão Total)

Geotécnica Ambiental. Aula 2: Revisão sobre solos

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

1º trimestre Sala de Estudo Química Data: 26/02/18 Ensino Médio 2º ano classe: A_B Profª Danusa Nome: nº. Conteúdo: Vidrarias de laboratório

AULA PRÁTICA 4 Série de sólidos

Universidade Tecnológica Federal do Paraná. CC54Z - Hidrologia. Infiltração e água no solo. Prof. Fernando Andrade Curitiba, 2014

ENSAIO DE PERDA DE MASSA POR IMERSÃO

Estrutura Interna do Concreto

Ensaios e Caracterização de Materiais. Prof. Lucas Máximo Alves. Aula Prática 4. Determinação dos Limites de Atterberg. Procedimento Experimental.

PHMETRO: é um medidor de potencial hidrogeniônico que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade das amostras.

DOSAGEM DEFINIÇÃO. DOSAGEM é o proporcionamento. adequado e mais econômico de. materiais: cimento, água, agregados, adições e.

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL. Profª Aline Cristina Souza dos Santos

DOSAGEM DE CONCRETO COLORIDO DE ALTO DESEMPENHO CAD

MECÂNICA DOS SOLOS I (TEC00259) Índices Físicos Exercícios. Prof. Manoel Isidro de Miranda Neto Eng.Civil, DSc

EQUIPAMENTO BÁSICO DE LABORATÓRIO

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL. Profª Aline Cristina Souza dos Santos

I) Comparação da precisão em medidas volumétricas

MT DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS DE SINOP FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGIAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL GEOTECNIA I

MASSA ESPECÍFICA APARENTE DE MISTURAS ASFÁLTICAS QUENTE (MAQ) COMPACTADAS USANDO CORPOS PROVA PARAFINADOS

ESTUDO DIRIGIDO EM FÍSICA DO SOLO. Não estudar apenas por esta lista

Transcrição:

LABORATÓRIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Prof. Netúlio Alarcon Fioratti ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS Aula 02 Nome: RA > DETERMINAÇÃO DA UMIDADE PELO MÉTODO DO UMIDÍMETRO SPEEDY. > DETERMINAÇÃO DA UMIDADE ATRAVÉS DE SECAGEM EM ESTUFA. > DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA DOS GRÃOS DE AGREGADO MIÚDO PELO FRASCO DE CHAPMAN. > ESTIMATIVA DA MASSA ESPECÍFICA APARENTE DE AGREGADOS MIÚDOS ATRAVÉS DE MEDIÇÕES DIRETAS. 1. OBJETIVO Obtenção de alguns índices indispensáveis para a caracterização física de um agregado. 2. DEFINIÇÕES 2.1 UMIDADE É a relação entre a massa total de água presente no agregado e a sua massa seca:. 100 Eq. 01 m h = massa do material úmido. m s = massa do material seco em estufa até adquirir peso constante. Na figura abaixo apresentamos quatro das cinco condições de umidade que um agregado pode apresentar cuja descrição segue: *Seco em estufa (figura 01) Devido à alta e constante temperatura que uma estufa pode manter, o agregado encontra-se completamente seco, tanto no seu exterior quanto no seu interior (vazios permeáveis). *Seco ao ar (figura 02) Como a temperatura ao ar livre é menor e possui uma variabilidade maior que na estufa, o agregado tem a sua superfície seca, porém, os poros permeáveis mais internos não são completamente secos, havendo assim umidade residual na partícula representada pela área menos escura da figura. *Saturado superfície seca (figura 03) Neste caso todos os poros permeáveis encontram-se saturados e a superfície do agregado encontra-se seca. Essa situação é encontrada na prática de determinação de absorção e massa específica de agregados graúdos. *Saturado (figura 04) Semelhante ao caso anterior, porém, há uma película de água aderida na superfície do agregado. *Saturado com água livre Existe água não aderida à superfície dos grãos, retida no material nos vazios entre um grão e outro. 6

2.2 MASSA ESPECÍFICA APARENTE (UNITÁRIA) É a relação entre a massa do material e seu volume no estado solto. Não se desconta o volume dos vazios existentes entre os grãos. Expressa pela Equação 02. m s = Massa do material no estado solto com a umidade atual. v = volume do material no estado solto. Eq. 02 2.3 MASSA ESPECÍFICA DOS GRÃOS (DOS SÓLIDOS) É a relação entre a massa do material seco em estufa e o volume dos grãos (dos sólidos) que compõe este material. Este volume dos sólidos exclui o volume de vazios existente entre os grãos. Expressa pela Equação 03: Eq. 03 m s = massa do material no estado solto com a umidade atual. v s = volume dos sólidos do material, descontando-se os vazios entre os grãos do agregado. 3. ENSAIOS 3.1 DETERMINAÇÃO DA UMIDADE PELO MÉTODO DO UMIDÍMETRO SPEEDY 1 conjunto Umidímetro Speedy. b) Amostra: 5 a 20g, conforme umidade estimada. c) Execução: *Pesa-se a amostra. *Coloca-se na garrafa Speedy com a ampola de carbureto de cálcio e esferas de metal. *Agitar o aparelho de modo que a cápsula seja quebrada reagindo o carbureto de cálcio com a água existente na areia, formando hidróxido de cálcio e gás acetileno (DEVE-SE TOMAR CUIDADO, POIS A GARRAFA FICA PRESSURIZADA E COM UM GÁS TÓXICO E INFLAMÁVEL). d) Efetuar leitura no manômetro. 7

e) Pela pressão aferida, correlaciona-se na tabela previamente calibrada para este conjunto a pressão e a massa da amostra a fim de se obter o valor da umidade do agregado miúdo. APRESENTE ABAIXO OS DADOS UTILIZADOS E OBTIDOS EM LABORATÓRIO: 3.2 DETERMINAÇÃO DA UMIDADE ATRAVÉS DE SECAGEM EM ESTUFA *Balança com precisão de 0,01g. *Estufa com temperatura entre 105 e 110 o C. *Cápsulas de alumínio e espátulas. b) Amostra: 300g de areia úmida, que será dividida nas 3 cápsulas, sendo uma para cada medição. c) Execução: *Pesar as cápsulas vazias a fim de se obter a TARA. *Pesar as amostras úmidas a fim de se obter a MASSA ÚMIDA + TARA. *Colocar em estufa. *Determinar a massa do material seco após 24h ou até atingir massa seca constante. d) Resultados: Anotações na tabela abaixo com auxílio da Equação 01. 1 2 3 Cápsula No. Tara (g) mh (g) ms (g) h (%) Média: 3.3 DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA DOS GRÃOS DE AGREGADO MIÚDO PELO FRASCO DE CHAPMAN. *Balança com capacidade mínima de 1kg e precisão de 0,01g. *Pisseta com água destilada. *Becker de plástico para pesagem da areia. *Funil para auxílio na utilização do frasco de Chapman. *Frasco de Chapman. b) Amostra: 500g de agregado miúdo seco em estufa. 8

c) Execução do ensaio: Colocar água no frasco até a marca de 200cm³ deixando-o em repouso para que a água aderida as faces internas escorram totalmente e em seguida introduzir cuidadosamente 500g de agregado miúdo seco em estufa no fraco que deve ser devidamente agitado para garantia da eliminação de bolhas de ar. A leitura do nível atingido pela água no gargalo do frasco indica o volume em cm³ ocupado pelo conjunto água+agregado. Atentar-se para que as faces internas estejam completamente secas e sem grãos aderidos. d) Resultados: A partir da Equação 03 com os dados fixos do frasco de Chapman chegamos à seguinte expressão: (g/cm³) L = leitura no frasco de Chapman. APRESENTE ABAIXO OS DADOS OBTIDOS EM LABORATÓRIO E O RESPECTIVO CÁLCULO, AMBOS EXPRESSOS COM 3 CASAS DECIMAIS: 3.4 ESTIMATIVA DA MASSA ESPECÍFICA APARENTE DE AGREGADOS MIÚDOS ATRAVÉS DE MEDIÇÕES DIRETAS *Balança com capacidade mínima de 1kg e precisão de 0,01g. *Becker graduado de plástico para pesagem da areia. b) Amostra: agregado miúdo seco ou em umidade conhecida. c) Execução do ensaio: Preencher o Becker com o agregado miúdo até um volume conhecido. Certificar-se de que a superfície encontra-se perfeitamente nivelada e pesar. Fazer duas repetições. d) Resultados: Com os dados obtidos, utilizar a Equação 02 para encontrar o valor da massa específica aparente. Certificar-se de ter descontado a massa do Becker quando do cálculo. APRESENTE ABAIXO OS DADOS OBTIDOS EM LABORATÓRIO E O RESPECTIVO CÁLCULO, AMBOS EXPRESSOS COM 3 CASAS DECIMAIS: 9

Medição Volume (cm³) Massa (g) Massa específica aparente (g/cm³) 1 2 Média: 4. CONSIDERAÇÕES O teor de umidade de um agregado é bastante utilizado para se corrigir o traço de um concreto, pois as massas apresentadas neste são massas secas e deve-se saber que ao utilizar areia úmida está-se acrescentando boa parcela de água em vez de areia. A determinação das massas específicas dos sólidos serve para dar um indicativo do quão denso é o material em questão e é este valor que a maioria dos métodos de dosagem se utiliza para estabelecimento dos traços. A massa específica aparente serve para transformar os traços apresentados em massa para traços em volume. 10