Les Nabis (Os Profetas)

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Transcrição:

- 045 - Les Nabis (Os Profetas) O movimento Les Nabis, se originou de um grupo de jovens estudantes de arte egressos da Academia Julian. Surgiu do então impressionista Paul Sérusier (1864-1927) a ideia de formar o grupo, cujo nome, originado do hebraico, significa Os Profetas. Foi ele que trouxe também para o grupo o valioso apoio do já famoso pintor pós-impressionista Paul Gauguin (1848-1903). Ker-Xavier Roussel, Édouard Vuillard, Romain Coolus, Félix Vallotton, 1899 (Commons) Quanto ao nome Les Nabis, ele foi cunhado pelo poeta Henri Cazalis, que traçou um paralelo entre os pintores interessados em revitalizar a pintura e os profetas do Velho Testamento, empenhados em rejuvenescer Israel, ainda mais semelhantes porque a maior parte dos artistas usava barbas e alguns deles eram judeus, reforçando o elo entre a os artistas e a religião. Além do mais, havia uma certa mística no comportamento dos novos profetas, que ia deste as ideias até o linguajar, propositalmente cabalístico.

- 046 - Em tom de mistério, chamavam o estúdio de ergasterium e encerravam suas cartas com a sigla "E.T.P.M.V. et M.P, significando, em francês, "En ta paume, mon verbe et ma pensée", em português, na palma de suas mãos, estão minhas palavras e meu pensamento. Já se vê que não se tratava de um grupo muito aberto à comunicação. No período de organização, encontravam-se na própria Academia Julian. Depois, passaram a se encontrar no apartamento do pintor Paul Ranson (1864-1909). Pregavam que uma obra de arte é o produto final, ou a síntese proporcionada pelo artista, contendo a natureza em metáforas estéticas pessoais e em símbolos. Dá para entender... Esquisitices à parte, o grupo Les Nabis abriu o caminho para o desenvolvimento da arte abstrata e, longe de viver o passado distante, eles eram progressistas, visionários de seu tempo mas sem perder a noção da realidade, integrados que estavam na arte e no cotidiano das pessoas. Homenagem a Cézanne, Maurice Denis, 1900 (Commons) Quanto às técnicas utilizadas, estavam integrados a todo tipo de mídia, usando telas ou cartões, trabalhando com têmpera ou óleo, pintando murais, ou produzindo pôsteres, impressões, ilustrações de livros, temas para estamparia de tecidos e criando ideias para decoração de móveis. Mesmo depois de extinto o grupo, suas ideias foram pilares para o desenvolvimento do Fauvismo e do Cubismo.

- 047 - Entre os artistas considerados Os Profetas, destaca-se Maurice Denis, pintor e também jornalista, que ajudou a projetar as ideias do grupo, que classificava a pintura como "uma área plana coberta de cores reunidas em uma ordem definida" (Traduzido da Wikipedia em inglês, com apoio de outras fontes) Eis os nomes mais significativos do grupo Les Nabis, com suas respectivas identificações: Pierre Bonnard (1867 1947), le nabi très japonard Pierre Bonnard, Auto-retrato (1889) Commons

- 048 - Maurice Denis (1870 1943), le nabi aux belles icônes Maxime Dethomas (1869 1929) Meyer de Haan (1852 1895), le nabi hollandais Rene Georges Hermann-Paul (1864 1940) Henri-Gabriel Ibels (1867 1936), le nabi journaliste Georges Lacombe (1868 1916), le nabi sculpteur Lugné-Poe (1869 1940) Aristide Maillol (1861 1944) Paul Ranson (1864 1909), le nabi plus japonard que le nabi japonard Paul Ranson, Nabis Landscape, 1890 József Rippl-Rónai (1861 1927), le nabi hongrois Ker-Xavier Roussel (1867 1944) Paul Sérusier (1864 1927), le nabi à la barbe rutilante

Félix Vallotton (1865 1925), le nabi étranger Félix Vallotton, The Mistress and the Servant, 1896-049 - Jan Verkade (1868 1946), le nabi obéliscal Édouard Vuillard (1868 1940), le nabi Zouave Pierre Bonnard, Les Parisiennes 1893, lithograph (Commons)

- 050 Paul Serusier, A Colheita Paul Serusier, O Talismã

Pierre Bonnard, La Seine à Vernon - 051 Pierre Bonnard, Le boxeur

- 052 - Paul Ranson, Les trois baigneurs Paul Ranson, Arbre pomme aux fruits rouges

- 053 - Fauvismo e a missão das feras O Fauvismo foi um dos mais importantes movimentos das Vanguardas europeias (Avant-garde), caracterizado pelo emprego provocativo da cor que, embora de curta duração (1904-1908), teve sua origem no Pós-Impressionsmo e na pintura do grupo Les Nabis, passando o bastão ao seu sucessor, o Cubismo, que também privilegiava a cor, mas acrescentando-lhe formas geométricas mais definidas. Nessa transição de um movimento para outro, não houve necessariamente uma ruptura, mas sim uma nova leitura das experiências realizadas por seus antecessores. Bem acompanhada a evolução das Vanguardas, podemos dizer que cada movimento contribuiu, em seu lugar e hora, para o desenvolvimento da arte moderna, complementando, mas não contraditando, o movimento anterior. O termo Fauvismo (As feras), cunhado pelo crítico de arte Louis Vauxcelles ao conjunto de obras apresentadas no Salão de Outono de Paris em 1905, tinha um cunho pejorativo, mas os vanguardistas o adotaram pela consciência que tinham quanto à sua importância no desenvolvimento da arte, naqueles primeiros anos do Século XX. O precursor foi Henri Matisse e sua maior contribuição para a arte moderna esteve na utilização da cor em seu estado puro, sem subterfúgios, agredindo e fascinando a um só tempo. Henri Matisse, A dança, 1909

- 054 Henri Matisse, Luxo, Calma e Voluptuosidade, 1904 O gabarito para a pintura fauve é a obra de Matisse Luxo, calma e voluptuosidade, representando uma síntese do Pós-Impressionismo transportada para o novo estilo. Nesse trabalho, Matisse faz referência ao lirismo romântico do poeta simbolista Charles Baudelaire em Convite à Viagem, evidenciando a autonomia das cores em relação ao objeto focalizado. Matisse dispõe o colorido de maneira que as cores frias e intermediárias (azul, rosa e verde) revelem a calma e tranquilidade do ambiente proposto. Isso permite dar maior destaque às figuras, em cores quentes, como o vermelho, o laranja e o amarelo. Note-se que, embora introduzindo a cor como elemento fundamental da obra, ainda existe nesse quadro um resíduo de estilos anteriores, como o Pontilhismo, bastante visível no conjunto. Foi a partir padrão citado que os demais artistas desenvolveram seu trabalho, criando uma identidade própria, indelével, tanto dos artistas quanto do movimento, aproveitada e melhorada pelos movimentos que sucederam à pintura fauve. No mesmo Salão, Matisse expõe O Retrato da Senhora Matisse, uma caricatura à feminilidade e um novo enfoque na pintura de retratos, fugindo aos padrões do Impressionismo e bem distante do academicismo. (Traduzido da Wikipedia em espanhol, com apoio de outras fontes)

- 055 - O Retrato da Senhora Matisse Entre os artistas mais conhecidos da pintura fauve, podemos citar, de passagem, os seguintes nomes: Henri Matisse (1869-1954), pintor e escultor francês Louis Valtat (1869-1952), pintor francês Georges Rouault (1871-1958), pintor francês Henri Manguin (1874-1949), pintor francês

- 056 - Albert Marquet (1875-1947), pintor francês Albert Marquet, Barcos de pesca, (1906) Jean Puy (1876-1960), pintor francês Maurice de Vlaminck (1876-1958), pintor francês Kees van Dongen (1877-1968), pintor holandês Raoul Dufy (1877-1953), pintor francês

Charles Camoin (1879-1965), pintor francês Othon Friesz (1879-1949), pintor francês Andre Derain (1880-1954), pintor e escultor francês Georges Braque (1882-1963) pintor e escultor francês - 057 - Georges Braque, Mulher nua se penteando, 1906. Óleo sobre tela, 61 50 cm. > O artista utiliza cores brilhantes, em vermelho e rosa, com repetição sutil de linhas diagonais,

- 058 - Ben Benn (1884-1983), pintor russo, naturalizado americano Bem Benn, The Street, New York City Roger de la Fresnaye (1885-1925), pintor francês Marguerite Thompson Zorach (1887-1968) pintora americana

Roger de la Fresnaye, Coquelicots dans un vase (Papoulas em um vaso), 74x58 cm, 1910-059

- 060 Henri Manguin, The Prints, 1905, Óleo sobre tela, 81 x 100 cm Henri Mangin, Landscape (Paisagem)

Louis Valtat, Naked woman, 1904-061

- 062 - André Derain, "Collioure: le port de pêche", 1906 André Derain, Pont de Charing Cross London, 1906

- 063 - A decomposição da imagem em formas geométricas O Cubismo foi um movimento artístico desenvolvido entre 1907 e 1914, nascido na França e encabeçado por Pablo Picasso e Georges Braque, com a participação ativa de Jean Metzinger, Albert Gleizes, Robert Delaunay e Juan Gris, usando como base as experimentações de movimentos anteriores a ele, mas criando fundamentos para a pintura moderna, ao romper definitivamente com a arte acadêmica. Não foi apenas mais uma experiência modernista, mas a pedra basilar sobre a qual se sustentaram todos os movimentos posteriores, até os dias de hoje. O termo Cubismo (de cubo) foi cunhado pelo crítico de arte francês Louis Vauxcelles, o mesmo que já havia criado a expressão Fauvismo (de fauve, ou feras), e teve como mote o quadro L Estaque (abaixo), de Georges Braque, composto, segundo ele, de pequenos cubos.

- 064 - Embora mais apropriado para a pintura, o Cubismo se desenvolveu também na escultura e na poesia livre, em que a métrica e as rimas são abolidas e a própria escrita ganha o contorno de figuras geométricas. O Concretismo brasileiro na poesia da década de 1950 (exemplo abaixo) foi uma versão modernizada do cubismo literário que teve, como seu maior expoente na França o poeta Guillaume Apollinaire (1880-1918). É unanimidade, nos dias de hoje, considerar o Cubismo como o ponto inicial das Vanguardas (Avant-garde), por romper com o último estatuto renascentista ainda vigente no Século XX, qual seja, o conceito de perspectiva, ao tratar as formas da natureza por meio de figuras geométricas (não necessariamente o cubo) fragmentando linhas e superfícies, trazendo o lado obscuro do objeto para o primeiro plano e mostrando, em superfície plana, tanto a frente como o lado e o reverso do objeto, no que foi chamado de perspectiva múltipla, ou uma quarta dimensão.

- 065 - Joaquin Peinado, (1898-1975), Bodegón Cubista Como é fácil de se imaginar, a obra acabada ficava, por vezes, de difícil compreensão, necessitando de uma decomposição e análise dos elementos nela existentes, para o espectador compreender mais claramente a visão do artista. Tudo isso bem ao contrário da pintura tradicional, que expunha aos olhos do espectador o objeto natural, como ele estava acostumado a ver no cotidiano. O cubismo teve como centro nevrálgico a cidade de Paris; como seus organizadores, Pablo Picasso, Georges Braque e Juan Gris; como fonte de inspiração, as esculturas africanas e as exposições do pontilhista Georges Seurat realizada em 1905 e do pós-impressionista Paul Cèzanne, realizada em 1907, ambas em Paris. Cèzanne pretendeu representar a realidade, reduzindo-a a formas essenciais, enquanto que Seurat buscou estruturar geometricamente seus quadros. O que Pablo Picasso e Georges Braque tomaram de Cèzanne foi obter uma nova figuração das coisas, dando aos objetos a solidez e a densidade, afastando-se de vez dos preceitos do Impressionismo, que colocava no âmago de sua pintura a busca exclusiva dos efeitos de luz. Quanto às máscaras africanas, elas eram uma novidade que só recentemente chegara à Europa, trazida pelos conquistadores que implantaram o neo-colonialismo na África. Africanos desconheciam a evolução da arte na Europa e vice-versa.

- 066 - A visível identidade entre uma mascara africana e uma pintura de Pablo Picasso Em 1909, Georges Braque e Pablo Picasso estreitaram sua amizade e permitiram o primeiro avanço, com a criação do Cubismo Analítico (1909-1912), criando uma pintura quase que monocromática, baseada no cinza e no ocre (óxido de ferro). Nesse primeiro momento, desprezava-se a cor para dar destaque maior e quase que exclusivo à forma geometrizada das pinturas. Georges Braque, Instrumentos musicais

- 067 Com o quadro O Português, pintado por Georges Braque surge a segunda fase cubista que é a do Cubismo Sintético (1912-1914). Em sua obra, Braque desenvolve um estilo mais abstrato e, como novidade, acrescenta letras, palavras e números na própria pintura, além de realizar colagem de papéis e recortes de jornais. A cor começa a voltar, ainda que timidamente, à pintura. Georges Braque, O Português, 1911

- 068 - Em 1912, Picasso também aderiu à colagem com sua obra Natureza morta com cadeira de palha, acrescentando papel oleado sobre a tela. A cor também se torna mais visível, em relação à fase anterior. A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) pôs fim à fase mais criadora do cubismo. Muitos pintores foram convocados para a guerra, entre eles Braque, Léger, Metzinger, Gleizes, Villon e Lhote. Terminado o conflito, os artistas retomam sua atividade artística, mas, a essa altura, o cubismo original já havia se desdobrado em outras tendências de denominações diferentes, como por exemplo, o Dadaismo, o Surrealismo, Neoplasticismo e Concretismo. O destino estava traçado; apenas os caminhos em direção ao futuro é que eram diferentes. (Traduzido da Wikipedia em espanhol, com o apoio de várias outras fontes) Os principais artistas do cubismo foram: Lyonel Feininger (1871-1956), pintor germano-americano Jacques Villon (1875-1963), pintor francês Raymond Duchamp-Villon (1876-1918), escultor francês Kasimir Malevich (1878-1935), pintor ucraniano Maria Blanchard (1881-1932), pintora espanhola Patrick Henry Bruce (1881-1936), pintor americano

Albert Gleizes (1881-1953), pintor francês - 069 - Albert Gleizes, Femmes cousant (Mulheres costurando), 1913 Aquarela em papel colado à tela, 30x26 cm Natalia Goncharova (1881-1962), pintora russa Fernand Leger (1881-1955), pintor francês Mikhail Larionov (1881-1964), pintor russo Henri Le Fauconnier (1881-1946), pintor francês

- 070 - Pablo Picasso (1881-1973), pintor e escultor espanhol Georges Braque (1882-1963), pintor francês Louis Marcoussis (1883-1941), pintor franco-polonês

Jean Metzinger (1883-1956), pintor francês Gino Severini (1883-1966), pintor italiano Robert Delaunay (1885-1941, pintor francês Robert Delaunay, Janela, 1912-071 -

- 072 - Roger de la Fresnaye 1885-1925, pintor francês Henri Laurens (1885-1954), escultor francês Andre Lhote (1885-1962), pintor e escultor francês André Lhote, Sevilha, Óleo sobre papel, 1922 Alexander Archipenko (1887-1964), escultor ucraniano Juan Gris (1887-1927), pintor e escultor espanhol Henri Gaudier-Brzeska, (1891-1915), escultor francês Jacques Lipchitz (1891-1973), escultor franco-lituano

- 073 - A realidade deformada para expressar o subjetivo O Expressionismo foi um movimento cultural surgido na Alemanha no início do Século XX, que se firmou nas artes plásticas, literatura, música, cinema, teatro, dança, fotografia e outros gêneros de expressão artística, mas que teve início, mesmo, na pintura e, a par com o Fauvismo, representou a primeira manifestação sólida e visível das Vanguardas históricas (Avant-garde). Longe de ser um movimento unificado com características próprias, ele era heterogêneo, aglutinando artistas de tendências diversas e de níveis culturais muito variados. Seu surgimento foi uma reação ao Impressionismo, defendendo a ideia de uma arte pessoal e intuitiva, em que o que mais vale é a visão interior do artista (a expressão), ainda que contrariando a realidade visível (a impressão). Em síntese, o expressionismo deve ser entendido como a deformação da realidade para expressar, de maneira mais subjetiva, a natureza e o ser humano, privilegiando a expressão dos sentimentos, mais que a descrição objetiva do real. Colocado desta forma, o termo pode ser aplicado não só aos artistas contemporâneos alemães, mas a outros de qualquer época e de qualquer lugar, como Bruegel, el Viejo (Holanda), ou El Greco e Goya (Espanha). El Greco (Domenikos Theotokopoulos) Laocoön - Google Art Project

- 074 - Para dar dramaticidade ao gênero, suas cores são violentas e os temas recorrentes são a solidão e a miséria, representando o estado de espírito e as contradições de uma sociedade perplexa com a desorientação política e social que prevalecia nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a amargura que predominou no período entre-guerras (1918-1939). Essa amargura provocou um desejo veemente de mudar a vida, buscar novas dimensões à imaginação e renovar a linguagem artística. Em uma oposição concreta ao status, o expressionismo defendia a liberdade individual, a primazia da expressão subjetiva, o irracionalismo, a paixão e, sobretudo, os temas proibidos, como o mórbido, o demoníaco, o sexual, o fantástico e a perversão. O Grito, de Edvard Munch

- 075 - A característica fundamental do Expressionismo era perseguir a visão subjetiva, com a deformação emocional da realidade, cobrando uma significação metafísica e abrindo os sentidos ao mundo interior. Era, em certo sentido, a expressão da alma alemã no período que antecedeu a Primeira Guerra, buscando refúgio na metafísica, para escapar à realidade, com uma visão trágica do ser humano, seus medos e dissabores, sua preocupação com a vida e a morte, revelando o lado pessimista da vida e o sentimento de isolamento frente à sociedade moderna e industrializada. Assim, distorcendo a realidade, pretendiam impactar o espectador, penetrando em seu lado mais interior e emotivo. Paul Klee, Senecio, 1922

- 076 - Como buscava a realidade para distorcê-la, o Expressionismo não foi homogêneo, mas variou segundo os estilos que procurava distorcer: foi modernista com Edvard Münch, fauvista com Georges Rouault, cubista e futurista com o movimento Die Brücke, surrealista com Paul Klee, abstrato com Wassily Kandinsky, e assim por diante. Ainda que o centro de irradiação tenha sido a Alemanha, o mesmo sentimento se expressa em outros países, com Amedeo Modigliani (Itália), Mark Chagall (Rússia), Chaïm Soutine (França). Extrapolando a Europa, teve repercussão no México, com Orozco, Diego Rivera e David Alfaro Siqueiros, e, no Brasil, com Cândido Portinari e Lasar Segall. Wassily Kandinsky, Moscow I, 1916 Na Alemanha, o movimento se organizou principalmente em torno dos grupos Die Brücke (A Ponte), fundado em 1905, e Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), fundado em 1911, sem prejuízo de outros artistas independentes. Após a Primeira Guerra, surgiu o movimento Nova Objetividade que, embora pretendendo rechaçar as ideias expressionistas, ao defender um caráter mais social da arte, utilizou da mesma distorção formal e do intenso colorido, o que os tornou, a contragosto, herdeiros diretos da primeira geração expressionista. O termo Expressionismo foi usado pela primeira vez pelo pintor francês Julien-Auguste Hervé, que utilizou a palavra Expressionisme para designar uma série de quadros apresentados no Salão dos Independentes de Paris em 1901, contrapondo-se ao termo Impressionismo. O movimento alemão adaptou a expressão como Expressionismus, ao invés de traduzi-la para o alemão, que seria Ausdruck (Expressão). Foi usado pela primeira vez no catálogo da XXII Exposição da Secessão de Berlim em 1911, a qual incluía não só artistas alemães como também franceses. (Traduzido da Wikipedia em espanho, com apoio de outras fontes)

Os principais artistas do movimento foram: James Ensor, (1860-1949), pintor belga Emile Antoine Bourdelle, (1861-1929), escultor francês Edvard Munch, (1863-1944), pintor norueguês - 077 - Franz von Stuck, (1863-1928), pintor e escultor alemão Alexei Jawlensky (1864-1941), pintor russo-alemão Wassily Kandinsky, (1866-1944), pintor russo-francês Kathe Kollwitz, (1867-1945) escultor e impressor alemão Emil Nolde, (1867-1956), pintor alemão Ernst Barlach, (1870-1938), escultor alemão Emily Carr, (1871-1945), pintor canadense

- 078 - Lyonel Feininger, (1871-1956), pintor alemão-americano Georges Rouault, (1871-1958) pintor francês Alfred Kubin, (1877-1959), ilustrador checo Gabriele Munter, (1877-1962), pintor alemão Paul Klee, (1879-1940), pintor suiço Jacob Epstein (1880-1959), escultor Americano-britânico Ernst Ludwig Kirchner, (1880-1938) pintor e escultor alemão Franz Marc, (1880-1916) pintor alemão (abaixo, Cavalos azuis ) Max Pechstein (1881-1955), pintor alemão Max Weber, (1881-1961) pintor alemão-americano Richard Gerstl, (1883-1908) pintor austríaco Erich Heckel, (1883-1970) pintor alemão Ivan Mestrovic, (1883-1962) escultor croata-americano Max Beckmann, (1884-1950) pintor alemão Ludwig Meidner, (1884-1966), pintor alemão

Amedeo Modigliani, (1884-1920), pintor e escultor americano - 079 - Karl Schmidt-Rottluff, (1884-1976), pintor alemão Jules Pascin, (1885-1930)., pintor búlgaro-francês Oskar Kokoschka, (1886-1980), pintor austríaco Jose Gutierrez Solana, (1886-1945, pintor espanhol August Macke, (1887-1914), pintor alemão Heinrich Campendonk, (1889-1957), pintor alemão Georg Schrimpf, (1889-1938), pintor alemão

- 080 - Egon Schiele, (1890-1918), pintor austríaco Otto Dix, (1891-1969), pintor alemão Otto Dix, Auto-retrato com musa, 1924 George Grosz, (1893-1959), pintor alemão Chaim Soutine, (1893-1943, pintor lituano-francês Gert Wollheim, (1894-1974), pintor alemão-americano Josef Fenneker, (1895-1956), ilustrador alemão Abraham Rattner, (1895-1978), pintor americano Conrad Felixmuller, (1897-1977), impressor alemão Carlos Orozco Romero, (1898-1984), pintor mexicano Marino Marini, (1901-1980), escultor italiano

Francis Bacon (1909-1992), pintor irlandês-britânico Francis Bacon, Auto-retrato, 1969-081 - Renato Guttuso, (1912-1987) pintor italiano Gershon Iskowitz, (1921-1988), pintor polonês-canadense Svend Wiig Hansen, (1922-1997), pintor dinamarquês Bob Thompson, (1937-1966 ), pintor afro-americano Per Kirkeby, (nascido em 1938), pintor dinamarquês

- 082 Expressionismo no Brasil Lasar Segall, Maternidade Cândido Portinari, Retirantes