Propriedades ópticas



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Transcrição:

O Silício Si, existente em grande quantidade na Terra. Processo de Czochralski (crescimento de cristais de Si) para formação de wafers de silício. Facilidade de obtenção do SiO 2 (um bom isolante) a temperaturas médias na presença de oxigénio.

Propriedades ópticas O silício é muito utilizado para a construção de fotodetectores para a região visível do espectro electromagnético. A absorção pelo Si é dependente do comprimento de onda da luz incidente. Isto dificulta o fabrico de fotodetectores para a intensidade mas abre a possibilidade de fabricar sensores de côr.

Propriedades ópticas Dopagem p num substrato n, formando um fotodetector. Dois contactos são abertos na camada de SiO 2 para n e p.

Propriedades ópticas Absorção óptica dos semicondutores em função do comprimento de onda. Si quase transparente para λ>1 µm

Propriedades mecânicas Si é um excelente material para aplicações micromecâncias: -baixa densidade, 2.33x10 3 kg m -3 -elevado grau de elasticidade (Young s modulus), E=164 GPa -elevado grau de dureza, 11 GPa -muito boa resistência à fractura, 0.1-0.5 GPa -sem stress residual

Estruturas 3D em Silício Pontes Pranchas Frames Massas sólidas Membranas flexíveis Partes móveis Engrenagens, rodas dentadas

Propriedades térmicas do silício Coeficiente de expansão térmica, α=2.33x10 6 K -1 Condutividade térmica, 147 WK -1 m -1

Materiais usados nas microtecnologias Materiais compatíveis com Si Si, puro p-si, n-si, dopagem com Boro ou Fósforo Si Wafer com os cristais orientados nas direcções [100], [110], [111] Polisilício puro, cristais sem orientação Poly-p, Poly-n, dopagem com Boro ou Fósforo respectivamente SiO 2, isolante, quase transparente à luz visível (n=1.4-1.5), ideal para membranas finas, exibe stress residual compressivo Si 3 N 4, isolante, quase transparente à luz visível (n=2.2-2.5), ideal para membranas finas, exibe stress residual em tensão. Al, metal utilizado para as ligações, bom grau de dureza para evaporação térmica ou sputtering.

Filmes finos Formação de filmes finos (na ordem dos micrómetros ou menor) de diferentes materiais sobre um wafer de silício Estes filmes podem ser formatados e padronizados por técnicas litográficas e técnicas de corrosão dos materiais em causa Metais nobres como o Au e a Ag, contaminam os circuitos de microelecrónica causando falhas, portanto wafers de silício com metais nobres têm que ser processados usando equipamento dedicado apenas a esta tarefa. Os metais nobres geralmente são padronizados recorrendo à técnica de lift-off.

Materiais usados nas microtecnologias Materiais não compatíveis com Si Ag e Au, muito macios para evaporação, mas com boas propriedades ópticas para a zona do visível e infra-vermelho respectivamente. Cu, material de baixa resistividade comparado com o Al. Requer processo especial para fazer o seu crescimento em wafers de silício. TiO 2, filmes finos para filtros ópticos

Stress residual em filmes finos Condições de deposição (temperatura, pressão) dos filmes fazem variar o stress residual. O LPCVD Si 3 N 4 apresenta stress residual de 0.125-1 GPa conforme a variação de tempeatura e o annealing. Em baixo está representado o stress residual do LPCVD Poly quando depositado a diferentes pressões e sem annealing.

O 2 Oxidação térmica Silício Silício SiO 2 O silício é consumido à medida que o dióxido de silício cresce. O crescimento ocorre em oxigénio e/ou vapor a 800-1200 ºC Filmes com ~2um é o máximo valor prático possível

Oxidação térmica A oxidação pode ser mascarada com nitreto de silício, que evita a difusão do O 2 SiO 2 Silício nitreto de silício

Aspectos da deposição - Compatibilidade Compatibilidade térmica A oxidação térmica e os filmes LPCVD são mutuamente compatíveis A oxidação térmica e o LPCVD não são compatíveis com polímeros (derretem/ardem) e com a maioria dos metais (formação eutéctica, difusão, contaminação do forno) Compatibilidade topográfica Não se pode fazer spin-coat sobre degraus elevados Deposição sobre rasgos profundos deixa buracos

Aspectos da deposição - Conformabilidade Um coating (cobertura) conformal cobre todas as superfícies com uma película uniforme Um coating planarizador tende a reduzir o degrau vertical da secção transversal Um coating não-conformal deposita mais nas superfícies do topo do que nas superfícies da base e/ou laterais Conformal Planarizador Não-conformal

Aspectos da corrosão - Anisotropia Corrosivos isotrópicos removem a mesma taxa em todas as direcções máscara Anisotrópico Isotrópico

Aspectos da corrosão - Selectividade A selectividade é a relação entre a taxa de corrosão do material alvo e a taxa de corrosão dos outros materiais A corrosão química é geralmente mais selectiva do que corrosão por plasma A selectividade para o material da máscara e para os materiais etch-stop é importante Máscara alvo Etch-stop

Spin Coating Um liquido viscoso é colocado no centro do wafer O wafer roda entre 1000-5000 RPM, 30 s Baked (levar ao forno) em pratos quentes 80-500 ºC, 10-1000s Aplicação de corrosivos e solventes, secar Deposição de polímeros, percursores sol-gel

Physical Vapor Deposition - Evaporação Metais evaporados num cadinho de tungsténio Alumínio, ouro Tipicamente para deposição em linha de vista Vácuo elevado necessário para evitar a oxidação, e.g., do alumínio

Índices de Miller [001] [abc] [010] b c a [100]

[001] 1/c (abc) c [abc] [010] b 1/a [100] 1/b a

[001] {100} (001) [010] [100] (100) (010)

[001] [010] [100] (110) (111)

Técnicas para: Micromaquinagem do silício moldar e/ou criar padrões nos filmes finos que foram depositados sobre um wafer de silício mudar a forma do wafer, criar microestruturas 3D básicas. Técnicas associadas com a micromaquinagem do silício: deposição de filmes finos, remoção de materiais e filmes finos recorrendo à corrosão química, remoção de materiais e filmes finos por corrosão a seco (e.g, corrosão por plasma) introdução de impurezas no silício, modificando as suas propriedades (i.e, doping).

Micromaquinagem Um grande número de fenómenos físicos têm um especial significado à escala do micrómetro comparado com o dispositivo macroscópico. Micro-mecânica partes móveis e engrenagens Microfluidos microcanais, microválvulas Micro-óptica há partes móveis e engrenagens

Micromaquinagem Micromaquinagem volúmica - Bulk micromachining Micromaquinagem superficial - Surface micromachining Deep reactive ion etching (DRIE) Outros materiais/processos

Volúmica, Superficial, DRIE Micromaquinagem volúmica envolve a remoção de material do próprio wafer de silício Tipicamente corrosão a frio Tradicionalmente na indústria MEMS Desenhos artísticos, equipamento barato Problemas com compatibilidade com IC Micromaquinagem superficial deixa o wafer intacto mas adiciona/remove camadas adicionais sobre a superfície do wafer Tipicamente corrosão com plasma Filosofia de desenho semelhante à do IC, equipamento relativamente barato Também se colocam questões com compatibilidade com IC DRIE (Deep Reactive Ion Etch) remove substrato mas assemelha-se à micromaquinagem superficial

Micromaquinagem volúmica Muitos dos corrosivos líquidos apresentam uma taxa de corrosão diferente para direcções diferentes <111> etch rate é a mais lenta, <100> e <110> mais rápida Rápida:lenta pode ser mais de 400:1 KOH, EDP, TMAH são os corrosivos anisotrópicos mais comuns para o silício Corrosivos isotrópicos do silício HNA (Hydrofluoric acid + Nitric acid + Acetic acid) HF, ácidos nítricos e acético Duro de utilizar XeF 2, BrF 3

Fotolitografia na micromaquinagem Técnica usada para definir a forma das estruturas a micromaquinar Uso da mesma técnica que na indústria da microelectrónica Em alguns casos usa-se como máscara o SiO 2 ou Si 3 N 4 em vez de photoresist

Corrosão com KOH Corrói PR e alumínio instantaneamente Máscaras: SiO2 compressivo SixNy tensão Parylene! Au?

Corrosão química em solução aquosa óxido e nitreto são pouco corroídos em soluções aquosas de KOH. Óxido pode ser usado para máscara durante um curto período de tempo (i.e, para aberturas superficiais no silício) Para longos períodos de tempo, o nitreto é a melhor máscara porque corrói mais devagar em soluções aquosas de KOH. Corrosão dependente da concentração de impurezas Elevados níveis de boro no silício reduz drasticamente a taxa de corrosão. Elevada concentração de boro a dopar o silício provoca a paragem da corrosão.

Corrosão anisotrópica do silício <111> <100> 54.7 Substrato de silício A corrosão anisotrópica tem taxas de corrosão dependentes das direcções do cristal Tipicamente, as taxas de corrosão são mais lentas para direcções perpendiculares ao plano cristalinos com a maior densidade Os corrosivos anisotrópicos tipicamente utilizados para o silício incluem o Hidróxido de potássio (KOH), o Tetramethyl Ammonium Hydroxide (TMAH), e o Ethylene Diamine Pyrochatecol (EDP)

Micromaquinagem de Ink Jet Nozzles Microtechnology group, TU Berlin

Cavidades-micromaquinagem volúmica Corrosão anisotrópica com KOH Corrosão com plasma isotrópico Corrosão isotrópica com BrF3 com óxido compressivo ainda visível

Micromaquinagem volúmica Sensor de pressão Corrosão anisotrópica permite maquinar o silício com elevada precisão Silício apresenta um elevado efeito piezoresistivo Estas propriedades, combinadas com as propriedades mecânicas excepcionais e com um bom desenvolvimento do processo de fabrico, torna o silício o material ideal para sensores de precisão Sensores de pressão e acelerómetros foram os primeiros a serem desenvolvidos Chip do sensor de pressão Sensor de pressão encapsulado

Micromaquinagem superficial (surface micromachining) As técnicas de micromaquinagem superficial constróem a estrutura em camadas de filmes finos sobre o substrato de silício ou outro substrato a servir de base. Tipicamente são empregues filmes de dois materiais diferentes O material da estrutura (quase sempre polisilício) O material de sacrifício (óxido). Ambos os materiais são depositados e formatados. No final o material de sacrifício é removido por corrosão química por solução aquosa de maneira a obter-se a estrutura pretendida. Quanto maior o número de camadas, mais complexa é a estrutura e mais difícil se torna o seu fabrico.

Micromaquinagem superficial Deposição da camada de sacrifício Obtenção de contactos Deposição da camada estrutural Corrosão da camada de sacrifício

Materiais para micromaquinagem superficial Estrutura/ sacrifício/ corrosivo Polisilício/ Dióxido de Silício / HF Dióxido de Silício / Polisilício / XeF2 Alumínio/ photoresist/ plasma Photoresist/ Alumínio / corrosão de Al Alumínio / SCS EDP, TMAH, XeF2 Poly-SiGe poly-sige água DI

Gradientes de stress residual Mais tenso no topo Mais compressivo no topo Medida certa! Após recozedura ~1000C durante ~60.

Gradientes de stress residual Um mau dia!

Dobradiças Deposição da camada de sacrifício Deposição e padronização da poly Depositar e padronizar a 2ª camada de sacrifício Padronizar contactos Depositar e padronizar 2ª poly Remover a camada de sacrifício

Surface micromachining

Geometrias sem restrição Paredes a 90 Elevada relação de aspecto 1:30 Máscara fácil (PR, SiO2) Receita do processo depende da geometria DRIE

Estruturas DRIE Actuador térmico Actuador em Comb-drive Actuador electroestático 2DoF

Técnicas de wafer bonding Usam-se técnicas de colagem e adesão para wafers e/ou dies: entre wafers micromaquinados e pequenos dies, entre dies e substratos, para formar dispositivos complexos com maior quantidade de elementos. muito usado em Multi-Chip-Module, combinando circuitos, sensores e actuadores num mesmo substrato ou die.

Micromaquinagem Um grande número de fenómenos físicos têm um especial significado à escala do micrómetro comparado com o dispositivo macroscópico. Micro-mecânica partes móveis e engrenagens Microfluidos microcanais, microválvulas Micro-óptica há partes móveis e engrenagens

Fotolitografia na micromaquinagem Técnica usada para definir a forma das estruturas a micromaquinar Uso da mesma técnica que na indústria da microelectrónica Em alguns casos usas-se como máscara o SiO 2 ou Si 3 N 4 em vez de photoresist

Fotolitografia na micromaquinagem Filme finos (e.g, SiO 2 ) depositados sobre um substrato (e.g, wafer de Si) luz ultravioleta desgasta o polímero O wafer é revestido por um polímero que é sensível à luz ultravioleta, chamado photoresist A luz ultravioleta passa através da máscara e corrói o photoresist A luz ultravioleta compacta o polímero O padrão da máscara é transferido para a camada do photoresist O óxido não protegido (pelo photoresist) é removido por um químico O photoresist é removido deixando a camada de óxido com o padrão pretendido

técnicas para: Micromaquinagem do silício moldar e/ou criar padrões nos filmes finos que foram depositados sobre um wafer de silício mudar a forma do wafer, criar microestruturas 3D básicas. técnicas associadas com a micromaquinagem do silício: deposição de filmes finos, remoção de materiais e filmes finos recorrendo à corrosão química, remoção de materiais e filmes finos por corrosão a seco (e.g, corrosao por plasma) introdução de impurezas no silício, modificando as suas propriedades (i.e, doping).

Corrosão química Quando o photoresist não é suficientemente resistente para suportar a corrosão química Um filme fino de material mais resistente (e.g, óxido ou nitrato) é depositado e padronizado usando fotolitografia. O óxido/nitrato então actua como máscara quando se dá a corrosão do material pretendido Quando a corrosão do material está completa o óxido/nitrato que serviu de máscara é removido.

Corrosão química em solução aquosa Remoção de materiais em solução aquosa química recorrendo a uma base ou ácido forte. Corrosão isotrópica a corrosão processa-se em todas as direcções e à mesma taxa Corrosão anisotrópica A corrosão processa-se a diferentes taxas de corrosão em diferentes direcções. Permite a obtenção e controlo de várias formas. Alguns compostos químicos corroem o silício a taxa diferentes que dependem da concentração das impurezas no silício.

Corrosão química em solução aquosa Químicos corrosivos isotrópicos Disponíveis para óxido, nitrato, alumínio, polisilício, ouro, e silício. Ataca os materiais à mesma taxa em todas as direcções, corroem debaixo da máscara à mesma taxa que corroem ao longo do material. Na figura o photoresist épreto, e o substrato está representado a amarelo.

Corrosão química em solução aquosa Químicos corrosivos anisotrópicos Há vários compostos químicos no mercado disponíveis para corroer os diferentes planos do silício a diferentes taxas de corrosão. Hidróxido de potássio (KOH) O mais popular e barato Condições de segurança médias Aberturas em V no silício, inclinações segundo ângulos dependentes da orientação cristalina do silício. Wafer com orientação cristalina [100] dá origem a inclinações de 54,7º O uso de wafers com orientações cristalinas diferentes [110] produz aberturas em V e inclinações a 90º - paredes verticais.

Corrosão química em solução aquosa KOH em RF-chips e wafers [110]

Corrosão química em solução aquosa óxido e nitrato são pouco corroídos em soluções aquosas de KOH. Óxido pode ser usado para máscara durante um curto período de tempo (i.e, para aberturas superficiais no silício) Para longos períodos de tempo, o nitrato é a melhor máscara porque corrói mais devagar em soluções aquosas de KOH. Corrosão dependente da concentração de impurezas Elevados níveis de boro no silício reduz drasticamente a taxa de corrosão. Elevada concentração de boro a dopar o silício provoca a paragem da corrosão.

Corrosão química volúmica em solução aquosa (Bulk silicon micromachining)

Bulk-silicon micromachining KOH pode ser usado para obter estruturas com a forma de mesa (a). Os cantos das estruturas em forma de mesa podem ser corroídos mais do que o pretendido (b) obtendo-se cantos imperfeitos. Este problema pode ser resolvido com estruturas de compensação. Tipicamente a máscara de corrosão é desenhada de maneira a incluir estas estruturas nos cantos. Estas estruturas de compensação são desenhadas de maneira a que a mesa é formada obtendo-se cantos a 90º.

Bulk-silicon micromachining Diafragmas em silício com a espessura de 50 µm podem ser obtidos em wafers de Si com a corrosão por KOH. A espessura é controlada pelo tempo que demora a corrosão, portanto tem um intervalo de incerteza associado Diafragmas mais finos, até 20 µm de espessura, podem ser produzidos usando a dopagem por Boro para fazer parar a corrosão por KOH A espessura do diafragma é dependente da profundidade à qual o Boro é difundido dentro do silício, neste processo o controlo é mais preciso que o simples controlo da corrosão por tempo. O diafragma de silício é a estrutura básica dos sensores de pressão. Este micro-sensor de pressão pode ser adaptado com uma mesa sobre o diafragma para servir de acelerómetro.

Bulk-silicon micromachining Bulk-micromachined micro-espectrómetro sintonizável para a luz visível

Tunable microspectrometer

Micromaquinagem superficial (surface micromachining) As técnicas de micromaquinagem superficial constroiem a estrutura em camadas de filmes finos sobre o substrato de silício ou outro substrato a servir de base. Tipicamente são empregues filmes de dois materiais diferentes O material da estrutura (quase sempre polisilício) O material de sacrifício (óxido). Ambos os materiais são depositados e formatados. No final o material de sacrifício é removido por corrosão química por solução aquosa de maneira a obter-se a estrutura pretendida. Quanto maior o número de camadas, mais complexa é a estrutura e mais difícil se torna fabricá-la.

Surface micromachining Construção de uma prancha simples usando: Uma camada de óxido é depositada na superfície do wafer. Uma camada de polisilício é então depositado e padronizado utilizando técnicas de RIE. O wafer é então atacado com um composto que corrói a camada de óxido debaixo do polisilício, libertando-o (b). Porque o óxido não foi todo removido, fica ancorado o wafer ao polisilício por uma pequena parte de óxido.

Surface micromachining Uma grande variedade de estruturas fechadas (quartos) podem ser fabricadas na superfície do wafer de silício utilizando as técnicas de surface micromachining. o volume do quarto é definido pelo volume da camada de óxido que serve de camada sacrificial (a). Uma camada de polisilício é então depositada sobre a superfície do wafer. (b). Uma janela é aberta no polisilício por RIE, e o wafer é então submerso numa solução aquosa de HF que remove todo o óxido (c). Surface micromachining permite o fabrico de estuturas complexas; como micro-pinças e engrenagens

Surface micromachining Harmónico Motor

Corrosão electroquímica do silício Técnica electroquímica de passivação Um wafer do tipo p dopado com impurezas do tipo n é usado A dopagem é realizada de forma a que se obtenha uma junção pn A junção vai determinar a estrutura pretendida. Um potencial eléctrico é aplicado à junção durante o tempo que o wafer é submerso na solução aquosa de KOH para se iniciar a corrosão química. Quando a corrosão chega à junção uma fina camada de óxido forma-se a qual protege esta região da corrosão química.

Corrosão electroquímica do silício É muito similar à dopagem com Boro para parar a corrosão química (corrosão dependente da concentração de impurezas). As estruturas produzidas são muito parecidas com aquelas produzidas pela técnica de paragem por doping elevado com Boro. A vantagem deste método é necessitar de baixas concentrações de impurezas. Este método é mais compatível com o fabrico de microelectrónica.

Corrosão a seco Reactive Ion Etching (RIE) Os iões são acelerados contra um material corroendo-o. Aberturas profundas com diferentes formas e com paredes verticais podem ser obtidas com esta técnica numa grande variedade de materiais incluindo o silício, óxido e nitrato. Ao contrário da corrosão química aquosa anisotrópica, RIE não é afectado pela orientação cristalina do silício.

Técnicas de wafer bonding Usam-se técnicas de colagem e adesão para wafers e/ou dies entre wafers micromaquinados e pequenos dies, entre dies e substratos, para formar dispositivos complexos com maior quantidade de elementos. muito usado em Multi-Chip-Module, combinando circuitos, sensores e actuadores num mesmo substrato ou die.

LIGA LIGA é um acrónimo do nome em alemão para o processo (Lithographie, Galvanoformung, Abformung). LIGA usa litografia, cromagem, e moldagem para fabricar as micro-estruturas. É capaz de criar com elevada resolução muito finas estuturas com alturas de 1 mm ou mais (pilares ou colunas).

Processo LIGA usando raios-x (litografia de raios-x) produz-se padrões em filmes de photoresist muito espessos: Os raios-x (precisa-se de uma fonte de raios-x suave, synchrotron) passam através de uma máscara especial e de uma camada espessa de photoresist que cobre o substrato. Este photoresist é então revelado (b).

O padrão formado é então metalizado. (c). Esta estrutura em metal costuma ser o produto final, contudo é comum produzir um molde de metal (d). Este molde pode então ser enchido com outro material como por ex: plástico (e) para produzir o produto final neste material (f). Processo LIGA

LIGA O uso do synchrotron torna o processo LIGA muito caro Alternativas têm sido desenvolvidas Um feixe de electrões colimado pode ser usado para fabricar estruturas na ordem dos 100 µm de altura. Laser capaz de definir estruturas até várias centenas de micrómetros de altura.