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- Wilson Alvarenga Lima
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1 Sensores de Temperatura: Termopares Prof. Leonimer F Melo
2 Termopares: conceito Se colocarmos dois metais diferentes em contato elétrico, haverá uma diferença de potencial entre eles em função da temperatura. Esse efeito é conhecido como efeito termoelétrico ou efeito Seebeck. Esse efeito foi descoberto acidentalmente em 1822 pelo físico Thomas Seebeck.
3 Termopar: fabricação A junção é feita soldando-sese dois fios de metais diferentes por suas pontas, sem utilizar na solda nenhum outro material que não seja os dois metais. Isto usualmente pode ser obtido por um arco elétrico dentro do qual os fios são colocados. É possível obter a junção termopar de forma caseira enrolando as pontas de dois fios quaisquer de materiais diferentes (cobre e alumínio por exemplo) e martelando-as.
4 Cases
5 Termopares: características Embora praticamente se possa construir um termopar com qualquer combinação de dois metais, utilizam-se apenas algumas combinações normalizadas, isto porque possuem tensões de saída previsíveis e suportam grandes gamas de temperaturas. Tendo por objetivo uma implementação de medida de temperatura foram pesquisados diferentes tipos de ligas e metais para se obter linearidade, acurácia, grandes coeficientes de temperatura e repetibilidade. De maneira geral, os tipos atuais de termopares pode medir de 250 ºC a 2500 ºC, com exatidão de 0,5 ~ 2,0ºC no máximo e com coeficientes de temperatura (TC) de 5 ~ 50 micro-v/ºc.
6 Termopares: características Existem tabelas normalizadas que indicam a tensão produzida por cada tipo de termopar. Por exemplo, o termopar tipo K a uma temperatura de 300 C irá produzir 12,2 mv. Não basta ligar um voltímetro ao termopar e registrar o valor da tensão produzida, uma vez que, ao ligarmos o voltímetro estamos a criar uma segunda (e indesejada) junção no termopar! Para se fazerem medições exatas devemos compensar este efeito, o que é feito recorrendo a uma técnica conhecida por compensação por junção fria.
7 Termopares: efeito junção fria V A V B V F VC V C VA V C V = V A + (VB V C) V = V C + (VA V F) + VC = VA VF
8 Exemplo de conexão
9 Termopares: junções intermediárias Por que é que ligando um voltímetro a um termopar não se geram várias junções adicionais (ligações ao termopar, ligações ao aparelho de medida, ligações dentro do próprio aparelho, etc...)? A resposta advém da lei conhecida como lei dos metais intermédios, que afirma que ao inserirmos um terceiro metal entre os dois metais de uma junção dum termopar, basta que as duas novas junções criadas com a inserção do terceiro metal estejam à mesma temperatura para que não se manifeste qualquer modificação na saída do termopar! Esta lei é também importante na própria construção das junções do termopar, uma vez que assim se garante que ao soldar os dois metais a solda não irá afetar a medição.
10 Metais Intermediários
11 Termopares: compensação da junção fria Todas as tabelas normalizadas dão os valores da tensão de saída do termopar considerando que a segunda junção do termopar (a junção fria) é mantida a exatamente zero graus Celsius. Antigamente a junção fria era mantida em contato com água com gelo (daqui o termo compensação por junção fria). A manutenção do gelo nas condições necessárias não é simples e muito menos prática! Logo optou-se por medir a temperatura da junção fria e compensar a diferença.
12 Compensação da junção fria
13 Compensação da junção fria As junções J 3 e J 4 se anulam desde que estejam sob a mesma temperatura. Neste caso a temperatura lida é: T = k(t J1 T J2 )
14 Junção fria e bloco isotérmico Da forma ao lado a junção que era feita nos terminais do voltímetro (sem garantia de qualidade ou isotermia) é transferida para um bloco isotérmico.
15 Compensação da junção fria Não necessário o balde de água e gelo desde que seja conhecida a temperatura de J REF
16 Compensação da junção fria REF e damais junções do conector podem ser inseridas no mesmo bloco isotérmico. J REF É necessário saber o valor de T REF.
17 Compensação da junção fria Aplicando o a lei dos metais intermediários no circuito acima:
18 Compensação da junção fria Agora simplificadamente é possível concluir que na montagem a seguir, basta medirmos a temperatura no bloco isotérmico para compensar a medida do termopar.
19 Algoritmo da compensação (1) Medir a temperatura T REF na junção isotérmica. (2) Converter T REF para seu equivalente V REF. (3) Medir a tensão V 1 e somar V REF a ela. (4) Converter V 1 em T J1.
20 Termopares: escolha do tipo Quando se procede à escolha de um termopar deve-se analisar qual o mais adequado para a aplicação desejada, segundo as características de cada tipo de termopar, tais como: Faixa de temperaturas suportada. Exatidão e a confiabilidade das leituras na faixa em questão.
21 Termopares: tipos K e E Tipo K (Cromel / Alumel) O termopar tipo K é um termopar de uso genérico. Tem um baixo custo e, devido à sua popularidade estão disponíveis variadas sondas (cases). Cobrem temperaturas entre os -200 e os 1370 C, tendo uma sensibilidade de aproximadamente 41µV/ C. Tipo E (Cromel/ Constantan) Este termopar tem uma elevada sensibilidade (68 µv/ C) que o torna adequado para baixas temperaturas.
22 Termopares: tipo J Tipo J (Ferro / Constantan) A sua gama limitada (-40 a 750 C) é a responsável pela sua menor popularidade em relação ao tipo K. Este termopar está presente nos equipamentos mais antigos e por esse motivo não é compatível com termopares mais modernos. A utilização do tipo J acima dos 760 C leva a uma transformação magnética abrupta que lhe estraga a calibração.
23 Termopares: tipo N Tipo N (Nicrosil/ Nisil) A sua elevada estabilidade e resistência à oxidação a altas temperaturas tornam o tipo N adequado para medições a temperaturas elevadas, sem recorrer aos termopares que incorporam platina na sua constituição (tipos B, R e S). Foi desenhado para ser uma evolução do tipo K.
24 Termopares: tipo B Tipo B (Platina / Ródio-Platina) Os termopares tipo B, R e S apresentam características semelhantes. São dos termopares mais estáveis, contudo, devido à sua reduzida sensibilidade (da ordem dos 10 µv/ C), utilizam-se apenas para medir temperaturas acima dos 300 C. Devido à reduzida sensibilidade destes termopares, a sua resolução de medida é também reduzida. Adequado para medição de temperaturas até aos 1800 C. Contra aquilo que é habitual nos outros termopares, este tipo possui a mesma tensão na saída a 0 e a 42 C, o que impede a sua utilização abaixo dos 50 C.
25 Termopares: tipos R, S e T Tipo R (Platina / Ródio-Platina) Adequado para medição de temperaturas até aos 1600 C. Reduzida sensibilidade (10 µv/ C) e custo elevado. Tipo S (Platina/ Ródio-Platina) Adequado para medição de temperaturas até aos 1600 C. Reduzida sensibilidade (10 µv/ C), elevada estabilidade e custo elevado. Tipo T (Cobre/ Constantan) É dos termopares mais indicados para medições na gama dos C a 400 C.
26 Termopare: tipos C e M Tipo C (Tungstênio 5% Rênio/ Tungstênio 26% Rênio) Adequado para medidas na faixa de 0 a 2320 C. Sua utilização é recomendada em fornos a vácuo em temperaturas extremamente elevadas. NUNCA deve ser utilizado na presença de oxigênio em temperaturas acima de 260 ºC. Type M (Liga Niquel 19% / Liga de Niquel- Molibidênio 20%) Adequado para mesma aplicação do Tipo C, mas para temperaturas de até ~1400 C..
27 Comparação entre os Tipos: faixa e função-resposta Saída em mv para alguns tipos de termopares até o fim de sua faixa de operação:
28 Comparação entre os Tipos: TC TC de cada tipo em toda sua faixa de operação:
29 Tabela de 20 ºC Tabela comparativa entre os tipos mais comuns de termopares e seus TCs em temperatura ambiente:
30 Polinômio para calcular a Temperatura a partir da tensão 8 T ( x) = a i ix = a + a x + a x a x x = Volts T = ºC i=
31 Verificação do polinômio % -=-=-=-=-= = script matlab -=-=-=-=-=- a0 = a1 = a2 = a3 = a4 = a5 = e10 a6 = e12 a7 = e13 a8 = e13 x = 0: :0.050; T0 = a0; T1 = a0 + a1*x; T2 = a0 + a1*x + a2*x.^2; T3 = a0 + a1*x + a2*x.^2 + a3*x.^3; T4 = a0 + a1*x + a2*x.^2 + a3*x.^3 + a4*x.^4; T5 = a0 + a1*x + a2*x.^2 + a3*x.^3 + a4*x.^4 + a5*x.^5; T6 = a0 + a1*x + a2*x.^2 + a3*x.^3 + a4*x.^4 + a5*x.^5 + a6*x.^6; T7 = a0 + a1*x + a2*x.^2 + a3*x.^3 + a4*x.^4 + a5*x.^5 + a6*x.^6 + a7*x.^7; T8 = a0 + a1*x + a2*x.^2 + a3*x.^3 + a4*x.^4 + a5*x.^5 + a6*x.^6 + a7*x.^7 + a8*x.^8;
32 Comparação: ordens 1, 3, 5 e 8 (azul, vermelho, verde, preto)
33 Comparação: ordens 1, 3, 5 e 8 (azul, vermelho, verde, preto)
34 Comparação de 0 a 100 ºC
35 Condicionamento de sinal para termopares +15 V -15V R4 58K U1 LM741 Voltímetro 1, ºC R2 39K -15V R1 2K7 R3 58K
36 CI s dedicados: AD594/595 Características: Disponível para os tipos J (AD594) ou Type K (AD595) Pode ser utilizado também com Tipo T Saída de tensão de baixa impedância: 10 mv/ C Compensação do 0 ºC embutido no próprio CI. Vasta faixa de alimentação: +5 V a ±15 V Baixo consumo: <1 mw (típico) Alarme de falha do termopar Setagem do modo de operação Entrada diferencial de alta impedância
37 Preço $$ Exemplo de custo Preço com impostos importação chega a ser 85% maior do que o preço FOB. Na média uns 65%. Preço em reais pra comprar UMA unidade: P = [U$ 17,84 + U$ 40,00] *1,65*2,00 = R$ 191,00
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