Prof. Marcos Valin Jr Qual a definição de Argamassa Prof. Marcos Valin Jr www.mvalin.com.br 1
Argamassa Definição: Argamassa são materiais de construção, com propriedades de aderência e endurecimento, obtidos a partir da mistura homogênea de um ou mais aglomerantes, agregados miúdos (areia) e água, podendo conter ainda aditivos e adições. Prof. Marcos Valin Jr Para que serve a Argamassa Prof. Marcos Valin Jr www.mvalin.com.br 2
Funções da Argamassa 1. Assentamento de alvenarias 2. Revestimentos: emboço, reboco, camada única, chapisco 3. Regularização de contrapiso 4. Assentamento de cerâmicas e pedras 5. Rejuntamento de cerâmicas e pedras 6. Acabamento de pisos. Prof. Marcos Valin Jr Quais as Principais características da Argamassa Prof. Marcos Valin Jr www.mvalin.com.br 3
Argamassa A argamassa é uma mistura de aglomerantes, agregados e água, dotada de capacidade de endurecimento e aderência, cuja dosagem varia de acordo com a utilização. Empregada no assentamento de alvenarias e na execução de revestimentos, a argamassa deve ter, basicamente, as seguintes características: Economia poder de incorporação de areia plasticidade aderência retenção de água homogeneidade compacidade resistência à infiltração, à tração e à compressão e durabilidade. Classificação das Argamassas Critério de Classificação Quanto à natureza do aglomerante Quanto ao tipo de aglomerante Quanto ao número de aglomerantes Quanto à consistência da argamassa Tipo Argamassa: Aérea ou Hidráulica Argamassa de : cal, cimento, cimento e cal, gesso, cal e gesso Argamassa: simples ou mista Argamassa: seca, plástica ou fluida Prof. Marcos Valin Jr www.mvalin.com.br 4
Classificação das Argamassas Função Para construção de alvenarias Para revestimento de paredes e tetos Tipos Argamassa de assentamento (elevação da alvenaria) Argamassa de fixação (ou encunhamento) Argamassa de chapisco Argamassa de emboço Argamassa de reboco Argamassa de camada única Argamassa para revestimento decorativo monocamada Prof. Marcos Valin Jr Argamassa de Revestimento = REBOCO Prof. Marcos Valin Jr www.mvalin.com.br 5
Argamassa de Revestimento Emboço Pintura Camada única Pintura Substrato Substrato Reboco Chapisco Chapisco Prof. Marcos Valin Jr Argamassa de Revestimento Chapisco: Camada de preparo da base, aplicada de forma contínua ou descontínua, com finalidade de uniformizar a superfície quanto à absorção e melhorar a aderência do revestimento. Emboço: Camada de revestimento executada para cobrir e regularizar a base, propiciando uma superfície que permita receber outra camada, de reboco ou de revestimento decorativo (por exemplo, cerâmica). Reboco: Camada de revestimento utilizada para cobrimento do emboço, propiciando uma superfície que permita receber o revestimento decorativo (por exemplo, pintura) ou que se constitua no acabamento final. www.mvalin.com.br 6
Argamassa de Revestimento Camada única: Revestimento de um único tipo de argamassa aplicado à base, sobre o qual é aplicada uma camada decorativa, como, por exemplo, a pintura; também chamado popularmente de massa única ou reboco paulista é atualmente a alternativa mais empregada no Brasil. Revestimento decorativo monocamada: Trata-se de um revestimento aplicado em uma única camada, que faz, simultaneamente, a função de regularização e decorativa, muito utilizado na Europa. A argamassa de RDM é um produto industrializado, ainda não normalizado no Brasil, com composição variável de acordo com o fabricante, contendo geralmente: cimento branco, cal hidratada, agregados de várias naturezas, pigmentos inorgânicos, fungicidas, além de vários aditivos (plastificante, retentor de água, incorporador de ar, etc.). Preparação da Base Conjunto de atividades que visam adequar a base ao recebimento da argamassa: Limpeza da estrutura e da alvenaria; Eliminação das irregularidades superficiais; Remoção das incrustações metálicas; Preenchimento de furos. A limpeza da base deve ser feita através da escovação, lavagem ou jateamento de areia, a depender da extensão e dificuldade de remoção das sujeiras. Essa limpeza deve proporcionar a eliminação de elementos que venham a prejudicar a aderência, tais como: pó; barro; fuligem; graxas e óleos, fungos e eflorescências. www.mvalin.com.br 7
Preparação da Base Lavagem da base Deverá ser efetuada a limpeza das bases (estrutura e alvenaria) com a utilização de escova de nylon/piaçava e lavagem por hidrojateamento. A lavagem deve ser feita de cima para baixo, de modo a não contaminar superfícies já limpas. Chapisco É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria, pedra ou concreto Ele serve principalmente para melhorar a aderência devido a sua superfície porosa e áspera Existe diferentes tipos de chapisco: o tradicional; o industrializado; e o rolado. www.mvalin.com.br 8
Chapisco Chapisco Tradicional Argamassa de cimento, areia e água, adequadamente dosada, geralmente traço de 1:3 a 1:4 (cimento:areia) relativamente fluida.pode ser acrescido de adesivo para chapisco. Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido com auxílio da colher, de baixo para cima, energicamente em uma única camada de argamassa. Resulta em uma película rugosa, aderente e resistente Apresenta um elevado índice de desperdício, em função da reflexão do material Pode ser aplicado sobre alvenaria e estrutura Espessura máxima de 5mm Chapisco Chapisco Industrializado Desempenado Argamassa industrializada semelhante à argamassa colante Só é necessário acrescentar a água no momento da mistura na proporção definida É aplicado com desempenadeira dentada somente sobre a estrutura de concreto Apresenta uma elevada produtividade e rendimento www.mvalin.com.br 9
Chapisco Chapisco Rolado Obtido da mistura de cimento e areia, com adição de água e resina acrílica ou industrializado, bastando apenas adicionar água. Argamassa bastante plástica, aplicada com um rolo para textura acrílica em demãos. Proporciona uma elevada produtividade e um maior rendimento do material. Necessita do controle rigoroso da produção da argamassa e da sua aplicação sobre a base. Chapisco Os tetos, independentemente das características de seus materiais, também devem ser previamente preparados mediante a aplicação de chapisco. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência (chapisco tradicional) A cura do chapisco se dá após 24hs da aplicação, podemos assim executar o emboço. O chapisco pode ser usado ainda como acabamento rústico, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. www.mvalin.com.br 10
Chapisco Manual Chapisco com equipamento www.mvalin.com.br 11
Emboço O emboço é uma argamassa mista de cimento, cal e areia nas proporções indicadas na Tabela abaixo conforme a superfície a ser aplicada. Emboço Nas paredes externas, em contato com o solo, o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes. No caso de tetos, com argamassas mistas de cimento e cal. A areia empregada é a média ou grossa, de preferência a areia média. O revestimento é iniciado de cima para baixo, ou seja, do telhado para as fundações. A superfície deve estar previamente molhada. A umidade não pode ser excessiva, pois a massa escorre pela parede. Por outro lado, se lançarmos a argamassa sobre a base seca esta absorverá a água existente na argamassa e se desprenderá. www.mvalin.com.br 12
Emboço Espessuras As espessuras admissíveis para os revestimentos de argamassa estão apresentadas na tabela a seguir, de acordo com a norma NBR 13749 (ABNT, 1996). No caso do revestimento do tipo emboço e reboco, a camada de reboco deve ter, no máximo, 5 mm, sendo o restante da espessura referente à camada de emboço. No revestimento do tipo massa única (emboço paulista), a espessura admissível é relativa a essa camada Emboço Espessuras Caso não seja possível atender às espessuras admissíveis, devem ser tomados cuidados especiais. Se a espessura do revestimento for maior, devem ser adotadas soluções que garantam a sua aderência. Se a espessura for menor, não deve ultrapassar alguns limites, para que a proteção do revestimento à base não seja prejudicada. A tabela a seguir apresenta as espessuras mínimas nos pontos críticos do revestimento de argamassa de fachada: www.mvalin.com.br 13
Emboço Definição de Referências Antes de iniciar o revestimento de qualquer base, devem ser criadas as referências para a definição do plano a ser obtido, em relação aos revestimentos contíguos de parede, teto e piso. Considerando que os planos das paredes e tetos sejam ortogonais entre si, é necessário que o plano do revestimento dessas superfícies esteja em prumo ou em nível e obedeça às espessuras admissíveis. Nas paredes internas que apresentam aberturas, os marcos já assentados servem como referência de espessura, prumo e esquadro para o revestimento. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede, devemos seguir com bastante rigor o prumo e o alinhamento. Para isso devemos fazer o Taliscamento. Emboço Definição de Referências No caso das fachadas, essas referências são obtidas através da locação dos arames de fachada seguida da atividade de mapeamento da fachada, que envolve a medição das distâncias entre os arames e a superfície da fachada em pontos específicos. Os arames de fachada devem estar posicionados de forma adequada, alinhados e em esquadro com a estrutura. A partir do mapeamento é feita a definição da espessura do revestimento da fachada. www.mvalin.com.br 14
Emboço Taliscamento As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos, que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível. Emboço Taliscamento No caso de paredes, quando forem colocadas as taliscas, é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser da ordem de 1,5cm. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm, ou cacos cerâmicos) devem ser assentados com argamassa mista de cimento e cal para emboço, com a superfície superior faceando a linha. Sob esta linha, recomenda-se a colocação das taliscas em distâncias de 1,5m a 2m entre si, para poder utilizar réguas de até 2,0m de comprimento, favorecendo a sua aplicação www.mvalin.com.br 15
Emboço Taliscamento A partir da sua disposição na parte superior da parede, com o auxílio de fio de prumo, devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias. Emboço Taliscamento É importante verificar o nível dos batentes, pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos, e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. www.mvalin.com.br 16
Emboço Taliscamento No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente Emboço Execução das Mestras As mestras são faixas estreitas e contínuas de argamassa feitas entre duas taliscas, que servem de guia para a execução do revestimento. Através desses elementos, fica delimitada uma região onde será aplicada a argamassa. Sobre as mestras, a régua metálica é apoiada para a realização do sarrafeamento. www.mvalin.com.br 17
Emboço Aplicação da Argamassa A aplicação da argamassa sobre a superfície deve ser feita por projeção enérgica do material sobre a base, de forma manual ou mecânica (argamassa projetada). É aconselhável que a aplicação da argamassa seja feita de maneira seqüencial, em cada trecho delimitado pelas mestras. Depois de aplicada a argamassa, deve ser feita uma compressão com a colher de pedreiro, eliminando os espaços vazios e alisando a superfície. Emboço Sarrafeamento Após ser aplicada a argamassa e atingido certo tempo, segue a atividade do sarrafeamento, que consiste no aplainamento da superfície revestida, utilizado uma régua de alumínio apoiada nos referenciais de espessura, descrevendo um movimento de vaivém de baixo para cima. Concluída essa etapa,as taliscas devem ser retiradas e os espaços deixados por elas, preenchidos www.mvalin.com.br 18
Emboço Desempeno O desempeno consiste na movimentação circular de uma ferramenta, denominada desempenadeira, sobre a superfície do emboço ou da massa única, imprimindo-se certa pressão. Essa operação pode exigir a aspersão de água sobre a superfície. Emboço Camurçamento O camurçamento consiste na fricção da superfície do revestimento (massa única ou reboco) com um pedaço de esponja ou com uma desempenadeira com espuma, através de movimentos circulares. O camurçamento proporciona uma textura mais lisa e regular para as superfícies, sendo recomendado no caso do acabamento final especificado do revestimento ser uma pintura com tintas minerais, com látex acrílico sobre massa acrílica ou com textura acrílica em uma única demão www.mvalin.com.br 19
Emboço As ferramentas empregadas nas operações de sarrafeamento, desempeno e camurçamento estão ilustradas na figura abaixo. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior a sete dias. Reboco A colocação do reboco é iniciada somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc.. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2mm até 5mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma. www.mvalin.com.br 20
Reboco É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço. Notas: Muitas vezes, na linguagem de obra, refere-se ao emboço como reboco. Reboco - manual www.mvalin.com.br 21
Reboco - com equipamento Detalhes Construtivos Os detalhes construtivos devem ser previstos no projeto para contribuir para o melhor desempenho do revestimento de argamassa. Existem diversos tipo de detalhes, sendo destacados as juntas de trabalho, os peitoris, as pingadeiras, as quinas e cantos e o reforço do revestimento com tela metálica. www.mvalin.com.br 22
Detalhes Construtivos Juntas de Trabalho Função é subdividir o revestimento para aliviar tensões provocadas pela movimentação da base ou do próprio revestimento e podem funcionar como elemento de composição arquitetônica. Elas podem ser horizontais ou verticais. No caso das juntas do revestimento de argamassa, o projeto do revestimento deve levar em conta o seu posicionamento, largura e material de preenchimento. O espaçamento entre juntas de trabalho varia com alguns fatores, tais como: as características de deformabilidade da base; a existência de aberturas; as condições de exposição. De uma forma geral, as juntas do revestimento são mais freqüentes no revestimento de fachada. Nesse caso, recomenda-se que as juntas horizontais estejam localizadas a cada pavimento e as verticais a cada 6 m, para painéis superiores a 24 m². Detalhes Construtivos Juntas de Trabalho A localização das juntas deve ser, preferencialmente, no encontro da alvenaria com a estrutura, no encontro de dois tipos de revestimento, nos peitoris ou topos das janelas ou acompanhando as juntas de trabalho do substrato. O perfil da junta de trabalho do revestimento de fachada com acabamento em pintura deve permitir esconder possíveis fissuras e um correto escoamento da água, apresentando um funcionamento adequado. www.mvalin.com.br 23
Detalhes Construtivos Juntas de Trabalho Essa junta deve ser executada logo após a conclusão de pano do emboço ou da massa única, em uma região delimitada, utilizando-se ferramentas adequadas: régua dupla, com afastamento equivalente à largura da junta, que serve de guia para a execução, e um frisador, que é o molde do perfil. Detalhes Construtivos Juntas de Trabalho No caso do acabamento do revestimento de argamassa ser a cerâmica, recomenda-se que a profundidade da junta seja equivalente a espessura de todo o revestimento até chegar a base, a largura compatível com as dimensões do componentes e preenchidas com material enchimento e selante. Essa junta pode ser feita antes da aplicação das placas cerâmicas, através do corte do emboço com ferramentas adequadas. www.mvalin.com.br 24
Detalhes Construtivos Peitoris O peitoril é um detalhe que protege a fachada da ação da chuva e que precisa ser devidamente projetado. No entanto, em função desses elementos não estarem projetados ou executados devidamente, verifica-se a ocorrência não desejada da deposição de poeira e de manchas de umidade com cultura de esporos de microorganismos nessas regiões Detalhes Construtivos Peitoris Recomenda-se que o peitoril avance na lateral para dentro da alvenaria, ressalte do plano da fachada e apresente um canal na face inferior para o descolamento da água, que é usualmente denominado pingadeira. O caimento do peitoril deve ser de 7%, no mínimo. Ainda é recomendado o emprego de um peitoril prémoldado ou de pedras naturais, com textura lisa, apresentando baixa permeabilidade à água. www.mvalin.com.br 25
Detalhes Construtivos Pingadeiras As pingadeiras são saliências ou projeções da fachada que podem ser feitas com argamassa, com pedras ou com componentes cerâmicos e que servem para o descolamento do fluxo de água sobre a fachada. Detalhes Construtivos Pingadeiras As pingadeiras são saliências ou projeções da fachada que podem ser feitas com argamassa, com pedras ou com componentes cerâmicos e que servem para o descolamento do fluxo de água sobre a fachada. www.mvalin.com.br 26
Detalhes Construtivos Quinas e Cantos É aconselhável que o acabamento das quinas e cantos seja feito com ferramentas adequadas, ou seja, desempenadeiras com lâmina dobrada a 90, que garantem a pressão necessária no momento do desempeno. Também podem ser utilizadas cantoneiras metálicas embutidas na alvenaria, garantindo melhor acabamento e proteção mecânica. Detalhes Construtivos Reforço do Revestimento com Tela Metálica O reforço do revestimento de argamassa com tela metálica galvanizada deve ser feito nas regiões de elevadas tensões da interface alvenaria-estrutura. Argamassa armada Ponte de transmissão www.mvalin.com.br 27
Detalhes Construtivos Reforço do Revestimento com Tela Metálica Argamassa de Assentamento www.mvalin.com.br 28
Argamassa de Assentamento As argamassas de assentamento possuem a função específica de assentar os componentes de alvenaria. A junta de argamassa é um componente com forma e função definidas. Suas funções são: unir solidamente as unidades de alvenaria e ajudá-las a resistir aos esforços laterais, distribuir uniformemente as cargas atuantes na parede por toda a área resistente dos componentes de alvenaria, absorver as deformações naturais a que a alvenaria estiver sujeita e selar as juntas contra a penetração de água de chuva. Argamassa de Assentamento Grupo Alvenaria de Tijolos Maciços Alvenaria de Tijolos Laminados (maciços ou 21 furos) Alvenaria de Tijolos de 6 Furos Alvenaria de Tijolos de 8 Furos Alvenaria de Blocos de Concreto para Vedação Alvenaria de Blocos de Concreto Autoportantes Alvenaria de Blocos de Vidro Alvenaria de Pedras Irregulares Alvenaria de Elementos Vazados de Concreto APLICAÇÕES TRAÇOS Subdivisão Cimento Cal Categoria da Areia Portland Hidratada Areia esp. 1 tijolo - 20 a 22cm 1 1,5 6 grossa comum esp. 1/2 tijolo - 10 a 11cm 1 2 8 grossa lavada esp. 1/4 tijolo - 5 a 6cm 1 2 8 grossa lavada esp. 1 tijolo - 20 a 22cm 1 1 6 grossa lavada esp. 1/2 tijolo - 10 a 11cm 1 1 5 grossa lavada a chato 1 1,5 6 grossa comum a espelho 1 2 8 grossa lavada a chato 1 1,5 6 grossa comum a espelho 1 2 8 grossa lavada esp. 20cm 1 0,5 8 grossa lavada esp. 15cm 1 0,5 8 grossa lavada esp. 10cm 1 0,5 6 grossa lavada esp. 20cm 1 0,25 3 grossa lavada esp. 15cm 1 0,25 3 grossa lavada 1 0,5 5 média lavada 1 4 grossa comum esp. 6cm 1 3 média lavada www.mvalin.com.br 29
Argamassa de Assentamento Argamassa de Assentamento Argamassa Pronta Mistura pronta mais fina, que garante melhor resultado final na aplicação em assentamentos, rebocos e contrapisos. Aumenta a produtividade e otimiza a mão-de-obra, pois é fácil de preparar e aplicar: basta adicionar água e já está pronta para usar. Aplicação: Uso interno e externo. Assentamento de blocos de concreto, cerâmicos, sílicocalcários e tijolos comuns. Assentamento de alvenaria estrutural de até 6 mpa. Revestimento de paredes. Reparos diversos. Preparação de contrapisos - serve de base para aplicação de outros tipos de pisos www.mvalin.com.br 30
Consistência NBR 13276 Principais Ensaios Densidade e Ar incorporado NBR 13278 Aderência - NBR 13528 Resistência diametral NBR 7222 Resistência axial NBR 7215 Absorção por imersão NBR 9778 Absorção por capilaridade NBR 9779 Aderência da ArgamassaProfa. Sandra Lima Definição: Aderência é o termo empregado para descrever a resistência e a extensão do contato entre a argamassa e uma base. Resistência à tração Aderência Resistência ao cisalhamento Extensão de aderência ( área de contato efetivo/ área total possível de ser unida www.mvalin.com.br 31
Medida de resistência de aderência NBR 13528: 1995 1) Corte do revestimento perpendicularmente ao seu plano delimitação do corpo-de-prova. A NBR sugere corpos-de-prova circulares com 5 cm de diâmetro ou quadrados com 10 cm de aresta. Medida de resistência de aderência NBR 13528: 1995 2) Colagem de um dispositivo para acoplar o equipamento de tração (pastilha). Importante: colar a pastilha no centro do cp delimitado pelo corte para evitar a aplicação do esforço de tração excêntrico. www.mvalin.com.br 32
Medida de resistência de aderência NBR 13528: 1995 3) Acoplamento do equipamento de tração e execução de esforço de tração até a ruptura. Medida de resistência de aderência NBR 13528: 1995 www.mvalin.com.br 33
Tipos de ruptura no ensaio de aderência Profa. Sandra Lima AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO TÉRMICO DE ARGAMASSA PARA REBOCO COM DIFERENTES MATERIAIS João Marcos Lemes Valezi Discente no C. S. Tecnologia em Controle de Obras e Iniciação Científica Bruno Ricardo Freire Lachmann Discente no C. S. Tecnologia em Controle de Obras e Iniciação Científica Ângela Santana de Oliveira Prof.ª Drª do IFMT, DACC Marcos de Oliveira Valin Jr Prof. Esp. do IFMT, DACC www.mvalin.com.br 34
AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO TÉRMICO DE ARGAMASSA PARA REBOCO COM DIFERENTES MATERIAIS A. Argamassa com cimento, cal e RCC, traço 1:2:9 B. Argamassa com cimento, cal, agregado natural, traço 1:2:9 C. Argamassa com cimento e agregado natural, traço 1:3 AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO TÉRMICO DE ARGAMASSA PARA REBOCO COM DIFERENTES MATERIAIS A B C 9h 15h 20h www.mvalin.com.br 35
Atividades Prof. Marcos Valin Jr www.mvalin.com.br 36
Atividades Atividades 01 (concurso UF Tocantins) Assinale a alternativa que apresenta a quantidade em milheiros de tijolos cerâmicos, com dimensões de 9,0 cm 19 cm, 19 cm, necessários para a construção de uma alvenaria de vedação de uma vez cujas dimensões da parede são: altura 3,00 m e comprimento 3,00 metros. A argamassa de assentamento vertical e horizontal possui 1 cm de espessura. (A) 0,225 (B) 0,450 (C) 0,526 (D) 0,249 Prof. Marcos Valin Jr 02 (concurso SAD MT) No traço especificado de argamassa para assentamento de alvenaria de vedação 1:2:8, em volume, qual é o significado de cada um dos componentes, respectivamente? a. Cimento, cal e areia. b. Cimento, areia e cal. c. Cal, cimento e areia. d. Cal, areia e cimento. e. Areia, cimento e cal. Prof. Marcos Valin Jr www.mvalin.com.br 37
Atividades 03 (concurso para Professor IFMT) Assinale a alternativa que apresenta o número de tijolos cerâmicos necessários à elevação de um metro quadrado de uma alvenaria de meia vez. (A) 50 (B) 59 (C) 25 (D) 28 Dados: Dimensões médias dos tijolos, em centímetros: 9 19 19. Espessura média da argamassa das juntas horizontais e verticais em centímetros: 1 Prof. Marcos Valin Jr www.mvalin.com.br 38
Atividades Prof. Marcos Valin Jr 04 (concurso para Professor IFMT) Assinale a alternativa que apresenta o volume (m 3 ) da areia usada em uma argamassa mista de cimento, cal e areia no traço em peso de 1:2:6, relativo a um saco de cimento de 50kg e materiais secos. (A) 0,15 (B) 0,20 (C) 0,30 (D) 0,40 Dados: δ cimento=1200 kg/m 3 γ cimento=3000 kg/m 3 δ areia= 1500 kg/m 3 γ areia= 2000 kg/m 3 Prof. Marcos Valin Jr www.mvalin.com.br 39
Atividades Atividades 05 (concurso para Professor IFMT) Sobre as funções da cal em uma argamassa mista de cimento, cal e areia, considere as afirmativas. I - A cal confere maior plasticidade por sua menor finura. II - A cal proporciona maior retenção de água e, por isso, melhor aderência à argamassa. III - As argamassas com cal têm maior suscetibilidade à ocorrência de fissuras. IV - A resistência mecânica da argamassa diminui com o aumento da proporção de cal no traço da argamassa. Está correto o que se afirma em (A) II e IV, apenas. (B) I, II e III, apenas. (C) I e III, apenas. (D) IV, apenas. Prof. Marcos Valin Jr 06 (concurso INFRAERO) Segundo a norma vigente, a espessura admissível "x" para o revestimento de argamassa em paredes internas é: (A) 5 20 mm. (B) 20 30 mm. (C) 10 25 mm. (D) 25 mm. (E) 35 mm. Prof. Marcos Valin Jr www.mvalin.com.br 40
Atividades Atividades 07 (concurso MP - Arquiteto) A tabela apresentada a ficha de composição de custos unitários do serviço de reboco, de 2 cm de espessura, com preparo mecânico de argamassa. Supondo que essa tabela seja adotada para definir o preço de execução de 1.000 m² de reboco em uma reforma predial cujo percentual de benefícios e despesas indiretas (BDI) é de 25%, qual o valor a ser cobrado? 08 Observar na sua cidade erros de construção, semelhantes ao do vídeo e trazer na próxima aula. www.mvalin.com.br 41
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