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Forma notável.

Vocação, Não obrigação (...)ao lado da aptidão do Espírito, há a do médium que é para ele um instrumento mais ou menos cômodo, mais ou menos flexível, e no qual descobre qualidade particulares que não podemos apreciar(...) (...) Um músico hábil tem sob as mãos vários violinos que, para o vulgo, seriam todos bons instrumentos, mas entre os quais o artista consumado faz uma grande diferença; neles percebe nuanças de uma delicadeza extrema, que farão escolher a uns e rejeitar a outros(...) (2 parte- Cap.XVI, item 185.) A mediunidade é fenômeno inerente ao processo evolutivo; faz parte da condição natural de todos os seres humanos. Não se pode impedi-la, pois seu desenvolvimento vai continuar independente de nossos medos, ilusões e incredulidade. Considera uma aptidão ontogenética do organismo humano, progresso de forma dinâmica e automâtica através das vidas sucessivas. A mediunidade está intimamente ligada à vocação, aptidão, realização, criatividade, espontaneidade, e desvinculada por completo de qualquer obrigação ou pressão autoimposta. O termo desenvolvimento tem relação, etimologica, com alguma coisa existente num invólucro e que precisa ser desenrolada ou aberta. Em vista disso, concluimos que a faculdade psíquica está em germe e se manisfestará. No tempo oportuno, de dentro para fora. Com esta visão mais lúcida do assunto, percebemos a estreita ligação dela com uma potencialidade/vocação humana, e não com encargos ou incumbências externas. A vocação é para o homem o que o perfume é para a flor. O que mata o talento, na maioria das vezes, são as regras autoritárias de conduta, pois todos somos convocados a viver com naturalidade. Apesar da tendência intima dos indivíduos de viver em grupo, isto é, em sociedade, há neles uma natureza individual e uma necessidade peculiar de seguir a voz da própria alma. Vocação, não obrigação-94-95

Francisco do Espirito Santo Neto A criatura que percebeu sua tendência descobriu, na verdade, seus talentos propriedades inerentes nos seres humanos e que fazem parte de sua natureza divina. Na Idade Média, a igreja considerava incompreensível e misterioso o Livro da Natureza(1), substituindo-o pelas bulas pontificiais, ou seja, O Livro das infabilidades. Neste último, compuseram suas ideias e pensamentos com causas e fins predeterminados, acreditando reinar num mundo situado no centro do cosmos e lançando suas raizes de poder durante séculos. Esse pensamento religioso criou uma esécie de intermediários divinos entre os Céus e a Terra, isto é, entre a sociedade e as forças supostamente sobrenaturais. Eram forças naturais, mas por serem inexplicáveis, eram denominadas sobrenaturais e/ou antinaturais, milagrosas. Esses intermediários autodenominavam-se senhores privilegiados, concencendo as pessoas de que elas precisavam de guias ou sacerdotes para ser conduzidas seguramente pelos verdadeiros caminhos da vida plena. Na atualidade, os Espíritos Superiores afirmam que as leis divinas ou naturais estão escritas no Livro da Natureza, que elas se encontram na consciência de todas as criaturas e que podemos conhecê-las perfeitamente, proucurando-as em nossa própria intimidade.(2) O Espiritismo nos ensina que somos guias e sacerdotes de nós mesmos e que nosso templo consagrado é nosso mundo íntimo, libertando-nos, assim, de toda subjugação, separação ou desigualdade que possa ter sido criada no passado. A natureza é um livro sagrado. Quem a usar de forma profana certamente dela se apastará. Afastar-se da Natureza é afastar-se de si próprio. Se abusarmos dela, destruiremos a fonte de manutenção de nossa própria existência, porque também somos Natureza. Não devemos forçar a eclosão das faculdades extrasensoriais. Mas podemos oferecer condições apropriadas para que venham aflorar de forma espontânea e equilibrada. Obrigação pode ser conceituado como tudo aquilo que nos é imposto ou forçado. Obrigar-se a algo ou alguém implica ser governado pela expressão ilusória deveria. Devo desenvolver a mediunidade equivale a dizer não quero, mas sou obrigado a desenvolver não somos obrigados a nada! 96-97

Mesmo quando realizamos algo significativo, se somente pensarmos nele como compromisso ou trabalho, sem o necessário gosto e motivação, alguma coisa estará errada conosco. Por mais que concretizemos feitos edificantes envolvidos por motivos sinceros, se sua realização não for feita com prazer/vocação, sentiremos mais esforço e imposição do que felicidade e conforto. Ninguém deve viver e trabalhar sem contentamento. Deus não dá cargos e incumbências às criaturas, mas coloca nelas vocações ou predisposições inatas. Os dosn espirituais são capacidades inerentes da alma. Vocação é um talento a ser exercido de uma forma exclusivamente nossa. A maneira como identificamos ou entendemos as nossas forças psíquicas determinará a produção mediúnica que teremos. Os Espíritos Superiores definem os fenômenos extra-sensoriais como resultado de uma faculdade comum do Espírito, quando dizem: (...) ao lado da aptidão do Espírito, há a do médium que é para ele um instrumento mais ou menos cômodo, mais ou menos flexível, e no qual descobre qualidades particulares que não podemos apreciar Mediunidade é uma potencialidade humana que pode ser comparada a um instrumento de cordas oculto dentro de nós. As melodias que dele provêm, em muitas ocasiões, passam despercebidas de nosso entendimento consciente. Um músico muito hábil tem sob as mãos vários violinos que, para o vulgo, seriam todos bons instrumentos, mas entre os quais o artista consumado faz uma grande diferença; neles percebe nuanças de uma delicadeza extrema, que o farão escolher a uns e rejeitar a outros (...). A mediunidade se tranforma em crescimento e amadurecimento espiritual quando exercida com prazer e compreendida em termos de espontaneidade e predisposição natural. (1) O livro dos Espírtos, questão 626. (2) O livro dos Espíritos, questões 621e 626. -A Imensidão dos Sentidos -98

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