Teste e Caracterização de Circuitos Integrados Tiago Roberto Balen tiago.balen@ufrgs.br
Sumário 1) Introdução 2) Definições e teoria básica do teste 3) Aspectos econômicos e equipamentos 4) Projeto Visando a Testabilidade e Autoteste integrado 5) DfT e BIST Analógico 6) Considerações finais 2/69
Sumário 1) Introdução 2) Definições e teoria básica do teste 3) Aspectos econômicos e equipamentos 4) Projeto Visando a Testabilidade e Autoteste integrado 5) DfT e BIST Analógico 6) Considerações finais 3/69
Avanços da Tecnologia Bens de consumo Eletrônica embarcada Telecomunicações Entretenimento Aplicações hospitalares Aplicações industriais Aplicações militares 4/69
Avanços da Microeletrônica o Aumento da capacidade de integração o Diminuição das dimensões dos transistores Átomo de Hidrogênio 756 x 0,0529 nm [http://www.intel.com/technology/magazine/] 5/69
Avanços da Microeletrônica o Aumento da capacidade de integração o Diminuição das dimensões dos transistores o Aumento das frequências de relógio o Aumenta susceptibilidade e probabilidade de defeitos o Necessidade de fornecer produtos confiáveis a um custo competitivo Exemplos: Ind. Automobilística Ind. Aeronáutica Apl. Biomédicas Teste 6/69
Sumário 1) Introdução 2) Definições e teoria básica do teste 3) Aspectos econômicos e equipamentos 4) Projeto Visando a Testabilidade e Autoteste integrado 5) DfT e BIST Analógico 6) Considerações finais 7/69
Definições o Verificação do bom funcionamento do circuito Defeito: diferença entre o hardware implementado e o projetado Físico Processo: falta de contatos ou vias; parasitas; variações causadas por desalinhamento de máscaras Material: quebras no substrato; imperfeições no cristal (silício); impurezas; spot deffects Encapsulamento: degradação de contatos, falta de ligação entre PADs e pinos.................... 8/69
Processo CMOS Falhas catastróficas x Paramétricas 9/69
Exemplos 10/69
Definições o Verificação do bom funcionamento do circuito Defeito: diferença entre o hardware implementado e o projetado De projeto: violação de regras de projeto, simplificação de modelos falha na integração de blocos 11/69
Definições o Verificação do bom funcionamento do circuito Defeito Falha: manifestação interna de um defeito ( abstração funcional ) Erro: manifestação externa de uma falha Uma falha é detectada observando-se um erro causado por ela! 12/69
Exemplo Hardware pretendido B A b a s S 13/69
Exemplo Hardware implementado B A b a s S Defeito: entrada a conectada ao GND 14/69
Exemplo Hardware implementado B A 0 b a s S Função de saída modificada: Função correta: S = A B Função resultante: S = 0 Falha: entrada A colada em nível lógico 0 Ocorrerá um erro quando A = B = 1 Valor correto: S = 1 Valor obtido: S = 0 15/69
Princípio Básico do Teste 16/69
O Papel do Teste o Classificar um circuito como Bom ou Falho (Go / NoGo) o Circuito Falho: Algo deu errado! Especificações Projeto Processo - Teste Diagnóstico 17/69
O Papel do Teste Verificação de Projeto Teste [Bushnell & Agrawal, 2000] 18/69
O Papel do Teste [Huertas, 2004] 19/69
Tipos de Teste o Quanto à etapa do processo de realização de um CI (Teste de verificação) Teste de caracterização Teste de produção/manufatura Burn-in Teste de aceitação Wafer sort Pós-encapsulamento 20/69
Tipos de Teste o Em geral os CIs são submetidos a dois tipos de teste Teste Paramétrico DC: curtos, abertos, leakage, capacidade de corrente, níveis de threshold... AC: atrasos de propagação, tempos de setup e hold tempos de subida e descida... Teste funcional Aplicação de vetores de teste e observação das respostas Testam o circuito segundo um modelo de falhas 21/69
Tipos de Teste o Em geral os CIs são submetidos a dois tipos de teste Teste Paramétrico DC: curtos, abertos, leakage, capacidade de corrente, niveis de threshold... AC: atrasos de propagação, tempos de setup e hold tempos de subida e descida... Teste funcional Aplicação de vetores de teste e observação das respostas Testam o se circuito se comporta como esperado 22/69
Tipos de Teste o No entanto um teste funcional completo pode demandar um número muito alto de vetores o A utilização de modelos de falhas permitem a aplicação do chamado Teste Estrutural e limitam o escopo do teste Permite observar o estado de sinais internos do circuito através de suas saídas primárias (resposta a vetores específicos) Permite o desenvolvimento de algoritmos 23/69
Modelos de Falhas o Diferem quanto ao nível de abstração Nível comportamental Importantes na etapa de verificação (por simulação) Nível de registradores (RTL) Stuck at 0/1 Bridging faults Delay faults Nível de componente Stuck on/open (transistores) Variações paramétricas em componentes Mais utilizadas no teste analógico 24/69
Geração de vetores de Teste o Exaustiva Todas 2 n combinações são geradas Tempo de teste longo Cobertura de falhas alta 1198920341200668243218947683887,8 25/69
Geração de vetores de Teste o Exaustiva Todas 2 n combinações são geradas Tempo de teste longo Cobertura de falhas alta 1198920341200668243218947683887,8 anos para gerar exaustivamente todos os vetores de teste para um somador de 64 BITs!!!!!! 26/69
Geração de vetores de Teste o Exaustiva Todas 2 n combinações são geradas Tempo de teste longo Cobertura de falhas alta o Determinística Vetores pré-calculados segundo o modelo Tempo de aplicação curto Alto custo de geração 27/69
Geração de vetores de Teste o Exaustiva Todas 2 n combinações são geradas Tempo de teste longo Cobertura de falhas alta o Determinística Vetores pré-calculados segundo o modelo Tempo de aplicação curto Alto custo de geração o Pseudo-Aleatória Geração aleatória de estímulos Tempo de aplicação intermediária Associada a algoritmos de ATPG para obter boa cobertura de falhas 28/69
Sumário 1) Introdução 2) Definições e teoria básica do teste 3) Aspectos econômicos e equipamentos 4) Projeto Visando a Testabilidade e Autoteste integrado 5) DfT e BIST Analógico 6) Considerações finais 29/69
Aspectos econômicos do Teste o Rulle of ten o Desejável detectar falhas o mais cedo possível 1000 Custo / Falha ($) 100 10 1 0,1 Wafer Chip Placa Sistem a Cam po Encapsulamento / Teste 30/69
Aspectos econômicos do Teste o Rulle of ten o Desejável detectar falhas o mais cedo possível 1000 Custo / Falha ($) 100 10 1 0,1 Wafer Chip Placa Sistem a Cam po Montagem em placa / teste / diagnóstico / substituição de componentes 31/69
Aspectos econômicos do Teste o Rulle of ten o Desejável detectar falhas o mais cedo possível 1000 Custo / Falha ($) 100 10 1 0,1 Wafer Chip Placa Sistem a Cam po Diagnóstico / reparo 32/69
Aspectos econômicos do Teste o Rulle of ten o Desejável detectar falhas o mais cedo possível 1000 Custo / Falha ($) 100 10 1 0,1 Wafer Chip Placa Sistem a Cam po Diagnóstico / reparo / garantia / retorno 33/69
Aspectos econômicos do Teste o Detectar falhas o mais cedo possível Teste em produção Wafer sort Pós-encapsulamento ATEs: Automatic Test Equipments $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ Tempo de teste é essencial: Redução no tempo de teste reduz custo de teste sobre o circuito final Custo do Teste pode chegar a 50% do custo final de um CI Multi Site Testing 34/69
Aspectos Econômicos do Teste Custos Fixos Custos Variáveis Custos Teste Yield [Bushnell & Agrawal, 2000] 35/69
Exemplo - fotos de testador 36/69
Exemplo - fotos de testador 37/69
Exemplo - fotos de testador 38/69
Probe Station + Extrator de Parâmetros 39/69
Teste de Produção (Exemplo de linha de encapsulamento e teste) 40/69
Teste de Produção (Exemplo de linha de encapsulamento e teste) o Exemplos Wafer probe 1 Flying probe Geral Detalhe wirebond Packed IC test 1 Packed IC test 2 41/69
Modelos de negócios o Verticalizado - Mesma empresa realiza: Projeto Fabricação Teste Encapsulamento Empresas especializadas em uma ou mais etapas Design Houses Foundry Back end Teste Encapsulamento 42/69
Sumário 1) Introdução 2) Definições e teoria básica do teste 3) Aspectos econômicos e equipamentos 4) Projeto Visando a Testabilidade e Autoteste integrado 5) DfT e BIST Analógico 6) Considerações finais 43/69
Projeto Visando a Testabilidade o DfT: Design-for-Testability Adicionar recursos ao circuito (em nível de projeto), que não são necessários à funcionalidade, para auxiliar no teste Circuitos self-checking Pontos de acesso interno Geradores de vetores Analisadores de resposta Autoteste Controlabilidade Observabilidade Códigos detectores e corretores de erro (paridade, Hamming, Berger...) 44/69
Scan Path o Técnica estruturada muito utilizada em circuitos digitais (automatizada / ferramentas) o Modificar os registradores do circuito Operação normal como elemento de memória Em modo teste, operação como registrador de deslocamento transferindo para saída estados internos do circuito 45/69
Scan Path o Modificar registradores do circuito Full Scan Partial Scan 46/69
Padrão IEEE 1149.1 (1990) o Boundary Scan (varredura de periferia) 47/69
DfT: Padrão IEEE 1149.4 o Mixed-Signal Boundary Scan Boundary Scan Path Digital Test Access Port (TAP) as in IEEE1149.1 Digital Boundary Module (DBM) DIGITAL I/O PINS TDI TMS Core Circuit TBIC (Test Bus Interface Circuit) Test Control Circuitry TAP Controller Instruction register and decoder V H V L V G AT1 AT2 TDO TCK ANALOG I/O PINS Analog Boundary Module (ABM) V H V L V G Internal Test Bus (AB1, AB2 ) Analog Test Access Port ATAP Digital Test Access Port (TAP ) as in IEEE1149.1 48/69
DfT: Padrão IEEE 1149.4 o Analog Boundary Module - + SH SL SG Analog function pin SD Core disconnect Core SB1 SB2 Internal analog test bus AB1 AB2 TBIC AT1 AT2 From TDI ABM Switch Control To TDO 49/69
Circuitos Self-Checking o Teste On-line o Tolerância a falhas DUT DUT - 50/69
Particionamento 51/69
Auto-teste Integrado o BIST Built-In Self-Test Componente sob teste Gerador de estímulos de teste Circuito sob teste Analisador de resposta 52/69
Auto-teste Integrado o Geração On-chip Contador (Exaustivo) ROM (Determinístico) LFSR (Pseudo-Aleatório) 53/69
Auto-Teste Integrado o Avaliação On-Chip Digital (assinatura do circuito) Métodos de compactação Contagens de transições 0 para 1 Contagens do número de 0s Divisões polinomiais (LFSR) Integração digital (checksum) 54/69
Auto-Teste Integrado o Avaliação On-Chip Analógico Métodos baseados em DSP Parâmetros funcionais (THD, SFDR, ENOB..) Frequência e amplitude oscilação Resposta a estimúlo multi-tom 55/69
Sumário 1) Introdução 2) Definições e teoria básica do teste 3) Aspectos econômicos e equipamentos 4) Projeto Visando a Testabilidade e Autoteste integrado 5) DfT e BIST Analógico 6) Considerações finais 56/69
DfT e Auto-teste Analógico o Sistemas eletrônicos necessitam de circuitos analógicos para interfaceamento o SoCs o Teste Analógico tão importante quanto teste digital o Desafios do teste analógico Falta de modelo de falhas formal Geração de vetores de teste Métodos de teste específicos Observabilidade em MS-SocS Tempo de teste 57/69
DfT e Auto-teste Analógico o Teste baseado em especificações THD, SFDR, INL, DNL... o DSP-based Test (ATEs são caros) Alternativas ao teste analógico Auto-teste integrado Circuitos self-checking 58/69
Oscillation Based-Test o Técnica que consiste em particionar um circuito em blocos de segunda ordem e torná-los instáveis Não necessita vetores Assinatura Frequência de oscilação Amplitude Nível DC 59/69
Oscillation Based-Test 60/69
OBT-based BIST 61/69
Acesso Interno 62/69
Blocos transparentes 63/69
Replicação Parcial 64/69
Sumário 1) Introdução 2) Definições e teoria básica do teste 3) Aspectos econômicos e equipamentos 4) Projeto Visando a Testabilidade e Autoteste integrado 5) DfT e BIST Analógico 6) Considerações finais 65/69
Considerações Finais o Teste tem importante papel na viabilidade econômica do ciclo de concepção de CIs Tempo de teste é crucial o Autoteste integrado e DfT são alternativas BIST, Fact or Fiction? o Just enough test... 66/69
DfT: Desvantagens o Trade-offs Re-síntese do design Hardware extra Modificações no circuito afetam: área => consumo de energia e yield Pinos de I/O delay => desempenho Tempo de projeto Ganhos no teste precisam compensar perdas de desempenho 67/69
DfT: Vantagens Cobertura de falhas Tempo de geração (desenvolvimento) de teste Tamanho (número de vetores) do teste Tempo de aplicação do teste Reduz os requisitos do ATE 68/69
Obrigado! Perguntas? 69/69