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Rio de Janeiro, 2 de junho de 2008 IDENTIFICAÇÃO Meu nome é Ivo Barcelos Assumpção, nasci dia 13 do doze de 1954 em Rezende, Estado do Rio de Janeiro. FORMAÇÃO Eu estudei engenharia química na UFRJ, entrei em 1973 até 1977 por aí quando fiz o concurso para a área petroquímica da Petrobras. Fiz o Cenpeq em 1977, fui aprovado e fui contratado na empresa em 3 de abril de 1978. Eu fiz o curso na própria Ilha do Fundão, no finalzinho que foi ali, na Cinelândia, acho que foi naquele hotel, tem um hotel antigo ali. E agora diversificaram, acho que é Serrador. Ali tinha um hotel em que fizeram umas salas de aula. O curso foi em três meses só. ESCOLHA DA PROFISSÃO Eu sempre gostei e tinha a intenção de trabalhar numa empresa como a Petrobras, empresa que nos dava certa garantia de emprego e desenvolvimento profissional. Então, estudante, achava que trabalhar numa empresa dessa estirpe seria um troço muito importante para nós. Eu e meus colegas vimos lá... Um ano antes, a Petrobras montou duas salas: uma da área petroquímica e uma da área de refinaria e processamento. A gente ficou meio na dúvida porque tinha de escolher. E ficamos pensando. A área petroquímica tinha menos vagas, mas a gente preferiu; achou que tinha mais perspectiva de futuro, de desenvolvimento maior e assim foi feito. A gente fez um planejamento de estudo das matérias que faltavam, das matérias para o concurso, medimos, pegamos o que caia, o que não caia e fizemos um planejamento de curso. Pra minha felicidade, eu fui aprovado e fizemos esse curso em 1977 na Ilha do Fundão na área petroquímica. Esses amigos eram estudantes também. A garotada aqui da faculdade, a gente via aquela salinha, ficava imaginando uma perspectiva de desenvolvimento de carreira e de oportunidade. O pessoal da universidade federal é tudo muito estudioso, tenho colegas daquela época até hoje. Tanto na refinaria como na petroquímica.

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL Eu passei e ao término do curso, eu fui para o Cenpes fazer estágio do lado da Reduc. Tem ali um polozinho petroquímico, petroflex e nitroflex. Eu fiquei ali cerca de um ano treinando na área operacional, via unidade, acompanhava o pessoal da engenharia. Ao término desse ano, eu fui para o Cenpes e lá fiquei quatro anos. Aí começou a desenvolver essa área de petróleo. Começaram a descobrir os primeiros poços da Bacia de Campos e estavam procurando pessoas para trabalhar nessa área de petróleo. Ai me pegaram lá do Cenps e eu fui para Salvador fazer um curso, já pra área de produção de petróleo, uma especialidade um pouquinho diferente. Fiquei lá um ano, casei e fui pra lá. Já tinha namorada. Fiquei um ano e pouco estudando, o menino mais velho nasceu lá, e na escolha de vagas, eu achei por bem vir pra Macaé, porque aqui é mais perto da minha origem, Rio de Janeiro. Era melhor pra mim. Havia vaga em Salvador, Mossoró, Espírito Santo e em São Mateus. BACIA DE CAMPOS Cheguei aqui em agosto de 82, mais ou menos. Não tinha nada, aqui ainda estavam entrando em experimento, as primeiras plataformas. Algumas SS estrangeiras. Tinha muita gente de fora, muito gringo. Só tinha o módulo provisório de Garoupa, que era um antecipado, que fizeram assim pra começar a produzir. Havia sete primeiras plataformas em projeto, com sócios construindo, nos estaleiros. Início é sempre um pouco precário. Eu cheguei aqui e não tinha vínculo com Macaé. Deixei a mulher com o garoto no Rio, aqui era mais perto, e fiquei procurando uma casa pra morar. Fim de semana, ia pro Rio e aos poucos arrumei um apartamentinho ali, mobiliado porque eu não tinha móvel, não tinha nada. Botei a mulher ali com a criança e fiquei trabalhando. Ai fui embarcar. Eu não queria, mas acharam por bem que eu fosse: Tudo bem, vamos lá. Não fiquei muito não; fiquei cerca de um ano só embarcado. MUDANÇAS Hoje em dia, só tem um engenheiro da manutenção, da operação e da prática. Antigamente não. Você tinha da utilidades, tinha da produção de petróleo, tinha gás,

tinha elétrica, tinha vários engenheiros que comandavam seus operadores e equipe que não era gerais. Tinha operadores das utilidades elétricas, tinha operadores de utilidades de sistema, tinha operadores de gás, tinha operador do óleo, era cada dentro de uma especialidade. Hoje não. Hoje os operadores são gerais. Hoje você tem operadores que entram na empresa, fazem concurso e formação multidisciplinar. Não tem mais: Eu sou só de elétrica, eu sou só de gás." Hoje em dia, o operador é de plataforma. Isso tem seu lado bom e seu lado ruim. O lado bom é que você flexibiliza seu grupo, sua equipe, cada um cobre a área do outro na ausência. Por outro lado, acho ruim que você perde um pouco a especialidade do negócio. Por exemplo, se você mexer numa utilidade elétrica, o cara tem que saber bem sobre eletricidade, não é qualquer um que chega lá e "ah, mexe aqui". Ali é um troço muito perigoso, põe em risco a vida de todo mundo que está ali. No início houve um pouco de pressão contrária a isso, mas começou a fazer esse tipo de treinamento; pegava pessoas que trabalhavam com sistema, água, ar comprimido, os sistemas de incêndio, de maneira geral, de utilidades e começou a treinar no óleo, no gás, na parte elétrica. Então você formou uma equipe que hoje o operador de sistema mexe na eletricidade; eles são assim bem flexíveis. Mas, naquela época, você pegar, por exemplo, gente nova que está entrando na empresa e você treinar é uma coisa; você pegar aqueles que já tem 10 anos trabalhando numa área e querer que ele vá desenvolver outra, já é uma outra conversa. VIDA DE EMBARCADO Fiquei um ano embarcado, mas eu não gosto. Quer dizer, a gente é profissional e tem de trabalhar em qualquer área, mas eu prefiro trabalhar em terra. Eu acho que a vida pra mim, no meu perfil, é mais interessante. DIVERSIDADE CULTURAL Convivi com alguns gringos. A parte de petroleiro, de 82 pra cá, houve nesse caso, a época que iniciaram as atividades com maior intensidade. Entraram as plataformas Namorado, Garoupa, Enchova. Tinha um setor de operação, de pré-operação, pegava e dividia. Eram sete plataformas sem ninguém. Você pegava e treinava as pessoas pra tornar aquilo ali em rotina de operação com engenheiros, técnicos e toda equipe

da plataforma. Então, tem todo um trabalho de treinamento, de visão da equipe, de ver o perfil das pessoas que se adaptam melhor. Tinha gente de todo lugar. Tem gente que gosta, como eu, de trabalhar em terra; tem outros que só gostam de trabalhar no mar; depende de cada um. O cara mora lá no Rio Grande do Sul, a família mora lá, pra ele é ótimo. Vem aqui, trabalha depois vai pra casa dele. Tem gente que mora até no estrangeiro, Miami, tem uns que moram e trabalham essa quinzena e voltam. Morando aqui, o cara vai de avião para os Estados Unidos e você tem uma cortesia, fica a passagem um pouco mais barata. Cada um no seu estilo, se adaptando de acordo com as circunstâncias. DESAFIOS O meu maior desafio é contribuir pra equipe, tentar aprender um pouco mais, procurar me desenvolver e ajudar o crescimento da empresa. Eu sempre falo até que eu tenho orgulho de ser petroleiro porque pra mim isso aqui foi a minha vida. Nunca me deixou rico, mas também não me deixou pobre. Deu-me condições pra criar os meus filhos direitinho, uma vida digna com o meu trabalho. E eu digo isso pra todo mundo. É uma satisfação e se eu puder, eu boto meus filhos também como petroleiros, porque eu acho que é um trabalho interessante. ALEGRIAS A maior alegria é o convívio que a gente tem com as pessoas, o que a gente aprende com cada um que nos ensina uma coisa diferente. A gente passa também um pouco do relacionamento cordial que sempre existiu. Hoje em dia a Petrobras está gigantesca, mas antigamente eram poucas pessoas, então a gente tinha mais convivência familiar, dava uma festinha de aniversário, era na casa do outro e tal. As mulheres, as crianças tinham mais relacionamento. Hoje em dia está um pouco mais individualizado porque já teve um crescimento. Então isso aqui era assim uma cidade pequena, de pouca gente, pra encontrar o que fazer, a gente fazia festinha: Vamos lá na casa do fulano, vai ter uma festinha, tal. A gente tinha alguns relacionamentos extra trabalho, com as pessoas das famílias se relacionando.

HISTÓRIAS / CAUSOS / LEMBRANÇAS Aqui teve vários casos. Tem a história de trote, tradicional de primeiro embarque. O cara pega a pessoa novata que não tem ainda um grande conhecimento e falam uma série de coisas. Prometem, o cara vai lá e a turma sacaneia com ele. (risos) Os caras prometem, dizem pra eles assinarem um papel pra ganhar adicional de primeiro embarque e o cara vai lá: "Onde é que assina?" Crente que... E faz uma festa, uma recepção muito calorosa. O pessoal do mar trabalha e fica mais com o pessoal embarcado do que com a família. A pessoa vai, meio na inocência, não conhece, e eles fazem brincadeiras. Tem diversos trotes, mas tudo saudável, cria mais amizade, mais calor de equipe pra trabalhar em conjunto. Eu não passei pelo trote porque eu também fiquei pouco tempo. Eu já tinha quatro anos de empresa e já tinha uma idéia do que era. Antes de ir para o mar, eu já tinha um ano e seis meses de terra. Então, já tinha ouvido falar, conversava com as pessoas e tinha uma idéia. VIDA DE EMBARCADO Lá na plataforma, a diversão, esse início é um trabalho mais pesado do que eu acredito seria hoje. Naquela época, estava tudo entrando em operação, era uma perspectiva muito grande de você ver, conseguir tomar conta da situação, começar a produzir petróleo, alavancar a produção. Então, o trabalho era incessante, trabalhava dia de semana, fim de semana, à noite... Não tinha tempo para lazer nessa época. Era até bom porque você ficar no meio do mar confinado, sem sua família por perto, você tem que trabalhar mesmo, você tem que ter coisa pra fazer e não ficar pensando bobagem. Você tem que ter atividade profissional, principalmente, e o relacionamento cordial com toda a equipe. As plataformas mudaram a parte de projeto. Hoje em dia, tem umas plataformas mais atualizadas, mais modernas, você controla a produção por terra. Antigamente, você não tinha nada disso. Você não tinha computador direito, telefone era mais difícil, fax era... Era tudo mais complicado. Era tudo mais devagar. Pra você fazer o embarque da turma, você tinha que ligar: "Base 60..." Falava como em rádio e o cara não ouvia direto: "O que? Mas quando?" Isso acontecia muito. Hoje em dia não. Entra no sistema e faz tudo.

PROJETO MEMÓRIA Ah, isso é muito interessante. Eu vejo que hoje em dia, com o avançar dos tempos, eu sinto uma política da empresa de dar mais valor ao empregado, que o cara se sinta bem, com vontade, trabalhar com vontade, que ele se sinta querido dentro do processo, dar mais atenção ao funcionário. Antigamente, era oi e tchau. Aqui não! Eles estão interessados nesse trabalho que vocês estão fazendo, já tem vários canais que você tem mais cuidado com o trabalhador vamos dizer assim. Eu por exemplo não gosto de trabalhar com um chefe autoritário me cobrando; eu prefiro que o cara me deixe à vontade. Não é que eu vou abusar da intimidade; não é isso. Eu quero me sentir relativamente tranqüilo e como se estivesse ali cordialmente. Eu não digo nem amigo, bom relacionamento, colega de trabalho. Lógico, eu não vou tirar a chefia de ninguém, mas deixando mais a vontade, a gente trabalha com mais tranqüilidade e acredito que os resultados são melhores.