NOSSA PERCEPÇÃO DO AMBIENTE NOSSA PERCEPÇÃO DO AMBIENTE Os órgãos dos sentidos possibilitam a recepção de estímulos, os quais são interpretados pelo sistema nervoso, que elabora uma resposta; Todas as respostas produzidas pelo nosso organismo têm como finalidade favorecer a nossa sobrevivência. 1
A VISÃO Podemos comparar o olho a uma máquina fotográfica: ambos têm lentes que focam a luz, um diafragma que regula a entrada de luz, e um filme que registra imagens; Os olhos são protegidos por pálpebras e cílios, e quando piscamos, espalhamos certa quantidade de lágrima sobre a superfície do olho, protegendo-o. A VISÃO A camada mais externa do olho é formada pela esclerótica e pela córnea; ESCLERÓTICA (parte branca) protege o olho, e estão os músculos que movem os olhos e nos permitem olhar ao que acontece à nossa volta; Sob a esclerótica há uma camada de vasos sanguíneos que nutrem as células do olho a CORÓIDE. 2
A VISÃO CÓRNEA é transparente e fica na região da frente e central do olho; A córnea é uma porção da ESCLERA; Junto com a superfície interna das pálpebras são revestidas por uma membrana chamada CONJUNTIVA. A VISÃO OLHO NORMAL OLHO COM CONJUNTIVITE 3
A VISÃO À frente, por baixo da córnea, encontramos a ÍRIS, que é a parte colorida do olho, depende da quantidade de pigmento, que é determinada pelos genes, ou seja, é hereditária; A camada de revestimento do olho que forma a íris é a CORÓIDE. A VISÃO No meio da Íris há uma abertura a PUPILA, por onde a luz entra depois de passar pela Córnea; A Íris possui músculos que regula a intensidade de luz que entra no olho, diminuindo ou aumentando o tamanho da Pupila. 4
A VISÃO Atrás da Íris está o CRISTALINO, que pode ser comparado à lente da máquina fotográfica; Junto com a Córnea, concentra os raios luminosos de modo a formar uma imagem, na camada mais interna e sensível a luz, que é a RETINA. A VISÃO O HUMOR AQUOSO é um líquido entre o Cristalino e a Córnea; O CORPO VÍTREO é um material gelatinoso entre o Cristalino e a Retina; O Humor aquoso, o Corpo vítreo e o Cristalino, funcionam como lentes, concentrando os raios de luz na retina. 5
FORMAÇÃO DAS IMAGENS A luz que chega dos objetos até nossos olhos atravessam a Córnea, passa pelo Humor aquoso, pela Pupila, pelo Cristalino (lente) e pelo Corpo vítreo até chegar à Retina; A imagem formada é invertida em relação ao objeto. Essa imagem será percebida quando as mensagens nervosas provenientes da Retina chegarem ao cérebro, órgão que fornece a imagem correta do objeto. FORMAÇÃO DAS IMAGENS FUNÇÃO DA RETINA: É transformar a luz em mensagens nervosas que serão levadas pelo nervo óptico até o cérebro; Existem cerca de 160 milhões de células sensíveis à luz, que podem ser de dois tipos: Os CONES; E os BASTONETES. 6
FORMAÇÃO DAS IMAGENS BASTONETES são bem sensíveis à luz e captam imagens em lugares pouco iluminados. Não distinguem cores, e as imagens não são muito nítidas; CONES funcionam melhor em ambientes mais iluminados, fornecem imagens coloridas e mais nítidas. FORMAÇÃO DAS IMAGENS Percebemos as imagens coloridas porque temos três tipos de cones na retina: Os que reagem ao vermelho; Os que reagem ao verde; E os que reagem ao azul. 7
FORMAÇÃO DAS IMAGENS Nos CONES e BASTONETES há substâncias que sofrem transformações químicas, que originam mensagens, onde são levadas pelo nervo óptico até o cérebro, órgão em que a imagem será percebida; Na parte da retina atravessada pelo nervo óptico não há cones nem bastonetes, e as imagens não podem ser detectadas é o PONTO CEGO. PROBLEMAS DA VISÃO PRESBIOPIA É a perda da elasticidade do cristalino; A pessoa passa a ter dificuldade de enxergar de perto, isto é, na observação de objetos próximos; O problema é corrigido com lentes semelhantes às utilizadas na Hipermetropia (convergentes). 8
MIOPIA PROBLEMAS DA VISÃO É caracterizada pela dificuldade em observar com nitidez objetos distantes; O olho é mais longo que o normal, e assim, o cristalino não consegue fazer com que os raios de luz, que formam a imagem, encontrem-se sobre a retina, a imagem se forma antes da retina; A correção é feita com a utilização de lentes divergentes. PROBLEMAS DA VISÃO HIPERMETROPIA É a incapacidade de observar objetos próximos; O olho é menos que o normal e a imagem se forma depois da retina; A correção é feita com a utilização de lentes convergentes. 9
PROBLEMAS DA VISÃO ASTIGMATISMO É a distorção da visão causada por alterações na forma da córnea ou do cristalino, ou seja, alguns raios de luz não são focalizados na retina, e a imagem perde a nitidez; A correção é feita com lentes que possuem forma especial para a correção no formato da córnea e do cristalino. PROBLEMAS DA VISÃO DALTONISMO É a incapacidade de enxergar determinadas cores, ou seja, a pessoa possui dificuldade de distinguir entre o verde e o vermelho; É o resultado de um defeito na retina, transmitido hereditariamente; CATARATA A pessoa apresenta o cristalino total ou parcialmente opaco, o que prejudica a visão; A baixa da visão provocada pela catarata só poderá ser recuperada pela substituição do cristalino opaco por um cristalino artificial (lente intraocular). 10
PROBLEMAS DA VISÃO GLAUCOMA Há um excesso de humor aquoso, o que aumenta a pressão dentro do olho, que pode destruir o nervo óptico, provocando cegueira; O tratamento é feito com medicamentos ou cirurgia; PTERÍGIO É um tecido carnoso que cresce sobre a córnea; O tratamento inicial pode ser com o uso de óculos escuros, lubrificantes oculares e corticóides. Já no estágio avançado é feita uma intervenção cirúrgica. CUIDADOS COM OS OLHOS Evitar levar as mãos aos olhos, mesmo que limpas; Use óculos escuros, com proteção UVA e UVB; Realizar pausas durante a execução de trabalhos prolongados em computadores; Diminua o estresse. 11
AUDIÇÃO É a capacidade de ouvir sons. Os órgãos da audição são as orelhas; As orelhas ficam localizadas nos ossos temporais; Cada orelha possui três partes: Orelha externa; Orelha média; Orelha interna. AUDIÇÃO ORELHA EXTERNA é formada pelos: Pavilhão auditivo capta os sons e direcionam-no para o interior do canal auditivo; Canal auditivo conduz o som para o interior da orelha. Possui pêlos e glândulas que produzem o CERÚMEN (cera amarelada), que protegem a orelha da poeira e microrganismos. 12
AUDIÇÃO ORELHA MÉDIA chamada de CAIXA DO TÍMPANO, situase dentro do osso temporal; Encontram-se o TÍMPANO (fina membrana) e três pequenos ossos: o MARTELO, a BIGORNA e o ESTRIBO; Da orelha média sai um canal a TUBA AUDITIVA ou TROMPA DE EUSTÁQUIO que vai até a faringe, mantendo a pressão da caixa do tímpano igual à pressão atmosférica. AUDIÇÃO ORELHA INTERNA recebe o nome de LABIRINTO e divide-se em três partes: Vestíbulo é a cavidade separada da orelha média pela janela oval; Canais semicirculares são três tubos ósseos em forma de semicírculo; Cóclea ou caracol é um canal em forma espiral de 2,5 a 3 centímetros. 13
O som ao chegar ao PAVILHÃO AUDITIVO é conduzido pelo CANAL AUDITIVO até o TÍMPANO, fazendo-o vibrar; Essa vibração passa para os ossículos MARTELO, BIGORNA e ESTRIBO, que transmitem a vibração para à ORELHA INTERNA, por meio da MEMBRANA DA JANELA OVAL; Essas vibrações atingem a CÓCLEA e são transmitidas a um líquido. A vibração desse líquido sensibiliza terminações nervosas na CÓCLEA, onde os impulsos nervosos são gerados e conduzidos até o cérebro pelo NERVO VESTIBULOCOCLEAR, onde são interpretados em forma de sons. O CAMINHO DO SOM EQUILIBRANDO O CORPO Nos CANAIS SEMICIRCULARES existe um líquido que provoca estímulos num nervo, que informa ao cérebro (cerebelo), sobre a posição do nosso corpo em relação ao ambiente; O sistema nervoso comanda determinados músculos que atuam na manutenção do equilíbrio do corpo. 14
EQUILIBRANDO O CORPO A LABIRINTITE é um distúrbio no labirinto, decorrente de problemas circulatórios, inflamação por microrganismos, estresse, hipertensão, diabetes, etc. CUIDADOS COM AS ORELHAS Não introduzir objetos na orelha; Limpar com material macio sem introduzi-lo no canal auditivo; Qualquer infecção ou problema deve ser imediatamente tratado com orientação médica. 15
GUSTAÇÃO A produção de saliva é possível porque as sensações olfativas nos auxiliam a identificar o sabor de um alimento ao sentirmos seu cheiro, o que revela a íntima relação existente entre o paladar e o olfato; A gustação é uma função sensorial capacitada a perceber os sabores das substâncias dissolvidas na língua. GUSTAÇÃO A língua é responsável pelo paladar, auxilia na mastigação dos alimentos e na produção de sons e na articulação das palavras; As papilas gustativas são pequenas bolsas cheias de células sensitivas, que se ligam ao cérebro por meio de fibras nervosas. São capazes de perceber e diferenciar quatro sabores: Amargo; Ácido ou Azedo; Salgado; Doce. 16
OLFATO O órgão do olfato é o nariz. Nas cavidades nasais localizam-se as CÉLULAS OLFATÓRIAS ou MUCOSA OLFATIVA ou AMARELA, rica em terminações nervosas do nervo olfativo, responsáveis pelo olfato. OLFATO Os odores ou cheiros sensibilizam as células olfatórias, geram-se então impulsos nervosos, que são conduzidos pelo nervo olfatório até o cérebro, os impulsos são interpretados e sentimos os cheiros; Olfato e Gustação são considerados sentidos químicos, pois são estimulados por substâncias químicas, e estão intimamente ligados. 17
O TATO A pele é o órgão do tato. Na pele existem vários tipos de receptores sensoriais ou terminações nervosas livres, responsáveis pela percepção dos estímulos do ambiente; Alguns são responsáveis pela percepção do frio, do calor, da pressão de um objeto, etc. O TATO Os receptores sensoriais ou terminações nervosas recebem os estímulos e geram impulsos nervosos, que são conduzidos por nervos sensoriais até o cérebro, onde são interpretados e produzidas as sensações como frio, calor, etc; Na pele encontramos os pêlos, as glândulas sudoríparas e as sebáceas. 18
O TATO Pêlos e Glândulas sudoríparas participam da regulação térmica do organismo; As Glândulas sebáceas produzem secreções oleosas que atuam como impermeabilizantes à água e lubrificam os pêlos e a pele. Transformem suas percepções sobre o mundo! 19