CAPÍTULO I TRABALHOS ACADÊMICOS E MONOGRAFIAS



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Transcrição:

CAPÍTULO I TRABALHOS ACADÊMICOS E MONOGRAFIAS 1.1 Definições 1.1.1 Trabalho acadêmico O trabalho acadêmico é uma exposição escrita sobre determinado assunto que se destina à disciplina específica de cursos de graduação ou de especialização. 1.1.2 Monografia A monografia é uma exposição escrita e sistemática sobre um tema específico situado no âmbito de uma ciência. Resulta da realização de pesquisa pormenorizada e exaustiva sobre um tema em que é dado tratamento profundo, mas limitado, à sua análise e que é orientada por metodologia própria. Quando apresentada como requisito para a obtenção de título em cursos de graduação ou de especialização, a monografia também pode ser considerada como Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. 1.2 Estrutura A monografia compõe-se dos seguintes elementos: a) Pré-textuais: folha de rosto, termo de aprovação, dedicatória, agradecimentos, epígrafe, sumário, listas e resumo; b) Textuais: introdução, desenvolvimento e conclusão; c) Pós-textuais: glossário, referências bibliográficas, bibliografia, apêndices e anexos. O trabalho acadêmico compõe-se dos seguintes elementos:

a) Pré-textuais: folha de rosto, sumário e listas; b) Textuais: introdução, desenvolvimento e conclusão; c) Pós-textuais: glossário, referências bibliográficas, bibliografia, apêndices e anexos. Figura 1: Elementos que compõem um trabalho acadêmico 1.3 Elementos externos 1.3.1 Encadernação Um trabalho acadêmico pouco volumoso pode ser entregue sem encadernação, fixado por grampo. Recomenda-se que trabalho extenso e versão preliminar de monografia sejam entregues encadernados. A versão final de uma monografia deve ser encadernada utilizando-se capa dura.

1.3.2 Capa Na capa de monografia devem ser impressos a identificação da instituição e do curso, o título da monografia, o autor, o local e o ano em que a mesma foi apresentada ou defendida. Em trabalhos acadêmicos devem constar a identificação da instituição e do curso, o título do trabalho, o(s) autor (es), o local, o mês e o ano em que o mesmo foi apresentado. 1.3.3 Lombada A lombada somente está presente em monografia encadernada em capa dura e deve conter o nome do autor, o título da monografia e o número do volume, quando esta for composta por dois ou mais volumes. 1.4 Elementos pré-textuais 1.4.1 Folha de rosto A folha de rosto é a página que reúne informações importantes para a identificação do trabalho acadêmico ou monografia. Deve conter o nome do(s) autor(es), o título, nota explicativa, o local e a data. 1.4.2 Termo de aprovação O termo de aprovação somente está presente em monografia. Deve conter o nome do acadêmico, o título da monografia, o texto da aprovação, o nome do orientador e dos examinadores, indicando suas respectivas instituições, as assinaturas, o local e data da aprovação. 1.4.3 Dedicatória A dedicatória é opcional em monografia e consiste em uma página distinta contendo uma breve menção indicando a quem o autor a dedica.

1.4.4 Agradecimentos A página de agradecimentos é opcional em monografia e consiste em uma página distinta contendo menções feitas pelo autor acerca de pessoas e/ou instituições que contribuíram para a realização da mesma. 1.4.5 Epígrafe A epígrafe é opcional em monografia e consiste em uma página distinta contendo um trecho de texto seguido da indicação de sua autoria. Esse texto deve ter relação com o embasamento dado à monografia ou com a motivação do autor para a sua produção. 1.4.6 Sumário O sumário relaciona as divisões e sub-divisões da monografia ou do trabalho acadêmico, tais como figuram no texto. Trata-se de uma lista contendo os títulos de cada divisão e suas páginas iniciais, ligados por uma linha pontilhada. 1.4.7 Listas Existem vários tipos de ilustrações que podem ser inseridas no corpo de um trabalho acadêmico ou monografia, tais como: tabelas, quadros, gráficos, equações, fotos e mapas. Para cada tipo de ilustração contida, deve-se elaborar uma lista própria. Com exceção das tabelas, quadros e equações, todas as demais ilustrações podem ser referenciadas como figuras e incluídas em uma única lista. Todas as listas devem ser dispostas em folha distinta e conter os seguintes dados para cada ilustração: o tipo, o número, o título e a página inicial. Caso sejam pouco extensas podem ser dispostas em uma única página. Também deve-se elaborar listas para abreviaturas, siglas e símbolos empregados no trabalho acadêmico ou monografia, quando estes aparecem em quantidade significativa. Servem para registrar o significado de cada elemento empregado e devem ser dispostas em página distinta, exceto quando forem pouco extensas, nesse caso, podem figurar na mesma página. Devem conter os seguintes dados: a abreviatura, sigla ou símbolo alinhado à margem esquerda; um hífen precedido e seguido de um espaço de tabulação; o significado da abreviatura, sigla ou símbolo.

1.4.8 Resumo O resumo deve estar presente somente em monografia e consiste em uma apresentação sucinta dos elementos mais importantes da mesma. O texto do resumo deve ser apresentado em um único parágrafo, com espaçamento simples entre suas linhas e deve conter no máximo 250 palavras. O tema tratado deve ser expresso em sua primeira frase e, se necessário, deve-se especificar em que contexto temporal e geográfico este se insere. Cada frase do resumo deve expressar uma idéia completa, sem o uso de citações bibliográficas e de termos com significados particulares. No núcleo do resumo deve constar os objetivos da monografia, os métodos empregados, os resultados obtidos e as conclusões a que se chegou. 1.5 Elementos textuais 1.5.1 Introdução O texto da introdução deve apresentar o tema em estudo, expressar os seus objetivos, o problema pesquisado, a metodologia utilizada e justificar a importância do estudo realizado. Deve-se evitar retrospectos históricos extensos, a apresentação dos resultados alcançados e discursos eloqüentes acerca do estudo realizado. 1.5.2 Desenvolvimento O desenvolvimento de um trabalho acadêmico ou monografia tende a ser a sua parte mais extensa, podendo ser dividido em capítulos, títulos, sub-títulos, etc. Em monografias, geralmente compõe-se da fundamentação teórica, da exposição dos métodos empregados e apresentação e análise dos resultados. A definição de uma estrutura para o desenvolvimento, na qual será dividido o seu conteúdo, deve levar em conta a natureza do estudo, a lógica e o bom senso. Não há nenhum padrão universal que possa ser aplicado para isso, mas deve-se evitar o uso das palavras desenvolvimento, corpo ou outras palavras análogas como divisões.

1.5.3 Conclusão A conclusão representa a síntese das idéias desenvolvidas no corpo do trabalho acadêmico ou monografia. Seu texto deve descrever os resultados obtidos, enunciar deduções lógicas que podem ser inferidas a partir destes resultados, destacando suas contribuições. Também pode-se indicar problemas relacionados ao estudo que não tenham sido resolvidos e sobre os quais recomende-se a realização de pesquisas. 1.6 Elementos pós-textuais 1.6.1 Glossário O glossário consiste em uma relação das palavras ou expressões empregadas ao longo do texto com significado restrito e suas respectivas definições. A finalidade do glossário é tornar claro o sentido de cada termo ou expressão utilizados. 1.6.2 Referências bibliográficas As referências bibliográficas consistem em uma lista de todos os documentos citados pelo autor no corpo do trabalho e seus elementos devem ser ordenados alfabeticamente. 1.6.3 Bibliografia A bibliografia é a relação alfabética de todos os documentos consultados pelo autor durante a realização do trabalho, mas que não foram citados em seu corpo. 1.6.4 Apêndices e anexos Os apêndices são complementos ao conteúdo central do trabalho acadêmico ou da monografia e que são escritos pelo próprio autor. Deve-se incluir um apêndice para tratar de assunto específico somente se for necessário para garantir a compreensão de parte ou de todo o trabalho desenvolvido e se esse conteúdo não puder ser incluso no seu corpo por caracterizar-se como um suplemento e não como parte integrante de sua linha mestra.

Os anexos, por sua vez, constituem-se em documentos complementares ao conteúdo do trabalho acadêmico ou monografia que não foram produzidos pelo próprio autor. Geralmente são documentos que foram consultados durante a realização da pesquisa e que devem ser anexados ao trabalho para garantir a sua transparência e completude.

CAPÍTULO II PROJETO DE PESQUISA 2.1 Definição Antes de ser realizado, um trabalho de pesquisa precisa ser planejado. O projeto é o registro deste planejamento. Para escrever o projeto, o pesquisador precisa ter claro seu objeto de pesquisa, como está problematizado, quais as hipóteses que está levantando para resolver o problema, com que elementos teóricos pode contar, de quais recursos instrumentais dispõe para levar adiante a pesquisa e quais etapas pretende percorrer. Para chegar a estes elementos, o pesquisador precisa desenvolver uma atitude problematizadora, que pode se originar dos elementos de suas leituras, cursos já feitos, debates de que participou e das demais contribuições do contexto acadêmico, profissional e cultural. Quando se decide desenvolver uma pesquisa deve-se atender algumas exigências e tomar decisões acerca delas, como por exemplo: o que estudar, a abordagem teórica, os procedimentos metodológicos, entre outras. Neste sentido, o projeto é de fundamental importância. Segundo GONSALVES (2001, p. 11) um projeto de pesquisa é um guia, é uma organização de ações que serão desenvolvidas em relação ao estudo a ser realizado, por isto precisa ser bem pensado e bem redigido, pois ele é um documento escrito, é a materialização de um planejamento. Assim, um projeto de pesquisa deve atender uma seqüência de etapas indispensáveis para a sua correta elaboração. 2.2 Estrutura Um projeto de pesquisa é composto, segundo GONÇALVES (2003) e FACHIN (2003), de elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.

2.2.1 Elementos pré-textuais Os elementos pré-textuais de um projeto de pesquisa são: capa, folha de rosto, listas (de figuras, de tabelas, de gráficos, de símbolos, de quadros, de siglas e/ou de abreviaturas) e o sumário. 2.2.2 Elementos textuais Os elementos textuais de um projeto de pesquisa referem-se ao conteúdo propriamente dito, ou seja, aquele conjunto de tópicos que orientam uma investigação/estudo acerca de uma determinada temática. Os elementos textuais são: tema, delimitação do tema, introdução, identificação, objetivos, justificativa, fundamentação teórica, problema de pesquisa, hipóteses, definição das variáveis, metodologia, orçamento, cronograma. 2.2.2.1 Tema e delimitação do tema Projetos de pesquisa sempre começam com a escolha e a delimitação de uma temática acerca de um determinado assunto. A escolha do tema pode surgir, de acordo com BARROS e LEHFELD (1991), de várias situações, como por exemplo, da observação do cotidiano, das experiências profissionais daquele que elabora o projeto, do próprio envolvimento com outros profissionais da sua área de atuação, do levantamento e estudo de pesquisas já realizadas sobre a temática definida para investigação e, fundamentalmente, da bibliografia pertinente à sua área de exercício profissional e estudo do pesquisador. No momento da delimitação da temática é importante ter em mente o tempo disponível para execução da pesquisa, bem como o ambiente em que será desenvolvida se apenas um trabalho bibliográfico ou, além deste, um estudo de campo (prático). Assim, para SANTOS (2000, p. 51) o tema ideal para pesquisa é aquele que preenche três características: atende ao gosto, aptidão e tempo do pesquisador; é relevante ou para uma sociedade, ou para uma ciência ou para a escola; e sobre ele é possível obterem-se dados. RUIZ (1996) aponta as seguintes sugestões para a delimitação da temática em um projeto de pesquisa: a) leitura exploratória, b) determinação da extensão do sujeito e do objeto, c) determinação de objetivos. Na delimitação do tema é importante definir o espaço temporal e geográfico da investigação/estudo, ou seja, identificar onde será realizada e o intervalo de tempo que compreende a pesquisa.

A determinação e delimitação do tema em um projeto de pesquisa é uma das etapas mais importantes. É o momento em que o pesquisador estabelece o início do caminho investigativo que se propõe trilhar. 2.2.2.2 Introdução Na introdução de um projeto é apresentada a temática que será abordada e a sua delimitação, os objetivos e a justificativa da pesquisa. 2.2.2.3 Identificação Na identificação são apresentadas de forma sistematizada as informações pertinentes à autoria, instituição/empresa/curso, coordenação, orientação, local de execução, colaboradores e período de realização do projeto. 2.2.2.4 Objetivos Os objetivos determinam o que se pretende realizar através da pesquisa, ou seja, nas palavras de GONSALVES (2001, p. 56), os objetivos servem para dar a direção da ação do pesquisador e para definir a natureza do trabalho. Assim, a correta e adequada elaboração dos objetivos deve evidenciar o problema a ser analisado, contribuindo na escolha da metodologia e da fundamentação teórica do projeto de pesquisa. Os objetivos devem ser reais e possíveis de serem atingidos no tempo proposto para sua execução. Na literatura que trata da estrutura de projetos de pesquisa é opinião unânime os tipos de objetivos existentes. Segundo GONSALVES (2001), os objetivos de um projeto podem ser gerais e específicos. Os objetivos gerais são aqueles que dizem respeito ao que se pretende alcançar com a pesquisa. É um tipo de objetivo mais abrangente. Os objetivos específicos cumprem a função de definir aspectos mais delimitados da investigação/estudo, ou seja, são ações a serem realizadas para que se atinja o objetivo geral. Um aspecto importante que deve ser lembrado quando da elaboração de um projeto de pesquisa e do estabelecimento dos objetivos gerais e específicos é que estes devem iniciar com um verbo conjugado em seu tempo infinitivo.

2.2.2.5 Justificativa A justificativa de um projeto de pesquisa é o momento em que se apresentam as razões para a sua execução, os motivos que levaram o pesquisador a escolher o tema e sua delimitação, a localização da temática no conjunto da produção teórica sobre o assunto em questão. Conforme afirma GONSALVES (2001, p. 59), justificar um tema é evidenciar razões suficientes para que haja o desenvolvimento da pesquisa, o que significa dizer que deve-se apresentar bons e convincentes motivos para empreender o seu esforço de investigação. Sugere-se que se tente responder às seguintes questões: Por que escolhi esse tema? O tema que escolhi é importante? Que motivos o justificam, nos planos teórico e prático? Qual é a relação do tema e/ou problema formulado com o contexto social? Que contribuição posso oferecer com esse estudo e, se for o caso, quais os aspectos inovadores do trabalho? (GONSALVES, 2001, p. 58-9) 2.2.2.6 Fundamentação teórica Fundamentação teórica é a etapa do projeto em que o pesquisador apresentará as bases teóricas que sustentarão a temática escolhida para estudo. Deve haver uma unidade teórica que promova sustento ao tema, ao problema e objetivos estabelecidos para estudo. Este é o momento da revisão da literatura que nas palavras de MOURA (1998, p. 38), significa uma busca sistemática no sentido de mapear o que se tem pesquisado na área. A respeito da fundamentação teórica GONÇALVES (2003, p. 40), ressalta que as fontes não devem ser resumidas, e sim analisadas, criticadas e interpretadas, podendo ser apresentadas não só de modo individual como principalmente relacionadas entre si, de forma a compor um debate que sustente a argumentação proposta pelo autor do projeto. 2.2.2.7 Problema O problema consiste em uma questão que deverá ser respondida de forma sistemática e científica segundo métodos apropriados, pois segundo BARROS & LEHFELD (1991, p. 28-9), toda pesquisa tem origem num problema sentido, numa expectativa frustrada, numa dificuldade teórica ou prática e nos sugerem alguns elementos que podem contribuir para a formulação de problemas de pesquisa, tais como: a criatividade, o uso de técnicas de

levantamento bibliográfico, a formulação de perguntas frente à realidade, análise e fracionamento desta mesma realidade e a sua interpretação e síntese. O problema de pesquisa precisa estar diretamente relacionado com a delimitação dos objetivos e com o referencial teórico escolhido. Assim, o problema é uma pergunta para a qual o pesquisador buscará uma resposta, orientando-se por um conjunto de procedimentos metodológicos. Deve correlacionar ao menos duas variáveis e ser passível de estudo sistemático. 2.2.2.8 Hipóteses As hipóteses são afirmativas relacionadas ao problema a ser investigado e que passarão por uma verificação empírica através do uso de procedimentos metodológicos previamente elaborados. De acordo com SANTOS (2000, p. 56), a hipótese é caracterizada como uma verdade provisória sendo fundamental para qualquer processo de investigação científica pois consiste no lançamento de uma afirmação a respeito de algo ainda desconhecido (por exemplo, a resposta para o problema da pesquisa). Todavia, a elaboração de hipóteses implica também em um certo grau de leitura da temática escolhida para estudo, assim como um certo grau de criticidade acerca do assunto. Para GONÇALVES (2003, p. 42), as hipóteses são as prováveis respostas ao problema (perguntas que deram origem à pesquisa) e são desdobradas em básica (resposta completa ao problema) e secundárias (respostas complementares), podendo ser rejeitadas ou confirmadas quando do encerramento da pesquisa. 2.2.2.9 Definição das variáveis Variáveis são fatores relacionados com o objeto de estudo, que mantém uma relação entre si e que precisam ser investigadas para a confirmação ou negação das hipóteses. Junto à descrição de cada variável, deve-se eleger uma letra para representá-la e indicar seu tipo. Estas podem ser independente, dependente ou moderadora. Além de identificar cada uma das variáveis, também é preciso indicar a relação existente entre elas.

2.2.2.10 Metodologia de pesquisa A metodologia define a trajetória a ser percorrida durante a pesquisa. A metodologia incorpora em seu arcabouço um conjunto de concepções teóricas e técnicas que serão desenvolvidas para chegar a uma resposta ao problema proposto. Na metodologia se explicitam os instrumentos e procedimentos que serão adotados para desenvolver o projeto de pesquisa, como o uso de entrevistas, questionários, observações entre outros. É fundamental que o procedimento escolhido esteja articulado com o tipo de informação que o pesquisador deseja coletar na realidade empírica. Caso a pesquisa implique em uma coleta de dados em um determinado campo (uma escola, uma empresa, uma comunidade, por exemplo) este é o momento de definir quem (população) e quantos serão os sujeitos (amostragem), a sua localização geográfica, aspectos históricos entre outras informações relevantes a fim de proceder a uma escolha adequada dos instrumentos de coleta de dados. Deve-se informar também se haverá um tratamento estatístico dos dados e como será elaborado. É na metodologia que se indica o tipo de pesquisa que será realizada. Segundo GONSALVES (2001) podemos classificar as pesquisa de acordo com distintos critérios: de acordo com os seus objetivos procedimentos de coleta, fontes de informação e natureza dos dados. O quadro a seguir expõe os tipos de pesquisa que podem ser utilizados em um projeto em consonância com o problema, os objetivos e o referencial teórico. QUADRO 01 Tipos de pesquisa Os objetivos Os procedimentos de coleta Experimento Exploratória Levantamento Descritiva Estudo de caso Experimental Bibliográfica Explicativa Documental Participativa Fonte: (GONSALVES, 2001, p. 64) TIPOS DE PESQUISA As fontes de informação Campo Laboratório Bibliográfica Documental A natureza dos dados Quantitativa Qualitativa

2.2.2.11 Orçamento O orçamento de um projeto de pesquisa só tem sentido quando se busca algum tipo de financiamento para sua execução. Deve conter informações quanto às receitas e despesas do projeto referentes aos recursos humanos, materiais e de expediente. 2.2.2.12 Cronograma O cronograma delimita o tempo necessário para a execução do projeto em suas diferentes etapas, ou seja, as atividades que serão desenvolvidas e o momento no tempo em que cada uma delas ocorrerá. Para facilitar a visualização, sugere-se sua apresentação em forma de tabela. 2.2.3 Elementos pós-textuais Os elementos pós-textuais de um projeto de pesquisa são: referências bibliográficas, apêndices, anexos e glossário. 2.2.3.1 Referências bibliográficas São as bibliografias utilizadas na elaboração do projeto de pesquisa, tais como: livros, artigos, documentos eletrônicos, fotografias, entre outras fontes de informação, que devem ser referenciadas de acordo com as normatizações da instituição. 2.2.3.2 Apêndices e/ou anexos Este item do projeto é composto pelos instrumentos que serão utilizados para coleta de dados e todo tipo de material que contribui para o seu entendimento, como por exemplo, fotos, documentos comprobatórios, entre outros. 2.2.3.3 Glossário O glossário consiste na apresentação de termos ou palavras, com seus respectivos significados, que constam no texto do projeto e que necessitam de explicação.

CAPÍTULO III NORMAS PARA REDAÇÃO E EDITORAÇÃO 3.1 Redação O estilo de redação de trabalhos acadêmicos, monografias ou TCC podem variar de acordo com as especificidades de cada área, devendo-se observar alguns princípios básicos, que serão apresentados a seguir: - Objetividade: o tema abordado deve ser desenvolvido de maneira direta, seguindo um raciocínio lógico e coerente com as idéias apresentadas no texto, mantendo-se o objetivo inicial, progredindo na exposição e fundamentando-se com dados e argumentos possíveis de comprovação e não em suposições ou generalizações. - Clareza: para que o texto possa atingir seus objetivos é necessário que a redação seja compreensível e precisa. Por isso redigir em estilo objetivo, coerente e com destaque para as idéias centrais. Evitar redundância e divagações usando uma linguagem precisa e clara. Termos como: muito, pouco, médio, nenhum, alguns, a maioria, quase todos, é claro, bastante, nunca, sempre, às vezes, entre outros prejudicam a compreensão do texto. - Uniformidade: na redação deve-se manter a uniformidade e a coerência no decorrer do texto em relação à forma de tratamento, pessoa gramatical, utilização de siglas, datas, números, citações, referências, abreviaturas, títulos e subtítulos de seções. - Impessoalidade: num texto científico o verbo deve ser utilizado no modo impessoal. Por Para a coleta de dados utilizou-se à aplicação de questionários. Verificou-se o desenvolvimento gerencial da empresa. 3.1.1 Números Os números, de maneira geral, devem seguir os critérios a seguir. a) Cardinais: devem ser escritos por extenso quanto sua indicação no texto for de um a dez, quando for início de frase ou quando não se quer dar destaque à referida data ou ano. Neste caso, deve-se usar somente uma palavra.

Exemplos: Gostaria de três refrigerantes. Quarenta anos de revolução destruíram aquele país. Aquele país foi marcado por trinta anos de luta. Também podem ser escritos de forma mista, quando a indicação se tratar de mil, milhão, bilhão, trilhão, etc. A cidade de Esperança arrecadou 2,3 milhões de reais em impostos em 2003. b) Ordinais: estes são representados por extenso quando sua indicação no texto for do primeiro ao décimo e em algarismos quando for do 11º em diante, seguido do símbolo que indica a ordem, sem espaçamento. 3.1.2 Porcentagem É representada por algarismo arábico, seguido do símbolo (%), sem espaço. 3.1.3 Valores monetários Para se mencionar valor monetário deve-se adotar sempre algarismos, observando-se alguns elementos: a) Para valores abaixo de mil: Evita-se usar o símbolo da unidade monetária quando valores redondos. 10 reais. Quando os valores forem quebrados podem ser expressos de duas formas. Exemplos: 3,50 reais e R$ 3,50. b) Para valores acima de mil:

Valores redondos podem ser expressos de duas formas. Exemplos: 20 mil reais e R$ 20 mil. Para valores quebrados deve-se adotar a forma mista. R$ 33,5 bilhões. 3.1.4 Unidades de peso e medida Unidades de peso e medidas seguem critérios internacionais quanto sua simbologia. A forma abreviada deve ser utilizada quando associada a um número, com letras minúsculas, sem ponto para indicar abreviação, com espaçamento entre a unidade e o valor numérico. Exemplos: 12 cm, 5 mm. A forma por extenso deve ser utilizada quando não for associada a números. Milhares de quilos de arroz formam desperdiçados. 3.1.5 Datas completas Para utilização de datas completas, pode-se utilizar uma das seguintes formas: Representar em números cardinais dia, mês e ano, separados por ponto ou barra. Exemplos: 12. 04. 99 ou 12/ 04/ 99 Representar em números cardinais dia e ano, intercalando-se o mês por extenso. 12 de abril de 1999.

3.1.6 Ano O ano pode ser indicado por extenso ou em algarismos arábicos. Exemplos: O trabalho foi entregue no dia 27 de maio de dois mil e um. A assembléia foi realizada em 1989. (nunca 1 989 ou 1.989) 3.1.7 Meses A apresentação dos meses pode ser feita por extenso ou em algarismos arábicos. O festival será realizado do mês de maio até o mês de julho. O festival será realizado nos meses 05, 06 e 07. Quando utilizados em gráficos, tabelas e quadros pode-se abreviar em minúsculo, com três letras, seguidas de ponto, com exceção do mês de maio. Exemplos: jan. fev. mar. abr. maio jun. jul. ago. set. out. nov. dez. 3.1.8 Dias Os dias do mês podem ser apresentados por extenso (em números cardinais ou ordinais) ou em algarismos arábicos. Exemplos: O relatório foi entregue no quinto dia útil do mês de maio. A cobrança sempre é feita no dia 30 de cada mês. O ano letivo inicia-se no dia 1º de fevereiro. Os dias da semana podem ser escritos por extenso ou abreviados. Exemplos: A reunião está marcada para quarta-feira, às 16 horas. A reunião está marcada para 4ª feira, às 16 horas.

3.1.9 Horas Utilizam-se os seguintes critérios na indicação das horas: a) As horas devem ser indicadas de 0 a 23; b) Em horas redondas não se abrevia a palavra horas; A palestra está prevista para as 18 horas do dia 26 de abril de 2002. c) Nas horas quebradas deve-se usar h, min, e s, sem espaçamento entre os números. A abreviatura min só é necessária quando aparecer segundos. O debate está marcado para as 20h30, no auditório da Fasul. A largada da corrida será as 8h25min30s. 3.2 Normas de apresentação 3.2.1 Papel O papel de impressão de projetos, trabalhos acadêmicos, monografias e Trabalhos de Conclusão de Curso deve ser de cor branca, tipo apergaminhado, gramatura mínima de 75 g/m 2, ou equivalente, formato-padrão A4 (210 x 297 mm) da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. 3.2.2 Digitação A impressão é feita somente em uma face do papel, em preto, permitindo-se cores nas figuras, em situações em que sejam absolutamente necessárias. Será aceita somente a fonte Times New Roman 12. O corpo dos quadros, das figuras e dos rodapés podem conter letras menores, desde que legíveis. Títulos e subtítulos são apresentados em negrito. Nomes científicos e termos em língua estrangeira devem ser diferenciados pelo uso de itálico.

3.2.3 Espaçamento Os textos devem ser digitados com espaço entrelinhas 1,5 cm. Espaço simples é usado apenas em quadros longos, notas de rodapé, notas de fim de texto, títulos e subtítulos com mais de uma linha e citações bibliográficas longas. 3.2.4 Margens e parágrafos As margens terão as seguintes dimensões: Superior Inferior Esquerda Direita 3,0 cm 2,0 cm 3,0 cm 2,0 cm Todo parágrafo é iniciado a 1,25 cm, a partir da margem esquerda. Quando necessário, para completar uma nota de rodapé, ou a última linha de capítulo ou de subdivisão, é permitido ultrapassar em uma linha o limite da margem inferior. O mesmo se aplica a quadros, figuras e suas respectivas legendas. A última palavra da página não pode ser dividida. 3.2.5 Títulos de seções e texto Um texto pode ser dividido em seções primárias (capítulos), seções secundárias, terciárias e assim sucessivamente. Os títulos devem ter seqüência lógica e ordenada, objetividade e clareza de modo a facilitar a compreensão do texto e sua visibilidade, como por exemplo: - a seção primária deve aparecer com letras maiúsculas e em negrito; 1 O PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO EM TURISMO

- a seção secundária inicia-se com a primeira letra da palavra em maiúscula, as demais em minúscula e em negrito; 1.1 A investigação científica - a seção terciária e seqüentes iniciam-se com a primeira letra da palavra em maiúscula e as demais de modo normal. 1.1.1 A memória científica 3.2.6 Numeração das páginas Os números de página devem utilizar o mesmo tipo e tamanho da fonte do texto. São colocados sem pontuação no canto superior direito da página. Todas as páginas onde haja texto, quadro(s) ou figura(s) devem ser numeradas. As páginas do texto, da referência bibliográfica e dos apêndices são numeradas consecutivamente com algarismos arábicos, começando com um (um) na primeira página do texto. Nas páginas que aparecem os elementos pré-textuais a numeração deve ser consecutiva com algarismos romanos em minúsculo, começando com i, ii, iii, iv, etc. A colocação horizontal ou vertical de quadros ou de figuras não altera a posição do número da página e das margens. 3.3 Tabelas e figuras "Quadro" ou Tabela (utilizar, preferencialmente, a palavra Tabela ) geralmente designa valores numéricos tabulados, sendo incluído no corpo do trabalho, diferenciando-se somente quanto ao traço. "Figura" geralmente designa outros materiais, como gráficos, fotografias ou ilustrações, podendo ser incluída no corpo do texto.

Modelo de Tabela: NÚMERO TÍTULO CORPO FONTE NOTA 3.3.1 Número As tabelas devem ser numeradas de um a n. A palavra Tabela deve ser escrita preferencialmente em letras maiúsculas. Exemplos: TABELA 1, TABELA 2. 3.3.2 Título A numeração do título deve ser separada por um espaço, hífen e outro espaço. As demais linhas devem ser alinhadas abaixo da primeira letra da primeira linha. O título deve conter a denominação do fato observado e o local ou época de ocorrência. Exemplos: TABELA 1 Variação sazonal do volume do rio Paraná, no trecho entre as cidades de Guaíra à Porto Primavera nos anos de 1990 1994. QUADRO 1 Variação sazonal do volume do rio Paraná, no trecho entre as cidades de Guaíra à Porto Primavera nos anos de 1990 1994.