O desafio da produtividade 21º Seminário Dia da Qualidade Caxias CIC Renato da Fonseca Caxias do Sul, RS, 20/07/2015
Roteiro 1. O estado da indústria e da economia brasileira 2. Baixa competitividade: um problema estrutural 3. Importância da produtividade 4. Determinantes da competitividade 5. Aumentando a produtividade 6. Propostas de curto prazo 2
Roteiro 1. O estado da indústria e da economia brasileira 2. Baixa competitividade: um problema estrutural 3. Importância da produtividade 4. Determinantes da competitividade 5. Aumentando a produtividade 6. Propostas de curto prazo 3
O estado da indústria brasileira Produção industrial cai 3% em 2014 e continua em queda em 2015 Emprego, em abril de 2015, está 4,8% abaixo do apurado em abril de 2014 110 Produção física Indústria de transformação e extrativa série dessazonalizada 120 Emprego Indústria de transformação série dessazonalizada 105 115 100 110 95 105 Fonte: PIM-PF/IBGE 90 jan/12 jul/12 jan/13 jul/13 jan/14 jul/14 jan/15 Fonte: Indicadores Industriais/CNI 100 jan/12 jul/12 jan/13 jul/13 jan/14 jul/14 jan/15 4
O estado da economia brasileira O Brasil se depara com uma conjugação perversa de causas conjunturais e estruturais que limitam nosso crescimento Causas conjunturais Causas estruturais Inflação Desequilíbrio fiscal Baixa produtividade Custo Brasil 5
Política econômica Intenso processo de ajuste e correção de rota Ajuste fiscal: redução do gasto do governo e aumento de impostos Realinhamento de preços: aumento da tarifa de energia e preços dos combustíveis e desvalorização cambial Combate à inflação: aumento dos juros e redução do crédito Adicionalmente, temos a queda do preço do petróleo e os desdobramentos da operação Lava-jato, com efeitos severos sobre a economia e as instituições. 6
Política econômica O ajuste macroeconômico não é suficiente para a retomada do crescimento. Para isso é necessário uma estratégia conjunta de ajuste macroeconômico e de medidas pró competitividade. Ajuste macroeconômico Agenda da competitividade 7
Roteiro 1. O estado da indústria e da economia brasileira 2. Baixa competitividade: um problema estrutural 3. Importância da produtividade 4. Determinantes da competitividade 5. Aumentando a produtividade 6. Propostas de curto prazo 8
Problema estrutural: baixa competitividade Indústria brasileira começa a perder mercado antes da crise internacional 25 20 Participação dos importados no consumo doméstico de manufaturados 17,3 20,8 21,7 0,90 0,85 0,80 Participação brasileira nas exportações mundiais de manufaturados 0,85 0,83 15 10 10,5 0,75 0,70 0,65 0,67 0,68 0,70 0,71 0,60 5 Fonte: CNI/Funcex 2002 2005 2008 2011 2014 0,55 Fonte: OMC 2000 2003 2006 2009 2012 9
Efeito da crise internacional de 2008 140 Produção física e Vendas reais do comércio série dessazonalizada 130 Apesar do pequeno efeito na demanda, efeito na indústria é profundo 120 110 100 90 80 jan/07 jul/07 jan/08 jul/08 jan/09 jul/09 jan/10 jul/10 Produção industrial Vendas do comércio *Índice. Base: 2012 = 100. Fonte: PIM-PF e PMC/IBGE 10
Retomada não sustentável Resposta à crise não enfrenta o problema da falta de competitividade A recuperação da indústria foi rápida no Brasil, mas não se mantém. 115 110 105 100 95 90 85 80 75 70 Produção manufatureira: Brasil e Estados Unidos série dessazonalizada jan/05 jan/06 jan/07 jan/08 jan/09 jan/10 jan/11 jan/12 jan/13 jan/14 Brasil Estados Unidos Fonte: Banco Mundial 11
Roteiro 1. O estado da indústria e da economia brasileira 2. Baixa competitividade: um problema estrutural 3. Importância da produtividade 4. Determinantes da competitividade 5. Aumentando a produtividade 6. Propostas de curto prazo 12
Importância da produtividade Correlação entre a população de coelhos e raposas Sem produtividade a produção está limitada à quantidade de fatores de produção 13
Importância da produtividade A produção industrial brasileira está limitada pela oferta de fatores de produção (trabalho) 135 130 125 120 115 110 105 Produção física e Pessoal ocupado Indústria de transformação e extrativa 100 coelhos e 95 raposas 90 Fonte: CNI e IBGE 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Produção Número de trabalhadores 14
O problema é a baixa produtividade Custo unitário do trabalho em dólares reais da indústria brasileira cresceu 136% entre 2002 e 2012 Componentes do custo unitário da trabalho em dólares reais Taxa média de crescimento entre 2002 e 2012
Roteiro 1. O estado da indústria e da economia brasileira 2. Baixa competitividade: um problema estrutural 3. Importância da produtividade 4. Determinantes da competitividade 5. Aumentando a produtividade 6. Propostas de curto prazo 16
Determinantes da competitividade A produtividade é um dos determinantes da competitividade Competitividade Preço Qualidade Produtividade Custo 17
Determinantes da competitividade Qualidade Eficiência Durabilidade Design Marketing Reputação Inovação 18
Determinantes da competitividade Custo Transação Infraestrutura Fatores de produção Trabalho Capital Energia Insumos e matérias-primas Tributação Relações de trabalho Financiamento Segurança jurídica Burocracia Estrutura de mercado 19
Determinantes da competitividade Produtividade Economias de escala Externalidades Efeito limitado Aprendizado (Learning by doing) Inovação 20
Roteiro 1. O estado da indústria e da economia brasileira 2. Baixa competitividade: um problema estrutural 3. Importância da produtividade 4. Determinantes da competitividade 5. Aumentando a produtividade 6. Propostas de curto prazo 21
Economia de escala Mercado doméstico do Brasil é grande, mas não podemos cair na armadilha de achar que é suficiente 11,1 Consumo doméstico 2012 - US$ (Trilhões) 3,6 2,9 2,0 1,6 1,5 1,4 1,2 1,1 1,1 Fonte: Banco Mundial 22
Aprendizado (learning by doing) O potencial de aprendizado e de utilização de novas tecnologias é limitado pela baixa qualidade da mão de obra (baixa qualidade da educação) O ambiente normativo das relações de trabalho no Brasil desestimula o aumento da produtividade Alta rotatividade da mão de obra Insegurança jurídica devido à falta de regulamentação da terceirização Restrições à remuneração diferenciada e premiação por mérito Restrições às jornadas de trabalho diferenciadas Restrições à realização de múltiplas funções pelo trabalhador 23
Investimento Confiança do empresário industrial encontra-se no menor patamar desde o início da série em 1999 Empresários industriais estão cada vez menos propensos a investir 70 65 60 55 50 45 40 35 ICEI índice de confiança do empresário industrial Indústrias extrativa, de transformação e da construção 30 jan/10 jan/11 jan/12 jan/13 jan/14 jan/15 *Indicador varia de zero a 100. Valores acima de 50 pontos indicam empresários confiantes. 75 65 55 45 35 Intenção de investimento Indústria extrativa, de transformação e da construção 65,6 60,3 56,7 Construção Extrativa 25 dez/13 abr/14 ago/14 dez/14 abr/15 50,9 42,7 Transformação 28,9 Fonte: Índice de Confiança do Empresário Industrial /CNI 24
Gestão As práticas de gestão são positivamente correlacionadas com o desempenho das firmas, segundo estudo do Centre for Economic Performance, London School of Economics. Produtividade (Indexado) 100 106 O aumento de 1 ponto na pontuação de gestão......está associado a uma produtividade 6% melhor Fonte: World Management Survey. Centre for Economic Performance, LSE. 25
Gestão No Brasil, os empresários industriais consideram que seus métodos de gestão afetam positivamente a produtividade da empresa Fatores que afetaram a produtividade das empresas nos últimos cinco anos Indicador Qualid. e atualização tecnol. dos equip. Serviços utilizados pela empresa Qualid. dos insumos e matérias-primas Desempenho dos fornecedores Qualidade do fornecimento de energia Qualidade dos serviços de telecom. Fonte: Sondagem Especial 56, Produtividade, dezembro de 2013, CNI. Método de gestão Escala/volume de produção Infraestrutura de transporte Qualidade da mão de obra 36 45 44 34 0 Efeito Efeito Negativo 50 Positivo 100 56 54 57 63 71 70 Opinião dos executivos industriais 26
Gestão Qualidade da Gestão Indicador geral WMS Índia 2,67 China 2,71 Brasil 2,71 Não obstante, o World Management Survey coloca o Brasil nas piores colocações Grécia Argentina Chile Portugal Irlanda Polônia México Nova Zelândia Austrália Itália 2,73 2,76 2,83 2,87 2,89 2,9 2,92 2,93 3,02 3,03 França 3,03 Reino Unido 3,03 O indicador varia entre 1 e 5 (melhor prática). Canadá Suécia Japão 3,17 3,21 3,23 Alemanha 3,23 Fonte: World Management Survey. Centre for Economic Performance, LSE. Estados Unidos 3,35 27
Gestão Ao contrário do Brasil e da Índia, os Estados Unidos e o Japão têm poucas firmas mal gerenciadas (pontuações de 1 a 2). Fonte: World Management Survey. Centre for Economic Performance, LSE. 28
Para aumentar a produtividade Aumentar integração com a economia mundial, com as cadeias de valor globais Melhorar a qualidade da educação e a capacitação dos trabalhadores Modernizar a legislação trabalhista valorizando a livre negociação e a meritocracia Aumentar o investimento, em especial, em inovação Melhorar a gestão nas empresas 29
Roteiro 1. O estado da indústria e da economia brasileira 2. Baixa competitividade: um problema estrutural 3. Importância da produtividade 4. Determinantes da competitividade 5. Aumentando a produtividade 6. Propostas de curto prazo 30
As janelas de saída no curto prazo Reduzir custo de transação para aumentar confiança Ações de baixo custo para o governo Ação de baixo custo para a empresa Exportação Investimento privado em infraestrutura Ações regulatórias e desburocratizantes Gestão empresarial
Propostas para aumentar a competitividade 2013 2014 2015 Diretrizes de longo prazo Propostas para as eleições de 2014 Agenda de curto prazo Foco em regulação e desburocratização
www.cni.org.br www.cni.org.br/estatisticas