MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL-MEI
MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL-MEI Microempreendedor Individual (MEI) é o pequeno empresário que se legaliza. Para se um encaixar na categoria de microempreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 60.000,00 ao ano e não ter participação societária ou titularidade em outra empresa. O MEI também pode contratar mais um funcionário que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. A Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um MEI legalizado. A grande vantagem de se legalizar como Microempreendedor individual é registrar-se no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que dá a possibilidade de aberturas de contas bancárias e requisição de empréstimos e financiamentos. Outro ponto positivo é que o MEI fica enquadrado no Simples Nacional e será isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Assim, pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 37,20 (comércio ou indústria), R$ 41,20 (prestação de serviços) ou R$ 42,20 (comércio e serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. E ainda, o MEI, alcança benefícios como o auxílio maternidade, aposentadoria e auxílio doença. A legislação aplicável ao Microempreendedor Individual contempla os artigos 146, 170 e 179 da Constituição Federal, a Lei n 11.598/2007, Lei complementar n 123/2006 (lei da Micro e Pequena Empresa) e Lei complementar n 128/2008 que cria a figura do Microempreendedor Individual EI e modifica partes da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/2006). Também contribuíram para a constituição da MEI como conhecemos hoje o Decreto n 6.884/2009, que simplificou o registro e a legalização das empresas brasileiras, a Portaria SCS/MDIC 11/2009, trata sobre as regras de atendimento e inscrição do MEI e as Resoluções CGSIM que orientam e padronizam a constituição e enquadramento do Microempreendedor Individual. Benefícios Previdenciários: Cobertura Previdenciária para o empreendedor e sua família (auxíliodoença, aposentadoria por idade, salário-maternidade após carência, pensão e auxílio reclusão), com contribuição mensal reduzida 5% do salário mínimo, hoje R$ 36,20. Com essa cobertura o empreendedor estará protegido em caso de afastamento por doença, aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e salário maternidade, no caso de gestantes e adotantes, após um número mínimo de contribuições. Sua família terá direito a pensão por morte e auxílio reclusão.
Trabalhistas: Poder registrar até 1 empregado, com baixo custo 3% Previdência e 8% FGTS do salário mínimo por mês, valor total de R$ 74,58. O empregado contribui com 8% do seu salário para a Previdência. Esse benefício permite ao Empreendedor admitir até um empregado a baixo custo, possibilitando desenvolver melhor o seu negócio e crescer. Registro de firma: Todo o processo de formalização é gratuito, ou seja, o empreendedor se formaliza sem gastar um centavo. O único custo da formalização é o pagamento mensal de R$ 36,20 (INSS), R$ 5,00 (Prestadores de Serviço) e R$ 1,00 (Comércio e Indústria) por meio de carnê emitido exclusivamente no Portal do Empreendedor. Qualquer outra cobrança recebida não é do governo, não está prevista na legislação e não deve ser paga. Fiscal e tributária: Baixo custo para se formalizar, sendo valor fixo por mês de R$ 1,00 atividade de comércio ICMS e R$ 5,00 atividade de serviços ISS. O valor pago ao INSS tem o objetivo de oferecer cobertura Previdenciária ao Empreendedor e sua família a baixo custo. O custo da formalização é de fato muito baixo. No máximo R$ 39,90 por mês, fixo. Além de permitir ao empreendedor saber quanto gastará por mês, sem surpresas, lhe dará condições de crescer, pois o seu negócio contará com apoio creditício e gerencial, além da tranquilidade para trabalhar em razão da cobertura Previdenciária própria e da família. Contábil: Na formalização e durante o primeiro ano como Empreendedor Individual, haverá uma rede de empresas contábeis que prestarão assessoria de graça, como forma de incentivar e melhorar as condições de negócio do País. Comercial: Permitir a união para compras em conjunto através da formação de consórcio de fins específicos. A Lei faculta a união de Microempreendedores Individuais com vistas à formação de consórcios com o fim específico de realizar compras. Essa medida permitirá aos empreendedores condições mais vantajosas em preços e condições de pagamento das mercadorias compradas uma vez que o volume comprado será maior. Além disso com a formalização o Empreendedor terá condições de obter crédito junto aos Bancos, principalmente Bancos Públicos que dispõem de linhas de financiamento com redução de tarifas e taxas de juros adequadas. As atividades permitidas para o enquadramento na MEI são regulamentadas pela Lei Complementar nº 128 e estão listadas em anexo a este artigo, e devem ser observadas não só da inclusão no MEI mas também deve-se observar as atividades permitidas em cada município de registro. Mesmo se enquadrando nas opções profissionais em anexo, existem situações que impedem o registro como MEI na junta comercial, e o não cumprimento pode gerar
responsabilidades penais. Seguem abaixo listados as pessoas que não podem ser empresários: a) as pessoas que sejam, para a prática dos atos da vida civil: absolutamente incapazes (exceto quando autorizadas judicialmente para continuação da empresa): - os menores de 16 anos; - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para exercer pessoalmente os atos da vida civil; - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade; relativamente incapazes (exceto quando autorizadas judicialmente para continuação da empresa): - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; - os pródigos; - maiores de 16 e menores de 18 anos (exceto quando emancipados). Alerta importante: a capacidade dos índios será regulada por lei especial. b) as pessoas que estejam legalmente impedidas: b.1 em decorrência da profissão: pessoas já registradas como Empresário (Individual) em qualquer Junta Comercial do País; chefes do poder executivo, nacional, estadual ou municipal; membros do poder legislativo, como senadores, deputados federais e estaduais e vereadores, se a empresa goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada ; magistrados; membros do ministério público federal; empresários falidos, enquanto não forem reabilitados; leiloeiros; cônsules, nos seus distritos, salvo os não remunerados; médicos, para o exercício simultâneo da farmácia; os farmacêuticos, para o exercício simultâneo da medicina;
servidores públicos civis da ativa, federais (inclusive ministros de estado e ocupantes de cargos públicos comissionados em geral). Em relação aos servidores estaduais e municipais observar a legislação respectiva; servidores militares da ativa das forças armadas e das polícias militares. b.2 por efeito de condenação penal: as pessoas condenadas a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade, enquanto perdurarem os efeitos da condenação. b.3 estrangeiro: sem visto permanente ou com o visto fora do prazo de validade; para o exercício das seguintes atividades (mesmo com visto permanente): - pesquisa ou lavra de recursos minerais ou de aproveitamento dos potenciais de energia hidráulica; - atividade jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens; - serem proprietários ou armadores de embarcação nacional, inclusive nos serviços de navegação fluvial e lacustre, exceto embarcação de pesca; - serem proprietários ou exploradores de aeronave brasileira, ressalvado o disposto na legislação específica. O desenquadramento do MEI, depois de registrado na junta comercial, também pode ser feito por espontânea vontade do empresário através do Portal do Empreendedor a qualquer tempo e os efeitos serão produzidos a partir do dia 1 de janeiro do ano subsequente. A também o desenquadramento compulsório quando exceder no anocalendário imediatamente anterior o limite de faturamento de R$ 60.000,00, exceder o limite de faturamento de R$ 5.000,00 mensal multiplicado pela quantidade de meses em exercício ate o fim do ano em que se deu o início da atividade registrada no MEI, quando possuir mais de um estabelecimento, exercer atividade não constante no anexo XIII da Resolução CGSN n 94 de 2011, quando figurar como sócio ou administrados em outra empresa, contratar mais de um empregado ou quando ocorrer o desenquadramento no Simples Nacional. O desenquadramento no MEI não implica a exclusão do empresário no Simples nacional, ele apenas recolherá tributos a partir da regra geral. Depois de verificado o enquadramento no MEI, o processo de formalização e legalização começa com a consulta e pesquisa na cidade aonde o empreendedor pretende se registrar para saber se a atividade pode ser exercida em seu município. Depois deve-se acessar o portal do empreendedor, http://www.portaldoempreendedor.gov.br e preencher as informações solicitadas no item formalização, lembrando das regras de enquadramento listadas acima. Após cadastrar-se, o empreendedor pode imprimir o Certificado de
Condição de Microempreendedor Individual que tem a função de alvará de licença e funcionamento provisório por 180 dias e as guias de arrecadação do Simples Nacional. O empresário deverá, até o dia 20 de cada mês, preencher o Relatório Mensal e anexar aos documentos fiscais emitidos, que servirá para elaborar a declaração anual do Simples Nacional. A tributação para o MEI se enquadra no Simples Nacional a partir da data de formalização, desta forma pagará até o dia 20 de cada mês os valores simbólicos de R$ 5,00 de ICMS, R$ 1,00 de ISS e uma taxa reduzida do INSS de 5% do salário mínimo (aproximadamente R$ 36,20). A forma de pagamento desta carga tributária também é muito simples, basta imprimir a guia DAS no próprio Portal do Microempreendedor. No tocante ao Importo de Renda, o lucro líquido é isento de tributação, mas considera-se os percentuais de 8% (para comércio, indústria e transporte de carga), 16%(para transporte de passageiros) e 32% (para serviços em geral) sobre a receita bruta como o lucro estimado. É importante destacar que o MEI não está isento de apresentar declaração de imposto de renda. Ao MEI é facultada a cessão ou locação de sua mão de obra nem prejuízo de seus benefícios fiscais, Lei complementar 128/2008, já que estes são destinados ao empreendedor e não a empresa que o contrata. E como já foi dito, o MEI pode contratar um empregado com a remuneração de um salário mínimo ou o piso da categoria que resultará na obrigação trabalhista de pagar os percentuais de 3% de INSS e 8% de FGTS, também serão descontados 8% do empregado para a previdência social. A contratação é feita com a apresentação dos seguintes documentos: Carteira de Trabalho e Previdência Social, Certificado Militar, Certidão de casamento, Certidão de Nascimento dos dependentes econômicos, Declaração de dependentes, Cédula de Identidade, CPF e Cartão de PIS. Em seguida o empreendedor deve anotar a data de admissão e a remuneração na CTPS e devolvê-la em no máximo 48 horas ao empregado, sob pena de multa. Inclui-se também a admissão no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) ate o dia 15 de cada mês e o cadastro no PIS caso o empregado não possua matrícula. O recolhimento de FGTS mencionado acima é feito separadamente da guia DAS, em guia própria de FGTS paga ate o 7 dia do mês seguinte àquele da percepção de salário pelo empregado. O Bom cumprimento das normas citadas e da legislação pertinente garante os benefícios e isenções do microempreendedor individual.