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Transcrição:

PARNASIANISMO

O PARNASIANISMO O Parnasianismo é um Movimento Literário essencialmente poético, contemporâneo do Realismo-Naturalismo. Um estilo de época que se desenvolveu na poesia a partir de 1850, na França, chegou ao Brasil a partir de 1880 aproximadamente e conviveu com movimentos do século XX.

O PARNASIANISMO A poesia é o espaço privilegiado para a expressão das emoções humanas. Em nome da expressão de sentimentos e dos estados de alma, os românticos haviam abandonado os rigores formais na composição dos poemas. Este será o primeiro aspecto a ser atacado pela reação antirromântica.

O PARNASIANISMO Théophile Gautier e Leconte de Lisle publicam, em 1866, uma antologia de poemas intitulada O Parnaso contemporâneo, em que defendem a necessidade de tratar os temas poéticos de modo mais objetivo, pondo fim às lamúrias românticas.

O PARNASIANISMO Na segunda metade do século XIX, em uma sociedade transformada pelas descobertas da ciência e pela revolução das máquinas, a razão toma lugar dos sentimentos na produção literária. Na poesia, o impacto dessa mudança é profundo. Depois de se inspirarem por décadas nas emoções, os poetas passam a privilegiar a perfeição da forma. Essa tendência deu origem a uma nova estética, o Parnasianismo.

ORIGENS Surgiu na França em 1896, com a publicação da revista Le Parnasse Contemporain (que também deu origem ao nome da Escola), nela se destacavam poetas como Baudelaire e Théophile Gautier. Em Portugal, esta corrente só começou a ser sentida na segunda metade do séc. XIX e nunca chegou a ser assumida de verdade. As ideias novas chegaram ao nosso país tardiamente. O Parnasianismo foi colidindo com o Realismo, com o Simbolismo, tendo como aspecto comum a todos eles a renúncia ao sentimentalismo e ao egocentrismo românticos.

PRINCÍPIOS PARNASIANOS Opção por uma poesia descritiva; Preocupação com a técnica: o metro, o ritmo, a rima, todos os elementos devem ser harmonizados de modo a contribuir para a perfeição formal; Tentativa de manter uma postura impassível diante do objeto do poema, para não cometer o excesso sentimentalista dos românticos. Resgate de temas da Antiguidade clássica: referências à mitologia. Defesa da arte pela arte : a poesia deve ser composta com um fim em si mesma. Busca da palavra exata que, muitas vezes, beirava o preciosismo.

O Parnasianismo no Brasil Marco inicial: Fanfarras (1882), de Teófilo Dias Em 1978, os jornais brasileiros deram notícia de uma polêmica literária intitulada A batalha do Parnaso : debatia-se a possibilidade de criação de uma poesia filosófico-científica para refletir o espírito da época. Essa controvérsia agitou o cenário cultural e preparou o público, apegado ao arrebatamento emocional romântico, para uma significativa mudança no tom dos poemas.

O Parnasianismo no Brasil Nas últimas décadas do século XIX, várias correntes literárias inovadoras, entre elas o Parnasianismo, apresentaram parâmetros de criação artística que se contrapunham aos então já desgastados valores românticos. Enquanto na prosa o Realismo e o Naturalismo apresentavam novas maneiras de produzir ficção, calcadas na análise objetiva da realidade social e humana, no âmbito da poesia o movimento parnasiano voltava-se principalmente para o culto da forma, afastando-se dos problemas sociais do período.

A tríade parnasiana ALBERTO DE OLIVEIRA(1857-1937) Antônio Mariano de Oliveira, mais conhecido pelo pseudônimo "Alberto de Oliveira", foi um poeta, professor, farmacêutico e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Publicou sua primeira obra Canções Românticas em 1878. A despeito desse livro apresentar características românticas, Alberto de Oliveira foi um exímio poeta parnasiano cuja obra é caracterizada por temáticas e estruturas parnasianas, por exemplo, descrição minuciosa, composição de retratos, quadros e cenas. Suas obras que merecem destaque são: Meridionais (1884), Versos e Rimas (1895), Poesias (1900), Céu, Terra e Mar (1914), O Culto da Forma napoesia Brasileira (1916).

Vaso Grego Esta de áureos relevos, trabalhada De divas mãos, brilhante copa, um dia, Já de aos deuses servir como cansada, Vinda do Olimpo, a um novo deus servia. Era o poeta de Teos que o suspendia Então, e, ora repleta ora esvasada, A taça amiga aos dedos seus tinia, Toda de roxas pétalas colmada. Depois... Mas, o lavor da taça admira, Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às bordas Finas hás de lhe ouvir, canora e doce, Ignota voz, qual se da antiga lira Fosse a encantada música das cordas, Qual se essa voz de Anacreonte fosse.

A tríade parnasiana RAIMUNDO CORREIA (1859-1911) Raimundo da Motta de Azevedo Corrêa foi um juiz, poeta e um dos fundadores do Sodalício Brasileiro. Maranhense, publicou seu primeiro livro de poesias "Primeiros Sonhos" em 1879. Sua obra apresenta características românticas, parnasianas e simbolistas. Dessa maneira, suas poesias possuem um caráter pessimista e subjetivo, ao mesmo tempo que apresentam grande preocupação métrica. Outras obras que merecem destaque são: Sinfonias (1883), Versos e Versões (1887), Aleluias (1891), Poesias (1898).

As Pombas Vai-se a primeira pomba despertada... Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas De pombas vão-se dos pombais, apenas Raia sanguínea e fresca a madrugada... E à tarde, quando a rígida nortada Sopra, aos pombais de novo elas, serenas, Ruflando as asas, sacudindo as penas, Voltam todas em bando e em revoada... Também dos corações onde abotoam, Os sonhos, um por um, céleres voam, Como voam as pombas dos pombais; No azul da adolescência as asas soltam, Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam, E eles aos corações não voltam mais...

A tríade parnasiana OLAVO BILAC(1865-1918) Estrela maior do Parnasianismo brasileiro, a popularidade de Olavo Bilac está associada à grande capacidade de trabalhar as palavras e criar versos inesquecíveis. Tornou-se um mestre na arte de escrever sonetos, que aprendeu estudando a obra dos grandes sonetistas portugueses: Bocage e Camões. Abraçou o culto à forma como uma devoção. Colocando-se entre o Parnasianismo mais rigoroso e um Romantismo erotizado, Bilac tornou-se um mestre.

Ouvir estrelas "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto E abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda a noite, enquanto A via-láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?" E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas."

FRANCISCA JÚLIA Obras principais: Mármores (1895), Livro da Infância (1899), Esfinges (1903), Alma Infantil (1912). Vênus Branca e hercúlea, de pé, num bloco de Carrara, Que lhe serve de trono, a formosa escultura, Vênus, túmido o colo, em severa postura, Com seus olhos de pedra o mundo inteiro encara. Um sopro, um quê ele vida o gênio lhe insuflara; E impassível, de pé, mostra em toda a brancura, Desde as linhas da face ao talhe da cintura, A majestade real de uma beleza rara. Vendo-a nessa postura e nesse nobre entono De Minerva marcial que pelo gládio arranca, Julgo vê-la descer lentamente do trono, E, na mesma atitude a que a insolência a obriga, Postar-se à minha frente, impassível e branca, Na régia perfeição da formosura antiga. Mármores (1895)

VICENTE DECARVALHO Obras principais: Ardentias (1885), Relicário (1888), Rosa, rosa de amor (1902), Poemas e canções, (1908), Versos da mocidade (1909), Páginas soltas (1911), A voz dos sinos, (1916). Velho Tema I Só a leve esperança, em toda a vida, Disfarça a pena de viver, mais nada; Nem é mais a existência, resumida, Que uma grande esperança malograda. O eterno sonho da alma desterrada Sonho que a traz ansiosa e embevecida, É uma hora feliz, sempre adiada E que não chega nunca em toda a vida. Essa felicidade que supomos, Árvore milagrosa que sonhamos Toda arreada de dourados pomos, Existe, sim: mas nós não a alcançamos Porque está sempre apenas onde a pomos E nunca a pomos onde nós estamos.

Aspectos importantes para essa estética perfeita são: Rimas Ricas: São evitadas palavras da mesma classe gramatical. Há uma ênfase das rimas do tipo ABAB para estrofes de quatro versos, porém também muito usada as rimas interpoladas. Valorização dos Sonetos: É dada preferência para os sonetos, composição dividida em duas estrofes de quatro versos, e duas estrofes de três versos. Revelando, no entanto, a "chave" do texto no último verso. Descritivismo: Grande parte da poesia parnasiana é baseada em objetos inertes, sempre optando pelos que exigem uma descrição bem detalhada como "A Estátua", "Vaso Chinês" e "Vaso Grego" de Alberto de Oliveira.

Aspectos importantes para essa estética perfeita são: Metrificação Rigorosa: O número de sílabas poéticas deve ser o mesmo em cada verso, preferencialmente com dez (decassílabos) ou doze sílabas(versos alexandrinos), os mais utilizados no período. Ou apresentar uma simetria constante, exemplo: primeiro verso de dez sílabas, segundo de seis sílabas, terceiro de dez sílabas, quarto com seis sílabas, etc. Temática Greco-Romana: A estética é muito valorizada no Parnasianismo, mas mesmo assim, o texto precisa de um conteúdo. A temática abordada pelos parnasianos recupera temas da Antiguidade Clássica, características de sua história e sua mitologia. É bem comum os textos descreverem deuses, heróis, fatos lendários, personagens marcados na história e até mesmo objetos.

Aspectos importantes para essa estética perfeita são: Cavalgamento ou encadeamento sintático (enjambement) Ocorre quando o verso termina quanto à métrica (pois chegou na décima sílaba), mas não terminou quanto à ideia, quanto ao conteúdo, que se encerra no verso de baixo. O verso depende do contexto para ser entendido. Tática para priorizar a métrica e o conjunto de rimas.