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Transcrição:

Saiba mais sobre Finanças Planejamento Previdenciário, Benefício Fiscal, 4Aposentadoria e Institutos

Sumário Que estilo de vida você quer levar quando se aposentar?... 4 Iniciando o planejamento... 5 Reveja sua estratégia regularmente... 6 Quais são os benefícios fiscais?... 7 Tabela progressiva e tabela regressiva... 8 Saiba mais sobre os institutos previdenciários... 10 Conteúdo elaborado pela equipe de produção de texto do Futuro da Gente

Você sabe que estilo de vida quer levar quando se aposentar? De acordo com especialistas, é essencial ter a resposta na ponta da língua. Pode não parecer, mas o tempo passa rápido demais. Por isso, o planejamento da aposentadoria deve ser realizado o quanto antes. Durante a juventude, precisamos nos organizar não só para pagar a educação dos filhos e as despesas do dia a dia, mas também para reservar dinheiro suficiente para manter o mesmo padrão financeiro após iniciar a aposentadoria. A princípio presume-se que o trabalhador, ao se aposentar, tenha menos gastos. Isso ajuda a amenizar a diferença entre o salário e o valor recebido na melhor idade, mas ainda assim existem alguns quesitos que pesam na renda mensal, como o plano de saúde. É complicado avaliar quanto cada um irá gastar, mas é preciso saber que assistência médica é algo muito caro e a pessoa deve ter isso em mente de forma clara. Para iniciar o planejamento da aposentadoria, é essencial fazer algumas perguntas básicas a si mesmo, como por exemplo: Você vai querer descansar, estudar, viajar ou abrir um negócio? Onde você quer morar? Quer manter algum seguro privado? Vai dedicar tempo à família ou a um hobby? As respostas são fundamentais para determinar o valor de contribuição. 4

Iniciando o planejamento Não importa a idade: quanto antes você começar a se preparar para a aposentadoria, melhor. O primeiro passo para elaborar um bom plano é colocar no papel quais serão as despesas que se imagina ter nessa fase. É preciso estimar também quanto é preciso acumular até a idade que a pessoa pretende se aposentar. O ideal, segundo especialistas, é ter na aposentadoria 70% do rendimento que se tinha no período laboral. O importante é saber que o planejamento deve começar cedo, pois quanto maior o tempo de investimento, maior será o benefício ao final do período de trabalho. Veja algumas dicas simples para começar a aplicar no seu dia a dia: 1 2 3 4 Para começar, é importante definir quando você deseja aposentar; Faça, ainda, uma previsão da renda mensal necessária nessa etapa de vida. Uma vez definida a sua meta de renda, é hora de calcular como irá alcançar esse objetivo. Com base na sua data de aposentadoria, estime quanto tempo ainda tem para acumular esse patrimônio; Traduza isso em termos de poupança mensal. Comece o quanto antes e seja regular. Com base nas informações levantadas ao longo de todo esse processo, é hora de arregaçar as mangas. Se você perceber que não conseguirá poupar o suficiente para juntar o patrimônio almejado, reavalie seus planos. Provavelmente você terá que adiar a aposentadoria; Ao fazer a reavaliação, considere se vale a pena manter o mesmo estilo de vida ou se, alternativamente, não seria melhor cortar gastos hoje de forma a poder se aposentar na data planejada. 5

Reveja sua estratégia regularmente Se você não está satisfeito com a expectativa de renda que vai ter ao se aposentar, está na hora de rever seu planejamento e a relação com o consumo no presente, para ter um benefício melhor e mais tranquilidade para aproveitar uma nova fase em sua vida. Afinal, pense que depois do período laboral é a sua aposentadoria que poderá manter seu poder aquisitivo por muitos anos. Um dos melhores exemplos de como redirecionar seu planejamento é reservar uma fatia das férias, do 13º salário ou de alguma renda extra, que antes era gasta com consumo imediatista, para contribuir no seu plano de previdência. Ou mesmo se organizar para eliminar gastos desnecessários e passar a investir esses recursos mensalmente para sua aposentadoria, com as contribuições voluntárias. Não perca de vista seu planejamento. De tempos em tempos, faça uma reavaliação. Veja se os objetivos estão sendo alcançados ou se é preciso alterar a estratégia. Em caso de aumento de salário, o ideal é reajustar o valor de contribuição no plano de previdência. Até mesmo quem contribui com um percentual do salário deve reconsiderar a possibilidade de aumentar um pouco esse percentual hoje para ter mais tranquilidade no futuro. Ainda que a meta seja a mesma, os objetivos da poupança devem ser atualizados para refletir seu padrão de vida. 6

Quais são os benefícios fiscais? Participantes de planos de previdência complementar que fazem a declaração completa de imposto de renda podem deduzir suas contribuições anuais - tendo, assim, benefício a partir da contribuição. Atenção: o valor é limitado a 12% da renda bruta anual!! Aproveitar esse benefício é vantajoso tanto no presente quanto no futuro. Dessa forma, o participante acaba pagando menos imposto ou recebendo uma restituição de IR mais encorpada no ano seguinte. No futuro, o benefício se traduz em um saldo de reserva maior e, consequentemente, em um benefício complementar ao INSS igualmente maior. Vale lembrar que a Declaração Simplificada não oferece este incentivo. 7

Tabela progressiva e tabela regressiva Desde 2005, os participantes de planos de previdência devem tomar uma decisão importante: optar pela tabela progressiva ou regressiva de tributação. Essa definição é necessária tanto nos fundos de pensão quanto nos planos de previdência privada, ou seja, nos planos VGBL ou PGBL. Essa escolha precisa ser consciente, pois é definitiva e irretratável. Afinal, você sabe a diferença entre as duas opções? O regime progressivo debita um percentual de imposto de acordo com o valor acumulado. É importante lembrar que um plano de previdência corresponde a um planejamento de longo prazo, ou seja, é raro que o valor do resgate seja correspondente a percentuais menores, já que quantias a partir de R$ 4.271,59 já são tributadas com alíquota de 27,5%, como mostra a tabela a seguir: Base de cálculo mensal em R$ Até 1.710,78 De 1.710,79 até 2.563,91 De 2.563,92 até 3.418,59 De 3.418,60 até 4.271,59 Acima de 4.271,59 Alíquota - 7,5% 15% 22,5% 27,5% 8

E quanto à tabela regressiva? Por outro lado, a tabela regressiva, apesar de cobrar percentuais maiores nos primeiros anos, cobra alíquotas menores nas contribuições mais antigas. Em outras palavras, ela é a mais adequada para quem pensa no longo prazo, como o participante que planeja a própria aposentadoria. Nesse regime de tributação quanto maior o tempo em que o dinheiro for investido, menor será o percentual de imposto. Veja a tabela: Prazo de acumução de recursos Alíquota Até 2 anos 35% De 2 a 4 anos 30% De 4 a 6 anos 25% De 6 a 8 anos 20% De 8 a 10 anos 15% Acima de 10 anos 10%! Atenção: esses percentuais mostrados na tabela regressiva não indicam que o participante pode pegar o seu saldo acumulado, olhar na tabela o seu tempo de contribuição e ver a alíquota que incidirá sobre o valor total. Esse cálculo é mais complexo: as contribuições feitas há mais de 10 anos, por exemplo, serão tributadas em 10%, enquanto aquelas mais recentes, feitas nos últimos dois anos, receberão a alíquota de 35%. Serão cobrados percentuais diferentes de alíquotas, de acordo com o período de cada contribuição. 9

Saiba mais sobre os institutos previdenciários Quando o participante de um fundo de pensão se desliga da empresa patrocinadora, ele tem alternativas asseguradas por lei que garantem opções distintas de recebimento ou manutenção do seu investimento. Esses benefícios, conhecidos como institutos previdenciários, são garantidos pela Lei Complementar Nº 109, de 29 de maio de 2001. Em outras palavras, o participante conta com a segurança de fazer um bom investimento, mesmo que futuramente tome a decisão de sair da empresa. Conheça os institutos previdenciários e os seus benefícios: Autopatrocínio O autopatrocínio representa um diferencial para quem está se desligando da empresa patrocinadora. Esse instituto consiste no fato de o participante patrocinar por conta própria todas as contribuições em seu plano de previdência. Ou seja, ele deixa de contar com o benefício de ter a contribuição mensal da patrocinadora (benefício da paridade) em seu plano de previdência e passa a ser o seu único patrocinador. Entre as vantagens de permanecer no plano está a perspectiva de maior rentabilidade em relação a planos privados e a segurança de poder contar com a solidez de um fundo de pensão, vinculado a uma empresa séria e menos vulnerável às intempéries do mercado financeiro. Benefício Proporcional Diferido Esse instituto propicia ao participante desligado da patrocinadora a oportunidade de manter o seu saldo total de reserva, até que tenha o direito de requerer a sua aposentadoria, de acordo com o regulamento do plano de previdência. A oportunidade de receber, em momento futuro, o total acumulado referente tanto às contribuições pessoais quanto às contribuições da Patrocinadora está entre as vantagens desta opção. O participante que fez a opção pela tabela regressiva de imposto de renda pode ver a redução da alíquota ao longo do tempo, até chegar a um patamar menos expressivo no momento de requerer a aposentadoria. 10

Portabilidade A portabilidade permite ao participante transferir a sua reserva acumulada para outro plano de previdência de seu interesse, sem incidência de impostos. As únicas regras que precisam ser respeitadas são o próprio regulamento do plano. O trabalhador, neste caso, tem a facilidade de portar o seu saldo de reserva para outro plano de previdência que ofereça mais vantagens. Essa transferência é feita sem incidência de Imposto de Renda. O participante que conta com o privilégio de ter o apoio de uma instituição ou empresa que contribui mensalmente em seu plano de previdência deve ter em mente que o benefício da paridade não será encontrado em qualquer outro plano. Resgate Esse instituto proporciona a oportunidade de resgatar o saldo de conta acumulado ao desligar-se da empresa. Neste resgate, há incidência de imposto de renda, de acordo com a tabela escolhida (progressiva ou regressiva) e o tempo de plano. Cada plano de previdência possui regras específicas para esse resgate. Na maioria dos casos, a opção mais vantajosa é fazer a portabilidade ou manter o autopatrocínio, em função das vantagens fiscais. Afinal, IR incide sobre o montante total acumulado, enquanto a portabilidade é isenta de imposto. Em todos os casos, o que não vale é ficar sem fazer o plano de previdência e lá na frente observar que o tempo é curto para fazer uma reserva para complementar a aposentadoria do INSS.! Fique ligado e lembre-se: é fundamental conhecer as regras do seu plano de previdência e as carências de cada Plano Previdenciário. 11

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