PROJETO OFICINA DE PARENTALIDADE



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Transcrição:

ESTADO DE SANTA CATARINA PROJETO OFICINA DE PARENTALIDADE Sua nova família ainda está se formando... isso demorará algum tempo e demandará muito esforço. Se precisar de auxílio: conte conosco! 1. Apresentação Nas últimas décadas, como mostram as estatísticas, as mudanças ocorridas nos arranjos familiares são uma constante e um desafio tanto para os seus protagonistas, quanto para o Poder Judiciário. Este novo contexto trouxe transformações significativas nas questões da conjugalidade diminuição do casamento civil, aumento no número de divórcio, popularidade do recasamento ou recomposição familiar, progressão da instabilidade conjugal e da parentalidade crescimento de famílias monoparentais, arranjos multigeracionais, guarda compartilhada, alienação parental, entre outros. A co-parentalidade é colocada em segundo plano e as disputas judiciais são, muitas vezes, um pedido de ajuda para situações que não se pode dar conta diante do turbilhão de sentimentos como a ambivalência, o medo e a insegurança frente à necessidade de encontrar uma nova estabilidade familiar. Os filhos acabam sendo negligenciados ou superprotegidos, em extremos que trazem dano no seu desenvolvimento bio-psicossocial, refletido no surgimento de doenças, no rebaixamento da auto-estima e da pertença, bem como na queda do rendimento escolar. O conflito de lealdade

ESTADO DE SANTA CATARINA é instalado, trazendo para o filho a percepção de que amar traz somente dor e culpa. Diante desse quadro, desde 2002 foi implementado o Serviço de Mediação Familiar na Comarca de Joinville, atendendo demandas judiciais e pré-processuais, onde vem sendo evidenciada a importância e a necessidade dos usuários participarem previamente de uma Oficina de Parentalidade, para que possam receber orientações e informações sobre as questões que envolvem a estabilidade dos filhos e da nova família. Esta prática é utilizada com sucesso no Canadá, na Nova Zelândia e no Rio de Janeiro e recomendada nos cursos de Mediação Familiar ministrados pelo CNJ. A proposta é que as partes que ingressam com processos nas Varas da Família sejam direcionadas/intimadas para participar de uma Oficina de Parentalidade, podendo depois, compreender o caminho a ser percorrido e escolher o procedimento que melhor possa atender às suas necessidades para a solução do conflito: conciliação, mediação ou processo judicial. 2. Público Alvo Famílias com processo nas Varas da Família trazendo demandas de disputas relativas à guarda, visitas e alimentos. A proposta é atender 30 processos em cada oficina. 3. Objetivos Geral:

ESTADO DE SANTA CATARINA Facilitar a comunicação entre os usuários e o Poder Judiciário, favorecendo a possibilidade de escolha de um método adequado de resolução de disputas. Específicos: a) Levar aos usuários a informação acerca da necessidade de continuidade das relações para os filhos, valorizando a coparentalidade e a qualidade da convivência com ambos os pais. b) Difundir a noção de que partilhar uma vida conjugal e familiar demanda esforço, e esse esforço também será necessário no processo de divórcio, no sentido de que seja encontrada uma nova estabilidade para a nova família; c) Criar espaço seguro e confiável para a compreensão das diferenças entre conjugalidade e parentalidade, facilitando a aceitação dos novos arranjos familiares. d) Demonstrar os danos emocionais e financeiros decorrentes do processo litigioso em comparação aos métodos adequados de resolução de conflito como a conciliação e a mediação. e) Contribuir para a transformação da cultura do litígio para a cultura da pacificação social. 4. Metodologia Serão realizadas duas oficinas por mês ( uma de manhã e uma à tarde), com duração de 2 horas e 30 min, com divulgação prévia de

local e horário para os magistrados e cartórios das Varas da Família, a fim de que possam intimar as partes para a participação. O conteúdo, à princípio, será o elaborado pelo grupo de instrutores do CNJ, em Power Point, podendo ser adequado conforme o desenvolvimento da prática e a avaliação dos participantes e da equipe técnica responsável. Conteúdo proposto: Introdução: Ciclos de vida familiar Nova sociedade, nova família O processo de divórcio Os filhos na nova família Sentimentos na nova família A nova família e novas moradas Mitos sobre novas famílias O que fazer com as diferenças Comunicação na nova família Conclusões Ao final de cada oficina, serão disponibilizadas fichas de inscrição para a Mediação Familiar, para que a equipe faça o contato posteriormente e agende as sessões com as partes. Será disponibilizado, também, um formulário de avaliação e sugestões. Haverá uma lista de presença para a posterior informação no processo. 5. Local proposto Sala de Reuniões Nº 202-C, no 2º andar do Fórum.

6. Equipe responsável Familiar ESTADO DE SANTA CATARINA Juízo da 2ª Vara da Família e equipe do Serviço de Mediação 7. Recursos Materiais Aparelhos de Multi-mídia (data-show, tela de projeção, microfone, caixa de som). Folder informativo. Café e água. 8. Cronograma das Oficinas 04/03/13 1ª) 08:30 às 11:00 horas 01/04/13-1ª) 08:30 às 11:00 horas 06/05/13-1ª) 08:30 às 11:00 horas 03/06/13-1ª) 08:30 às 11:00 horas 01/07/13-1ª) 08:30 às 11:00 horas 05/08/13-1ª) 08:30 às 11:00 horas 02/09/13-1ª) 08:30 às 11:00 horas 07/10/13-1ª) 08:30 às 11:00 horas

04/11/13-1ª) 08:30 às 11:00 horas 02/12/13-1ª) 08:30 às 11:00 horas 9. Elaboração: Simone Regina Medeiros Assistente Social/Mediadora Coordenação do Serviço de Mediação Familiar Supervisão: Hildemar Meneguzzi de Carvalho Juíza da 2ª Vara da Família 10. Referências Ministério da Justiça da Nova Zelândia Tribunal de Justiça do Estado da Bahia: André Gomma de Azevedo Tribunal de Justiça de São Paulo: Vanessa Aufiero da Rocha Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: Marcia Fayad, Glória Mosquera, Maria Luiza Furtado Rocha, Raquel Santos Pereira Chrispino e Luiz Eduardo de Castro Neves Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: Izabel C. Peres Fagundes