WWW.MMCUIDADOSINTENSIVOS.CO.CC Doppler transcraniano (DTC), é usado nas unidades de terapia intensiva como exame confirmatório para o diagnóstico de morte encefálica. O DTC está incluído entre as ferramentas complementares obrigatórias em nosso país para a confirmação de ME, conforme a legislação vigente (CFM, Resolução N.º 1.480 de 8 de agosto de 1997). O equipamento Doppler transcraniano (DTC) utiliza a avaliação ultra-sonográfica, com onda pulsada para medida da velocidade da circulação encefálica, através de sondas de 2 MHz que penetram o crânio em áreas mais finas do osso(o feixe ultra-sônico atravessa a barreira óssea craniana nas "janelas ósseas" da região temporal, occipital, órbita e a codificação em cores do sinal obtido identifica os vasos: ) O equipamento é acoplado a um software especial, onde se registra a velocidade espectral em forma de onda do fluxo sangüíneo nos vários segmentos arteriais do polígono de Willis. FONTE: www.spmedica.com.br/nicolet/sonara/catalogo_sonara_sonaratek.htm A análise cuidadosa desses registros permite os achados característicos observados nos pacientes com ME (fluxo alternante, pico sistólico curto ou ausência de fluxo em vaso identificado em estudo prévio por DTC) condizem com ausênciade fluxo sangüíneo cerebral ou parada circulatória encefálica(pce) quando observados nas artérias carótidas internas, cerebrais médias e nas artérias da circulação posterior (vertebral e basilar).
Pode ser realizado à beira do leito, já que o equipamento é portátil. Permite o estudo em tempo real da circulação intracraniana e o diagnóstico em curto espaço de tempo, podendo ser repetido. Não exige preparo do paciente, é examinador-dependente e a acurácia dependerá da sua experiência. FONTE: www.mmcuidadosintensivos.co.cc
Aspectos técnicos do Doppler Transcraniano (DTC) e anatomia da circulação intracraniana. Por muito tempo pensou-se que o crânio era impenetrável ao ultra-som, tornando impossível o estudo da circulação intracraniana, por esse método. Entretanto, em 1982 Aaslid et al descreveram o método não invasivo para se obter a velocidade do fluxo sangüíneo cerebral, usando ultra-som Doppler pulsado de 2 MHz, através das janelas cranianas naturais. Esta técnica tornou-se conhecida como Doppler Transcraniano. O Doppler transcraniano (DTC) é um instrumento de avaliação para condições clínicas já estabelecidas e outras aplicações se encontram em avaliação. O DTC utiliza áreas específicas do crânio que apresentam menor espessura e forames naturais para ter acesso à vasculatura intracraniana. São três as regiões convencionais do crânio através das quais penetra a onda ultra-sonográfica, denominadas janelas acústicas: 01) janela acústica temporal, descrita por Aaslid em 1982; FONTE: www.transcranial.com/
02) janela acústica transorbital descrita por Spencer e Whisler em 1983 FONTE: www.transcranial.com/ 03) Janela transforaminal descrita em 1986, por Arnolds e von Reutern. FONTE: www.transcranial.com/
A janela transtemporal está localizada no osso temporal, logo acima do arco zigomático. FONTE: www.transcranial.com/ Os vasos acessados através da janela transtemporal são: porção distal da artéria carótida interna (dica), artéria cerebral anterior (ACA), artéria cerebral média (MCA), artéria cerebral posterior (PCA), artéria comunicante anterior (ACoA) e artéria comunicante posterior (PCoA). FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=kuolikhfnzk
FONTE: www.transcranial.com/ A janela transorbital permite a transmissão da onda de ultra-som através da fina superfície orbital do osso frontal, canal ótico e/ou fissura orbital superior para acessar a artéria carótida interna e artéria oftálmica. FIGURA: 1 FIGURA: 2 Artéria oftálmica se origina da artéria carótida interna.na figura1 não mostra. Na figura 2 podemos ver que Artéria oftálmica se origina da artéria carótida interna.
A janela transforaminal permite o acesso às porções intracranianas das artérias vertebrais e artérias basilares através do forame natural, aberto entre o crânio e o atlas. FONTE: www.transcranial.com/
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=kuolikhfnzk FONTE: http://www.fleury.com.br/medicos/saudeemdia/manualneuro/pages/angiografia_por_ressonancia.aspx Caracaterização dos vasos do polígono de Willis por Angio-RM arterial do encéfalo.
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LIMONI,Paolo; Italian Society for Neurosonology and Cerebral Hemodynamics or Italian Society for Vascular Investigation.Disponível: http://www.transcranial.com/