NEOCLASSICISM O 2ª parte



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Transcrição:

NEOCLASSICISM O 2ª parte

ARQUITETU RA Na arquitetura percebemos melhor os ideais que se desenvolveram por toda Europa. De uma forma geral, foi marcada pela simplicidade, sendo que, em alguns casos, observa-se uma nítida influência romana, com as obras marcadas pela severidade e monumentalidade, destacando-se características da antiga produção grega, fortemente revisitada neste período. Harmonia e Equilíbrio; Materiais nobres pedra, mármore, granito, madeiras; Sistemas construtivos simples; Formas regulares, geométricas e simétricas; Arcos arredondados e abóbadas; Uso decúpulas, com frequência marcadas pela monumentalidade; Espaços interiores organizados segundo critérios geométricos e formais de grande racionalidade. A decoração recorreu a elementos estruturais com formas clássicas, à pintura mural e ao relevo em estuque (argamassa resultante da adição de gesso, água e cal).

A arquitetura neoclássica Características gerais: Robustez Nobreza Sobriedade monumentalidade Kedleston House Robert Adam

A arquitetura neoclássica Características gerais: Sistemas construtivos simples (trilítico) ou complexos, estruturados a partir do arco redondo de inspiração romana e adaptados aos modernos processos técnicos. Dois pilares verticais e uma viga horizontal juntas são um sistema trilítico.

PANTEÃO DE PARIS - Jacques-Germain Soufflot

Interior do Panteão de Paris

Jean François Chalgrin, Arco do Triunfo, Paris, 1805-1837

Fachada leste da Catedral de São Paulo, Londres.

Capitólio de Washington William Thornton (projeto inicial).

NEOCLASSICISMO NO BRASIL O Neoclassicismo no Brasil deve seu florescimento à influência europeia, onde era cultivado desde meados do século XVIII. Seus primeiros sinais apareceram na literatura e arquitetura, mas somente no início do século XIX, a partir das preferências da corte portuguesa, instalada no Rio de Janeiro desde 1808, é que se tornou uma espécie de "estilo oficial", passando a sobrepujar em mais larga escala a arraigada tradição barroca.

NEOCLASSICISMO NO BRASIL Enquanto corrente estética, as primeiras manifestações neoclássicas no Brasil ocorreram estando o território imerso no estilo Barroco, que lá enraizara desde o século XVII. O Barroco nacional fora marcado pela influência dominante da Igreja Católica, dando seus principais frutos no campo da arte sacra e sendo dirigido principalmente para a catequese e o estímulo à devoção. Reagindo contra esse modelo, o Neoclassicismo cultivou uma arte séria, equilibrada e pouco dada a ornamentações, abordando com mais ênfase também temas profanos e celebrando uma sociedade laica. O Neoclassicismo brasileiro derivou de várias vertentes, e não foi tão ortodoxo como em seus inícios europeus, mesclando-se a antecipações românticas e resíduos do barroco.

MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA No âmbito artístico, a maior mudança aconteceu com a chegada, em 26 de março de 1816, da missão artística francesa, um grupo de renomados artistas, sob a liderança de Joachim Lebreton, que vieram ao Brasil com o propósito de fundar uma Academia Imperial de Belas Artes e atualizar o cenário artístico brasileiro, que ainda se encontrava ligado à arte colonial de grande cunho religiosa, o Barroco. Efetivamente, esta academia seria inaugurada somente em 1826, entretanto, mudou a concepção estética do país, disseminando um ensino baseado nos ideais do neoclassicismo.

A PINTURA NEOCLÁSSICA NO BRASIL Com a chegada da missão artística francesa, o estilo acadêmico neoclássico é afirmado e desde então, a preferência se faz por obras que privilegiem e enunciem as qualidades artísticas questionadas pela antiguidade clássica; o equilíbrio, a clareza, a proporção, o belo, temas heroicos, alegorias e idealização. Desse modo, é classificado como inadequada e de mau-gosto a arte colonial barroca, com seus excessos de emoção e inspiração religiosa.

A PINTURA NEOCLÁSSICA NO BRASIL No Brasil Império (1822 1889), era necessário reafirmar (no sentido de reorganizar) uma identidade nacional, difundir através da arte os grandes marcos e conquistas da nação, para fortalecer o sentimento de patriotismo, tendo em vista, a existência de uma grande quantidade de pessoas iletradas, a arte mais uma vez, assume um papel pedagógico. O neoclassicismo vai atingir seu ápice na segunda metade do século XIX, com a produção de telas de grandes dimensões descrevendo cenas históricas, além de alegorias e personagens brasileiros retratados como heróis.

A PINTURA NEOCLÁSSICA NO BRASIL Neste estilo de composição é imprescindível a harmonia dos objetos dentro do campo visual, todas as figuras são dispostas de modo a nivelar o peso que adquirem nesse espaço, dessa forma, o equilíbrio é atingido. O nu feminino volta a fazer parte do repertório artístico, remetendo à concepção estética dos antigos gregos. Pedro Américo - A Carioca, óleo s/ tela.

Independência ou Morte, de Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888). Mede: 4,15 X 7,6m

Independência ou Morte, de Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888). Mede: 4,15 X 7,6m

"Estudo para Sagração de Dom Pedro II", por Manoel de Araújo Porto-Alegre.

A ARQUITETURA NEOCLÁSSICA NO BRASIL No Brasil, esse estilo arquitetônico se divide em dois grupos: Os grandes centros litorâneos e nas províncias. No primeiro caso, desenvolve-se um tipo de arquitetura mais complexa e fiel os padrões europeus, pois contava com maior número de mão-de-obra especializada e materiais para construção importados da Europa. Nas províncias apresenta-se menos rebuscada, o estilo neoclássico adorna apenas superficialmente as residências, e mesmo assim, o barroco colonial ainda é visível em alguns elementos destas casas, principalmente na materialidade empregada para a construção. Isso acontece por dois motivos; a falta de materiais adequados, que inviabilizou a sutileza da arquitetura neoclássica; e segundo, a carência de mão de obra especializada, o que implicou em cópias muitas vezes toscas das grandes arquiteturas litorâneas pela mão de obra escrava.

Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, projeto de Domingos Monteiro modificado por José Maria Jacinto Rebelo. CENTRO.

PROVÍNCIA