RELATÓRIO ABEGÁS MERCADO E DISTRIBUIÇÃO

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Transcrição:

RELATÓRIO ABEGÁS MERCADO E DISTRIBUIÇÃO Ano II - Nº 15 - Outubro - 2008

Sumário Panorama... 4... 5 Expediente Diretoria Executiva ABEGÁS - Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado Presidente: Armando Laudorio Diretor - Vice-Presidente: Davidson de Magalhães Santos Diretores: Aldo Guedes Alvaro; Carlos Eduardo de Freitas Brescia; José Carlos de Mattos; José Carlos de Salles Garcez. Secretário Executivo: Roberto P. Rangel de Almeida Coordenador Jurídico: Antônio Luis de M. Ferreira Coordenador de Comunicação: Augusto S. Salomon Coordenador Técnico: Gustavo Galiazzi Coordenador Institucional: João Carlos de Carvalho Produção e Editoração Gás Brasil Mídia Editorial www.gasbrasil.com.br 02

A UNIÃO DO GÁS NATURAL MOVIMENTANDO O BRASIL 03

Panorama Competitividade: Isonomia nos critérios de preços A histórica eleição presidencial norte-americana preconiza mudanças significativas em todos os setores da economia mundial. Resistente à diminuição de emissão de gases oriundos da queima do petróleo, os Estados Unidos da América em médio prazo seguindo a política prometida pelo candidato eleito investirá pesadamente na produção de energia limpa. As notícias dão conta de que o mundo crê que o governo Obama encontrará, também, soluções para o mercado de crédito em curto prazo. Para prevenir-se dos efeitos deletérios da crise o governo brasileiro anuncia a oferta de crédito para os mercados produtor e consumidor. O orçamento federal sofrerá, contudo, por conta do novo cenário mundial, cortes e ajustes. O poder executivo federal, afirma que os programas sociais não serão afetados. É necessário avaliarmos toda cadeia produtiva, principalmente neste momento de redução nos investimentos. O Gás Natural sofre a concorrência do GLP/P13, conhecido popularmente como Gás de cozinha, subsidiado pelo governo. Historicamente o produto faz parte de uma seleta cesta de energéticos cujos preços são ditados por políticas públicas em detrimento da realidade do mercado. Seu preço está praticamente congelado desde 2003. Os subsídios para o Gás de cozinha consomem mais de R$ 1,5 bilhão do orçamento federal. Isso sem considerar os R$ 800 milhões anuais empregados para o auxílio gás do Bolsa Família, estas ações sociais praticadas pelo Governo Federal, são de importância ímpar para a população, entretanto, não podem coibir o crescimento da indústria de distribuição de Gás Natural, beneficiando uma parcela da população sem que haja a efetiva necessidade. As altas acumuladas da inflação, no mesmo período entre 2003 e 2007, medidas pelo IPCA e IGPM somam 34,5% e 39,4% respectivamente. O preço de produção e refino do GLP cresce às taxas de 8,2% ao ano, desde 2004, segundo dados da Petrobras, tornando insustentável o preço atual no longo prazo. Este subsídio provoca distorções no mercado. Reduz a atratividade e a competitividade de empresas no setor, cujos produtos, em sua maioria, são regulados e corrigidos pela inflação. É certo que a manutenção dessa política de subsídio ao GLP/ P13 será totalmente insustentável no longo prazo. O preço do GN, medido em R$/MMBTU sem o ICMS, oferecido para uso residencial nas regiões Sul e Sudeste apresenta preços substancialmente maiores que o GLP/P13, 17,0% e 48,1%, respectivamente. No Sudeste o preço do Gás Natural no período entre setembro de 2007 e setembro de 2008, subiu em média 43,8% contra uma redução de 0,69% do GLP/P13 no mesmo período. Mesmo com toda esta incoerência no preço, o Gás Natural residencial vem tendo grande destaque no Brasil. O segmento residencial em nível nacional cresceu 9,5% em relação ao ano de 2007, conforme dados levantados pela ABEGÁS. No Brasil, 16 companhias comercializam Gás Natural para 1.398.886 residências que consomem mais de 800 mil metros cúbicos de GN/dia. Mais da metade deste consumo está no Estado de São Paulo onde 646.172 residências consomem 440,40 metros cúbicos de Gás Natural em média por dia. Este segmento atendido pelas distribuidoras estaduais de gás canalizado é um mercado consumidor que tenderá a crescer sempre, pela imensa demanda de moradias no país. No campo industrial e comercial, dependente de suas matrizes americanas e européias ainda não se sabe a extensão da retração exigida pela crise. 04

ESTATÍSTICAS E MERCADO 05

Consumo Outubro Consumo de Gás Natural continua batendo recorde no Brasil Comercialização em outubro atingiu os 51,7 milhões m³/dia O consumo nacional de gás natural atingiu 51,7 milhões de metros cúbicos diários em outubro, segundo dados consolidados pela ABEGÁS Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado. É o novo recorde da comercialização de Gás Natural no país, superando os 51,2 milhões de metros cúbicos comercializados no mês de setembro. Se desconsiderarmos a comercialização de Gás Natural para o setor elétrico, o consumo atingiu mais de 37 milhões de metros cúbicos, que representa um aumento de 2,19% do que o consumido em outubro de 2007 e 0,15% com relação a setembro de 2008. A Região Sudeste continua liderando a expansão do consumo. Nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, que representam 77% da média nacional, o consumo foi de 39,8 milhões m³/dia. Seguido pelas Regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste, que consumiram, respectivamente, 7 milhões m³/dia, 4,5 milhões m³/dia e 194 mil m³/dia de Gás Natural. A Região Norte, com o posto experimental na cidade de Manaus, continua consumindo 2,5 mil metros cúbicos por dia. Comparando-se com o mês anterior, o número aponta um ligeiro aumento de 0,93%. Analisando cada setor individualmente, notamos que neste último mês, à exceção dos segmentos industrial e automotivo, todos os outros apresentaram crescimento. O mais expressivo de todos foi co-geração, com consumo de 2,7 milhões de metros cúbicos por dia, 12,77% a mais do que em setembro. Já os segmentos termoelétrico, residencial e comercial apresentaram crescimento de, respectivamente, 3,07%, 3% e 1,58%. Em contrapartida, os setores automotivo e industrial tiveram retração de -0,41% e -1%, respectivamente. E com relação ao consumo registrado em outubro do ano passado, este dado representa aumento de 15,42%, com os segmentos apresentando bons números de crescimento. O setor que mais se destacou foi o de geração elétrica, que cresceu 76,43% nos últimos 12 meses, em razão de um maior acionamento das térmicas. Na seqüência, temos co-geração de energia, que saltou de 1,9 milhões m³/dia para 2,7 milhões m³/dia em 2008. Apenas o automotivo apresentou uma queda de -7,64%, ocasionada, principalmente, pelas constantes altas no preço do combustível que abalou a confiança dos usuários referente ao gás natural veicular. Em outubro de 2007, 1.344.302 clientes consumiram o insumo. Já em 2008, são 1.424.774, representando que mais de 80 mil clientes descobriram os benefícios da utilização de Gás Natural no último ano. A malha de distribuição cresceu 9,65 % com relação a 2007. O Brasil conta atualmente com 16.617,05 km de rede de distribuição. 06

Comercialização de Gás Natural no Brasil Comercialização Histórica de Gás Natural no Brasil - 1998 a 2007 e Comparativo de outubro de 2008 em relação ao mesmo período de 2007 em milhões de m³/dia Fonte: Abegás 07

Comercialização de Gás por Região Acumulada por Região Outubro em Mil de m³/dia Industrial - Outubro em Mil de m³/dia Automotivo - Outubro em Mil de m³/dia Residencial - Outubro em Mil de m³/dia Comercial - Outubro em Mil de m³/dia Geração Elétrica - Outubro em Mil de m³/dia Cogeração - Outubro em Mil de m³/dia GNC e Outros - Setembro em Mil de m³/dia 08

Competitividade Para a composição do Estudo de Competitividade do Gás Natural foram consideradas as seguintes premissas: Preços: Como fonte de consulta foram utilizadas as estruturas tarifárias das distribuidoras analisadas; Critérios: Foram utilizadas como base de levantamento duas distribuidoras, respeitando os maiores volumes comercializados nos seguintes segmentos: Residencial, Comercial, Automotivo e Industrial; Geração Térmica: Este segmento não foi analisado neste estudo, devido às diferentes condições comerciais de fornecimento dos energéticos; Apresentação: Os números utilizados como base de avaliação por região seguiram os seguintes critérios de análise: Gráficos em R$/MMBtu; Gráfico R$ preços médios. 09

Industrial - Preço s/ ICMS Industrial - Evolução dos Preços s/ ICMS Fontes: Gás Natural: Tarifas das Concessionárias Óleo Combustível A1: Preço Distribuidoras GLP: ANP e Preço Distribuidoras Preço Médios nas Refinarias + Frete Energia Elétrica: ANEEL Tarifas Médias por Classe de Consumo (Industrial) Lenha e Carvão: AMS - Associação Mineira de Silvicultura - Preços Médios Poder Calorífico GN: 9.400 kcal/m³ OC A1: 10.100 kcal/kg GLP: 11.175 kcal/kg E.E.: 860.000 kcal/mwh Lenha: 3.300 kcal/kg Carvão 7.500 kcal/kg Fonte: CTGÁS - Dados de Unidades de Conversão 10

Residencial - Preço s/ ICMS Residencial - Evolução dos Preços s/ ICMS Fontes: Gás Natural: Tarifas das Concessionárias GLP: ANP Preço Médios - Revenda P13 Energia Elétrica: ANEEL Tarifas Médias por Classe de Consumo (Residencial) Poder Calorífico: GN: 9.400 kcal/m³ GLP: 11.175 kcal/kg E.E.: 860.000 kcal/mwh Fonte: CTGÁS - Dados de Unidades de Conversão 11

Residencial - Gás Natural Vs GLP - Preços Médios s/ ICMS Relação: 1 kg de GLP equivale a 1,27 m³ de Gás Natural 12

Comercial - Preço s/ ICMS Comercial - Evolução dos Preços s/ ICMS Fontes: Gás Natural: Tarifas das Concessionárias GLP: ANP Preço Médios nas Refinarias + Frete Energia Elétrica: ANEEL Tarifas Médias por Classe de Consumo (Comercial, Serviços e Outras) Poder Calorífico: GN: 9.400 kcal/m³ GLP: 11.175 kcal/kg E.E.: 860.000 kcal/mwh Fonte: CTGÁS - Dados de Unidades de Conversão 13

Automotivo - Preço s/ ICMS Automotivo - Evolução dos Preços s/ ICMS Fontes: Gás Natural: ANP - Preço Revenda Álcool: ANP - Preço Revenda Diesel: ANP - Preço Revenda Gasolina: ANP - Preço Revenda Poder Calorífico: GNV: 9.400 kcal/m³ Álcool: 6.400 kcal/l Diesel: 10.200 kcal/l Gasolina: 11.100 kcal/l Fonte: CTGÁS - Dados de Unidades de Conversão 14

GNV - Análise Fonte: IBP 15

Preço Petrobras Fonte: MME out/08 Fonte: ANP out/08 16

Preço Distribuidoras Fonte: MME out/08 17

Energia Geração de Energia: Térmica a Gás Geração de Energia: Hidráulica Fonte: ONS Fonte: ONS Comparativo Geração de Energia Térmica a Gás em Mwmed 2007 2008 % Janeiro 1.615,74 4.697,17 190,71% Fevereiro 1.307,66 5.627,19 330,33% Março 1.410,55 5.111,64 262,39% Abril 1.415,00 4.133,86 192,15% Maio 936,01 3.955,71 322,61% Junho 1.523,36 4.328,03 184,11% Julho 2.179,90 3.609,70 65,59% Agosto 2.399,00 3.827,00 59,52% Setembro 2.771,15 3.677,48 32,71% Outubro 2.988,71 3.989,49 33,49% Fonte: ONS Comparativo Geração de Energia Hidráulica em Mwmed 2007 2008 % Janeiro 46.171,51 44.338,80-3,97% Fevereiro 47.481,17 44.341,21-6,61% Março 49.612,96 45.472,45-8,35% Abril 37.833,60 46.118,48 21,90% Maio 46.129,16 45.487,65-1,39% Junho 45.456,25 46.220,45 1,68% Julho 43.326,06 44.674,17 3,11% Agosto 45.929,00 45.841,08-0,19% Setembro 45.430,83 45.769,63 0,75% Outubro 46.485,36 46.952,37 1,00% Fonte: ONS Níveis dos Reservatórios Energia Armazenada por Região em Outubro/2008 REGIÃO OUT N 32,37% NE 43,70% SE/CO 51,95% S 91,39% Fonte: ONS 18

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