Módulo 5. Tecnologia de aplicação

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Este caderno, com oito páginas numeradas sequencialmente, contém cinco questões de Geografia. Não abra o caderno antes de receber autorização.

Aprovação: P&D Químico: Adelice F. de Moraes CRQ n o : Elaborado: 27/07/2011 Revisão: 00 Página 1 de 6. Elaboração: P&D Solange Hernandes

Transcrição:

Módulo 5 Tecnologia de aplicação

Tecnologia de Aplicação Aldemir Chaim Embrapa Meio Ambiente Fernando Adegas Embrapa Soja Luiz Guilherme Rebello Wadt Embrapa Meio Ambiente Roberto Teixeira Alves Embrapa Cerrados Sergio Abud Embrapa Cerrados

Principais Perguntas O pulverizador está apto para a aplicação? Qual o tamanho ideal das gotas? Qual o volume ideal? Qual a melhor ponta/bico? Que pressão deve ser utilizada? Aplicação aérea ou terrestre? Devo usar adjuvantes? Posso combinar com outros agroquímicos?

Introdução Normas para utilização de defensivos agrícolas Ter certeza da necessidade de utilização de um produto (monitoramento dos insetos-praga e nível de dano econômico) Escolher o produto adequado, que tenha registro no Mapa para a praga e para a cultura; se deve considerar a formulação; que seja o menos tóxico possível ao ambiente e seres humanos (classe toxicológica); considerar o modo de ação (contato, ingestão, sistêmico, etc.) Ler a bula e conferir as doses recomendadas, intervalos de aplicação, horário de aplicação, período de carência, etc.

Cuidados na utilização de defensivos agrícolas Não abastecer o pulverizador com resto de calda de uso anterior (principalmente de herbicidas); Nunca deixar a calda transbordar no tanque; Não desentupir bicos dos pulverizadores com a boca; Não lavar os pulverizadores nem os bicos em rios, córregos ou lagoas;

Cuidados na utilização de defensivos agrícolas Eliminar vazamentos ou entupimentos dos pulverizadores; Utilizar vestimenta adequada e EPI s (roupa limpa, mangas compridas, máscaras, luvas, chapéu, óculos apropriados, calçado fechado); Não pulverizar contra o vento; Não trabalhar de estômago vazio e nem comer durante as aplicações.

Inspeção de pulverizadores no Brasil (% falhas) Ítem avaliado Até 1 ano de uso Mais de 2 anos Manômetro inadequado 96,7 90,0 Erro na taxa de aplicação 43,3 70,7 Antigotejadores não funcionando 48,9 63,3 Falta de proteção das partes móveis 20,0 66,3 Mangueiras mal localizadas 28,0 59,0 Vazamentos 44,0 56,6 Mangueiras danificadas 12,0 47,0 Espaços incorretos entre os bicos 16,0 43,4 Bicos defeituosos 26,7 80,5 v Projeto IPP, 2004

Fatores a serem considerados em uma aplicação de defensivo agrícola Identificação e monitoramento da praga Equipamento adequado Momento adequado da aplicação Meio ambiente Produto adequado Alan McCracken (2013) mccracken.alan@gmail.com

Tecnologia de aplicação Aplicação adequada Formulação adequada Ingrediente ativo adequado

ALVO O primeiro passo na calibração da pulverização é identificar o alvo, onde ocorre o problema que se deseja controlar

Determinação do alvo biológico A soja emite folhas novas a cada 2 dias Mariposa 9-12 dias Ovo 3-4 dias Pupa 13-14 dias Lagarta 19-20 dias

Distribuição da lagarta falsa-medideira no dossel da soja 73% Peralta, 2006

A maioria dos produtores rurais aplica inseticidas em formulações à base de água para controlar insetos-praga em baixos, médios e altos volumes de aplicação usando pulverizadores com bicos hidráulicos ou atomizadores. (Matthews, 1992)

O segundo passo É feita uma pulverização com água, para verificar o grau de deposição de gotas nos principais locais de ocorrência das pragas Aldemir Chaim (2013)

Papel sensitivo à água para a obtenção do número de gotas por centímetro quadrado

Spraying Systems (1992) A calibração poderá ser considerada boa, quando atingir os seguintes graus de deposição

Roberto Alves (2011)

Aplicação do produto na lavoura Máquinas Agrícolas Jacto (2013)

Aplicação do produto na lavoura Máquinas Agrícolas Jacto (2013)

Aplicação do produto na lavoura Alan McCracken (2013) mccracken.alan@gmail.com

Aplicação do produto na lavoura Alan McCracken (2013) mccracken.alan@gmail.com

Tamanho de Gotas VMD (diâmetro do volume mediano) Formulações oleosas: 50-100 µm Formulações aquosas: 70-150 µm

GOTAS PEQUENAS GOTAS MÉDIAS GOTAS GRANDES Fernando Adegas (2013)

Volume x cobertura O volume de uma esfera (gota) é dado pela fórmula: 4/3 π*r³ = 0,5336* D Uma gota de 300 micrômetros é 27 vezes maior do que uma gota de 100 micrômetros; Um litro de calda produz: - 70.735.365 gotas de 300 µm e - 1.909.854.851 gotas de 100 µm; Assim, se aplicarmos 18 litros de calda/ha com gotas de 100 µm a uma cultura com 60.000m² de área foliar, teoricamente deverão depositar-se 57 gotas/cm². Aldemir Chaim (2013)

1 8 400 µm 64 200 µm 512 100 µm 50 µm COBERTURA

COBERTURA DERIVA VIDA ÚTIL MAIOR MAIOR MENOR MENOR MENOR MAIOR Fernardo Adegas (2013) TAMANHO DE GOTAS