Processo PGT/CCR/PP/Nº 1745/2014

Documentos relacionados
Processo PGT/CCR/ICP/Nº 7698/2014

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

Aprendizagem Industrial. no contexto da formação profissional e tecnológica e da construção de carreiras para adolescentes e jovens

Desafios da Fiscalização na Área da Engenharia de Segurança a do Trabalho

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI N 4.330, DE 2004.

PARECER Nº, DE RELATOR: Senador JOSÉ PIMENTEL I RELATÓRIO

CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO SANTA CATARINA EMENTA

[Digite aqui] GUIA PARA OS CMDCAS A RESPEITO DA RESOLUÇÃO 164/2014

Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro

DIREITO DO TRABALHO LC ESQUEMATIZADA Prof. Antonio Daud Jr (

A Câmara Municipal de Santa Bárbara d Oeste decreta:

Foram apresentadas as contrarrazões pela UFCG agravada dentro do prazo legal. É o relatório.

O FUNDEF E O PROFESSOR

NORMA TÉCNICA 34/2014

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO TRIBUNAL PLENO SESSÃO DE 02/12/2015 ITEM 42

REGULAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DA FACULDADE EDUCACIONAL ARAUCÁRIA

DECRETO Nº /11/2008

MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS. RESOLUÇÃO CNSP N o 249, de 2012.

PROJETO DE LEI Nº 7.014, DE 2013

PARECER Nº, DE RELATOR: Senador JORGE VIANA

Processo Seletivo. Para atuar em Equipe NASF. Vaga em Aberto e Formação de Cadastro Reserva

Anexo 06 Recomendação nº 6: reafirmação do compromisso da ICANN de respeitar os direitos humanos internacionalmente reconhecidos

APOSENTADORIA ESPECIAL (enquadramento tempo de serviço)

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ CONSULTA DE PROCESSOS DO 1º GRAU - INTERNET

PARECER Nº, DE RELATOR: Senador JOSÉ PIMENTEL

BONCRED LEASING S/A. - Arrendamento Mercantil MANUAL DE POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL (PRSA)

NR 28 - Fiscalização e Penalidades

PARECER Nº, DE RELATOR: Senador ACIR GURGACZ I RELATÓRIO

ANEXO 3 GERENCIAMENTO DE MODIFICAÇÕES

SEGUNDA TURMA RECURSAL JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ

PORTARIA CEETEPS Nº 343, de 19 de agosto de 2009

RESOLUÇÃO CNSP Nº 30, DE 2000.

RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 031/2011, DE 05 DE AGOSTO DE 2011

NOVA NORMA REGULAMENTADORA N. 01 PREVENÇÃO EM SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

RECURSO Nº ACÓRDÃO Nº

REDENOMINA A CARREIRA GUARDA PENITENCIÁRIA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

DECRETO Nº , DE 23 DE AGOSTO DE 2012.

CONTRATO DE TRABALHO PROFESSORES. Dra. Sandra Marangoni

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS RESOLUÇÃO CNSP Nº 46, DE 2001.

SENADO FEDERAL Gabinete do Senador Fernando Bezerra Coelho PARECER Nº, DE RELATOR: Senador FERNANDO BEZERRA COELHO

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA SEPN Quadra 514 norte, lote 7, Bloco B Brasília DF. CEP

Rua da Profissionalização. Municipalino:

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

A responsabilidade do preposto no exercício de sua função. Solange Dias Neves Advogada OAB/RS

Para garantir uma prestação de serviços de qualidade nas APAEs é fundamental que haja um Gerenciamento de Recursos Humanos com objetivos claros.

FEDERAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES DE OFICIAIS MILITARES ESTADUAIS - FENEME - NOTA TÉCNICA

CAPÍTULO I DA COMISSÃO, FINALIDADES E CONSTITUIÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E COMUNICAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO

Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal SINJ-DF

MENSAGEM Nº 072 /2013. Senhor Presidente, Senhores Vereadores,

Perguntas e respostas sobre a instituição do Regime de Previdência Complementar para os servidores públicos da União

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP GAB Nº 046 / 2011

CONSELHO UNIVERSITÁRIO RESOLUÇÃO Nº 112/2015 DE 30 DE DEZEMBRO DE 2015

PARECER COREN-SP 010/2012 CT PRCI nº /2012 Ticket s nº , e Revisado e atualizado em 21/11/2013

Adicional de periculosidade na profissão de engenheiro eletricista

PARECER Nº, DE RELATOR: Senador RICARDO SANTOS

IMPUGNAÇÃO 1 PREGÃO 09/2016

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº /2013

PAT PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR

Processo seletivo ADRA/Prefeitura Municipal de Cariacica. Conforme oferta descrita no quadro a seguir:

A Tributação dos Síndicos, Subsíndicos e Conselheiros (IRPF INSS)

PERGUNTAS E RESPOSTAS RN 309/2012

ANEXO I FORMULÁRIO DE APRESENTAÇÃO DE PROJETOS EM CONSONÂNCIA AO EDITAL Nº 01/2015

PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE GABINETE DO SECRETÁRIO

R E S O L U Ç Ã O. Fica aprovado, conforme anexo, o Regulamento de Monitoria para os cursos de graduação das Faculdades Integradas Sévigné.

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO. Gabinete do Conselheiro Sidney Estanislau Beraldo

1. Ingresso na Carreira Docente 1.1. Prova de Ingresso

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

Prefeitura Municipal de São José dos Campos Secretaria Municipal de Educação

(DECRETO-LEI N.º 157/2005, DE 20 DE SETEMBRO)

1.1.1 SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE

1ª CHAMADA INTERNA SIMPLIFICADA PARA CONTRATAÇÃO DE BOLSISTA - REDE ETEC BRASIL

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 161, DE

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP GAB Nº 040 / 2011

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

PARECER Nº, DE RELATOR: Senador GEOVANI BORGES I RELATÓRIO

PARECER N, DE RELATORA: Senadora VANESSA GRAZZIOTIN. A proposta está estruturada em três artigos.

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO

TABELAS EXPLICATIVAS DAS DIFERENTES NORMAS E POSSIBILIDADES DE APOSENTADORIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RPPS

Transcrição:

Processo PGT/CCR/PP/Nº 1745/2014 Câmara de Coordenação e Revisão Origem: PRT 17ª Região Interessados: 1. MTE/SRTE/ES. 2. Transegur Segurança e transporte de valores LTDA Assunto: - Temas Gerais 09.03 09.03.01. Procurador Oficiante: Dra. Maria de Lourdes Hora Rocha EMENTA COTA MÍNIMA DE APRENDIZES. EMPRESA DE SEGURANÇA PRIVADA E VIGILÂNCIA. OBRIGATORIEDADE. PRECEDENTES TST. ARQUIVAMENTO QUE NÃO SE HOMOLOGA. 1. Da inteligência dos Artigos 428, 429 e 430, todos da CLT, extraem-se compromissos honrosos do legislador com a sociedade em geral, em especial, com parte da população que se prepara para entrar no mercado de trabalho. A ideia é preparar e inserir no mercado de trabalho aqueles que não possuem formação profissional específica, ensejando capacitação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico. 2. Por outro lado, a lei 7102/83 norma regulamentadora dos serviços de vigilância prevê regras e condições a serem respeitadas para tão honrosa e arriscada atividade de segurança privada e vigilância. 3. Em uma inicial e superficial análise, as normas podem apresentar choques de aplicação, no entanto, o tema será exposto e facilmente se perceberá solução que evita violação de normas ou diminuição de direitos dos aprendizes e deveres dos empregadores. 4. Segundo o Art. 428 da CLT, o contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial celebrado pelo empregador com a pessoa maior de 14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos. Ou seja, o aprendiz não será necessariamente indivíduo menor de idade. 5. De outro modo, a lei 7102/83 dispõe sobre a obrigatoriedade de o vigilante possuir, dentre outros, dois requisitos; 1- ter idade mínima de 21 (vinte e um) anos; 2 - ter sido aprovado, em curso de formação de vigilante, realizado em estabelecimento com 1

funcionamento autorizado nos termos desta lei. Portanto, com relação ao critério de idade, não há dúvidas sobre a possibilidade de contratação de aprendizes para atuar na função de vigilantes, desde que possuam idades entre 21 e 24 anos. Atendendo, assim, o disposto nas leis e na CF/88. 6. No que tange o requisito do curso de formação de vigilante, realizado em estabelecimento com funcionamento autorizado nos termos da lei, é imperioso destacar que há interesse do setor público em criar e ministrar tais cursos, inclusive, há atuação conjunta do M.T.E. e MEC buscando uma linha de financiamento do PRONATEC para custear esse cursos específicos. Porém, nada afasta a possibilidade das empresas do segmento realizarem os cursos com fins de cumprir as exigências legais. 7. A cota mínima dos 5% de aprendizes pode ser atendida com a contratação de pessoas que atuam na área administrativa da empresa, retirando da empresa a missão de vencer requisitos como idade e cursos específicos. 8. Em uma interpretação harmônica dos dispositivos acima citados, conclui-se que as empresas de vigilância deverão contratar, pelo menos, a cota mínima de aprendizes (5%), sendo forçoso concluir que tais empregados, no caso dos vigilantes, deverão estar com idades entre 21 e 24 anos e possuírem o curso prévio disposto no art. 16 da norma regulamentadora da profissão. 9. Arquivamento prematuro que não se homologa. Relatório Trata-se de denúncia realizada através da SRTE-ES noticiando o descumprimento voluntário, por empresa de vigilância, do percentual mínimo de 5% para contratação de menores aprendizes, conforme Art. 429 da CLT. A empresa denunciada alegou que a atividade de vigilância é perigosa e, portanto, vedada pelo texto constitucional aos menores de 18 anos. Ademais, apresentou alguns julgados da Justiça do Trabalho que corroboram com a tese de dispensa legal/constitucional do Art. 429 da CLT. A ilustre Procuradora do Trabalho oficiante promoveu o arquivamento deste inquérito civil fundamentando que dois são os empecilhos encontrados pelas empresas de vigilância para o cumprimento da contratação de aprendizes, sendo, o primeiro, a idade e, o segundo, a aprovação no curso de formação para 2

vigilante, previsto no Art. 16 da lei 7102/83. Ressaltou a possibilidade de solução para o primeiro entrave, no entanto, apontou a inércia do poder público em solucionar a segunda questão. Fundamentação É o relatório. Da inteligência dos Artigos 428, 429 e 430, todos da CLT, extraem-se compromissos honrosos do legislador com a sociedade em geral, em especial, com parte da população que se prepara para entrar no mercado de trabalho. A ideia é preparar e inserir no mercado de trabalho aqueles que não possuem formação profissional específica, ensejando capacitação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico. Por outro lado, a lei 7102/83 norma regulamentadora dos serviços de vigilância prevê regras e condições a serem respeitadas para tão honrosa e arriscada atividade de segurança privada e vigilância. Em uma inicial e superficial análise, as normas podem apresentar choques de aplicação, no entanto, o tema será exposto e facilmente se perceberá solução que evita violação de normas ou diminuição de direitos dos aprendizes e deveres dos empregadores. Segundo o Art. 428 da CLT, o contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial celebrado pelo empregador com a pessoa maior de 14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos. Ou seja, o aprendiz não será necessariamente indivíduo menor de idade. 3

De outro modo, a lei 7102/83 dispõe sobre a obrigatoriedade de o vigilante possuir, dentre outros, dois requisitos; 1- ter idade mínima de 21 (vinte e um) anos; 2 - ter sido aprovado, em curso de formação de vigilante, realizado em estabelecimento com funcionamento autorizado nos termos da lei. Portanto, com relação ao critério de idade, não há dúvidas sobre a possibilidade de contratação de aprendizes para atuar na função de vigilantes, desde que possuam idades entre 21 e 24 anos. Atendendo, assim, o disposto nas leis e na CF/88. No que tange o requisito do curso de formação de vigilante, realizado em estabelecimento com funcionamento autorizado nos termos da lei, é imperioso destacar que há interesse do setor público em criar e ministrar tais cursos, inclusive, há atuação conjunta do MEC e M.T.E. buscando uma linha de financiamento do PRONATEC para custear esse cursos específicos. Porém, nada afasta a possibilidade das empresas do segmento realizarem os cursos com fins de cumprir as exigências legais. Vejamos a literalidade do Art. 16, inciso IV da lei de regência: Art. 16 - Para o exercício da profissão, o vigilante preencherá os seguintes requisitos: (...) IV - ter sido aprovado, em curso de formação de vigilante, realizado em estabelecimento com funcionamento autorizado nos termos desta lei. A norma é nítida, o curso, requisito indispensável, pode ser fornecido pelo próprio empregador. Ressalte-se que esse também é o entendimento do TST, conforme se extrai expressamente do voto do Ministro Aloisio Corrêa, no RR - 1888-81.2011.5.03.0075, julgado em 2013, senão vejamos: E a questão da existência de cursos de vigilância para aprendizes poderá ser solucionada por iniciativa da própria Demandante, em conjunto com outras empresas do mesmo ramo de atividade, como 4

esclarecido pela d. Julgadora de origem, a exemplo do que já acontece no Senac no Rio Grande do Sul (f. 266). De outro modo, a cota mínima dos 5% de aprendizes pode ser atendida com a contratação de pessoas que atuam na área administrativa da empresa, retirando da empresa a missão de vencer requisitos como idade e cursos específicos. Em uma interpretação harmônica dos dispositivos acima citados, conclui-se que as empresas de vigilância deverão contratar, pelo menos, a cota mínima de aprendizes (5%), sendo forçoso concluir que tais empregados, no caso dos vigilantes, deverão estar com idades entre 21 e 24 anos e possuírem o curso prévio disposto no art. 16 da norma regulamentadora da profissão. do TST: Nesta linha de pensamento, vejamos o posicionamento Ementa RECURSO DE REVISTA. INSPEÇÃO DO TRABALHO. AUTO DE INFRAÇÃO. EMPRESA DE VIGILÂNCIA, SEGURANÇA E TRANSPORTE DE VALORES. CONTRATO DE APRENDIZAGEM. BASE DE CÁLCULO PARA CONTRATAÇÃO. PROTEÇÃO INTEGRAL. DIREITO À PROFISSIONALIZAÇÃO. PRINCÍPIO DA MÁXIMA EFETIVIDADE. O art. 429 da CLT dispõe que os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional. Nesse contexto, a base de cálculo do percentual mínimo estipulado para contratação de aprendizes deve ser interpretada em conjunto com o direito fundamental à proteção integral e à profissionalização do adolescente e do jovem. Diante da previsão expressa, no art. 10, 2º, do Decreto nº 5.598/05, de que mesmo as atividades proibidas para menores devem ser computadas na base de cálculo para contratação de aprendizes, uma solução correta fundamentada nos direitos individuais é a de que não há redução do número de aprendizes em função da atividade (vigilância e segurança privada) eventualmente exercida na empresa, mas tão somente a limitação de idade do aprendiz contratado. Nesse contexto, a contratação de jovens aprendizes na função de segurança privada (vigilância patrimonial, segurança de pessoas físicas e transporte de valores e cargas - art. 10 da Lei 7.102/83), na qual se exige a idade mínima de 21 anos (art. 16, II, da Lei 7.102/83), está limitada aos aprendizes maiores de 21 5

anos e menores de 24 anos. Recurso de revista conhecido e desprovido. (Processo: RR - 1888-81.2011.5.03.0075 Data de Julgamento: 24/04/2013, Relator Ministro: Aloysio Corrêa da Veiga, 6ª Turma, Data de Publicação: DEJT 26/04/2013) Voto: de acordo com a fundamentação acima articulada, voto pela rejeição da proposta de arquivamento do procedimento administrativo nesse aspecto, determinando o retorno dos autos à Origem para a adoção das medidas administrativas ou judiciais que forem necessárias para o integral atendimento da cota mínima de aprendizes que as empresas de vigilância devem respeitar, conforme art. 429 da CLT. 20 18 janeiro agosto 2014. 6