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Transcrição:

B1. Fonética e Fonologia B.1.1. Sons e fonemas V o g a i s e S e m i v o g a i s [sons e letras que os representam nas palavras] Programa de Língua Portuguesa 1991-123CEB 3.º ano Identificar diferente sons da língua (vogais e consoantes). Estabelecer relações entre sons e letras (fonemas e grafemas correspondentes). A Língua Materna na Educação Básica (1997) Distinguir sílabas tónicas e átonas e identificar os elementos que as constituem (vogais, consoantes, ditongos). Programa de Português do Ensino Básico 2009 Dicionário Terminológico - 2008 Manipular os sons da língua e observar os efeitos produzidos: - segmentar e reconstruir a cadeia fónica; - discriminar os sons da fala; - articular correctamente os sons da língua; - produzir palavras por alteração, supressão e inserção de elementos. (1.º e 2.º anos) - estabelecer relações de semelhança e diferença entre sons; - identificar rimas. Sons e Fonemas (DT. B1.1.) Vogais oral, nasal; consoantes Ditongos (3.º e 4.º anos) Explicitar regras e procedimentos: - distinguir sons orais e sons nasais; - distinguir ditongos orais de ditongos nasais; Sons e Fonemas (DT. B1.1.) Vogais orais, nasais; consoantes Ditongos orais e nasais Vogal Som produzido sem uma obstrução do trato vocal. Em português, foneticamente, é possível identificar catorze vogais, que se distinguem em função do seu ponto de articulação (estabelecendo-se distinções através dos movimentos da língua e dos lábios, bem como da passagem ou não de ar pela cavidade nasal). As vogais de pó, dor e no são arrendondadas (projeção dos lábios). As vogais de pá, da e de são recuadas (recuo da língua). As vogais de li, do e de são altas (elevação da língua). As vogais de lê, da e dor são médias (língua em repouso). As vogais de pá, pó e pé são baixas (descida da língua). As vogais correspondentes aos sublinhados em sã, dente, fim, som e um são nasais; as restantes vogais do Português são orais. Semivogal Som produzido com características articulatórias e acústicas semelhantes às das vogais e que ocorre junto 1

2.º ciclo Distinguir vogais e ditongos orais e nasais. 3.º ciclo Descobrir e identificar processos fonéticos de supressão, acrescentamento e alteração de segmentos que atuam diacrónica e sincronicamente. 2.º ciclo Identificar unidades mínimas com valor distintivo nas palavras. Distinguir ditongos crescentes e decrescentes. Distinguir ditongos de sequências de duas vogais que não pertencem à mesma sílaba. Sons e Fonemas (DT. B1.1.) Fonema Sequências de Sons (DT. B1.1. 2) Semivogal Ditongo: crescente e decrescente Hiato 3.º ciclo Sistematizar propriedades do ditongo e do hiato. Caracterizar processos fonológicos de inserção, supressão e alteração de segmentos. Distinguir contextos de ocorrência de modificação dos fonemas nos planos diacrónico e sincrónico. Semivogal Ditongo: oral, nasal, crescente, decrescente Hiato (DT B.1.1.2.) Processos fonológicos (DT B.1.1.) Processos fonológicos de inserção, supressão e alteração; redução vocálica, assimilação e dissimilação; metátese (DT B.1.3.) de uma vogal, formando com ela um ditongo. Uma semivogal nunca pode receber acento. A semivogal também pode designar-se glide. Semivogais: som final [j] da palavra "pai"; som final [w] da palavra "mau"; som final [j] da palavra pães ; som final [W] da palavra melão ; som [j] da palavra miolo (só em certas produções orais); som [w] da palavra tranquilo ; som [j] da palavra fiambre (só em certas produções orais); som [w] da palavra coentros (só em certas produções orais). Ditongo As sequências finais das palavras "pai", mau e melão, constituem ditongos decrescentes (vogal +semivogal). A sequência [wi], da palavra "tranquilo", constitui um ditongo crescente (semivogal+vogal). As sequências [jo], [jà], [wé], das palavras miolo, fiambre e coentros, podem constituir ditongos crescentes ou hiatos, dependendo da forma como são produzidas oralmente. No caso de hiato, estamos perante sequência de duas vogais, pertencentes a sílabas diferentes, e não de semivogal e vogal, pertencentes à mesma sílaba 2

Outras informações sobre os sons e fonemas Fontes: DT 2008; Freitas, M.J. e A. L. Santos (2001). Contar (histórias de ) sílabas. Cadernos de Língua Portuguesa 2. Lisboa: Edições Colibri, APP, p.7; Cintra, L. & Cunha, C. (1984). Nova Gramática do Português Contemporâneo.Lisboa: Sá da Costa, p.36. Diferença entre som e letra. Excerto de Emília no País da Gramática. Alguns exercícios para adaptar à sala de aula 3

B1. Fonética e Fonologia B.1.2. Prosódia / Nível prosódico S í l a b a Programas 1991-1CEB - 2CEB LMEB (1997) Programa de Português do Ensino Básico 2009 1.º ano Construir listas de palavras que contenham elementos (1.º e 2.º anos) conhecidos (a mesma sílaba, - identificar sílabas. inicial média, ou final ). 2.º ano Fazer jogos de substituição, de comutação e de combinatória de letras e de sílabas. 3.º ano/4.º ano Decompor palavras em sílabas. Distinguir sílaba tónica e sílaba átona. Segmentação da cadeia fónica em unidades (palavras, sílabas, segmentos fonológicos). Treino do reconhecimento da representação gráfica de sílabas. Distinguir sílabas tónicas e átonas e identificar os elementos que as constituem (vogais, consoantes, ditongos). Classificação de palavras quanto ao número de sílabas. Sílaba, Monossílabo, dissílabo, trissílabo, polissílabo Sílaba tónica e sílaba átona Entoação: declarativa, interrogativa, exclamativa, imperativa (3.º e 4.º anos) - classificar palavras quanto ao número de sílabas; - distinguir sílaba tónica e sílaba átona; - classificar palavras quanto à posição da sílaba tónica; - identificar os diferentes tipos de entoação; - identificar diferentes estruturas silábicas nas palavras. Sílaba, monossílabo, dissílabo, trissílabo, polissílabo Sílaba tónica e sílaba átona Palavras agudas, graves, esdrúxulas Entoação: declarativa, interrogativa, exclamativa, imperativa. Dicionário Terminológico -2008 Nível prosódico Nível que constitui, com o nível segmental, os dos dois níveis de análise fonológica das línguas. No nível prosódico, analisam-se as variações de altura, duração e intensidade. Sílaba Unidade estruturada e organizada que agrupa os sons dentro da palavra. Pode incluir um ou mais sons, como nas sílabas da palavra a-pro-vei-tar. Dentro da sílaba, os sons podem ocorrer no ataque da sílaba (consoante(s) à esquerda da vogal), no núcleo da sílaba (vogal ou ditongo) ou na coda da sílaba (consoante à direita da vogal). O núcleo e a coda constituem a rima da sílaba. Na palavra "casa", as sílabas são "ca" e "sa". 5.º ano/ 6.º ano Exercitar a decomposição de palavras em sílabas, para efeitos de translineação. 2.º ciclo Identificar diferentes estruturas silábicas nas palavras. Distinguir sílaba gramatical de sílaba 4

Classificar palavras de acordo com a respetiva composição silábica. Classificar palavras quanto à posição da sílaba tónica. métrica Estrutura silábica Sílaba métrica e sílaba gramatical (segmentação) 3.º ciclo Distinguir pares de palavras quanto à classe morfológica, pelo posicionamento da sílaba tónica. Sistematizar propriedades da sílaba gramatical e da sílaba métrica: segmentar versos por sílaba métrica; utilizar rima fonética e rima gráfica. Propriedades acentuais das sílabas (DT B.1.2.3) Sílaba métrica e sílaba gramatical Relações entre palavras escritas e entre grafia e fonia (DT E.5.) Outras informações sobre a sílaba A sílaba é uma unidade de natureza prosódica que pode ser marcada por acento de intensidade. O modo como os sons se organizam dentro das sílabas faz com que reconheçamos uma determinada sequência segmental como uma palavra possível dentro de um dado sistema linguístico. Perante o monossílabo parst, poderíamos pensar numa palavra em inglês veja-se first mas não em português, porque as sílabas desta língua não apresentam três consoantes à direita da vogal. O padrão silábico CVCCC não existe em português. Deste modo, para além de unidade descritiva, a sílaba constitui também uma unidade de processamento da informação linguística, especificamente fonológica, mas com repercussões imediatas nos mecanismos cognitivos de acesso lexical. 5

Estrutura silábica Fontes: Freitas, M.J. e A. L. Santos (2001). Contar (histórias de ) sílabas. Cadernos de Língua Portuguesa 2. Lisboa: Ed. Colibri, APP, p.7; Goês, A. (2003). Aliás voltas sempre / Ali às voltas sempre Jogos com a Língua Portuguesa. Lisboa: Ed. Replicação (exemplos de frases homófonas). Exercícios para adaptar à sala de aula Na estrutura silábica, cada uma das posições pode ser preenchida apenas por um subconjunto dos sons disponíveis na língua. O reconhecimento desse facto pode aumentar o grau de conhecimento sobre a estrutura da língua e permite reconhecer classes de sons. Se CVCCC (que corresponde, por exemplo, à palavra inglesa first) não é um padrão silábico em português, já VC, CV ou CVC são padrões típicos do português. Exemplos de padrões silábicos do português água arfar parto partir frasco airoso céu quase andar V VC CV CVC CCVC VG CVG CGV V V= vogal C= consoante G= Glide ou semivogal Frase fonológica As fronteiras de palavras - entidades representadas por espaços no nosso sistema de escrita não são acusticamente assinaladas quando falamos. Deste modo, os encontros de palavras podem dar origem a enunciados ambíguos. A entoação e as pausas, o contexto situacional e o saber compartilhado pelos interlocutores têm um papel determinante na desambiguação dos sentidos. Exemplos de frases homófonas Divisão silábica apresentada aos alunos Padrões silábicos Transcrição fonética (foi. tu. do. de. bal. de ) CVG CV CV CV CVC CV [f j d dɨbaïdɨ] (vi. o. len. to. no. rel. va. do. não. gos. tei ) CV V CV CV CV CVC CV CV CVG CVC CVG [v é rèï va d nãw gus táj ] (che. gou. a. pri. ma. ve. ra ) CV CVG V CCV CV CV CV [ Sɨgo á primá vèrá] Sílaba métrica A estrutura métrica, além de uma noção de versificação, é um facto linguístico que assenta no conceito de frase fonológica e na distinção entre sílaba gramatical e sílaba métrica. 6

Tabela com os símbolos fonéticos * Os símbolos do Alfabeto Fonético Internacional (cf. Andrade & Viana, 1996: 155-157) que representam os sons do Português encontram-se listados na tabela que se segue. Cada símbolo da coluna da esquerda transcreve o som equivalente ao grafema ou dígrafo destacado na palavra da coluna da direita. * Extraído de FREITAS, M.J. et allia(2007). Conhecimento da Língua: Desenvolver a Consciência Fonológica. Lisboa: PNEP -, ME - DGIDC. 7