Características Biomecânicas do Osso Cinesiologia e Biomecânica Prof. Msd. Sandro de Souza Funções do Sistema Esquelético Alavanca para os Movimentos Humanos Sustentação para os Movimentos Humanos Proteção dos Órgãos e tecidos moles Armazenamento de Sais Minerais (Cálcio e Fósforo) Formação de células sanguíneas (hematopoiese) 1
Arquitetura do Osso É formado por uma matriz óssea, composta por: Sais inorgânicos compõem cerca de 65% do peso óssea e é responsável em dar rigidez ao osso, impedindo-o de fraturar ao sofrer uma pressão. Tecido conjuntivo (colágeno) responsável em permitir ao osso uma certa elasticidade ao sofrer uma tensão. Células Ósseas Osteoblastos G. osteon, osso; G. blastos, germe) São células responsáveis em iniciar o desenvolvimento do osso, sua modelação e reformulação após a sua formação. Responsável em unir os íons de Fósforo e Cálcio, formando o Fosfato de Cálcio (CaHPO4), dando ao osso a característica de dureza. A deposição é regulada pela pressão parcial exercida sobre o osso. Quanto maior a pressão, maior a deposição. 2
Células Ósseas Osteoclastos G. osteon, osso; G. clastos, reabsorção) São células grandes presentes em quase todas as cavidades ósseas e funcionam para promover a reabsorção do osso. São responsáveis em quebrar os sais e digerir a porção proteica do osso, sendo absorvidos pelo líquido extracelular circundante nos canalículos ósseos. A ação dos osteoclastos permite ao osso não ficar denso e pesado demais. Células Ósseas Osteócitos São células maduras derivadas dos Osteoblastos, residentes em lacunas da matriz óssea. Adaptam-se à forma da lacuna e irradiam canalículos que entram em contato com outros canalículos de osteócitos vizinhos tornando em junções comunicantes que a partir deste vão compartilhar íons, nutrientes e fluido extracelular.. Desta forma, participam do processo de reabsorção óssea. 3
Tipos de Tecido Ósseo Osso Compacto e Esponjoso Tipos de Tecido Ósseo 4
Classificação dos Ossos Ossos longos Úmero Fêmur Tìbia Fíbula Classificação dos Ossos Ossos Curtos Carpo e Tarso Ossos Planos ou Chatos Crânio, Escápula, Costelas e Cintura pélvica Ossos Irregulares Vértebras e ossículos do Ouvido Ossos Sesamóides Patela 5
Medula Óssea Medula Óssea Vermelha É encontrada nos espaços existentes no osso esponjoso das costelas, vértebras, esterno e pelve em adultos normais. É suprida ricamente com sangue, contendo células sanguíneas e suas precursoras. Sua principal função é a hematopoiese - formação de glóbulos vermelhos (eritrócitos), glóbulos brancos (leucócitos) e megacariócitos, cujos fragmentos formam as plaquetas (trombócitos). Medula Óssea Amarela É um tecido conjuntivo que consiste principalmente de células adiposas e é encontrada principalmente nas diáfises dos ossos longos, na cavidade medular. Membranas do Osso Periósteo G.peri,emvolta; G.osteon, osso) É uma bainha de tecido conjuntivo que reveste a superfície externa do osso, exceto das superfícies articulares (que são revestidos por cartilagem hialina). O Periósteo é ligado ao osso por fibras colágenas (fibras de Sharpey) que penetram na matriz adjacente. Endósteo G. endon, dentro; É uma membrana fina e delicada que reveste todas as camadas ósseas, incluindo a cavidade medular do osso longo, os espaços medulares do osso esponjoso e os canais haversianos. Possui capacidade hematopoiética e osteogênica. 6
Tipologia de Cargas a qual o sistema esquelético está sujeito A- Compressão B-Tração ou Pressão C- Cisalhamento D- Torção E- Curvamento Tipologia de Cargas a qual o sistema esquelético está sujeito Compressão Tração ou Pressão Cisalhamento 7
Tipologia de Cargas a qual o sistema esquelético está sujeito Torção Curvamento Forças Compressivas iguais x Áreas diferentes 8
Resistência e Rigidez do Osso O comportamento de qualquer material sob condições de carga fica determinado pela sua resistência e rigidez. Quando uma força externa é aplicada a um osso ou a qualquer outro material, ocorre uma reação interna. A Características Anisotrópicas B O osso é um material anisotrópico, ou seja, o comportamento do osso varia com a direçãoda aplicação da carga. B A Resistência e Rigidez do Osso Características Viscoelásticas O osso possui a característica de ser viscoelástico, ou seja, a sua resposta depende da velocidade em que a carga é aplicada e da duração da aplicação da carga. Em uma velocidade maior de aplicação de carga, o osso pode suportar maiores aplicações de carga antes de ceder ou fraturar. CARGA B A Fratura Fratura Deformação 9
Resistência e Rigidez do Osso Resposta Elástica Quando uma carga é inicialmente aplicada ao osso, este sofre deformação por uma mudança no comprimento ou na forma angular. A máxima deformação sofrida é de aproximadamente 3%. Isso é considerado a região elástica da curva de cargadeformação, porque, quando a carga for removida, o osso retornará a sua forma ou comprimento original. Resposta Plástica Com a continua aplicação de carga, o tecido ósseo atinge seu ponto de rendimento e depois disso suas fibras mais externas começam a ceder, ocorrendo micro-rupturas e deslocamento do material no osso. A isso chamamos de região plástica da curva de carga-deformação. O tecido ósseo começa a se deformar permanentemente e, em consequência, sofre fratura se a carga for contínua na região plástica. Portanto, quando a carga é removida, o tecido ósseo não retorna ao se comprimento original, mas fica permanentemente alongado. Curva Carga-Deformação 10
Tipos de Fraturas Ósseas Fratura é a designação dada a quebra do osso ou cartilagem. É geralmente acompanhada por danos aos tecidos moles adjacentes. A fratura pode ser: As fraturas possuem basicamente dois tipos: a) Completa A linha da fratura estende-se inteiramente através da substância óssea. b) Incompleta A linha da fratura estende-se parcialmente a substância óssea. aberta(exposta) ou fechada (simples) Classificação das Fraturas Ósseas São classificadas de acordo com a localização ou a linha de fratura no osso. Exemplos: Compressão Patológica Obliqua Cominutiva 11
Principais Lesões do Sistema Esquelético Lesão Ex: atividade Solicitação Mecanismo Fratura por estresse da Tíbia Fratura do Epicôndilo Medial Fratura por estresse das Vértebras Lombares Fraturas por estresse do Calcâneo Dança, corrida, basquete, triatlo Compressão Calçado e superfície rígidos, hiperpronação e mau condicionamento Ginástica e triatlo Pressão e compressão Overtraining Levantamento de peso e ginástica Corrida, basquete e voleibol Pressão e compressão Compressão Cargas elevadas em hiperlordose Calçado e superfície rígidos, hiperpronação e mau condicionamento Fratura do Hamato Ruptura Meniscal do Joelho Fratura por estresse do Fêmur Esportes com raquete e beisebol Futebol, saltos, basquete, voleibol Compressão Torção e compressão Torque elevado em função da alavanca adicional Rotação do joelho Maratona e triatlo Pressão Overtraining (vasto medial0 Hamill e Knutzen (2003) Articulações Ósseas O potencial motor de um segmento é determinado pela estrutura e função da articulação do tipo Diartrose ou Sinovial. Este tipo de articulação produz uma baixa fricção, capaz de suportar desgaste e rupturas significativas. Hamill e Knutzen (2003) Características da Articulação do Tipo Diartrose: Possui uma fina camada de osso compacto sobre o tecido esponjoso essa cartilagem oferece transmissão de cargas e estabilidade adicionais, melhor congruência das superfícies, proteção das margens articulares e lubrificação; Possui uma cápsula articular tecido conjuntivo fibroso, branco composto principalmente por colágeno, protegendo a articulação. Membrana Sinovial localizado na superfície interna da cápsula, composta por um tecido conjuntivo frouxo e vascularizado. Líquido Sinovial secretado pela membrana sinovial, tem o objetivo de lubrificar a articulação, bem como prove-la de nutrientes. 12
Tipos de Articulações Diartroses Plana ou Deslizante: O movimento desse tipo de articulação é chamado de não-axial, pois consiste em duas superfícies planas que deslizam uma em relação a outra e não em torno de um eixo. São encontradas entre os Tarsos dos pés e os Carpos das mãos. Elipsodéia: Permite o movimento em dois planos(flexão e extensão; abdução e adução), sendo assim biaxial. São exemplos as articulações radiocarpal no punho e a metacarpofalângicas nas falanges. Gínglimo ou Dobradiça: Também permite o movimento em um plano (flexão e extensão) e é uniaxial. São encontradas nas articulações interfalângicas no pé e na mão e na articulação umeroulnar no cotovelo. Sela: Permite o movimento em dois planos (flexão e extensão; abdução e adução), permitindo também uma pequena quantidade de rotação, sendo assim também biaxial. Encontrada apenas na articulação carpometacarpal do polegar. Tipos de Articulações Diartroses Pivô: Permite a movimentação em um plano (rotação, pronação e supinação) e é uniaxial. Encontramos na articulação radioulnar superior e inferior e na articulação atlantoaxial nabasedocrânio. Condilar: Permite o movimento primário em um plano (flexão e extensão) com pequenas quantidades de movimentos em um outro plano (rotação). São encontradas no Joelho e na articulação temporomandibular. Esferoidal: É conhecida também por bola ou soquete, permitindo o movimento em três planos (flexão e extensão; abdução e adução; rotação). É a mais móvel das diartroses. As articulações do quadril e do ombro são bons exemplos desse tipo de articulação. 13
Tipos de Articulações Diartroses Fonte: Hamill e Knutzen (2003) Tipos de Articulações Diartroses Fonte: Hamill e Knutzen (2003) 14