Introdução ENSAIO SOBRE AS FASES DA LUA Denis E. Peixoto NASE Brasil Compreender e explicar as fases da tem sido um dos maiores obstáculos enfrentados pelos professores de ciências tanto do Ensino Fundamental quanto do Ensino Médio. Uma das dificuldades está em conseguir visualizar o fenômeno de fora da Terra, ou seja, de uma maneira não topocêntrica. A visualização do sistema formado pelo, pela Terra e pela nos dá indício de vários outros fenômenos como os eclipses e também as estações do ano. Os três fenômenos são observados e sentidos por nós no decorrer dos dias, se tornando assim um ótimo tema a ser levado para a sala de aula. A se movimenta ao redor da Terra. Esse movimento possui um período de 29 dias, aproximadamente, ou seja, a cada mês a completa uma revolução ao redor do nosso planeta. Como sabemos a nos apresenta quatro fases distintas e podemos dizer que cada fase possui um período entre sete e oito dias. Vale ressaltar que a muda sua aparência todos os dias e, sendo assim, concluímos que ela possui quase trinta aparências a cada mês. As fases da nada mais são do que a maneira como nós aqui na Terra, observamos a reflexão dos raios solares em sua superfície. Dependendo da fase notaremos mais ou menos brilho em sua superfície e isso depende de sua disposição em relação à Terra no decorrer de sua órbita. Numa tentativa de ajudar os professores de ciências e de outras disciplinas correlacionadas como a Física, Geografia, etc., demonstraremos uma atividade simples que pode ser realizada com os próprios alunos num pequeno espaço para facilitar a visualização das fases da e dos eclipses. Do que precisaremos? 1 aluno para representar o ; 1 aluno para representar a ; 1 aluno para representar a Terra durante o dia; 1 aluno para representar a Terra durante a noite. Realizando uma pequena peça teatral: Inicie a atividade motivando os alunos para a representação. Uma boa sugestão é dizer que nesse dia além de alunos eles também serão atores e farão ciência de uma forma divertida. Selecione os quatro alunos e posicione-os da seguinte forma:
Primeira disposição: Peça para que o aluno que estiver representando a nunca olhe para outra direção, apenas para a Terra durante toda a atividade. Os alunos Terra-dia e Terra noite deverão ficar de costas um para o outro, sendo que o aluno Terra-dia deverá olhar na direção do aluno. Nessa primeira disposição pergunte aos alunos: 1 Quem consegue observar a, quem está posicionado durante o dia ou durante a noite? (Essa pergunta deverá ser repetida em todas as disposições). Nessa disposição em particular, as respostas provavelmente serão que pessoas dispostas na parte iluminada pelo poderão ver a que está em fase de Nova. Porém, neste único dia ninguém irá observá-la, pois ela irá refletir toda a luz que recebe do novamente para a nossa estrela. Lembre-se que nem por isso teremos uma situação de Eclipse, retornaremos a esse assunto mais adiante.
Segunda disposição: Movimente a da seguinte forma e repita a pergunta: Agora a resposta esperada é que apenas quem estiver na parte iluminada pelo verá a, que ainda permanece em Nova. Ressalte para os alunos que o brilho da aumenta a cada dia, ou mesmo que o brilho parece encher a. Terceira disposição: Note que nessa disposição se ambos os alunos que aqui representam a Terra virarem a cabeça para observar a, conseguirão observá-la sem problemas, ou seja, podemos visualizá-la no final da tarde e no início da noite. Essa é a fase de quarto
crescente, pois notamos apenas um quarto dela iluminada, porém seu brilho continuará a encher a gradativamente no decorrer dos dias. Quarta disposição: Estamos ainda em fase crescente, porém apenas quem estiver do lado não iluminado pelo poderá ver a. Nesse período podemos dizer que a está gibosa. O termo parece estranho, mas indica que o astro está mais do que a sua metade visível iluminada. Quinta disposição:
Agora, nessa disposição, o brilho encheu por completo a (apenas sua parte visível), ou seja, a está em fase de Cheia e novamente, apenas quem estiver no lado não iluminado pelo poderá observá-la. Sexta disposição: Novamente teremos uma Gibosa, pois ela ainda apresenta mais do que sua metade visível iluminada. A partir de agora seu brilho parecerá diminuir, ou seja, minguar. Aqui apenas quem está do lado não iluminado conseguirá observá-la. Sétima disposição:
Assim como no quarto crescente, se ambas as Terras virarem a cabeça para observar a, conseguirão observá-la sem problemas. Assim sendo, podemos concluir que no final da noite e no início da manhã poderemos observar a em quarto Minguante. Oitava disposição: Neste momento apenas quem está do lado iluminado pelo poderá observar a, ou seja, podemos observar a não apenas durante a noite como muitos imaginam, mas também durante o dia. Para finalizar a atividade questione os alunos sobre a ocorrência dos eclipses: Se a dá uma volta completa na Terra em aproximadamente um mês, por que não
observamos dois eclipses por mês, sendo um lunar e o outro solar? Aliás, qual a diferença entre um eclipse lunar e um eclipse solar? Nesse momento, você professor, poderá comentar sobre a órbita da ao redor da Terra. Explique que essa órbita possui uma inclinação de aproximadamente cinco graus e realiza um movimento de bamboleio, ou seja, por vezes a se encontra mais alta do que o plano orbital da Terra, às vezes mais baixa do que esse plano e em alguns casos há o alinhamento entre Terra e ou Terra o que nos dá os eclipses. Ângulo de órbita lunar (cima) e eclipses solar à direta e lunar à esquerda (baixo) Fonte: http://astro.if.ufrgs.br/eclipses/ Outro problema que pode ser abordado é o movimento de rotação da, muitas vezes esquecidos por nós. Repita a atividade, porém desta vez faça com que o aluno que representa a faça uma volta completa ao redor da Terra, mas sem olhá-la constantemente, ou seja, que se movimente sem se rotacionar. Rapidamente notaremos que se a não possuísse esse movimento de rotação conseguiríamos observar sua superfície quase como um todo o que não ocorre. Vemos sempre a mesma face, pois o período do movimento de rotação é praticamente o mesmo que o período de movimento de revolução lunar. BIBLIOGRAFÍA http://astro.if.ufrgs.br/eclipses/