RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO



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Folheto Informativo: informação para o utilizador

APROVADO EM INFARMED

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

vacina raiva (inativada)

4.2. Posologia e modo de administração

Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

APROVADO EM INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO (Elaborado de acordo com o anexo II da Portaria nº 161/96)

RESUMO DAS CARACTERÍSITCAS DO MEDICAMENTO

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Cada mililitro de xarope contém 2 mg de fenspirida, sob a forma de cloridrato.

APROVADO EM INFARMED

APROVADO EM INFARMED

Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento. - Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Menjugate VACINA meningocócica grupo c, CONJUGADA CRM197 SUSPENSÃO INJECTÁVEL DE 0,5 ML após RECONSTITUIçãO

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APROVADO EM INFARMED

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

ANEXO I RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO 1/1

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

DENGVAXIA vacina dengue 1, 2, 3 e 4 (recombinante e atenuada)

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APROVADO EM INFARMED

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Fração membranária de Klebsiella pneumoniae: 15 partes para um liofilizado de 0,525 mg de ARN

Página 1 de 7. vacina hepatite A (inativada) 160U. A vacina hepatite A (inativada) 160U deve ser administrada por VIA INTRAMUSCULAR.

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR. Este folheto contém informações importantes para si. Leia-o atentamente.

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

Fosfomicina Generis 2000 mg Granulado para solução oral. Fosfomicina Generis 3000 mg Granulado para solução oral.

Kanakion MM é uma vitamina lipossolúvel com propriedades antihemorrágicas. Grupo farmacoterapêutico: Hemostáticos

Apesar de Priorix-Tetra conter vírus vivos, estes são demasiado fracos para causar sarampo, papeira, rubéola ou varicela em indivíduos saudáveis.

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

APROVADO EM INFARMED

Adultos e crianças com mais de 6 anos: Uma pastilha 3 vezes ao dia. O tratamento não deve exceder os 7 dias.

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO. O TERRICIL é usado igualmente na profilaxia pré e pós-operatória, e em geral, nas feridas do globo ocular.

APROVADO EM INFARMED RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO 1. NOME DO MEDICAMENTO. Finacea, 150 mg/g, gel

Esta vacina pertence ao grupo farmacoterapêutico: Vacinas e imunoglobulinas. Vacinas (simples e conjugadas).

APROVADO EM INFARMED. Folheto informativo: Informação para o doente

Cada grama de Dumozol Creme contém 10 mg de metronidazol.

PROMERGAN (prometazina) BELFAR LTDA. Creme dermatológico 20 mg/g

Trosyd é um medicamento que atua contra as infeções provocadas por fungos (antifúngico) e certas bactérias gram-positivas.

Transcrição:

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO 1. NOME DO MEDICAMENTO Rabipur Pó e solvente para solução injectável Vacina contra a Raiva, inactivada 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Após reconstituição, 1 dose (1 ml) contém: Vírus da Raiva* (Inactivado, linhagem Flury LEP) 2,5 UI * produzida em células embrionárias purificadas de pinto Lista completa de excipientes, ver secção 6.1. 3. FORMA FARMACÊUTICA Pó e solvente para solução injectável. Após reconstituição do pó branco liofilizado com o solvente claro e incolor resulta uma solução límpida incolor. 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 Indicações terapêuticas a) Profilaxia pré-exposição (antes de eventual risco de exposição ao agente da raiva) b) Profilaxia pós-exposição (após conhecida ou possível exposição ao agente da raiva) Devem ser tidas em consideração as normas orientadoras nacionais e/ou da OMS relativas à prevenção da raiva. 4.2 Posologia e modo de administração Posologia A dose única intramuscular recomendada é de l ml em todos os grupos etários. Sempre que possível e de acordo com a disponibilidade da vacina, recomenda-se que seja utilizada uma vacina do mesmo tipo de cultura celular ao longo do curso de imunização pré ou pós-exposição. No entanto, a adesão aos esquemas recomendados é de importância crítica para a profilaxia pós-exposição, mesmo se se tiver que utilizar uma vacina de outro tipo de cultura celular.

Profilaxia Pré-exposição Imunização primária Em indivíduos não vacinados previamente, um tratamento inicial de profilaxia préexposição consiste em três doses (de 1 ml cada) administradas nos dias 0, 7 e 21 ou 28. Doses de reforço A necessidade de testes serológicos intermitentes para detectar presença de anticorpos 0,5 UI/ml (avaliada pelo Teste de inibição Fluorescente de Foco Rápido) e a administração de doses de reforço devem ser avaliadas de acordo com as recomendações oficiais. O texto seguinte fornece uma orientação geral: Testes para anticorpos neutralizantes a intervalos de 6 meses são geralmente recomendados se o risco de exposição é elevado (e. funcionários de laboratório que trabalham com o vírus da raiva). Em indivíduos que se considere estar em risco continuado de exposição ao agente da raiva (e. veterinários e seus assistentes, trabalhadores em ambiente de vida selvagem, caçadores), deve ser realizado um teste serológico pelo menos a cada 2 anos, com intervalos mais curtos, se apropriado, ao grau de risco previsto. Nos casos mencionados anteriormente, deve ser dada uma dose de reforço se o título de anticorpos descer abaixo de 0,5 UI/ml. Alternativamente, podem ser administradas doses de reforço nos intervalos recomendados oficialmente sem testes serológicos prévios, de acordo com o risco previsto. A experiência mostra que as doses de reforço são geralmente necessárias a cada 2 5 anos. Rabipur pode ser utilizada para vacinação de reforço após imunização prévia com vacina de células diplóides humanas contra a raiva. Profilaxia Pós-exposição A imunização pós-exposição deve começar logo que possível após a exposição e deve ser acompanhada por medidas locais no local de inoculação de modo a reduzir o risco de infecção. Devem ser seguidas as orientações oficiais em relação às medidas concomitantes apropriadas que devem ser tomadas para prevenir o aparecimento da infecção (ver também secção 4.4). Indivíduos totalmente imunizados previamente: Para as categorias de exposição II e III da OMS, e em casos de categoria I em que existe incerteza em relação à classificação correcta da exposição (ver Tabela l abaixo), devem ser administradas duas doses (de 1 ml cada), cada uma nos dias 0 e 3. Caso a caso, pode ser aplicado o calendário A (ver Tabela 2 abaixo) se a última dose de vacina tiver sido dada mais de dois anos antes.

Tabela 1: Calendários de imunização apropriados aos diferentes tipos de contacto, exposição e profilaxia pós-exposição recomendada (OMS 2004) Categori Tipo de contacto com um Tipo de Profilaxia pós-exposição a animal doméstico ou exposição recomendada selvagem a) com suspeita ou confirmação de raiva, ou animal não disponível para análise (a) I Tocar ou alimentar animais Lamber a pele intacta Tocar em isco inoculado Nenhum Nenhum, se estiver disponível um registo fiável do caso. Em caso de registo não fiável do com pele intacta caso, tratar de acordo com II Mordidela de pele descoberta Arranhões ou erosões menores sem hemorragia Tocar em isco inoculado com pele lesada calendário A (ver Tabela 2). Menor Administrar a vacina imediatamente (b) Interromper o tratamento se o animal permanecer saudável ao longo de um período de observação de 10 dias c) ou se obtiver um resultado negativo para a raiva de um laboratório fiável utilizando técnicas laboratoriais apropriadas Em caso de incerteza e/ou exposição numa área de alto risco, administrar tratamento activo e passivo como no calendário B (ver Tabela 2). III Mordidelas ou arranhões transdérmicos únicos ou múltiplos, lambidelas na pele ferida Contaminação da membrana mucosa com saliva (i. e. lambidelas) Exposição a morcegos d) Contacto do inoculado com a membrana mucosa ou com uma ferida recente da pele. Grave Administrar imunoglobulina e vacina contra a raiva (b) imediatamente como no calendário B (ver Tabela 2). (Ver também nota de rodapé c ) Interromper o tratamento se o animal permanecer saudável ao longo de um período de observação de 10 dias c) ou se obtiver um resultado negativo para a raiva de um laboratório fiável utilizando técnicas laboratoriais apropriadas

a) Exposição rara, se alguma, a roedores, coelhos e lebres requer uma profilaxia pósexposição específica anti-raiva. b) Se um cão ou um gato aparentemente saudável numa ou de uma área de baixo risco for colocado sob observação, a situação pode justificar o atraso no início do tratamento. c) Este período de observação aplica-se apenas a cães e gatos. Excepto no caso de espécies ameaçadas ou em extinção, a outros animais domésticos e selvagens com suspeita de raiva deve ser aplicada eutanásia e os seus tecidos examinados quanto à presença de antigénio da raiva utilizando técnicas laboratoriais apropriadas. d) A profilaxia pós-exposição deve ser considerada quando tiver ocorrido contacto entre um ser humano e um morcego, a menos que a pessoa exposta possa excluir uma mordidela ou arranhão, ou a exposição a uma membrana mucosa. Indivíduos não imunizados ou com estado imunitário não determinado Dependendo da categoria da OMS na Tabela l, pode ser necessário tratamento de acordo com os calendários A ou B (ver Tabela 2 abaixo) para indivíduos não imunizados previamente e para aquelas que receberam menos de 3 doses de vacina ou que tenham recebido uma vacina de potência duvidosa. Tabela 2: Profilaxia pós-exposição de indivíduos sem imunidade ou com estado imunitário não determinado Calendário A É necessária imunização activa após exposição Uma injecção Rabipur i.m. nos dias: 0, 3, 7, 14, 28 (esquema de 5 doses) Ou Uma dose de Rabipur é administrada no músculo deltóide direito e uma dose no músculo deltóide esquerdo no dia 0, e uma dose é aplicada no músculo deltóide nos dias 7 e 21 (regime 2-1-1). Em crianças pequenas, a vacina deve ser dada na região anterolateral da coxa. Calendário B São necessárias imunização activa e passiva após exposição Dar Rabipur como no calendário A + l 20 UI/kg de peso corporal de imunoglobulina humana para raiva* concomitantemente com a primeira dose de Rabipur. Se a HRIG não estiver disponível na altura da primeira vacinação, ela deve ser administrada não mais de 7 dias após a primeira vacinação. * Observar as instruções do fabricante em relação à administração Doentes imunocomprometidos e doentes com um risco particularmente elevado de contrair raiva

Para doentes imunocomprometidos, aqueles com múltiplas feridas e/ou feridas na cabeça ou outras áreas altamente enervadas, e aqueles para os quais existe um atraso antes do início do tratamento, é recomendado que: Para estes casos deve ser utilizado o regime de imunização nos dias 0, 3, 7, 14 e 28. Duas doses de vacina devem ser administradas no dia 0. Isto é, uma dose única de 1 ml de vacina deve ser injectada no deltóide direito e outra dose única no músculo deltóide esquerdo. Em crianças pequenas, deve ser dada uma dose na região anterolateral de cada coxa. Doentes gravemente imunosuprimidos podem não desenvolver uma resposta imunológica após a vacinação contra a raiva. Como tal, o tratamento rápido e apropriado das feridas após uma exposição é um passo essencial na prevenção da morte. Em adição, deve ser administrada a imunoglobulina para a raiva a todos os doentes imunosuprimidos que apresentem feridas da Categoria II e Categoria III. Em doentes imunocomprometidos, o título em anticorpos neutralizantes deve ser medido 14 dias após a primeira injecção. Os doentes com um título inferior a 0,5 UI/ml devem receber mais duas doses de vacina simultaneamente e logo que possível. Devem ser feitas verificações adicionais do título em anticorpos e devem ser administradas doses adicionais de vacina conforme necessário. Em todos os casos, o calendário de imunização deve ser seguido exactamente como recomendado, mesmo que o doente se apresente para tratamento após ter passado um tempo considerável desde a exposição. Método de Administração A vacina deve ser dada através de injecção intramuscular no músculo deltóide, ou na região anterolateral da coxa em crianças pequenas. Não deve ser dada através de injecção intra-glútea. Não administrar através de injecção intravascular (ver Secção 4.4). 4.3 Contra-indicações Profilaxia pós-exposição Não existem contra-indicações para a vacinação quando está indicada a profilaxia pósexposição. No entanto, os indivíduos considerados em risco de uma reacção de hipersensibilidade grave devem receber uma vacina alternativa contra a raiva se estiver disponível um produto adequado (ver também secção 4.4 em relação a reacções de hipersensibilidade prévias). Profilaxia pré-exposição Rabipur não deve ser administrada a indivíduos com antecedentes de uma reacção de hipersensibilidade grave a qualquer dos componentes da vacina. De notar que a vacina contém poligelina e resíduos de proteínas da galinha e pode conter vestígios de neomicina, clortetraciclina e anfotericina B (ver também secção 4.4).

A vacinação deve ser atrasada em indivíduos que sofram de uma doença febril aguda. Infecções menores não constituem uma contra-indicação para a vacinação. 4.4 Advertências e precauções especiais de utilização Tal como com todas as vacinas, deve estar imediatamente disponível o tratamento médico apropriado para utilização no caso raro de ocorrência de uma reacção anafiláctica à vacina. Uma história de alergia a ovos ou um teste cutâneo positivo à ovalbumina não indica necessariamente que um indivíduo irá ser alérgico a Rabipur. No entanto, os indivíduos que tenham antecedentes de uma reacção de hipersensibilidade grave a ovos ou a produtos derivados do ovo não devem receber a vacina para profilaxia pré-exposição. Estes indivíduos não devem receber a vacina para tratamento pós-exposição a não ser que não esteja disponível uma vacina alternativa adequada, em cujo caso todas as injecções devem ser administradas sob monitorização rigorosa e com condições para fazer um tratamento de emergência. Da mesma forma, os indivíduos com história de uma reacção de hipersensibilidade grave a qualquer dos outros componentes de Rabipur tais como a poligelina (estabilizante), ou à anfotericina B, clortetraciclina ou neomicina (que podem estar presentes como vestígios de resíduos) não devem receber a vacina para profilaxia pré-exposição. A vacina não deve ser dada a estes indivíduos para tratamento pós-exposição a não ser que não esteja disponível uma vacina alternativa adequada, em cujo caso devem ser tomadas as precauções mencionadas anteriormente. Não administrar através de injecção intravascular. Se a vacina for inadvertidamente administrada num vaso sanguíneo existe um risco de ocorrência de reacções adversas graves, incluindo choque. Após contacto com animais que se suspeitem serem portadores do vírus da raiva, é essencial que se observem os seguintes procedimentos (de acordo com a OMS 1997): Tratamento imediato das feridas De modo a remover o vírus da raiva, limpar a ferida imediatamente com sabão e lavar abundantemente com água. Depois tratar com álcool (70%) ou solução de iodo. Quando possível, as lesões por mordeduras não devem ser fechadas com uma sutura, ou devem apenas ser suturadas para assegurar a justaposição. Vacina contra o tétano e administração de imunoglobulina para a raiva A profilaxia contra o tétano deve ser implementada quando necessário. Nos casos em que é indicada a imunização passiva, deve ser administrada tanto da dose recomendada de imunoglobulina humana para a raiva (HRIG) quanto o anatomicamente possível e tão profundamente quanto possível na ferida e à volta da mesma. Qualquer HRIG remanescente deve ser injectada intramuscularmente numa área distante do local da vacinação, preferencialmente intraglutealmente. Para informação detalhada, por favor ter como referência o RCM e/ou folheto informativo da HRIG.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção Doentes imunocomprometidos, incluindo aqueles que estão a receber terapêutica imunossupressora, podem não alcançar uma resposta adequada à vacina contra a raiva. Como tal, é recomendado que as respostas serológicas sejam monitorizadas nestes doentes e que sejam dadas doses adicionais se necessário (ver secção 4.2 para detalhes). A administração de imunoglobulina para a raiva pode ser necessária para o controlo mas esta pode atenuar os efeitos da vacina para a raiva administrada concomitantemente. Como tal, é importante que a imunoglobulina para a raiva seja administrada uma vez apenas para tratar cada exposição a risco e com adesão à dose recomendada. Outras vacinas inactivadas essenciais podem ser dadas ao mesmo tempo que Rabipur. Vacinas inactivadas injectáveis diferentes devem ser administradas em locais de injecção separados. 4.6 Gravidez e aleitamento Não foram observados casos de danos atribuíveis à utilização de Rabipur durante a gravidez. Embora não se saiba se Rabipur passa para o leite materno, não foi identificado qualquer risco para o lactente. Rabipur pode ser administrada a mulheres grávidas e a amamentar quando é necessária uma profilaxia pós-exposição. A vacina também pode ser usada para a profilaxia pré-exposição durante a gravidez e nas mulheres a amamentar se for considerado que o benefício potencial ultrapassa qualquer possível risco para o feto/bebé. 4.7 Efeitos na capacidade de conduzir e utilizar máquinas É improvável que a vacina produza um efeito na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. 4.8 Efeitos indesejáveis Em estudos clínicos, as reacções adversas referenciadas notificadas mais frequentemente foram dor no local da injecção (30 85%, principalmente dor devida à injecção) ou endurecimento do local da injecção (15 35%). A maior parte das reacções no local da injecção não foram graves e desapareceram em 24 a 48 horas após a injecção. Para além disto, foram observados os seguintes efeitos indesejáveis em ensaios clínicos e/ou durante o período pós-comercialização:

Órgãos Frequência Reacções adversas Perturbações gerais e alterações no local de administração Cardiopatias Doenças do sangue e sistema linfático Afecções do ouvido e labirinto Afecções oculares Doenças do sistema nervoso* Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Doenças do sistema imunitário Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Doenças gastrointestinais Muito frequentes >1/10 Pouco frequentes >1/1000, <1/100 Raros >1/10.000, <1/1.000 Muito raros <1/10.000 Raros >1/10.000, <1/1.000 Raros >1/10.000, <1/1.000 Muito raros <1/10.000 Muito raros <1/10.000 Dor no local da injecção, reacção no local da injecção, endurecimento do local de injecção, edema no local da injecção Astenia, mal-estar, febre, arrepios, fadiga, doença do tipo gripal, eritema no local de injecção Tonturas Reacções circulatórias (tais como palpitações ou afrontamentos) Linfadenopatia Vertigens Alterações visuais Cefaleias Parestesias Perturbações do sistema nervoso (tais como paralesia ou Síndrome de Guillain-Barré) Erupção cutânea Reacções alérgicas (tais como anafilaxia, broncospasmo, edema, urticária ou prurido), sintomas do tipo doença do sono Mialgia, artralgia Perturbação gastrointestinal (tal como náuseas ou dor abdominal) * Estatisticamente não existe indicação de frequência crescente de manifestações primárias ou crises de doenças auto-imunes (e.g. esclerose múltipla) após vacinação. No

entanto, em casos individuais, não pode ser absolutamente excluído que uma vacinação pode despoletar um episódio em doentes com disposição genética correspondente. De acordo com o estado actual do conhecimento científico, as vacinações não são a causa de doenças auto-imunes. 4.9 Sobredosagem Não são conhecidos sintomas de sobredosagem. 5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS 5.1 Propriedades farmacodinâmicas Código ATC: J07B G01 Profilaxia Pré-exposição Em ensaios clínicos com indivíduos não imunizados previamente, quase todos os indivíduos atingiram um título de anticorpos protector ( 0,5 UI/ml) ao dia 28 de uma série primária de três injecções de Rabipur quando dadas de acordo com o calendário por via intramuscular. À medida que os títulos em anticorpos descem lentamente, são necessárias doses de reforço para manter os níveis de anticorpos acima de 0,5 UI/ml. No entanto, verificou-se que a persistência de títulos em anticorpos protectores durante 2 anos após a imunização com Rabipur sem um reforço adicional foi de 100% em ensaios clínicos. Em ensaios clínicos, uma dose de reforço de Rabipur originou um aumento de 10 vezes ou mais nos Títulos de Média Geométrica (GMTs) ao dia 30. Também foi demonstrado que os indivíduos que tinham sido imunizados previamente com Vacina de Células Diplóides Humanas (HDCV) desenvolveram uma resposta anamnéstica rápida quando reforçados com Rabipur. A persistência de títulos em anticorpos foi mostrada durante 14 anos num número limitado (n = 28) de indivíduos testados. Não obstante, a necessidade e o tempo para o reforço devem ser avaliados caso a caso, tendo em conta as orientações oficiais (ver também a secção 4.2). Profilaxia Pós-exposição Em estudos clínicos, Rabipur originou anticorpos neutralizantes ( 0,5 UI/ml) em 98% dos doentes em 14 dias e em 99 100% dos doentes ao dia 28 38, quando administrada de acordo com o calendário recomendado pela OMS de cinco injecções intramusculares de 1 ml, cada nos dias 0, 3, 7, 14 e 28. A administração concomitante de Imunoglobulina Humana para a Raiva (HRIG) ou Imunoglobulina Equina para a Raiva (ERIG) com a primeira dose da vacina contra a raiva causou uma ligeira diminuição nos GMTs. No entanto, tal não foi considerado clinicamente relevante.

5.2 Propriedades farmacocinéticas Não aplicável. 5.3 Dados de segurança pré-clínica Dados pré-clínicos incluindo estudos de dose única, dose repetida e de tolerância local não revelaram achados inesperados nem toxicidade em órgãos alvo. Não foram realizados estudos de genotoxicidade e toxicidade reprodutora. 6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS 6.1 Lista de excipientes Pó: Trometamol Cloreto de sódio Edetato dissódico L-glutamato de potássio Poligelina Sacarose Solvente: Água para preparações injectáveis 6.2 Incompatibilidades Na ausência de estudos de compatibilidade, Rabipur não deve ser misturado na mesma seringa com outros medicamentos. Não foram comunicadas interacções com outras vacinas administradas concomitantemente. 6.3 Prazo de validade 4 anos 6.4 Precauções especiais de conservação Conservar no frigorífico (2 C 8 C). Não congelar. 6.5 Natureza e conteúdo do recipiente Embalagem contendo Pó num frasco (vidro tipo I) com tampa (clorobutil) 1 ml de solvente para solução numa ampola (vidro tipo I)

com ou sem seringa para injecção (polipropileno com êmbolo de polietileno) Nem todas as apresentações podem estar comercializadas 6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento APROVADO EM A vacina deve ser visualmente inspeccionada tanto antes como após a reconstituição para detecção de quaisquer partículas estranhas e/ou alteração no aspecto físico. A vacina não deve ser utilizada se houver qualquer alteração no aspecto da vacina. A reconstituição do pó branco liofilizado com o solvente límpido e incolor resulta numa solução límpida e incolor. O pó para solução deve ser reconstituído usando o solvente para solução fornecido e deve ser cuidadosamente agitado antes da injecção. A vacina reconstituída deve ser utilizada imediatamente. Durante o fabrico, o frasco para injectáveis é selado sob vácuo. Por isso, para evitar problemas na recolha da vacina reconstituída do frasco para injectáveis, após a reconstituição da vacina recomenda-se desenroscar a seringa da agulha para eliminar a pressão negativa. Em seguida, a vacina pode ser facilmente recolhida do frasco para injectáveis. Não se recomenda a indução de pressão excessiva uma vez que a sobrepressurização cria problemas na recolha da quantidade correcta da vacina. Qualquer vacina não utilizada ou material residual devem ser eliminados de acordo com os requisitos locais. 7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Novartis Vaccines and Diagnostics GmbH P.O. Box 16 30 35006 Marburg Germany 8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO 4826186 4826285 9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO 20.11.2003/12.05.2008 10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO