Filippo Brunelleschi



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Transcrição:

- 083 - Filippo Brunelleschi 1377-1446 Filippo Brunelleschi (1377-1446) não era pintor; mas sim escultor e arquiteto, com a atenção mais voltada para a arquitetura, atividade em que demonstrou uma criatividade ímpar, sendo até hoje, mais de 600 anos após, um referencial importante para estudantes, professores e profissionais. Embora tenha se destacado em uma série de obras importantes, o trabalho que lhe deu maior projeção foi a cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiori (Santa Maria das Flores), em Florença. Não se conhece Florença sem visitar a Catedral, e não se visita a Catedral antes de contemplar, maravilhado, a abóboda que se destaca do conjunto, roubando a cena. (Paulo Victorino)

- 084 - As bases da estética renascentista foram lançadas por dois artistas florentinos: Masaccio, na pintura, e Brunelleschi, na arquitetura, considerados os pioneiros da nova linguagem. Filippo Brunelleschi nasceu em Florença em 1377 e iniciou a carreira artística como ourives e escultor. Em 1401 participou do concurso para a realização dos relevos em bronze da porta do batistério de Florença., com o painel "O sacrifício de Isaac" (imagem abaixo), ponto alto de sua carreira de escultor. Filippo Brunelleschi, Sacrifício de Isaac, 1401 Relevo em bronze, Museu Nazionale del Bargello, Florença

- 085 - Decepcionado com o resultado do concurso, ganho por Lorenzo Ghiberti, decidiu dedicar-se à arquitetura. Acredita-se que nesse mesmo ano tenha viajado com o escultor Donatello para Roma, onde estudaram os princípios da escultura e arquitetura clássicas. Na primeira fase de sua carreira de arquiteto, Brunelleschi redescobriu os princípios da perspectiva linear, que, conhecidos por gregos e romanos, ficaram esquecidos durante toda a Idade Média. Restabeleceu na prática o conceito de ponto de fuga, e a relação entre a distância e a redução no tamanho dos objetos. Seguindo os princípios ópticos e geométricos enunciados por Brunelleschi, os artistas da época puderam reproduzir objetos tridimensionais no plano com surpreendente verossimilhança. Em 1418 ganhou o concurso para a finalização da catedral de Santa Maria del Fiore, em Florença. As dificuldades para a construção da abóbada sobre uma enorme base octogonal tinham desafiado várias gerações de arquitetos. Brunelleschi pôs em prática um método original para a sustentação da cúpula, inventou as máquinas necessárias à construção e executou o projeto sem utilizar o cimbre, armação de madeira que servia de molde e suporte a arcos e abóbadas e era retirada depois de completada a obra.

- 086 - Entre outros trabalhos importantes de Brunelleschi está o pórtico do hospital dos Inocentes, cujas características mais notáveis são a proporção, o emprego da coluna como elemento sustentador e a sucessão rítmica de elementos modulares para criar perspectiva. Construiu ainda as igrejas de San Lorenzo e Santo Spirito, esta última concebida segundo o modelo de planta basilical, com cúpula em cruzeiro, e desenho de proporções estritamente matemáticas. A última de suas grandes obras foi a capela Pazzi, na igreja de Santa Croce, em Florença. Brunelleschi morreu em 15 de abril de 1446 em Florença. Enciclopédia Britânica e outras fontes..

Capela Pazzi - 087 A Capela Pazzi, do arquiteto Brunelleschi, considerada uma das obras-primas da arquitetura do Renascimento Italiano, está localizada no claustro da Basílica da Santa Cruz, em Florença.

- 088 - Capela Pazzi domo, no pórtico Cúpula, no interior da capela

- 089 Fra Fillippo Lippi 1406-1469 Fra Filippo Lippi, ou simplesmente Lippo Lippi, (Florença, c.1406 - Spoleto, 8 ou 10 de outubro de 1469) foi um conhecido pintor florentino do pré- Renascimento, no período denominado Quatrocento, tendo contado com o patrocínio da família Médici, que lhe proporcionou seguidos trabalhos, destacando-se os afrescos da Capela dos Médici, A Virgem e Menino com Anjos (detalhe abaixo) (1467 1475) e; A Virgem e Menino com História da Vida de Sant'Ana (1452).

- 090 - Aos oito anos de idade, sua tia internou-o num mosteiro carmelita na Toscânia. A vida religiosa, porém, não lhe caiu bem e, ao invés de estudar, passava o tempo rabiscando desenhos em seus livros e nos dos outros. Por sorte, o Monsenhor entendeu essa singularidade e, longe de repreendê-lo, deulhe todas as oportunidades para que aprendesse a pintar. Aos 15 anos, fez seus votos como carmelita em Santa Maria del Carmine, onde trabalhou o pintor Masaccio, que exerceu forte influência sobre seu estilo. Em 1432, deixou o convento e, após um breve período de viagens, em 1437 estava de volta a Florença, sob a proteção da família Medici. Nesse ano pintou "A Virgem com o Menino, entre São Frediano e Santo Agostinho", em que o tratamento plástico das figuras, inspirado em Masaccio, é realçado por um colorido quente próximo dos tons límpidos de fra Angelico. Seu esforço de síntese das diversas tendências da época ficou patente no célebre painel (tríptico) "A coroação da Virgem" (imagem abaixo), marco na pintura florentina pela notável composição e pela unidade temática conferida às diferentes peças. Coronation of the Virgin (Marsuppini Coronation) by Filippo Lippi. Pinacoteca, Vatican Museums Fonte: https://commons.wikimedia.org Em 1442, foi nomeado pároco da igreja de São Quirico, em Legnaia, e sua vida se tornou cada vez mais agitada.

- 091 - Suas aventuras culminaram em 1456, quando raptou do convento de Santa Margarita de Prato a jovem noviça Lucrezia Buti. A pedido de Cosme de Medici, o papa Pio II desobrigou o casal de seus votos. Do casamento, nasceu Filippino Lippi, que também se tornaria um célebre pintor. As obras da última fase de Filippo Lippi, que foi professor de Botticelli, se caracterizam por um crescente realismo narrativo, de que são exemplos os afrescos da catedral de Prato. Em 1467, Lippi se transferiu para Spoleto a fim de decorar o coro da catedral com cenas da vida da Virgem (detalhes abaixo), trabalho interrompido por sua morte, na mesma cidade, em 10 de outubro de 1469. (Enciclopédia Britânica e outras fontes. Fonte: http://www.wga.hu/

- 092 Fra Filippo Lippi Madonna With The Child And Scenes From Life Fonte: https://commons.wikimedia.org

Fra Filippo Lippi - Coronation of the Virgin, 1441-47. Fonte: Wikimedia Commons - 093

- 094 Palazzo Medici Riccardi, Sala del Trionfo delle Belle Arti, Madonna col Bambino di Filippo Lippi (Fonte: Commons)

- 095 - Filippino Lippi 1457-1504 Filippino Lippi (Prato, 1457 Florença, 18 de abril de 1504), artista italiano, filho do famoso pintor Fra Filippo Lippi. Tendo avançado no tempo bem além de seu pai, que morreu em 1469, Filippino alcançou as rápidas mudanças que vinham se processando na arte, no limiar do Renascimento. Seu estilo agitado é um prenúncio, não mais da Renascença, mas do Maneirismo. Em seus primeiros trabalhos sente-se uma aproximação à obra de Sandro Botticelli, com quem estudou em Florença, aprendendo a combinar graça, agilidade e liberdade, tanto do estilo do mestre como do seu pai Filippo.

- 096 - Seu amadurecimento começa a se revelar com A aparição da Virgem a São Bernardo (detalhe abaixo) (1486-circa), onde demonstra esforço e tensão com a utilização de cores escuras, fortes contrastes de luz e linhas mais quebradas. Filippino Lippi Visita da Virgem a São Bernardo (detalhe) Fonte: http://pt.wahooart.com/ Os últimos trabalhos de Filippino culminaram com os magníficos afrescos da Capela Strozzi (1497-1502-circa). Ilustrando a vida de São João Evangelista e de São Felipe. Estes afrescos representam um mundo antigo, revestido de detalhes arqueológicos e estranhas perspectivas arquitetônicas, dentro do qual se encenam os dramáticos, cruéis e duros episódios da vida de ambos os santos, prefigurando, como já mencionado, o estilo maneirista italiano. (Wikipedia e outras fontes)

- 097 Fra Angelico Guido di Pietro da Mugello 1387-1455 Giovanni da Fiesole, nascido Guido di Pietro Trosini, mais conhecido como Fra Angelico, (Vicchio di Mugello, 1387 Roma, 18 de Fevereiro de 1455) foi um pintor italiano, beatificado pela Igreja Católica, considerado o artista mais importante da península na época do Gótico Tardio ao início do Renascimento. A pintura de Fra Angelico surpreende tanto por sua qualidade técnica quanto pela profunda devoção que a inspira. "Excelente pintor e miniaturista, e ótimo religioso, ele merece, por ambas as razões, que dele se tenha uma honorável memória", escreveu o biógrafo Giorgio Vasari. A beleza de sua pintura e a santidade de sua vida granjearam-lhe o cognome de Fra Angelico. Aos vinte anos ingressou no convento dominicano de Fiesole. A vocação artística é tardia: o "Retábulo dos Linaioli", primeira de suas obras assinadas, é de 1433 quando tinha já 46 anos. Tem-se hoje como certo que estudou a arte da iluminura com Lorenzo Monaco. Quando os Medici cederam aos dominicanos, em 1436, o convento de São Marcos em Florença, Fra Angelico participou das obras de readaptação, efetuadas sob a chefia do arquiteto Michelozzo, pintando, nas celas, afrescos de cenas do Evangelho. O papa Eugênio V chamou-o a Roma logo depois, para que pintasse os afrescos da capela do Santíssimo Sacramento, hoje destruídos.

- 098 - Em sua primeira viagem a Roma, fra Angelico deve ter encontrado o pintor francês Jean Fouquet (1420-1481), cujo estilo se assemelha ao seu. Foi contemporâneo de Ghiberti, Brunelleschi e Donatello, porém era mais moço que Masaccio, cujos afrescos da capela Brancacci, no dizer de Vasari, estudou com minúcia. Entre suas obras principais estão o "Retábulo da Madona", em Perugia; a "Coroação da Virgem cercada por anjos músicos" (Louvre, Paris); o "Cristo cercado de anjos, patriarcas, santos e mártires" (National Gallery, Londres); a "Anunciação" (detalhe abaixo) (Prado, Madri); e o "Juízo final" (Galeria Nacional, Roma).

- 099 - Tecnicamente pode ser considerado um pintor do pré-renascimento mas, do ponto de vista espiritual, é um filho da Idade Média. Esse artista, que o povo denominou Beato sem que a igreja ratificasse o título, buscou em suas obras prolongar o ideal religioso dos séculos anteriores, já abalado pelo aparecimento dos primeiros humanistas. Fra Angelico Visitação 1433-1434 Quem quiser penetrar no âmago da pintura de fra Angelico deve visitar o convento de São Marcos em Florença, hoje museu; ali verá, além das cenas religiosas executadas num período de 17 anos nas diversas celas e a "Grande Anunciação", outras vinte obras do artista, ilustrações de trechos do Evangelho e de episódios da Legenda Áurea. Nomeado prior de Fiesole, Fra Angelico foi novamente chamado a Roma, por Nicolau V, onde veio a falecer em 18 de fevereiro de 1455. O papa compôs-lhe o epitáfio, em quatro versos latinos, e mandou que o gravassem numa simples lápide -- homenagem à modéstia do pintor. Enciclopédia Britânica e outras fontes.

- 100 Fra Angélico mais um detalhe da Anunciação

- 101 Francesco del Cossa 1430-1477 Francesco del Cossa (1430 1477) foi um pintor italiano pré-renascimento, período denominado como Quatrocento, agrupando-se entre os artistas da Escola de Ferrara. Ele é conhecido por seus afrescos, sobretudo, os que, com Cosimo Tura, pintou na decoração do Palazzo Schifanoia, localizado perto de Ferrara. Juntos, eles pintaram uma série de elaboradas alegorias sobre os signos do zodíaco e os meses do ano. Esses afrescos foram parcialmente restaurados no Século XX e pelo menos três deles devem ser de Cossa. A Alegoria de Abril mostra As 3 Graças (imagem abaixo), uma das mais antigas representações pós-clássicas das três dançarinas nuas. A versão de Sandro Botticelli (Primavera) data de 1482. (Wikipedia e outras fontes).

- 102 Francesco del Cossa - Allegory of April, afresco no Palazzo Schifanoia, Ferrara. Fonte: Commons. Detalhe do lado direito do afresco

- 103 - Francesco di Giorgio 1439-1501 Francesco di Giorgio Martini (Siena, 23 de setembro de 1439 Siena, 29 de setembro de 1501) foi um pintor italiano do período Quatrocento, pertencente à Escola Sienesa. Como aconteceu a outros artistas de seu tempo, era um homem dos 7 instrumentos, trabalhando também como escultor, arquiteto, teórico e engenheiro de mais de setenta fortificação militares para o Duque de Urbino. Nascido em Siena, foi aprendiz de Vecchietta. Desenhava móveis e espaços urbanos em perspectiva. Publicou um tratado chamado Trattato di architettura, ingegneria e arte militare, em 1482. Francesco di Giorgio terminou a sua carreira como arquiteto responsável pelas obras no Duomo di Siena. Nesse conjunto arquitetônico, seus anjos de bronze ornamentam o altar-mor e alguns mosaicos do piso de mármore também são atribuídos a ele. O projeto da igreja de San Sebastiano em Vallepiatta em Siena também é considerado como obra sua. (Wikipedia e outras fontes). Forte de São Leo (Emiglia Romagna) Arquiteto: Francesco di Giorgio

- 104 Francesco di Giorgio Martini, Nativity, 1490-1495, madeira, 2,39 x 2,09m, San Domenico, Siena Fonte: Commons Architectural View, 1477circa, 1,24 x 2,34 m, Staatliche Museen, Berlin Fonte: http://www.wga.hu/

- 105 - Francesco Squarcione 1397-1468 Francesco Squarcione (1397 1468) foi um artista de Pádua, na Itália. Entre seus alunos, encontram-se Andrea Mantegna (com quem havia uma incompatibilidade e constantes desentendimentos), Cosimo Tura e Crivelli. Há apenas duas obras assinadas por ele: a Virgem e o Menino e um altar na cidade de Pádua. As demais lhe são atribuídas pela afinidade de estilo ou eventuais documentos, como recibos de pagamento. Figura muitas vezes romantizada, pouco ou nada se sabe de sua formação. Sabemos que era originalmente um alfaiate, o que está registrado em documentos como "Sartor et recamator" É provável que tenha ido à Grécia, por volta de 1420. Desde 1426, nos documentos, é mencionado como "pictor". Uma coisa se sabe, que sua profissão anterior de comerciante o levou a tomar certas precauções na admissão de discípulos em seu estúdio, com contratos bem escritos e assinados. De acordo com esses contratos, ele se comprometia a ensinar, especificamente construção de perspectivas, modelos de pintura para efeito de estudo e outros detalhes da arte pictórica. (Wikipedia em italiano e outras fontes) Na imagem abaixo, detalhe do políptico de Lazzara

- 106 Virgin and Child by Francesco Squarcione (1460circa) madeira de álamo, 82 x 70 cm taatliche Museen, Berlin Fonte: Commons

- 107 Gentile Bellini 1429-1507 Gentile Bellini (1429 1507) foi um pintor italiano do período Quatrocento, nascido em Veneza e filho de Jacopo Bellini. Foi batizado Gentile em homenagem ao mestre de seu pai, que se chamava Gentile da Fabriano. A partir de 1474, foi o pintor e retratista oficial do Doge de Veneza. Muitas das obras ainda existentes de Gentile Bellini consistem em grandes pinturas para prédios oficiais, incluindo aquelas para a Scuola Grande di San Marco, pintado com seu irmão, Giovanni Bellini. A Scuola Grande di San Giovanni Evangelista contratou Bellini para pintar um ciclo narrativo. Das três obras executadas, a mais bonita, a Procissão da Vera Cruz na Piazza San Marco, foi pintada em 1496. Em 1478, ele foi escolhido pelo governo de Veneza para ir a Constantinopla e finalizar o retrato do sultão Maomé II, o Conquistador (detalhe abaixo). Pitadas orientais aparecem em outras obras suas, incluindo o retrato de um artista turco e São Marcos pregando em Alexandria, este último finalizado por Giovanni Bellini. Em seus últimos anos foi o primeiro mestre de Ticiano. (Wikipedia e outras fontes)

- 108 São Marcos pregando em Alexandria, 1504 15077; ost (Commons) Madona e a Criança (detalhe)

- 109 - Gentile da Fabriano 1370-1427 Gentile da Fabriano (1370-1427), foi um pintor italiano da pré-renascença, período mais conhecido como Quatrocento. Seu nome está consignado como um dos mais destacados artistas italianos do seu tempo. Lamentavelmente, porém, grande parte dos trabalhos assinados foi destruída. A obra mais importante que sobreviveu até nossos dias é o retábulo Adoração dos Magos (detalhe abaixo) (1423), pintado para a Igreja da Santa Trindade, em Florença. Suas obras receberam a influência de artistas como Lorenzo Ghiberti, Masolino da Panicale e Michelino da Besozzo. Foi mestre de Jacobo Belini e, em sua homenagem, um dos filhos de Belini, que também se tornou pintor, recebeu também o nome de Gentile. (Wikipedia e outras fontes)

- 110 Apresentação ao templo - http://www.louvre.fr/ Observe o uso preciso da perspectiva Coroação da Virgem 1420 - tempera e ouro sobre painel - Fonte: www.getty.edu/museum

- 111 - Giovanni Bellini 1430-1516 Giovanni Bellini, também chamado em sua terra natal de Giambellino, (Veneza, c. 1430 - idem, 1516) foi um pintor do pré-renascimento, período também conhecido como Quatrocento. O mais famoso de uma família de pintores de mesmo sobrenome, era cunhado e amigo de Mantegna, e teve Tiziano entre seus aprendizes. É considerado como renovador da pintura da escola veneziana, movendo-a para um estilo mais sensual e policromático. Pelo uso de cores claras de lenta secagem, Bellini criou sombras detalhadas, profundidade e ricos coloridos. Suas fluentes e coloridas paisagens tiveram um grande efeito no seu tempo. Giovanni Bellini - Agonia no Horto Fonte: Commons

- 112 - Na segunda metade do período Quatrocento, a pintura de Bellini, impulsionador da escola veneziana, criou uma linguagem baseada na fusão da figura humana com a paisagem, destacando a luz e a cor. Giovanni Bellini nasceu em Veneza por volta de 1430, vindo de uma família de pintores: seu pai, Jacopo Bellini, discípulo do florentino Gentile da Fabriano, desempenhou importante papel como introdutor da estética renascentista em Veneza. Seu irmão Gentile Bellini foi importante retratista e colaborou com ele na decoração do palácio dos Doges e pintou o sultão Maomé II em Constantinopla. As primeiras obras de Bellini, realizadas com a técnica da têmpera, ocorreram no ateliê paterno. Por volta de 1460 ele se mudou para Pádua, onde conheceu Andrea Mantegna, seu futuro cunhado, com quem aprendeu a dominar o desenho, como se vê em "Oração do horto das oliveiras", e a quem, por sua vez, ensinou o uso da luz da escola veneziana. Por essa época Bellini era um grande paisagista, qualidade que transmitiria aos discípulos. Em meados da década de 1470 pintou o famoso políptico de São Vicente Ferrer, na igreja dos santos João e Paulo, de Veneza. Nesse período morreu-lhe o pai, cujo ateliê Giovanni passou a dirigir. Giovanni Bellini, Miracles of St. Vincent Ferrar - 1464-1468circa. Panel of the predella of St. Vincent Ferrar Polyptych Tempera on panel. Church of SS.Giovanni e Paolo, Venice, Italy A chegada a Veneza do siciliano Antonello da Messina, conhecedor da técnica do óleo, permitiu a Bellini aprofundar-se nela e desenvolver um virtuosismo maior em relação ao emprego da têmpera, como em sua "Transfiguração", do museu napolitano de Capodimonte. No começo do século XVI, a relação com discípulos, como Ticiano, o fez suavizar sua pintura, perdendo os traços angulosos de Mantegna ("Madonna" da galeria Brera, em Milão). Bellini morreu em 1516, em sua cidade natal. (Enciclopédia Britânica e outras fontes).

- 113 Políptico de Giovanni Bellini, da esquerda para a direita e de cima para baixo: Anjo da Anunciação, Jesus, a Virgem Maria, São Cristóvão, São Vicente Ferrer e São Sebastião, 1464.

- 114 Algumas obras de Giovani Bellini Fonte: Google Imagens.

- 115 - Giovanni di Paolo 1403-1482 Giovanni di Paolo, cujo nome completo era Giovanni di Paolo di Grazia (nascido c. 1403, Siena, República de Siena [Itália] morreu em 1482, Siena), foi um pintor italiano do período Quatrocento, que conseguiu, na pintura religiosa, manter a intensidade mística e conservadora do estilo gótico, afastando-se da pintura decorativa, tão comum na Toscânia do Século XV, mantendo-se sintonizado com o naturalismo e com o humanismo clássico. Um dos últimos praticantes da tradição da pintura medieval, ele fez muito pouco para influenciar o curso da arte ao longo dos quatro séculos após sua morte. No Século XX, no entanto, seus trabalhos, carregados de tensão e dramaticidade, passaram a despertar um crescente entre os críticos. Ilustração para A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1440 circa) Fonte: https://commons.wikimedia.org

- 116 - Di Paolo deve ter aprendido a arte com o pré-renascentista Taddeo di Bartolo (1362-1422). Outras influências que, por certo, recebeu, foram de Gregorio di Cecco, Benedetto di Bindo, Martino di Bartolomeo, Stefano di Giovanni e Gentile da Fabriano. Foi um pintor prolífico e ilustrava também manuscritos, como os textos de Dante (ver imagem na página 115). Sua arte combinava aspectos de fantasia com a falta de perspectiva, dando um tom quase expressionista aos quadros. Sua obra encontra-se espalhada por museus europeus e estadunidenses e algumas delas, curiosamente, usaram o mármore como suporte. (Enciclopédia Britânica, Wikipedia e outras fontes) Abaixo: A Expulsão do Paraíso Fonte:Commons

- 117 Giovanni di Paolo Cinco anjos dançando 1436 (circa) óleo e ouro sobre madeira 66 x 54 cm Fonte: Coommons Giovanni di Paolo e A Divina Comédia de Dante Cena: O Universo de seres que reflete o poder de Deus

- 118 - O banquete de Herodes óleo s/ madeira de álamo - 31 x 37 cm A adoração dos magos 1450 (circa) têmpera sobre madeira 26.9 46.4 cm National Gallery of Art (Washington Fonte: https://commons.wikimedia.org

- 119 - Stefano di Giovanni (Il Sassetta) 1392?-1450? Stefano di Giovanni di Consolo, conhecido como il Sassetta (ca.1392 1450 or 1451) foi um pintor italiano do período Quatrocento, considerado um dos maiores representantes da pintura na escola sianesa do pré-renascimento. A data de seu nascimento não é conhecida, tampouco se sabe se ele nasceu em Siena ou em Cortona, local em que seu pai Giovanni trabalhava nessa ocasião.. Também a origem de seu estranho apelido (Il Sassetta) é obscura e esse nome sequer é citado em documentos da época, começando a aparecer só a partir do Século XVIII. Virgem da humildade, com quatro santos

- 120 - Il Sassetta, no decorrer de seu aprendizado, foi provavelmente treinado por artistas como Benedetto di Bindo e Gregorio di Cecco, mas adquiriu um estilo muito pessoal. Stefano di Giovanni, Natividade - A Viagem dos Magos Ele alcançou um elevado nível de refinamento técnico e acompanhava de perto as inovações artísticas de pintores talentosos em Florença, como Gentile da Fabriano e Masolino. Assim, seu trabalho é diferente do estilo gótico tardio característico de muitos de seus contemporâneos de Siena. Aquilo que teria sido sua primeira obra com assinatura, é o retábulo Arte della Lana, produzido entre 1423 e 1426, que hoje se acha fragmentado e distribuídos, os seus pedaços, por várias coleções públicas e privadas. A Madona da Neve, considerado seu segundo maior trabalho, se destinava ao altar da Catedral de Siena. Nele, as figuras se sobressaem, infundindo uma luz natural que molda as formas de maneira convincente. Há ainda um domínio nas relações da forma e do espaço criando um conjunto coeso e impressionante. O estilo de Sassetta reforça a sua natureza decorativa. Como exemplo, pode-se citar o políptico San Domenico em Cortona (cerca de 1437) com cenas da lenda de Santo Antônio Abade. Há habilidade incomum na narração, através de sua pintura, bem como a combinação de uma paleta de cores sofisticada e composições rítmicas.

- 121 - Sasseta morreu de pneumonia, quando decorava o afresco da Assunção de Nossa Senhora para a Porta Romana de Siena. (Wikipedia em inglês e outras fontes). Sassetta: Madonna delle Nevi

- 122 - Sasseta e o uso da perspectiva Stefano Di Giovanni Sassetta:The Ecstasy of St Francis (detail) 1437-1444