POTENCIALIDADES DA CAATINGA



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Transcrição:

POTENCIALIDADES DA CAATINGA João Luiz da Silva* A caatinga ocupa uma área de mais de 800.000km², atingindo todos os estados do Nordeste incluindo também parte do norte de Minas Gerais. A vegetação da caatinga é composta por plantas xerófitas. Isto porque ela é formada por espécies que acabaram desenvolvendo mecanismos para sobreviverem em um ambiente com poucas chuvas e baixa umidade. No bioma são comuns árvores baixas e arbustos. Espinhos estão presentes em muitas espécies vegetais. Nos cactos, por exemplo, eles são folhas que se modificaram ao longo da evolução, fazendo com que a perda de água pela transpiração seja menor. Nesta região caracterizada pelo clima semiárido, por fortes secas, pobreza, fome e analfabetismo, vivem/sobrevivem mais de 30 milhões de pessoas. Estas características que para muitos são adversas à sobrevivência humana, serve como palco de tensões políticas, econômicas e sociais. Este projeto tem como objetivo principal mostrar as potencialidades das caatingas do município de Floresta - Pernambuco e as diversas possibilidades de uso sustentável da mesma, desmistificando a ideia de um bioma pobre e sem perspectiva para caatingueiros que aqui vivem ou que desejam retornar para seu lugar. Para a realização do projeto utilizamos a metodologia da pesquisa de campo para observação in loco do bioma; conversar e entrevistas com a comunidade rural; pesquisa bibliográfica; registro fotográfico. A principal contribuição deste projeto será o desvelamento da caatinga florestana para todos, mostrando suas mazelas, mas principalmente as possibilidades de uma convivência com o semiárido, despertando um novo olhar sobre esse bioma exclusivamente brasileiro e único no mundo. Palavras chave: caatinga; potencialidades; bioma. *João Luiz da Silva.Graduado em Geografia(CESVASF).Especialista em Metodologia do Ensino de Geografia(UPE). Mestre em Geografia(UFPE). Professor do Instituto Federal do Sertão Pernambucano Campus Floresta.

A CAATINGA João Luiz da Silva 1-INTRODUÇÃO A caatinga é um bioma que se concentra na região nordeste do Brasil. Ocupando cerca de 13% do território nacional, elas cobrem grandes faixas do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e também uma parte do norte de Minas Gerais. Na região da caatinga, o clima predominante é o semiárido. Algumas características são apontadas por Prado no que diz respeito a questões metereológicas, a mesma possui a mais alta radiação solar; baixa nebulosidade; a mais alta temperatura média anual, as mais baixas taxas de umidade relativa, evapotranspiração potencial mais elevada; precipitações mais baixas e irregulares; fenômenos catastróficos, tais como secas e cheias. Tais características tem grande influência na flora, na fauna e nos seres humanos deste bioma. A caatinga é exclusivamente brasileira e um bioma único no mundo, seu nome tem origem no Tupi-Guarani: ca a, planta ou floresta; ti, branco; e o sufixo ngá, que lembra, perto de, ficando assim a floresta branca. O nome caatinga é de origem Tupi-Guarani e significa floresta branca, que caracteriza bem o aspecto da vegetação na estação seca, quando as folhas caem e apenas os troncos brancos e brilhosos das árvores e arbustos permanecem na paisagem seca. Martius se refere às caatingas como Hamadryades ou pelas frases descritivas silva hórrida ou silva aestu aphylla, a última (a floresta sem folhas no verão) seguindo o costume local de tratar a estação chuvosa das caatingas como inverno, apesar de na verdade, este período coincidir com o solstício de verão. PRADO, 2008. 2-VEGETAÇÃO A vegetação da caatinga é composta por plantas xerófitas. Isto porque ela é formada por espécies que acabaram desenvolvendo mecanismos para sobreviverem em um ambiente com

poucas chuvas e baixa umidade. No bioma são comuns árvores baixas e arbustos. Espinhos estão presentes em muitas espécies vegetais. Nos cactos, por exemplo, eles são folhas que se modificaram ao longo da evolução, fazendo com que a perda de água pela transpiração seja menor. Ainda para evitar a perda de água, algumas plantas simplesmente perdem suas folhas na estação seca. Por isso, parece que toda a vegetação está morta, sem folhas, sem verde, só caules e troncos secos e retorcidos. Na verdade, as plantas permanecem vivas, utilizando, por exemplo, suas raízes bem desenvolvidas para obter água armazenada no solo. Outras espécies desenvolvem raízes na superfície, o que lhes permite, no período das chuvas, absorver o máximo possível da água que cai sobre os terrenos. Existem espécies que apresentam outra solução para o problema: elas mesmas armazenam água. Os cactos são muito representativos na vegetação da caatinga. Mas não são os únicos representantes. Mesmo com o curto período de chuvas, existe uma variedade de espécies vegetais. Entre elas estão o facheiro, quipá, mandacaru, a coroa-de-frade, o xique-xique, o juazeiro, a quixabeira, o imbuzeiro, a aroeira, a baraúna, murici, etc.. 3-POTENCIALIDADES DA CAATINGA PLANTAS MEDICINAIS na medicina popular existe uma grande quantidade de plantas sendo utilizadas para as mais diversas doenças e que precisam ser estudadas e testados seus princípios ativos. FORRAGEIRAS existe uma grande variedade de espécies possíveis de serem utilizadas em larga escala para a alimentação animal, principalmente nos períodos de seca, pois várias espécies não perdem as folhas durante as estiagens. FRUTÍFERAS diversas plantas fornecem frutos com sabores apreciados por muitos e que são transformados nos mais diversos alimentos. FONTES DE ÓLEO, CERA E FIBRA são inúmeras espécies de sementes possíveis de extrair óleos e cera, além da abundância de fibras existentes e que quase nada é utilizado. MADEIRAS pode-se ter através do uso sustentável e do plantio de espécies nativas de crescimento rápido. PAISAGISMO várias espécies são de beleza rara, de fácil e possível cultivo para reflorestamento e jardinagem. TURISMO a caatinga propicia paisagens muito diversificadas: serras, vales, paisagens áridas, paisagens úmidas, gastronomia, modos de vida, História e histórias. Banco genético pouquíssimo estudado.

3-OCUPAÇÃO HUMANA A Caatinga tem sido ocupada desde os tempos do Brasil colônia com o regime de sesmarias e sistema de capitanias hereditárias, por meio de doações de terras, criando-se condições para a concentração fundiária. De acordo com o IBGE, 30 milhões de pessoas vivem atualmente no semiárido. A extração de madeira e a pecuária nas grandes propriedades (latifúndios) deram origem à exploração econômica. Atualmente a agricultura de cerqueiro ainda é muito utilizada, mas desponta em grande escala a agricultura (monocultura) irrigada nas margens dos rios e grandes açudes construídos pelo governo. O bioma Caatinga encontra-se bastante alterado, com a substituição de espécies vegetais nativas por cultivos e pastagens. O desmatamento e as queimadas são ainda práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária que, além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção de populações da fauna silvestre, a qualidade da água, e o equilíbrio do clima e do solo. Aproximadamente 80% dos ecossistemas originais já foram antropizados. 4-PRINCIPAIS CAUSAS DA DEGRADAÇÃO DA CAATINGA Ao longo de sua ocupação, a Caatinga tem sido bastante modificada pelo homem. Além disso, os problemas ambientais são agravados pela ocorrência de longos períodos de seca que frequentemente atingem a região. As características climáticas, associadas à ação humana, tornam ainda mais frágil o equilíbrio ecológico, com implicações negativas para os recursos ambientais e, consequentemente, para a qualidade de vida dos habitantes. Desmatamento, extrativismo, agricultura, pecuária, mineração e construção de barragens e canais estão entre as principais atividades que causam danos à Caatinga. 5-PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE DA CAATINGA Atualmente, mais de 80 % da área de Caatinga já foi alterada ou comprometida, e a perda da cobertura vegetal pode ser considerada como a principal prova da diminuição da diversidade. Esses dados permitem dizer que a Caatinga é um dos ecossistemas brasileiros mais alterados pelas atividades humanas. Observa-se ainda que menos de 2% da Caatinga encontra-se protegida em áreas de conservação, sendo esse ecossistema considerado um dos menos protegidos do País. Mesmo esta pequena parte protegidas por leis enfrenta vários problemas, destacando-se: Situação da propriedade de terra não resolvida. Falta de recursos financeiros para manutenção das unidades.

Presença de caçadores nas reservas. Desmatamento e retirada de lenha das áreas protegidas. Presença de animais domésticos nas áreas da reserva. Ocorrências de queimadas. Promover a conservação da Caatinga não é uma ação simples, uma vez que muitos problemas precisam ser superados. Algumas medidas para mudar esse quadro são: Aumento do número de unidades de conservação. Criação de incentivos fiscais para a preservação. Melhoria na fiscalização das áreas. Diversificação de culturas, incentivando a prática de uso de sistemas agroflorestais. Prática de agricultura sustentável, utilizando técnicas de conservação do solo. Instalação de programas de manejo e uso racional da Caatinga. Recuperação das áreas degradadas, em especial as com espécies nativas que já existiram na região. Incentivos a projetos voltados para a preservação/conservação da Caatinga. Com essas medidas, será possível preservar os recursos naturais da Caatinga para que as gerações futuras possam conhecer, valorizar e se beneficiar desse patrimônio brasileiro. REFERÊNCIAS LEAL, Inara R.,Marcello Tabarelli, José Maria Cardoso da Silva. Ecologia e Conservação da Caatinga.3ª Ed..Recife. Ed. Universitária da UFPE, 2008. LIMA, Dárdano de Andrade. Plantas das Caatingas. Academia Brasileira de Ciências.1989. MAIA, G. N. Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades. São Paulo: D&Z Computação Gráfica e Editora, 2004 Embrapa Informação Tecnológica. Preservação e uso da Caatinga. Brasília, DF 2007 Ministério do Meio Ambiente. Manejo sustentável dos recursos florestais da caatinga. Guias técnicos, vol 1. Natal: Secretaria de Biodiversidade e Florestas, Departamento de Florestas, 2008. www.invivo.fiocruz.br acesso em 19/03/2012