CLIPPING COMBUSTÍVEIS 26/setembro/2012 1. ETANOL COMPETITIVO EM GO, SP E MT Agência Estado / AE - (Fonte: O Hoje) Os preços do etanol nos postos de combustíveis seguem competitivos em relação à gasolina em Goiás, São Paulo e Mato Grosso, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes à semana terminada cm 21 de setembro dc 2012, compilados pelo AE-Taxas. Nos demais 23 Estados e Distrito Federal, a gasolina é mais competitiva. Na média do País, o etanol está mais competitivo. Segundo levantamento, em Goiás, a relação está em 66,69% no período analisado. A vantagem do etanol é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores a gasolina. No cálculo, são utilizados valores médios coletados em postos em todos os estados e no Distrito Federal. Quando a relação aponta um valor entre 70,% e 70,5% é considerada indiferente a utilização do etanol ou da gasolina no tanque de combustível. CLIPPING DO SINDIPOSTO Página 1
2. LICENCIAMENTO AMBIENTAL PARA NOVOS POSTOS Fonte: ANP A ANP exige licenciamento ambiental para autorizar o funcionamento de novas revendas de combustíveis automotivos no País. Os novos estabelecimentos devem apresentar à Agência, durante o processo para autorização da atividade, cópia autenticada da licença de operação expedida pelo órgão ambiental competente, ou documento do órgão ambiental competente que autorize o funcionamento do empreendimento. Os revendedores varejistas de combustíveis automotivos que já se encontram em funcionamento devem manter o licenciamento ambiental atualizado. A medida, já em vigor, baseia-se, conforme parecer da Procuradoria Federal da Advocacia Geral da União na ANP, na Resolução no 273, de 29/11/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que condiciona a operação dos postos revendedores ao prévio licenciamento ambiental e na Portaria ANP no 116, de 5/7/2000, que regulamenta a atividade de revenda varejista de combustíveis. A ANP ressalta que a apresentação do requerimento da licença de operação ou da Licença de Operação vigente, porém expedida em nome da empresa antecessora, não garante a regularidade ambiental do empreendimento, e portanto, impossibilita a concessão de autorização para o exercício da atividade de posto revendedor. CLIPPING DO SINDIPOSTO Página 2
3. PARADA NA REDUC REDUZ OFERTA DE S-50 Valor Econômico Marta Nogueira A Petrobras teve de interromper as entregas de diesel S-50 devido a uma parada da unidade de hidrotratamento da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), região metropolitana do Rio de Janeiro. O problema causou a redução dos estoques das distribuidoras de combustíveis do Estado do Rio, segundo Alísio Vaz, presidente do Sindicado Nacional das Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Na quinta e na sexta-feira da semana passada, os estoques registravam dois dias, quando o ideal é por volta dos cinco dias. A estatal não informou quando foi essa interrupção, mas destacou que as entregas foram "normalizadas" desde 19 de setembro. De acordo com a Petrobras, a partir de ontem, a empresa intensificou o ritmo de entregas "de modo a permitir alguma recomposição de estoque" pelas distribuidoras. "Houve problemas na refinaria [Reduc] nas últimas semanas que levaram à redução da oferta", disse Vaz, após apresentar palestra no 1º Encontro de Logística de Biocombustíveis do Rio de Janeiro. "A Petrobras está se mobilizando para superar isso, mas os estoques são baixos", disse Vaz. A Petrobras ressaltou que a empresa ofertou volume equivalente para retirada do produto em outros polos de venda da região Sudeste. A ação está prevista nas condições contratuais da estatal com as distribuidoras. Além disso, a empresa ainda programou a chegada de um navio para reforçar os estoques na região. "Estamos trabalhando com muita intensidade para superar isso [estoques reduzidos], especialmente contando com essa normalização dos bombeios pela Petrobras", afirmou o presidente do Sindicom. Vaz afirmou ainda que o Diesel S-50 está de 5% a 10% mais caro que o diesel comum no país. Segundo ele, grande parte da diferença pode ser explicada pelos custos logísticos. Além das grandes distâncias que são percorridas para o abastecimento do diesel menos poluente, a demanda ainda é muito inferior à do diesel comum, já que atende apenas à nova frota de caminhões, que tem motor Euro 5. CLIPPING DO SINDIPOSTO Página 3
4. GÁS NATURAL PODE TER PREÇOS DIFERENCIADOS O Estado de S. Paulo André Magnabosco O governo federal pode finalmente atender ao pedido de indústrias brasileiras que defendem a adoção de preços diferenciados ao gás natural utilizado como matéria-prima, e não como fonte energética. O desfecho positivo passaria pela realização de leilões específicos, em moldes semelhantes àqueles feitos na área de energia elétrica, conforme estudos em curso dentro de um grupo de trabalho que reúne representantes dos ministérios de Minas e Energia, Indústria, Fazenda e Casa Civil, além de outros membros do governo. O gás poderá ser fornecido pela própria União. A proposta é apenas uma das alternativas em análise, como apurou a Agência Estado, mas é uma das opções consideradas mais viáveis e atrativas por parte da indústria. Na prática, o governo adotaria um modelo que poderia ser classificado como "venda futura", com a oferta do insumo no médio e longo prazos, a preços mais competitivos. No leilão energético, por exemplo, o A-3 consiste na entrega de energia em um prazo de três anos a contar a partir do certame. "Garantiríamos o fornecimento daqui a três anos, por exemplo, como um leilão de energia. Essas medidas podem impactar diretamente a questão do preço", afirmou um integrante do governo que pediu para não ser identificado. O projeto está sendo chamado de leilão estruturante e visa atrair novos investimentos ao País, questão considerada prioritária pelo governo. O foco seriam projetos que utilizam gás natural como matéria-prima, casos de indústrias de fertilizantes e petroquímica. Procurado, o Ministério de Minas e Energia (MME) destacou o trabalho de um grupo de trabalho, mas não confirmou ou desmentiu a possibilidade de realização de leilões de gás com esse perfil. CLIPPING DO SINDIPOSTO Página 4
5. PETROBRAS DENUNCIADA POR CRIME DE POLUIÇÃO O Globo Emanuel Alencar O Ministério Público Federal denunciou a Petrobras e dois gerentes da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) por poluir a Baía de Guanabara. Segundo Renato Machado, procurador da República em São João de Meriti, todas as análises, feitas no ano passado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), dos efluentes despejados pela refinaria no Rio Iguaçu concluíram que o nível de poluentes estava acima do permitido pela legislação. O rio desemboca na Baía de Guanabara. De acordo com a denúncia, a poluição causada pelo lançamento irregular de óleos, graxas, fósforo, fenóis e nitrogênio amoniacal gera danos à saúde humana, mortandade de animais e destruição significativa dos manguezais. A 4ª Vara Federal de São João de Meriti vai citar a Petrobras e os funcionários da refinaria Antônio César de Aragão Paiva (gerente de Efluentes) e Carla Muniz Gamboa (gerente de Meio Ambiente) para que apresentem suas defesas. Denunciados por dificultar a fiscalização ambiental, os funcionários podem ser condenados a uma pena de até oito anos de prisão. O procurador Renato Machado criticou o que chamou de caixa-preta da Reduc : A denúncia é decorrência de uma série de eventos de despejo de poluentes, desde dezembro de 2010 a junho de 2011, quando a Reduc foi multada pelo Inea, que detectou a presença de óleo em sobrevoo. Por duas vezes os gerentes dificultaram a fiscalização pelo órgão ambiental. Desde 2007, a estação de tratamento de efluentes da Reduc estava obsoleta e não providenciaram a construção de um nova. Há uma espécie de caixa-preta na Reduc, a população não sabe o que ocorre lá. De acordo com o inquérito civil, a Reduc também deixou de notificar a Agência Nacional do Petróleo e o Ibama sobre um vazamento ocorrido em abril de 2011, impedindo a ação fiscalizadora de ambos os órgãos. O Ministério Público Federal também pedirá ao Inea que informe quais medidas foram tomadas para que os efluentes da Reduc sejam tratados com eficiência até uma estação adequada entrar em operação. Num termo de ajustamento de conduta assinado pela Petrobras com o governo do estado em outubro de 2011, a refinaria se comprometeu a investir R$ 1,08 bilhão em melhorias ambientais e modernização de suas instalações até 2016. O GLOBO procurou a Petrobras, que não se pronunciou sobre o assunto. Inaugurada em 1961, a Reduc responde por R$ 1,2 bilhão em impostos pagos anualmente ao estado. CLIPPING DO SINDIPOSTO Página 5