Evento CRN-3: Atuação do nutricionista em consultórios e ambulatórios



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Transcrição:

Evento CRN-3: Atuação do nutricionista em consultórios e ambulatórios 06 de agosto de 2015 FISCALIZAÇÃO CRN-3 1. Fiscalização CRN-3: Para clínicas c/ mais de um profissional, quem atenderá o fiscal? Em visitas fiscais procuramos sempre que possível o contato com o Nutricionista Responsável Técnico, entretanto se houver atuação de mais de um profissional no local, podermos agendar a visita, ou ainda aplicar Roteiros de Visita Técnica com mais de um profissional. 2. O nutricionista pode atender pacientes em consultório de médico cirurgião plástico ou cardiologista? Sim. Como outro profissional da área da saúde atua neste local, é provável que este estabelecimento já esteja regularizado junto aos órgãos competentes como a Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros. Entretanto, é necessário que entre em contato com a Prefeitura de seu município para verificar o procedimento para regularização do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Salientamos que, caso atue como profissional autônomo, o nutricionista deve realizar a regularização em órgãos competentes, como Prefeitura de seu município, Receita Federal, entre outros. Desta forma, será possível a emissão de Recibo de Profissional Autônomo (RPA). 3. Alguns pacientes não podem ir ao consultório. É permitido atendê-los na casa do paciente? Sim, o atendimento domiciliar pode ser realizado por qualquer nutricionista devidamente habilitado. Caso atue como autônomo, o nutricionista deve realizar a regularização em órgãos competentes, como Prefeitura de seu município, Receita Federal, entre outros. Desta forma, será possível a emissão de Recibo de Profissional Autônomo (RPA). As atribuições obrigatórias e complementares do Nutricionista no atendimento domiciliar estão previstas na Resolução CFN nº 380/2005 (Anexo II, item II - ÁREA DE NUTRIÇÃO CLÍNICA; item 5. ATENDIMENTO DOMICILIAR) que dispõe sobre a definição das áreas de atuação do Nutricionista e suas atribuições, estabelece parâmetros numéricos de referência, por área de atuação, e dá outras providências. A Resolução RDC n 11/2006 (disponível em www.anvisa.gov.br) da ANVISA dispõe sobre o Regulamento Técnico de Funcionamento de Serviços que prestam atenção domiciliar. Alertamos ainda que o profissional não deve realizar atendimento nutricional não presencial, pois estará incorrendo em infração disciplinar ao Código de

Ética do Nutricionista (Resolução CFN nº 334/2004, disponível em www.crn3.org.br), alterado pela Resolução CFN nº 541/2014, conforme disposto no inciso XVII do artigo 7º, seja ele profissional autônomo ou tenha constituído pessoa jurídica. Contudo, uma vez o atendimento presencial ocorrendo com uma adequada avaliação e diagnóstico nutricional, prescrição dietética e acompanhamento da evolução nutricional, o contato telefônico ou por meio eletrônico poderá ser utilizado como um canal aberto de comunicação para que o paciente possa tirar dúvidas, receber orientações gerais, etc. Ressaltamos ainda que o suporte via telefone, e-mail ou similares, não deve substituir o atendimento nutricional presencial. 4. Qual atuação do CRN mediante ao conhecimento de outros profissionais como educador físico, médico, enfermeiro na prescrição de dieta à população? Esclarecemos que abordar temas relacionados à alimentação e nutrição não é uma atividade privativa do nutricionista, sendo considerado exercício ilegal a profissão somente os leigos/outros profissionais que desempenhem as atividades previstas no artigo 3º da Lei Federal nº 8234/1991 (Regulamentação da Profissão). O CRN-3 analisa denúncias contra o exercício ilegal da profissão de nutricionista, solicitando esclarecimentos junto ao denunciado, realizando visitas fiscais e, quando pertinente, com encaminhamento ao Ministério Público. Para que as denuncias tramitem no CRN-3 é necessário seguir as orientações contidas em nosso site: http://crn3.org.br/denuncias/ 5. Especialista em Nutrição Clínica: Para acrescentar essa informação em carimbo, o profissional deve ter o título de especialista somente pela ASBRAN? O CRN-3 somente registra os títulos de especialistas validados e emitidos pela ASBRAN. A Resolução CFN nº 416/2008 (Institui o registro no âmbito do Sistema CFN/CRN do Título de Especialista conferido pela ASBRAN) determina: Art. 2º. Só poderão ser registrados os títulos de especialistas, validados e emitidos pela ASBRAN, de nutricionistas com inscrição definitiva no CRN da jurisdição de atuação profissional e no pleno gozo de seus direitos. 1º. Consoante consta das Resoluções elaboradas pelo CFN, as especialidades a serem registradas são as seguintes: I - Alimentação coletiva; II - Nutrição clínica; III - Saúde coletiva; IV - Nutrição em esportes.

Entretanto, uma vez o profissional sendo portador de certificado de conclusão de curso de especialização na área de nutrição, por entidade reconhecida, é seu direito apontar em currículo a realização do mesmo, o que não o caracteriza como especialista, mas sim como detentor de certificado de especialização, apresentando-se com curso de especialização... Ainda, poderá apresentar a sua prática divulgando-a por meio da expressão com experiência em/no.... 6. Recibo de consulta: O nutricionista pode emitir? Pode ser em impresso comum de recibo? Caso atue como autônomo, o nutricionista deve realizar a regularização em órgãos competentes, como Prefeitura de seu município, Receita Federal, entre outros. Desta forma, será possível a emissão de Recibo de Profissional Autônomo (RPA). 7. Divulgação de serviço: Em sites de sindicatos, a divulgação do nutricionista é feita por meio de repasse de valores? Como funciona a parte burocrática dessa relação? Sugerimos que o profissional consulte as condições específicas com Sindicato de Nutricionistas do Estado de São Paulo (http://www.sindinutrisp.org.br/) ou sindicato correspondente. 8. Quais são as penalidades aplicadas pelo CRN durante a visita de fiscalização? A missão do CRN-3 é orientar, disciplinar e fiscalizar a atuação do nutricionista. sendo que a visita fiscal tem como objetivo orientar o profissional e conhecer as atividades desempenhadas por ele. Todas as informações coletadas são registradas no Termo de Visita em que uma via é entregue ao nutricionista. O Auto de Infração será lavrado para pessoa física ou jurídica quando não regularizada no prazo previsto a situação caracterizada no Termo de Visita. Encerrado o prazo estabelecido no Auto de Infração sem regularização da mesma será aberto o Processo de Infração. 9. Quantos nutricionistas ativos em SP? Não acha pouco 660 visitas para uma pesquisa que represente no mínimo 31.000 profissionais? O projeto apresentado no evento representa apenas uma ação, com todas as características previstas conforme determinação da Comissão de Fiscalização: como por exemplo agendamento prévio de todas as Visitas Fiscais, os demais segmentos também não deixaram de ser visitados no período, e também temos que considerar a

diversidade de locais e segmentos para atuação profissional, sendo que atualmente nossa previsão para realização de visitas fiscais está em torno de 12.000 por ano. 10. Academias estão sendo fiscalizadas? Entram neste ambulatório/consultório? A ação não foi direcionada à academias, entretanto não foi impeditivo para realização de Visita Fiscal, se o nutricionista atua naquele espaço. 11. Se o Empreendedorismo cresceu 50% nos últimos anos, o que o CRN tem feito para orientar esse profissional? Tecnicamente e juridicamente. O Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região tem a missão de orientar, fiscalizar e disciplinar o exercício profissional de Técnicos em Nutrição e Dietética e Nutricionistas nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Sendo assim, listamos abaixo algumas de nossas ações que visam tal compromisso: Visitas ficais para orientação dos profissionais; Eventos de cunho técnico-científico na sede e delegacias do CRN-3 para atualização dos profissionais; Premiações para profissionais de destaque; Exigir a contratação de Nutricionistas e Técnicos em Nutrição e dietética em locais previstos pela legislação do Sistema CFN/CRNs, ampliando assim o mercado de trabalho; Emissão de Pareceres Técnicos e disponibilização no site do CRN-3; Esclarecimento de dúvidas Técnicas (Núcleo Técnico e atendimento telefônico); Divulgação de cursos, eventos concursos e livros; Sorteio de cursos e inscrições para Congressos; Encaminhamento de Newsletters; Divulgação da Bolsa emprego; Formação de Grupos de Trabalho para discussão de temas específicos; Câmara Técnica para consulta; Análise de denúncias do exercício ilegal da profissão do nutricionista (Lei Federal nº 8234/1991 que Regulamenta a Profissão do Nutricionista); Grupo CRN-3 Jovem que envolve estudantes de Nutrição em atividades do Regional; Discussões com gestores políticos para propor novas regulamentações de forma a favorecer a atuação do Nutricionista. 12. Para abrir um consultório como autônomo: além de cadastro na prefeitura, é necessário algum registro? Para cadastramento de um estabelecimento de assistência à saúde de baixa complexidade (incluindo um consultório de nutricionista) é necessário a regularização

junto à Vigilância Sanitária do Município, assim como no CNES Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. No caso dos profissionais autônomos há necessidade de regularização junto à Prefeitura e Receita Federal para emissão de Recibo de Profissional Autônomo (RPA). Sugerimos ainda a leitura das seguintes legislações, que possuem relação com atendimento nutricional: Lei Federal nº 8.234/1991 - Regulamenta a profissão de Nutricionista; Resolução CFN nº 304/2003 - Dispõe sobre prescrição dietética na área de nutrição clínica; Resolução CFN nº 306/2003 - Dispõe sobre critérios para solicitação de exames laboratoriais; Resolução CFN nº 380/2005 - Dispõe sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições, estabelece parâmetros numéricos de referência, por área de atuação; Resolução CFN nº 390/2006 - Regulamenta a prescrição dietética de suplementos nutricionais pelo nutricionista; Resolução CFN nº 417/2008 - Dispõe sobre procedimentos nutricionais dos nutricionistas; Resolução CFN nº 525/2013 (alterada pela Resolução CFN nº 556/2015) Regulamenta a prática da fitoterapia pelo Nutricionista, atribuindo-lhe a competência para, nas modalidades que especifica, prescrever plantas medicinais, drogas vegetais e fitoterápicos como complemento da prescrição dietética. A legislação acima citada, assim como outras pertinentes, podem ser obtidas na íntegra através do site www.crn3.org.br. 13. Protocolos em Atendimento Nutricional e Orientação específica. Onde devo buscar? Sempre há estudos novos, quais utilizar? A ciência da nutrição está em constante atualização e o profissional deve estar atento à estas transformações. Os protocolos devem seguir estas mudanças constantes e devem ser elaborados de forma diferente em cada instituição de acordo com a realidade de cada local. Sugerimos pesquisa em artigos científicos através do banco de dados da biblioteca virtual: www.bireme.br. Além disso, o Portal Saúde Baseada em Evidências, criado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), está disponível aos profissionais de saúde como compromisso do Governo Brasileiro, com o objetivo de aprimorar o exercício dos trabalhadores da saúde democratizando as condições de acesso, nas suas áreas de atuação, a conteúdos cientificamente

fundamentados na perspectiva de melhor atender a população. Para realizar seu cadastro, acesse o link: http://aplicacao.periodicos.saude.gov.br/profissional/cadastro/acao/cadastro. 14. Qual o posicionamento do CRN-3 frente às publicações constantes de blogueiros e redes sociais sem conhecimento interferindo na atuação dos nutricionistas? O CRN-3 analisa todas as denúncias relacionadas ao exercício ilegal da profissão de Nutricionista quando realizadas por leigos ou outros profissionais. As ações realizadas incluem emissão de ofício de alerta aos denunciados, visitas fiscais, encaminhamento ao Ministério público e, caso seja um profissional de outra categoria, encaminhamento para o conselho de classe correspondente. Para que a denúncia tramite no CRN-3 deverão conter preferencialmente: Nome completo, profissão, telefone, e-mail ou outra forma de contato do denunciante; Descrição circunstanciada e objetiva do fato e identificação da relação do denunciante com o fato descrito; Possível legislação transgredida; Indicação de provas ou indícios dos fatos com dados que permitam apuração, tais como data e local onde ocorreram os fatos descritos, nome completo do profissional denunciado e de testemunhas (quando houver) acompanhado de endereço ou outra forma de contato; Provas documentais ou materiais, sempre que houver; O denunciante deverá estar disponível para comparecer ao Conselho para esclarecimentos ou depoimentos; Informações importantes: Os atos processuais relativos à apuração de denúncia têm caráter sigiloso; Denúncias de exercício ilegal da profissão de nutricionista acolhidas serão previamente apuradas, e se houver constatação de indícios de exercício ilegal da profissão serão parte integrante de processo que poderá ser encaminhado ao Ministério Público (a quem compete apreciá-las) ou ao Conselho de Classe Profissional (caso o infrator pertença a outra categoria profissional); Denúncias anônimas (sem identificação) ou com solicitação de sigilo (com identificação e pedido de sigilo) serão recebidas, mas se as informações foram insuficientes e/ou sem indícios mínimos de provas para sustentar uma averiguação estarão sujeitas ao arquivamento. Ressaltamos que divulgar informações sobre alimentação não é uma atividade privativa do nutricionista, portanto não serão enquadradas como exercício ilegal.

EXAMES LABORATORIAIS E CONVÊNIO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA 1. Quais exames laboratoriais podem ser solicitados para efeitos de fiscalização? Sugerimos a leitura do Parecer Técnico CRN-3 Nº 03/2014 Solicitação de Exames Laboratoriais pelo Nutricionista que pode ser obtido no link http://crn3.org.br/wp-content/uploads/2014/12/parecer-tecnico-n-03-solicitacao-deexames-laboratoriais.pdf 2. Não são todos os laboratórios que aceitam a prescrição de exames laboratoriais. Por quê? A solicitação dos exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico é atividade do nutricionista, estabelecida na Lei Federal nº 8.234/1991 (art. 4º, inciso VIII). No entanto, a Lei Federal nº 9.656/1998 que dispõe sobre planos e seguros de assistência à saúde, no art. 12. faculta a oferta, a contratação e a vigência dos produtos definidos no plano-referência com a exigência do inciso I, alínea b de que a cobertura de serviços de apoio diagnóstico, tratamentos e demais procedimentos ambulatórias, sejam solicitados pelo médico assistente. O nutricionista tem a prerrogativa legal para solicitar exames laboratoriais, conforme a Lei Federal nº 8.234/91 que regulamenta a profissão de Nutricionista e dá outras providências: Art. 4º. Atribuem-se, também, aos nutricionistas as seguintes atividades, desde que relacionadas com alimentação e nutrição humanas: Inciso VIII. Solicitação de exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico; Há, ainda, a Resolução CFN nº 306/2003, que dispõe sobre critérios para solicitação de exames laboratoriais (mas não lista exames); a Resolução CFN nº 380/2005, que dispõe sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições, onde na área de nutrição clínica fica definida, como atividade complementar, a solicitação de exames laboratoriais necessários à avaliação nutricional, à prescrição dietética e à evolução nutricional do cliente/paciente; e a Resolução CFN nº 417/2008, que dispõe sobre procedimentos nutricionais dos nutricionistas. Informamos, ainda, que o nutricionista não tem competência legal para realizar diagnóstico clínico, mas sim a de proceder ao diagnóstico nutricional, que inclui a identificação e determinação do estado nutricional do cliente/paciente/usuário, elaborado com base em dados clínicos, bioquímicos, antropométricos e dietéticos, obtidos quando da avaliação nutricional e acompanhamento da evolução do paciente, sendo a solicitação de exames laboratoriais de extrema importância na adequação do tratamento dietético.

Salientamos que, mesmo quando atendidas as exigências legais relativas ao tema, a definição de quando, para quem e porquê solicitar exames laboratoriais é de inteira responsabilidade do profissional que solicita e que responderá pelo seu ato. A Justiça Federal julgou procedente o pedido do CFN feito na Ação Civil Pública, para que a ANS atualize o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a fim de que conste que o nutricionista pode solicitar exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico, com a consequente cobertura de pagamento pelos planos de saúde. Essa decisão assegura que todas as operadoras de plano de saúde devem cobrir os exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico prescrito por nutricionistas. Essa decisão ainda está pendente do julgamento final. Cabe também ao cliente/paciente exercer a sua cidadania procurando a garantia de seus direitos, seja junto aos órgãos de defesa do consumidor, Ministério Público (promotoria de justiça), nas representações regionais da ANS ou mesmo constituindo defensores para a judicialização. A legislação acima citada, assim como outras pertinentes, podem ser obtidas na íntegra através do site www.cfn.org.br. 3. Quais ações estão sendo realizadas junto aos convênios p/ aceitação do pedido de exames pelo nutricionista? A Justiça Federal julgou procedente o pedido do CFN feito na Ação Civil Pública, para que a ANS atualize o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a fim de que conste que o nutricionista pode solicitar exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico, com a consequente cobertura de pagamento pelos planos de saúde. Essa decisão assegura que todas as operadoras de plano de saúde devem cobrir os exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico prescrito por nutricionistas. Essa decisão ainda está pendente do julgamento final. 4. Convênio: Qual valor aceitar do convênio para o atendimento nutricional? Dúvidas de cunho trabalhista devem ser verificadas junto ao Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo - SINESP (www.sindinutrisp.org.br), que tem por objetivo sugerir um limite mínimo de remuneração para evitar o aviltamento da profissão. Desrespeitar esses valores sugere indícios de infração disciplinar. 5. Convênio: Como conseguir atender a todas as exigências da fiscalização, onde o tempo e valores pagos pelo convênio deixam a desejar? As atribuições do nutricionista em ambulatórios e consultórios estão contidas na Resolução CFN nº 380/2005 (Dispõe sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições, estabelece parâmetros numéricos de referência, por área de atuação, e dá outras providências), em seu Anexo II; II - ÁREA DE NUTRIÇÃO CLÍNICA; 2) AMBULATÓRIOS/ CONSULTÓRIOS.

Em relação ao tempo de consulta, ainda na Resolução CFN nº 380/2005 há a recomendação do seguinte parâmetro numérico: II ÁREA DE NUTRIÇÃO CLÍNICA C AMBULATÓRIOS/CONSULTÓRIOS A legislação acima citada, assim como outras pertinentes, podem ser obtidas na íntegra através do site www.crn3.org.br. SEBRAE 1. Servidor público pode se tornar PJ? Qual o procedimento? Parcialmente. A Lei 8112/90 que rege o estatuto dos servidores públicos, em seu Artigo 117 Inciso X diz que ao servidor é proibido: Participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada, salvo a participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha, direta ou indiretamente, participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros, e exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; Tem ainda o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de SP Lei 10.261 que em seu Artigo 243 diz que é proibido ao funcionário: I - fazer contratos de natureza comercial e industrial com o Governo, por si, ou como representante de outrem; II - participar da gerência ou administração de empresas bancárias ou industriais, ou de sociedades comerciais, que mantenham relações comerciais ou administrativas com o Governo do Estado, sejam por este subvencionadas ou estejam diretamente relacionadas com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado; [...]

IV exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em empresas, estabelecimentos ou instituições que tenham relações com o Governo, em matéria que se relacione com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado; Ou seja, o funcionário público pode ser apenas sócio com responsabilidade limitada, não podendo responder pela empresa nem administrá-la. 2. No Sebrae é oferecida consulta contábil? (Piracicaba/SP) Não, o SEBRAE orienta sobre tópicos de gestão através de consultorias em diferentes ramos, Marketing, Gestão de Pessoas, Finanças e Jurídica entre outras. A questão contábil pode ser brevemente orientada pelo consultor jurídico sobre questões de abertura de empresa ou tributos porém o ideal é que em caso de necessidade se busque o auxílio de um profissional contabilista. Fitoterápicos 1. Fitoterápicos: Qual livro você recomenda e qual curso? Sugerimos pesquisa em artigos científicos relacionados ao tema, através do banco de dados da biblioteca virtual: www.bireme.br. Além disso, o Portal Saúde Baseada em Evidências, criado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), está disponível aos profissionais de saúde como compromisso do Governo Brasileiro, com o objetivo de aprimorar o exercício dos trabalhadores da saúde democratizando as condições de acesso, nas suas áreas de atuação, a conteúdos cientificamente fundamentados na perspectiva de melhor atender a população. Para realizar seu cadastro, acesse o link: http://aplicacao.periodicos.saude.gov.br/profissional/cadastro/acao/cadastro. 2. Fitoterapia: Há necessidade de solicitação de exames bioquímicos para identificar efeitos tóxicos? Quais?

Não há protocolos, guidelines padronizando a solicitação de exames laboratoriais para esta finalidade, até porque na prescrição escolheremos plantas medicinais que proporcionem o menor risco possível de toxicidade. O que o Nutricionista deve fazer é monitorar a evolução do paciente e estar atento ao que já é relatado na literatura como possíveis efeitos adversos, colaterais, risco de toxicidade entre outros. Os exames são interessantes para complementar a análise sistêmica e dependerá das doenças de base que o paciente apresenta, bem como condição clínica, que planta está fazendo uso, qual a interferência dela em parâmetros bioquímicos, no estado nutricional entre outros, complementarmente pode-se monitorar a função hepática. 3. Sou farmacêutica e nutricionista, posso prescrever fitoterápicos? A Resolução CFN nº 525/2013, alterada pela Resolução CFN nº 556/2015 (regulamenta a prática da Fitoterapia pelo nutricionista, atribuindo-lhe competências para, nas modalidades que especifica, prescrever plantas medicinais e chás medicinais, medicamentos fitoterápicos, produtos tradicionais fitoterápicos e preparações magistrais de fitoterápicos como complemento da prescrição dietética) estabelece que: Art. 3º O exercício das competências do nutricionista para a prática da Fitoterapia como complemento da prescrição dietética deverá observar que: I. a prescrição de plantas medicinais e chás medicinais é permitida a todos os nutricionistas, ainda que sem título de especialista; II. a prescrição de medicamentos fitoterápicos, de produtos tradicionais fitoterápicos e de preparações magistrais de fitoterápicos, como complemento de prescrição dietética, é permitida ao nutricionista desde que seja portador de título de especialista em Fitoterapia. 1º O reconhecimento da especialidade nessa área será objeto de regulamentação a ser baixada pelo CFN, em conjunto com a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). 2º Somente será exigido o cumprimento do disposto no caput deste artigo após três anos de vigência desta Resolução CFN nº 556/2015, contados a partir da data de sua publicação. Os fitoterápicos que podem ser prescritos pelo nutricionista não estão listados na norma, sendo de responsabilidade do profissional certificar-se de que o produto a ser prescrito conste: na Instrução Normativa ANVISA nº 2/2014 que possui medicamentos fitoterápicos de registro simplificado (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2014/int0002_13_05_2014.pdf) ou no Anexo I, da Resolução ANVISA nº 26/2014 que dispões sobre medicamentos fitoterápicos e produtos tradicionais fitoterápicos (http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/a9e43d0044140f579b5affb9cd167b7c/rdc002 6_13_05_2014.pdf?MOD=AJPERES) possua indicação terapêutica essencialmente relacionada ao campo da alimentação e nutrição e se enquadre na necessidade de complementação da dieta.

Por tais normas serem periodicamente atualizada, exige que o profissional acompanhe as publicações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). SUPLEMENTAÇÃO EM NUTRIÇÃO ESPORTIVA 1. Para desportista e/ou esportista, quanto indicar de proteína, carboidrato e lipídio por kg de peso? De acordo com as Diretrizes Brasileiras, as recomendações nutricionais são 30 a 50 Kcal/ Kilo de peso/ dia, 60 a 70 % do VET em CHO ou 5 a 8 gramas / kilo de peso, podendo em algumas situações chegar a 10 gramas/ kilo de peso e, em relação a proteinas de 1,2 a 1,8 gramas / kilo de peso. Os lipidios devem contribuir para o restante dos 100 % do VET. 2. Pode ser adicionado leite no Whey Protein? Alguns estudos mostram que a produção atual do Whey o torna estável a altas e baixas temperaturas, sendo possível utilizar na culinária, bem como misturá-lo à diversos veículos como sucos, leite, bebidas vegetais e água de coco. Se o objetivo do uso for a maior velocidade de absorção, sugere-se misturar em água para que não haja alteração no tempo de digestão. 3. A indicação de suplemento é só para atletas? E desportistas que frequentam academia? Podemos incluir os esportistas no grupo de atletas se os treinos forem frequente, intensos e competitivos. A indicação dos suplementos deve ser feita de acordo com a necessidade individual. 4. Por que não existe exigência de prescrição com receituário de nutricionista para venda de suplementos? A legislação Brasileira classifica e determina os limites da composição dos suplementos para que sejam seguros, porém se recomenda no rótulo que a oreintação de uso deve ser feita por nutricionista ou médico. Os suplementos que não são contemplados na legislação precisa de prescrição específica, como por exemplo os aminoácidos isolados. 5. Para suplementação nutricional, o profissional tem que ter pós graduação? A formação do nutricionista o capacita a orientar e elaborar dietas para atletas, porém sugerese a especialização na área para o melhor entendimento do metabolismo envolvido no exercício físico e desta forma, prescrever com critério a suplementação. 6. Whey Protein: recomendado antes e após o treino? Ou somente após?

Whey ou otra proteina classificada como suplemento nutricional pode ser usado como parte da dieta, contribuindo para o consumo adequado das proteinas durante o dia. Se o objetivo do uso for o aumento dos aminoácidos na recuperação muscular, o mesmo deve ser feito após os treinos. Se a proteina for necessária para a produção da energia em atividades muito longas, pode ser consumido antes e/ou durante o esporte na proporção 3 ou 4 para 1, ou seja 3 ou 4 partes de carboidratos e uma parte de proteina. 7. De qual forma posso utilizar o BCAA para hipertrofia e definição muscular? Os BCAAs atualmente não são classificados como suplementos para atletas. Estudos apontam que a leucina, um dos aminoácidos BCAAs podem sinalizar o processo de ressíntese proteíca, permitindo o uso dos BCAAs após os treinos resistidos. 8. As vitaminas podem ser manipuladas sem adição de outros? Os micronutrientes não são classificados como suplementos para atletas, porém podem ser prescritos na necessidade de corrigir deficiências e não devem ser adicionados aos macronutrientes. 9. Qual a quantidade de proteína necessária antes (1h ou 2h antes?) e depois (até 1h ou 2h?) e quanto tempo antes e depois? As proteínas são calculadas para as necessidades diárias. Antes dos treinos os carboidratos são mais importantes e portanto, não há necessidade de grandes quantidades de proteínas. Após os treinos, as doses devem se limitar até 30 gramas para garantir o melhor aproveitamento dos aminoácidos, uma vez que altas doses de proteínas não são digeridas na sua totalidade. EXTRA Gostaria de saber informações sobre a FINSO (Fórum Internacional de Nutrição Sidney Oliveira). Quando e onde será realizado. Como faço para me inscrever? O 1º Fórum Internacional de Nutrição Sidney Oliveira será realizado em 16 de setembro de 2015, Hotel Renaissance/SP, 18h00 22h30. Mais informações: http://finso.com.br/ O nutricionista autônomo pode realizar inscrição do MEI? Não encontrei ocupação relacionada à nutrição. Como proceder? Sugerimos que acesse o site http://www.portaldoempreendedor.gov.br/mei-microempreendedorindividual, para obtenção dos devidos esclarecimentos relacionados ao MEI.