TRANSPORTE INTERNACIONAL E DE CABOTAGEM



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Transcrição:

TRANSPORTE INTERNACIONAL E DE CABOTAGEM TRANSPORTE INTERNACIONAL NA UE EMPRESA QUANDO É QUE HÁ TRANSPORTE INTERNACIONAL? Há transporte internacional quando se verifica atravessamento de fronteiras e a empresa é detentora de licença comunitária. Não se encontra prevista qualquer exceção para raios de penetração de pequena distância. QUALQUER TRANSPORTE INTERNACIONAL EXIGE QUE A EMPRESA SEJA DETENTORA DE LICENÇA COMUNITÁRIA? Não. Estão isentos de licença comunitária e de outras autorizações, os seguintes tipos de transportes e deslocações sem carga relacionadas com esses transportes: Transportes postais efetuados em regime de serviço universal; Transportes de veículos danificados ou avariados; Transportes de mercadorias em veículos cujo peso total em carga autorizada, incluindo a dos reboques, não exceda 3,5 toneladas; Transportes de mercadorias em veículos, desde que sejam preenchidas, as seguintes condições: As mercadorias transportadas pertencerem à empresa ou por ela terem sido vendidas, compradas, dadas ou tomadas de aluguer, produzidas, extraídas, transformadas ou reparadas; O transporte servir para encaminhar as mercadorias da ou para a empresa ou para as deslocar, quer no interior da empresa, quer no seu exterior, para satisfazer necessidades próprias desta; Os veículos a motor utilizados nestes transportes serem conduzidos por pessoal próprio da empresa ou por pessoal ao serviço da empresa nos termos de uma obrigação contratual; Os veículos que transportem as mercadorias pertencerem à empresa ou terem sido por ela comprados a crédito ou alugados, desde que, neste último caso, preencham as condições previstas na Diretiva 2006/1/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de janeiro de 2006, relativa à utilização de veículos de aluguer sem condutor no transporte rodoviário de mercadorias *; O transporte constituir meramente uma atividade acessória do conjunto das atividades da empresa; Transportes de medicamentos, aparelhos e equipamento médicos, bem como de outros artigos necessários em caso de socorro urgente, nomeadamente no caso de catástrofes naturais. * Não é aplicável no caso de utilização de um veículo de substituição durante uma avaria de curta duração do veículo normalmente utilizado. 1

O QUE É O TRANSPORTE INTRACOMUNITÁRIO? É o transporte realizado nos 28 países da União Europeia e abrange os seguintes tipos de transporte: Transportes de Penetração (Bilaterais): são os transportes que envolvem Portugal na carga ou descarga (por ex.: Portugal/Espanha ou Espanha/Portugal); Transportes Triangulares (Multilaterais): são os transportes que envolvem um veículo de matrícula nacional, mas que a carga e a descarga (ou vice-versa) são efetuadas fora de Portugal (por ex.: Espanha/França ou França/Espanha); Transportes de Trânsito: são os transportes que implicam só atravessamento de um país que não o da matrícula do veículo, sem que se efetue qualquer operação de carga ou descarga (por ex.: Portugal/França com atravessamento por Espanha). As deslocações em vazio, relacionadas com estes transportes, também estão autorizadas. Os países que pertencem atualmente à União Europeia são: Alemanha Dinamarca França Letónia Reino Unido Áustria Eslováquia Grécia Lituânia Roménia Bélgica Eslovénia Holanda Luxemburgo R. Checa Bulgária Espanha Hungria Malta Suécia Chipre Estónia Irlanda Polónia Croácia Finlândia Itália Portugal VEÍCULO QUAL É O DOCUMENTO NECESSÁRIO PARA O VEÍCULO EFETUAR TRANSPORTES INTERNACIONAIS NA UNIÃO EUROPEIA? Por regra, é a cópia certificada da licença comunitária emitida pelo IMT, I.P. (em modelo próprio de cor azul claro), que reproduz os elementos constantes da licença comunitária da empresa. A cópia certificada da licença comunitária é emitida ao veículo a motor, com matrícula nacional, que tem que ser: Da propriedade do transportador ou; Objeto de contrato de locação financeira ou; Objeto de contrato de aluguer sem condutor. Nos veículos articulados, ao reboque ou ao semirreboque, não é exigida a cópia certificada da licença comunitária. Em Portugal, a realização de transportes internacionais sem a cópia certificada da licença comunitária é punida com multa (coima) de 1.250,00 a 3.740,00 ou de 5.000,00 a 15.000,00, consoante se trate de pessoa singular ou coletiva 2

A CÓPIA CERTIFICADA DA LICENÇA COMUNITÁRIA PERMITE EFECTUAR TRANSPORTES TRIANGULARES COM PAÍSES TERCEIROS (FORA DA UE)? Os transportes triangulares que envolvam veículos portugueses, um outro país da UE (de carga ou descarga) e um país terceiro fora da UE (carga ou descarga) só são possíveis quando: O acordo entre Portugal e o país terceiro o permite; O acordo entre Portugal e o outro país da UE o permite, com recurso a autorização específica ou mediante a aceitação da licença comunitária. Ou O titular é detentor de uma autorização multilateral CEMT e os países envolvidos no transporte pertencem ao FIT (Fórum Internacional de Transportes). Por exemplo: Um transportador português que pretenda carregar na Alemanha com destino à Rússia (transporte triangular com país terceiro), tem que requerer ao IMT, I.P. 2 autorizações: 1 Para carregar na Alemanha; 1 Para descarregar na Rússia. Em alternativa pode ter uma autorização multilateral CEMT, pedida no IMT, I.P., que substitui as duas anteriores. Quadro Síntese Países da UE Que exigem autorizações para transporte triangular Alemanha Triangular do Acordo Bilateral ou CEMT Bulgária Triangular do Acordo Bilateral ou CEMT Chipre País sem Acordo Bilateral com Portugal e não aderente à CEMT (autorização a solicitar caso a caso com a Administração Cipriota) Croácia CEMT Estónia Triangular do Acordo Bilateral ou CEMT Itália CEMT Lituânia CEMT Malta CEMT Nota: consultar transporte com países terceiros sobre regime de autorizações e www.antram.pt PRECISO DE MAIS ALGUM DOCUMENTO PARA O VEÍCULO NO TRANSPORTE NA UE? Sim. Para além da cópia certificada da licença comunitária, o veículo tem que fazer-se acompanhar de outros documentos de bordo: Seguro (carta verde); Certificado de Matrícula (Documento Único) ou Livrete e Título de registo de propriedade; Ficha de IPO (quando exigida); Contrato de aluguer (aquando da utilização de veículos em regime de rent-acargo); 3

especial de circulação (aquando da realização de transportes especiais excesso de pesos e/ou dimensões); Certificado ATP (aquando do transporte de mercadorias perecíveis); Certificado ADR (quando exigido no transporte de mercadorias perigosas); Licença da Direção Geral de Veterinária (aquando do transporte de animais vivos); Prova de pagamento de portagens e direitos de uso das infraestruturas. MOTORISTA QUAIS OS DOCUMENTOS EXIGIDOS AO MOTORISTA NO TRANSPORTE PARA A UE? Motorista Portugueses e da UE Carta de Condução; Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão ou documento de identificação válido no país de origem; Carta CQM (Carta de Qualificação de Motorista) quando exigível; Cartão de condutor, se o veículo estiver equipado com tacógrafo digital e/ou Discos do Tacógrafo do dia em curso e os discos utilizados nos últimos 28 dias anteriores (veículos de p.b superior a 3,500 kg); Declaração de Atividade, prevista pela Decisão da Comissão 2009/959/EU, de forma a justificar a ausência de registos dos motoristas no aparelho tacográfico; Livrete individual de trabalho para efeitos de controlo dos tempos de condução e repouso, desde que o motorista esteja sujeito a horário móvel (veículos de p.b. inferior a 3,500 kg) Certificado de formação ADR (quando exigido no transporte de mercadorias perigosas); Certificado de formação para motoristas no caso de transporte internacional de animais; Check-List de segurança no combate à emigração clandestina (aquando do transporte para o Reino Unido); Comprovativo de vínculo laboral do motorista à empresa, exigido em França: Recibo de ordenado; Cópia do contrato de trabalho; Declaração de honra da empresa, em modelo próprio; Outros documentos equivalentes, por exemplo, prova da inscrição na segurança social pela empresa; Cartão Europeu de Seguro de Doença (Ex formulário E 111), a obter junto dos postos de atendimento da segurança social. Motorista provenientes de Países Terceiros (fora da UE) Carta de Condução; Passaporte e, se necessário, Vistos emitidos pelos consulados/embaixadas dos países envolvidos no transporte dependendo da nacionalidade do motorista; de Permanência ou Visto de Trabalho, emitidos pelas autoridades portuguesas; Certificado de Motorista proveniente de países terceiros; 4

Carta CQM (Carta de Qualificação de Motorista) quando exigível; Cartão de condutor, se o veículo estiver equipado com tacógrafo digital e/ou Discos do Tacógrafo do dia em curso e os discos utilizados nos últimos 28 dias anteriores (veículos de p.b superior a 3,500 kg); Declaração de Atividade, prevista pela Decisão da Comissão 2009/959/EU, de forma a justificar a ausência de registos dos motoristas no aparelho tacográfico; Livrete individual de trabalho para efeitos de controlo dos tempos de condução e repouso, desde que o motorista esteja sujeito a horário móvel (veículos de p.b. inferior a 3,500 kg) Certificado de formação ADR (quando exigido no transporte de mercadorias perigosas) Certificado de formação para motoristas no caso de transporte internacional de animais; Check-List de segurança no combate à emigração clandestina (aquando do transporte para o Reino Unido) Comprovativo de vínculo laboral do motorista à empresa, exigido em França: Recibo de ordenado; Cópia do contrato de trabalho; Declaração de honra da empresa, em modelo próprio; Outros documentos equivalentes, por exemplo, prova da inscrição na segurança social pela empresa; Cartão Europeu de Seguro de Doença (Ex formulário E 111), a obter junto dos postos de atendimento da segurança social. O QUE É O CERTIFICADO DO MOTORISTA DE PAÍSES TERCEIROS? É o documento exigido aos motoristas de países terceiros que efetuem transportes internacionais ao abrigo da licença comunitária, que comprova a legalidade do seu vínculo laboral. Este certificado é da propriedade do transportador, que tem que conservar uma cópia certificada do mesmo (emitida pelo IMT, I.P.) e entregar o original ao motorista de país terceiro sempre que este efetue um transporte internacional. É emitido pelo IMT, I.P., a pedido da empresa detentora de licença comunitária, após obtenção da Declaração da ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) em como o motorista está legalmente contratado. O CERTIFICADO DO MOTORISTA SUBSTITUI O PASSAPORTE E VISTOS NOS PAÍSES DA UE? Não. O certificado do motorista é um documento independente que visa garantir a concorrência leal das empresas de transporte internacional, evitando o trabalho clandestino. 5

QUANTO À LIBERDADE DE CIRCULAÇÃO NA UE, O QUE É O ACORDO DE SCHENGEN? QUAIS OS PAÍSES QUE ADERIRAM? O Acordo Schengen instituiu um regime de livre circulação de pessoas, independentemente da sua nacionalidade, no território dos países aderentes ao Acordo, através da abolição dos controlos nas respetivas fronteiras internas (terrestres, aéreas e marítimas), mas criaram controlos nas fronteiras externas nos países não aderentes. União Europeia + EEE Países Aderentes ao Acordo Schengen - Alemanha - Áustria - Bélgica - Dinamarca - Finlândia - França - Grécia - Itália - Luxemburgo - Holanda - Portugal - Espanha - Suécia - Eslováquia - Eslovénia - Estónia - Hungria - Letónia - Lituânia - Malta - Polónia - República Checa Países Não Aderentes ao Acordo Schengen Bulgária Chipre Croácia Irlanda Reino Unido Roménia Países do EEE - Suíça - Noruega - Islândia - Liechtenstein QUAIS SÃO OS CONTROLOS NOS PAÍSES NÃO ADERENTES AO ACORDO DE SCHENGEN, POR EXEMPLO NO REINO UNIDO? Os motoristas que atravessem as fronteiras de países não aderentes a este Acordo podem ter que exibir os seus documentos de identificação e tratando-se de motoristas de países terceiros, têm de exibir também o certificado de motorista, o passaporte e a autorização de permanência ou vistos. 6

MERCADORIA QUAIS OS DOCUMENTOS QUE DEVEM ACOMPANHAR A MERCADORIA NO TRANSPORTE NA UE? Declaração CMR, com menções adicionais para o transporte com França; Guias próprias para transportes específicos, por exemplo resíduos e animais; Ficha de Segurança (quando exigida no transporte de mercadorias perigosas); Documento de Acompanhamento, qualquer que seja o seu tipo (e-da, DAS ou DA) aquando do transporte de tabaco, álcool, bebidas alcoólicas e óleos minerais que não tenham pago os Impostos Especiais de Consumo (IEC s) ou, já tendo pago, queiram a sua restituição; T1/T2 (Documentos Aduaneiros) ou Caderneta TIR para mercadorias de e para países terceiros que não tenham pago os direitos aduaneiros na fronteira de entrada na UE Documentos Aduaneiros. Caso específico de França No transporte com origem ou destino em França, a Declaração CMR tem que conter ainda as seguintes menções adicionais: Data e hora da chegada do veículo ao local de carga/descarga; Data e hora de partida do veículo do local de carga/descarga; Data e hora para a entrega da mercadoria indicadas pelo expedidor; Prestações suplementares previstas ou realizadas. INFORMAÇÕES ÚTEIS QUAIS OS PAÍSES QUE ADERIRAM AO EURO? Dos 28 países que fazem parte da UE só os seguintes 17 países aderiram à moeda única (Euro): Alemanha Áustria Bélgica Chipre Espanha Eslovénia Estónia Finlândia França Grécia Holanda Irlanda Itália Malta Luxemburgo Letónia Lituânia Portugal República Eslovaca EXISTEM MEDIDAS DE COMBATE À EMIGRAÇÃO CLANDESTINA, PRINCIPALMENTE NO REINO UNIDO? Sim. As autoridades inglesas adotaram um Código de Boas Práticas no qual constam as seguintes medidas a adotar pelo motorista: 1. Durante e após o carregamento do veículo o motorista deverá certificar-se que não entraram nem permanecem pessoas não autorizadas dentro do veículo ou reboque ou semirreboque; 7

2. O motorista deverá também certificar-se que o veículo é selado e/ou fechado a cadeado após o carregamento, e que é utilizado um cabo de segurança; 3. Indicar o número de cintas de segurança e/ou cadeados nos documentos do veículo; 4. Sempre que possível, trancar o veículo na presença de terceiros; 5. Sempre que abandonar o veículo, certificar-se que: As janelas estão fechadas; O dispositivo de imobilização do veículo está ativado; A cabina está trancada. 6. Após cada paragem, certificar-se que o veículo está em segurança. Se houver condições, inspecionar as cintas de segurança, os cadeados, o cabo TIR, o chassis, estrutura e o tejadilho e preencher a lista de verificações; 7. Se suspeitar da presença de emigrantes clandestinos a bordo, informar as autoridades locais e contactar os Serviços de Emigração do respetivo País; 8. Importante: Antes de embarcar, inspecionar o veículo com o maior rigor possível (6 ou mais vezes) e confirmar se as cintas de segurança, trancas, fechaduras e o cabo de segurança não foram deslocados indevidamente. Verificar, se possível, o interior do veículo; 9. Se tal for possível, certificar-se que o veículo é verificado com recurso a outros meios (por ex.: CO2, cães, scanner, exame físico). Se não estiverem disponíveis, indicar tais factos na Lista de Verificações; 10. Lembre-se: alguns emigrantes clandestinos são perigosos e podem atacá-lo; 11. Todas as medidas adotadas no sentido de dar cumprimento aos procedimentos acima indicados deverão estar em conformidade com as Listas de Verificações apropriadas e com o Código de Conduta da Prevenção da Emigração Clandestina; 12. Deve ser anotado o tempo de duração e a data de todas as verificações. Se possível, estas devem ser executadas na presença de testemunhas. EXISTEM MEDIDAS RESTRITIVAS À ENTRADA DE VEÍCULOS NAS CIDADES EUROPEIAS? Sim. Alguns países europeus decidiram criar em determinadas cidades, as denominadas zonas de emissões baixas de poluentes. Nestas zonas, os veículos considerados poluentes os critérios variam de cidade para cidade encontram-se proibidos ou condicionados na sua circulação, o que quer dizer que na maioria dos casos, os veículos têm de estar registados e possuir um dístico de identificação. Atualmente, os países que adotaram este tipo de restrição são: Áustria, Alemanha, Dinamarca, Hungria, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia. POSSO TRANSPORTAR PALETES/CAIXAS/SUPORTES DE MADEIRA DE PINHO SEM ESTAREM DEVIDAMENTE TRATADAS E MARCADAS? Não. O transporte de paletes, caixas, suportes, etc., fabricados em madeira de pinho, não poderão ser transportados sem estarem devidamente tratados e marcados. Esta interdição aplica-se tanta ao transporte internacional como nacional. O não respeito por estas regras leva a coimas elevadas. 8

O TRANSPORTE TRANSFRONTEIRIÇO DE RESÍDUOS (PERIGOSOS/NÃO PERIGOSOS) POSSUI ALGUMA ESPECIFICIDADE QUANTO À SUA EXECUÇÃO? Sim. O transporte transfronteiriço de resíduos, sejam considerados perigosos ou não, obedecem a regras específicas que podem variar de país para país. E O TRANSPORTE INTERNACIONAL DE OBJETOS INDIVISIVEIS POSSUI ALGUMA ESPECIFICIDADE QUANTO À SUA EXECUÇÃO? Sim. O transporte internacional de objetos indivisíveis carece de tantas autorizações quanto o número de países a atravessar e as regras quanto à sinalização/iluminação do transporte em causa, podem ser diferentes. EXISTE ALGUM PAÍS QUE TENHA PROIBIDO O DESCANSO SEMANAL REGULAR A BORDO DOS VEÍCULOS? Sim. As autoridades belgas e francesas não permitem que os motoristas efetuem o seu descanso semanal regular (45h) a bordo dos veículos. QUAIS OS PAÍSES QUE IMPLEMENTARAM UM SALÁRIO MINIMO DE APLICAÇÃO GLOBAL? Até ao momento, o salário mínimo global encontra-se em vigor na Alemanha, Áustria e na Noruega. Na França será implementado a partir de 1 de julho de 2016. ESTE TIPO DE LEGISLAÇÃO APLICA-SE A EMPRESAS DE TRANSPORTES ESTABELECIDAS FORA DOS TERRITÓRIOS ACIMA REFERIDOS? Sim. Ao que tudo indica e até ao momento, o salário mínimo imposto pelos países acima referidos (Alemanha, Áustria, Noruega e França a partir de 1 de julho de 2016), deve ser cumprido pelas empresas estabelecidas fora desses territórios. O QUE DEVEM AS EMPRESAS FAZER PARA CUMPRIR COM ESTA LEGISLAÇÃO? Dada a especificidade de cada um dos países, a ANTRAM disponibiliza informação pormenorizada sobre este tema no seu Site (www.antram.pt). Caso não encontre a informação desejada ou permaneça alguma questão, poderá entrar em contacto com os nossos serviços. QUAIS OS PAÍSES QUE COBRAM UMA ECOTAXA AMBIENTAL DEVIDA PELA UTILIZAÇÃO DAS INFRAESTRUTURAS RODOVIÁRIAS? Até ao momento, existem dois países que implementaram uma ecotaxa ambiental, o Reino Unido e a Suécia. Estas taxas são cobradas aos veículos pesados de mercadorias. Consulte no Site da ANTRAM, as informações relativas a este tema. Existem ainda outros subsetores da atividade que exigem o cumprimento de requisitos adicionais para a execução do transporte, onde a empresa/veículos para além das licenças normais para o exercício da atividade de transportador, terá de solicitar autorizações adicionais a outros organismos tutelares do subsetor em causa. Exemplo disso será o transporte de subprodutos de origem animal e o transporte de animais vivos, em que as empresas terão que passar por um processo de autorização junto da Direção Geral de Veterinária, antes da realização do transporte propriamente dito. 9

No Site da ANTRAM disponibilizamos informação pormenorizada sobre este tipo de transporte. Caso não encontre a informação desejada ou permaneça alguma questão, poderá entrar em contacto com os nossos serviços. 10

EM SÍNTESE País da UE Veículo Mercadoria Motorista (Português) Utilização Infraestruturas Alemanha Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens LKW MAUT Áustria Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens GO Bélgica Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens taxa kilométrica Bulgária Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Vinheta (taxa circ.) e Taxa de Circulação Chipre Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Informação Não Disponível Restrições Moeda Línguas Circulação (1) Com Euro Alemão Com Euro Alemão Sem Euro Francês e Neerlandês com LEV búlgaro (BGN) Búlgaro. Outras: Inglês, Alemão, Francês e Russo pelas gerações mais novas Sem Euro Grego, Turco e Inglês Croácia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens Com Kuna croata (HRK) Croata, Inglês, Alemão e Italiano Dinamarca Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Eurovinheta Com Locais Coroa dinamarquesa (DKK) Dinamarquês Eslovénia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens Com Euro Esloveno Espanha Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens Com Euro Castelhano, Catalão, Galego e Basco Estónia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Isento Pagamento Sem Euro Estónio, Russo, Ucraniano e Finlandês Finlândia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Isento Pagamento Sem Euro Finlandês e o Sueco França Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens Com Euro Francês Grécia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens Com Euro Grego Holanda Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Eurovinheta Com Euro Holandês 11

País da UE Veículo Mercadoria Motorista (Português) Utilização Infraestruturas Restrições Moeda Línguas Circulação (1) Hungria Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens Com Forint húngaro (HUF) Húngaro Irlanda Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Isento Pagamento Sem Euro Gaélico (irlandês) e Inglês Itália Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens Com Euro Italiano Letónia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Isento Pagamento Sem Euro Letão e Russo Lituânia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Dtos de Uso Sem Euro Lituano Luxemburgo Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Eurovinheta Com Euro Luxemburguês, Francês e Alemão Malta Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Informação Não Disponível Informação Não Disponível Euro Inglês e Maltês Polónia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Dtos Uso Com Zloty polaco (PLN) Polaco Portugal Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens Com (merc. perigosas) Reino-Unido Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens e Ecotaxa Com Locais Euro Libra esterlina (GBP) Português Rep. Checa Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Dtos Uso Com Coroa checa (CZK) Checo e Alemão Rep. Eslováquia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Dtos de Uso Com Euro Eslovaco, Húngaro e Checo. Inglês Roménia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Portagens e Vinheta Com LEU romeno (ROL) Romeno Suécia Lic Comunitária CMR Cartão de Cidadão Eurovinheta Ecotaxa em algumas vias Com Locais Coroa sueca (SEK) (1) Restrições Circulação: Existência ou não de restrições aos fins de semana e feriados (de carácter permanente) e de restrições locais para entrada nas grandes cidades. Consulte www.antram.pt Sueco 12

TRANSPORTE INTERNACIONAL NOS PAÍSES TERCEIROS (FORA DA UE) VEÍCULO SENDO A NORUEGA UM PAÍS TERCEIRO, A CÓPIA CERTIFICADA DA LICENÇA COMUNITÁRIA É VÁLIDA? Sim. A cópia certificada da licença comunitária do veículo é o documento suficiente para efetuar transportes internacionais na UE e ainda na Noruega, na Islândia e no Liechtenstein, que aderiram ao Acordo sobre o Espaço Económico Europeu (denominado Acordo EEE). E PARA A SUIÇA? Desde 1 de janeiro de 2005, para efetuar transporte de carga, descarga ou trânsito é só necessária a cópia certificada da licença comunitária do veículo. Exceção para a cabotagem que é proibida. PARA OS RESTANTES PAÍSES TERCEIROS (FORA DA UE) A CÓPIA CERTIFICADA DA LICENÇA COMUNITÁRIA É VÁLIDA? Não. Com exceção da Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein a cópia certificada da licença comunitária do veículo não é válida para restantes países terceiros (fora da UE). Os transportes com partida, destino ou trânsito de países terceiros necessitam de Prévia para os veículos. Por exemplo: O transporte de Portugal para a Rússia tem que ser acompanhado de: Cópia certificada da licença comunitária para atravessamento dos países da EU; prévia para a Rússia e outros países terceiros de atravessamento (ou autorização multilateral CEMT, se todos os países de atravessamento pertencerem ao FIT). QUE TIPOS DE AUTORIZAÇÃO PRÉVIA EXISTEM? Existem 2 tipos: Autorizações bilaterais, emitidas ao abrigo dos Acordos Bilaterais sobre Transportes Internacionais celebrados por Portugal e outros países Ou Autorizações multilaterais CEMT, emitidas ao abrigo do contingente estabelecido pela Conferência Europeia dos Ministros dos Transportes, de que Portugal é Parte Contratante, organização intergovernamental atualmente designada por FIT (Fórum Internacional dos Transportes). As autorizações prévias destinam-se exclusivamente à realização de transportes entre um Estado-Membro da União Europeia e um país terceiro ou entre países terceiros. Os transportes na UE têm que ser sempre realizados com cópia certificada da licença comunitária. 13

QUAL A DIFERENÇA ENTRE AS AUTORIZAÇÕES BILATERAIS E AS AUTORIZAÇÕES CEMT? As principais diferenças estão: Na necessidade de 1 ou várias autorizações. Por exemplo, num transporte de Portugal para a Rússia, com atravessamento pela Ucrânia necessita de: 2 Autorizações bilaterais: 1 para atravessar a Ucrânia e outra para descarregar na Rússia Ou 1 Só autorização CEMT para os 2 países. No preço das autorizações: Bilateral a prazo 200,00 Bilateral por viagem 50,00 CEMT (anual) 300,00 CEMT (mensal) 80,00 (valores em vigor desde 2010) Nos transportes a realizar: A autorização bilateral só pode ser emitida para países com que Portugal tenha celebrado Acordo Bilateral e é válida uma para cada país; A autorização CEMT só pode ser emitida para os países membros do FIT (Ex CEMT); A autorização CEMT só deverá ser utilizada para transportes multilaterais (vários países, quer em trânsito, quer em cargas e descargas), porque o IMT, I.P. pode retirar tais autorizações quando utilizadas só em transportes bilaterais. Alemanha Andorra Áustria Bélgica Bielorrússia * Bulgária Dinamarca Eslovénia Espanha Estónia França Holanda PAÍSES COM ACORDOS BILATERAIS CELEBRADOS COM PORTUGAL Hungria Roménia Cazaquistão * Rússia Letónia Suécia Luxemburgo Suíça Marrocos Suíça Noruega Tunísia Polónia Turquia Quirguistão * Ucrânia Reino Unido Rep. Checa Rep. Eslovaca Nota: Estes países encontram-se em negociações do acordo, embora de momento sejam trocadas autorizações bilaterais. 14

PAÍSES MEMBROS DO FIT (Ex CEMT) Albânia Espanha Lituânia Sérvia Alemanha Estónia Luxemburgo Suécia Arménia Finlândia Macedónia Suíça Áustria França Malta Turquia Azerbaijão Geórgia Moldávia Ucrânia Bélgica Grécia Montenegro Bielorrússia Holanda Noruega Bósnia-Herzegovina Hungria Polónia Bulgária Irlanda Portugal Croácia Islândia Reino-Unido Dinamarca Itália República Checa Eslováquia Letónia Roménia Eslovénia Liechtenstein Rússia E SE O PAÍS EM CAUSA NÃO TIVER CELEBRADO ACORDO BILATERAL COM PORTUGAL OU NÃO FIZER PARTE DO FIT (Ex CEMT?) Caso a caso, há que avaliar junto da Administração de Transportes do país em causa (a maior parte das vezes pedindo a intervenção do IMT, I.P.) da possibilidade de emitir uma autorização para a realização desse transporte. Caso a resposta seja negativa, esse transporte não poderá ser realizado. QUE TIPO DE TRANSPORTE POSSO EFETUAR COM AS AUTORIZAÇÕES BILATERAIS E AS AUTORIZAÇÕES CEMT? Consoante o tipo de transporte terá que solicitar ao IMT, I.P.: Autorizações Bilaterais - Penetração (bilaterais): - Triangular (multilaterais): Para transportes entre Portugal e o país com o qual Portugal tenha celebrado um Acordo Bilateral (ou vice-versa). Para transportes entre um país com o qual Portugal tenha celebrado um Acordo Bilateral e o território de outro País que não seja Portugal (ou vice-versa). - De trânsito: Para atravessar em trânsito um país com o qual Portugal tenha celebrado um Acordo Bilateral. Ou CEMT Uma só é válida para transportes de penetração (bilateral), triangular (multilateral) e de trânsito em qualquer país aderente à CEMT. 15

QUAL É O PRAZO DE VALIDADE DAS AUTORIZAÇÕES? Autorizações Bilaterais A prazo Por viagem (Curta Duração) Válidas por um período de um ano para um número de viagens alargado. Válidas em regra por dois meses para uma viagem de ida e volta. Autorizações CEMT Anuais: Curta Duração: Válidas de 1 de janeiro a 31 de dezembro do respetivo ano. Válidas por 30 dias contados da data da sua emissão. EXISTE ALGUM TIPO DE RESTRIÇÃO TEMPORAL NAS AUTORIZAÇÕES A PRAZO/ANUAIS? Sim, ambas as autorizações são válidas para um número indeterminado de viagens durante o período da sua validade (30 dias ou um ano). Contudo, o seu titular só poderá efetuar ao abrigo da mesma autorização, três viagens multilaterais não incluindo o país de matrícula do veículo, o que significa que, depois deste período, o titular deve regressar ao seu país de estabelecimento antes de iniciar uma nova viagem ao abrigo dessa autorização. QUANTAS VIAGENS POSSO REALIZAR AO ABRIGO DE UMA SÓ AUTORIZAÇÃO? Autorizações CEMT - Anuais: Válidas para um número indeterminado de viagens (de 1 de janeiro a 31 de dezembro do respetivo ano). - Curta Duração: Válidas para um número indeterminado de viagens (nos 30 dias contadas da data da sua emissão). Autorizações Bilaterais - A prazo: Válidas para um número alargado de viagens durante o período da sua validade - um ano (só instituídas no Acordo com Marrocos). - Por Viagem (Curta Duração): Válidas para uma viagem de ida e volta durante o período da sua validade (em regra por dois meses). 16

E MARROCOS QUE TIPO DE AUTORIZAÇÃO NECESSITA? O transporte com Marrocos só pode ser efetuado com autorizações bilaterais (não faz parte do FIT, logo não é possível utilizar as autorizações CEMT). Estas autorizações: Não permitem a realização de transportes de entrada em vazio, nas autorizações anuais e nas por viagem; No caso das autorizações anuais: Permitem realizar 24 viagens, por ano, de entradas em carga seguidas de retorno em carga ou em vazio, acompanhada por uma caderneta de folhas descritivas de viagem; No caso das autorizações por viagem: Permitem realizar 1 viagem de entrada ou saída em carga, consoante o caso; No caso das autorizações triangulares: Permitem a realização de uma operação de transporte com Marrocos, em que o local de carga/descarga não é Portugal ou Marrocos (ex. Carga em Espanha e Descarga em Marrocos. Neste caso o transportador necessita de duas autorizações, uma para a entrada em Marracos e outra para o transporte triangular). As entradas em vazio, em Marrocos, só são permitidas no âmbito dos Acordos de Cooperação ou, excecionalmente, através de pedido, caso a caso, às autoridades marroquinas, através do IMT, I.P. instruído com os seguintes elementos: - Nome da empresa; - Matrícula do conjunto (trator e reboque ou semirreboque); - Tipo de mercadoria a transportar; - Nome do transitário ou do expedidor; - Posto aduaneiro de entrada em território marroquino; - Dia de entrada. O transportador português pede ao IMT a necessidade de autorização de entrada em vazio. O IMT faz o pedido via e-mail ao IMT marroquino e este devolve pela mesma via a autorização, passando a mesma para o transportador português. Este por sua vez, segue viagem e quando chega a Tanger-Med dirige-se ao posto fronteiriço e pede a sua autorização que entretanto já lá deve estar. AS AUTORIZAÇÕES SÃO EMITIDAS À EMPRESA OU AO VEÍCULO? As autorizações bilaterais são emitidas ao veículo a motor que a empresa designar (da sua propriedade ou em regime de contrato de locação), não sendo exigida qualquer autorização ao reboque ou semirreboque. As autorizações CEMT (anuais ou de curta duração) são emitidas à empresa, não podendo ser utilizadas simultaneamente por mais de um veículo. As autorizações, bilaterais e CEMT, são nominativas e não podem ser transmitidas a terceiros, tendo que ser sempre devolvidas à entidade emissora após a sua utilização ou expiração do prazo de validade. 17

POSSO UTILIZAR QUALQUER TIPO DE VEÍCULO QUANDO EFETUAR TRANSPORTES AO ABRIGO DE AUTORIZAÇÕES BILATERAIS OU CEMT? Nas autorizações bilaterais podem ser utilizados todo o tipo de veículos sem atender às suas características ambientais, apenas tendo que respeitar os pesos e dimensões em vigor nos países envolvidos no transporte. Nas autorizações CEMT, para além do respeito pelos pesos e dimensões em vigor nos países envolvidos, só podem ser utilizados veículos classificados como Euro 3, Euro 4 ou Euro 5, tendo que o respetivo pedido de emissão ao IMT, I.P, identificar o tipo de veículo a que se destina a autorização. As autorizações CEMT têm um carimbo identificativo do tipo de veículo: As autorizações emitidas para veículos Euro 3 podem ser utilizadas por veículos Euro 4 ou Euro 5, e as emitidas para os veículos Euro 4 podem ser utilizadas para o Euro 5. As autorizações para os veículos Euro 5 só podem ser utilizadas para o Euro 5. PRECISO DE ALGUM DOCUMENTO PARA COMPROVAR AS CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO VEÍCULO NAS AUTORIZAÇÕES CEMT? Sim. Os veículos a motor EURO 3, EURO 4 e EURO 5 deverão ser acompanhados de: Um certificado de conformidade (Modelo CEMT 4) com as normas técnicas referentes às emissões sonoras e poluentes, e com as normas de segurança para este tipo de veículos (substitui os anteriores certificados modelos CEMT 6A, 6B, 7A e 7B); Um certificado de conformidade (Modelo CEMT 5) com as normas técnicas de segurança para reboques (substitui o anterior certificado modelo CEMT 8) Um certificado de controlo técnico (Modelo CEMT 6) para os veículos a motor e seus reboques (substitui o anterior certificado modelo CEMT 9). A emissão dos certificados: Os Certificados modelos CEMT 4 e 5, são emitidos pelos fabricantes dos veículos ou seus representantes legais; O Certificado modelo CEMT 6, é emitido pelos serviços Regionais do IMT, I.P. Quanto à cor dos impressos: Modelos CEMT 4: verde claro; Modelo CEMT 5: amarelo claro; Modelo CEMT 6: branco. PRECISO DE MAIS ALGUM DOCUMENTO PARA ALÉM DOS CERTIFICADOS DOS VEÍCULOS NAS AUTORIZAÇÕES CEMT? Sim. De uma caderneta de viagem, com o mesmo número da respetiva autorização: Nas autorizações bilaterais a prazo (atualmente em vigor só para Marrocos e Turquia), as autorizações bilaterais por viagem não necessitam de caderneta de viagem; Nas autorizações CEMT (anuais e de curta duração). 18

As cadernetas são compostas por folhas descritivas, onde tem que constar cronologicamente as características de cada viagem (incluindo os percursos em vazio), corretamente registadas. ONDE POSSO OBTER AS AUTORIZAÇÕES BILATERAIS E AS AUTORIZAÇÕES CEMT? As autorizações terão de ser requeridas ao IMT, I.P. POSSO SOLICITAR AS AUTORIZAÇÕES EM QUALQUER ALTURA DO ANO? Durante todo o ano: as autorizações bilaterais (anuais ou por viagem) e as autorizações CEMT de curta duração (mensais); Até 15 de outubro: as autorizações anuais CEMT. 19

EM SÍNTESE AUTORIZAÇÕES PRÉVIAS BILATERAIS CEMT A que se destinam Ao transporte internacional com partida, destino ou trânsito em Ao transporte internacional com partida, destino ou trânsito em países terceiros países terceiros Base legal Acordos Bilaterais de transportes internacionais celebrados por Contingente estabelecido pela CEMT (Conferência Europeia dos Portugal e outro(s) país(es) Ministros dos Transportes) de que Portugal é parte contratante Principais diferenças Só podem ser solicitadas para países membros da CEMT (uma é Só podem ser solicitada para países com que Portugal tenha válida para todos eles) e só devem ser utilizadas para transportes Acordo Bilateral e é válida uma para cada país multilaterais Tipos de transporte Prazos de validade Número de viagens Penetração (bilaterais), triangular (multilaterais) e de trânsito (cada autorização só pode ser utilizada para o transporte para que foi emitida) A prazo 1 ano para um número de viagens alargado Por viagem (curta duração) em regra 2 meses para uma viagem de ida e volta A prazo número de viagens alargado, 24 nas marroquinas (permitindo a carga no regresso) Por viagem (curta duração) uma viagem de ida e volta (permitindo a carga no regresso) Só uma permite transportes de penetração (bilaterais), triangular (multilaterais) e de trânsito Anuais de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro, Curta duração 30 dias contados da data da sua emissão Ambas as autorizações são válidas para um número indeterminado de viagens durante o período da sua validade, desde de que, o seu titular, efetue de cada vez, três viagens multilaterais não incluindo o país de matrícula do veículo, o que significa que, depois deste período, o titular deve regressar ao seu país de estabelecimento antes de iniciar uma nova viagem ao abrigo dessa autorização. A quem são emitidas Tipo de veículos Ao veículo a motor Todo o tipo de veículo sem atender às suas características ambientais, tendo que respeitar apenas os pesos e dimensões em vigor nos países envolvidos no transporte À empresa e só podem ser utilizadas por 1 Veículo de cada vez Só podem ser utilizados veículos EURO 3, EURO 4 e EURO 5, para além do respeito pelos pesos e dimensões em vigor nos países envolvidos no transporte 20

Outros documentos A prazo - Cadernetas de viagem Os veículos a motor EURO 3, EURO 4 e EURO 5 deverão ser acompanhados de: Um certificado de conformidade (Modelo CEMT 4) com as normas técnicas referentes às emissões sonoras e poluentes, e com as normas de segurança para este tipo de veículos (substitui os anteriores certificados modelos CEMT 6A, 6B, 7A e 7B); Um certificado de conformidade (Modelo CEMT 5) com as normas técnicas de segurança para reboques (substitui o anterior certificado modelo CEMT 8) Um certificado de controlo técnico (Modelo CEMT 6) para os veículos a motor e seus reboques (substitui o anterior certificado modelo CEMT 9) Cadernetas de viagem Quem emite Quando solicitar IMT, I.P. Mediante formulário próprio, acompanhadas pelo livrete do veículo e pagamento de uma taxa de serviço Durante todo o ano Notas: As autorizações bilaterais e CEMT: São nominativas e não podem ser transmitidas a terceiros, tendo que ser devolvidas à entidade emissora após a sua utilização ou expiração do prazo de validade; Tem que acompanhar sempre o veículo e ser apresentadas sempre que exigidas pelos agentes de fiscalização. IMT, I.P. Mediante formulário próprio, acompanhadas pelos certificados comprovativos e pagamento de uma taxa de serviço Curta duração - durante todo o ano Anuais até 15 de Outubro 21

PARA ALÉM DA AUTORIZAÇÃO BILATERAL OU CEMT PRECISO DE MAIS ALGUM DOCUMENTO PARA O VEÍCULO NO TRANSPORTE COM PAÍSES TERCEIROS? Sim. Para além das autorizações, cadernetas de viagem e certificados do veículo (nas CEMT), o veículo tem que fazer-se acompanhar de outros documentos de bordo: Seguro Carta verde, nos países terceiros aderentes; Contratação de seguro válido para os restantes países terceiros. Certificado de matrícula (Documento Único) ou Livrete e Título de registo de propriedade; Ficha de IPO (quando exigida); Contrato de aluguer (aquando da utilização de veículos em regime de rent-a-cargo); especial de circulação (aquando da realização de transportes especiais excesso de pesos e/ou dimensões); Certificado ATP (aquando do transporte de mercadorias perecíveis); Certificado ADR (quando exigido no transporte de mercadorias perigosas); Licença da Direcção-Geral de Veterinária (aquando do transporte de animais vivos); Prova do pagamento do Imposto de Circulação e Camionagem, que só será fiscalizado em território nacional; Prova de pagamento de portagens e direitos de uso das infraestruturas. PAÍSES TERCEIROS ADERENTES À CARTA VERDE: - Albânia - Andorra - Bielorrússia - Bósnia-herzegóvina - Macedónia - República Islâmica do Irão - Islândia - Israel - Islândia - Marrocos - Moldávia - Montenegro - Noruega - Sérvia - Suíça - Tunísia - Turquia - Ucrânia Atenção: Consulte sempre a carta verde para verificar quais os países em que esta carta não é válida (mesmo nos aderentes à Convenção da Carta Verde). 22

MOTORISTA QUAIS OS DOCUMENTOS EXIGIDOS AO MOTORISTA NO TRANSPORTE COM PAÍSES TERCEIROS? Carta de Condução; Bilhete de Identidade, Cartão de Cidadão ou documento de identificação válido no país de origem para motoristas portugueses ou da UE no transporte para a Islândia, o Liechtenstein, a Noruega e a Suíça; Passaporte e, se necessário, vistos emitidos pelos consulados/embaixadas dos países envolvidos no transporte dependendo da nacionalidade do motorista, incluindo os portugueses; de Permanência ou Visto de Trabalho, emitidos pelas autoridades portuguesas aos motoristas de países terceiros; Certificado de Motorista para motoristas de países terceiros, no percurso da EU; Carta CQM (Carta de Qualificação de Motorista) quando exigível; Cartão de condutor, se o veículo estiver equipado com tacógrafo digital e/ou Discos do Tacógrafo do dia em curso e os discos utilizados nos últimos 28 dias anteriores (veículos de p.b superior a 3,500 kg); Declaração de Atividade, prevista pela Decisão da Comissão 2009/959/EU, de forma a justificar a ausência de registos dos motoristas no aparelho tacográfico; Livrete individual de trabalho para efeitos de controlo dos tempos de condução e repouso, desde que o motorista esteja sujeito a horário móvel (veículos de p.b. inferior a 3,500 kg); Certificado de formação ADR (quando exigido no transporte de mercadorias perigosas); Certificado de formação para motoristas no caso de transporte internacional de animais; Check-List de segurança no combate à emigração clandestina; Comprovativo de vínculo laboral do motorista à empresa, exigido em França: Recibo de ordenado; Cópia do contrato de trabalho; Declaração de honra da empresa, em modelo próprio; Outros documentos equivalentes, por exemplo, prova da inscrição na segurança social pela empresa; Cartão Europeu de Seguro de Doença (Ex formulário E 111), a obter junto dos postos de atendimento da segurança social. MERCADORIA QUAIS OS DOCUMENTOS QUE DEVEM ACOMPANHAR A MERCADORIA NO TRANSPORTE COM PAÍSES TERCEIROS? Declaração CMR, com menções adicionais para o transporte com França; Guias próprias e documentos de acompanhamento para transportes específicos, por exemplo resíduos, animais, produtos agrícolas e alimentares; Ficha de Segurança (quando exigida no transporte de mercadorias perigosas); 23

Documentos Aduaneiros: T1/T2, Caderneta TIR ou documentos de exportação/importação para mercadorias provenientes ou com destino a países terceiros com vista a acautelar os direitos aduaneiros. O QUE SÃO DIREITOS ADUANEIROS? Os direitos aduaneiros são um tipo específico de imposto que recai sobre a mercadoria só pelo facto de ela ser proveniente ou ter como destino um país terceiro. Mesmo a Suíça, a Noruega, a Islândia ou o Liechtenstein que aceitam a licença comunitária como documento para o veículo, exigem o pagamento dos direitos aduaneiros da mercadoria comunitária e vice-versa. PARA QUE SERVEM OS DOCUMENTOS ADUANEIROS? Os documentos aduaneiros visam declarar às alfândegas (entidades responsáveis pela fiscalização e recebimento dos direitos aduaneiros) a situação das mercadorias provenientes ou com destino a países terceiros. Nestes casos, a declaração tem de ser efetuada: União Europeia: na alfândega do país de partida ou destino do transporte ou na primeira de entrada ou última de saída da UE; Países Terceiros: na primeira de entrada e na última de saída de cada país terceiro envolvido no transporte. QUAIS OS REGIMES DE DECLARAÇÃO À ALFÂNDEGA? Existem os seguintes regimes principais: Regime de Importação/Exportação, com pagamento temporário ou definitivo dos direitos aduaneiros, país a país; Regime de Trânsito Aduaneiros, com suspensão de pagamento de direitos aduaneiros até ao seu destino final. Em função do estatuto aduaneiro da mercadoria (se é ou não comunitária) e do destino final da mesma, os transportadores e restantes operadores têm os seguintes regimes à sua disposição: Regime de Trânsito Comunitário/Regime de Trânsito Comum, que se aplica às mercadorias de países terceiros que não tenham pago os direitos aduaneiros na fronteira de entrada da UE e aos transportes efetuados entre Estados-Membros da UE e a Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein e vice-versa; Regime TIR, poderá ser aplicado sempre que o transporte tenha início ou termine fora da União Europeia (inclusive com os 4 países citados no ponto anterior) e esteja envolvido qualquer um dos mais de 40 países aderentes ao TIR. Enquanto na 1ª opção (Importação/Exportação), as formalidades aduaneiras e o pagamento dos direitos aduaneiros terá que ser efetuada na primeira alfândega de entrada e na última de saída de cada país terceiros, na 2ª opção existe um só documento a acompanhar todo o transporte (facilitando os procedimentos junto das alfândegas) e não é exigido qualquer pagamento até ser entregue ao destinatário da mercadoria. 24

A QUEM CABE A OPÇÃO PELOS REGIMES? Regra geral ao expedidor. Contudo o transportador poderá oferecer esse valor acrescentado ao transporte, após análise cuidada das responsabilidades envolvidas. Em caso de dúvida e para maiores esclarecimentos sugerimos o contacto prévio com a ANTRAM. Em todo o caso, seja qual for a decisão, o transportador deverá sempre instruir convenientemente os seus motoristas para as formalidades a cumprir durante a viagem, uma vez que o transportador pode ser responsabilizado, fiscal e criminalmente, por desconformidades entre o que for declarado na alfândega de partida e o que chegar à de destino e, em último caso, pelo pagamento de direitos aduaneiros. QUAIS OS DOCUMENTOS QUE TÊM DE ACOMPANHAR O VEÍCULO? Os documentos que têm de estar a bordo em cada um dos Regimes: O Documento T (T1/T2), no Regime Trânsito Comunitário/Trânsito Comum; A Caderneta TIR, no Regime TIR; A declaração de exportação/importação, quando não se optar pelos 2 primeiros regimes. 25

EM SÍNTESE Países Não Comunitários Veículo Mercadoria (Cont Transp) Mercadoria (Reg Trânsito Aduaneiros) Condutor (Português) Pesos e Dimensões Restrições Circulação (1) Portagens e Taxas Moeda Língua Andorra Bilateral CMR Documento T Bilhete de Identidade ou cartão de cidadão Informação Não Disponível Informação Não Disponível Isenção de Taxa de Circulação Euro Oficial: Catalão Outras: Castelhano e Francês Azerbaijão Multilateral CEMT Não aderente à Convenção CMR Caderneta TIR Passaporte e Visto Diferente da UE Sem Taxa de Circulação Manat do Azerbaijão Oficial: Azeri Outras: Russo e Arménio Bielorrússia Bilateral ou Multilateral CEMT CMR Caderneta TIR Passaporte e Visto Diferente da UE Sem Portagens e Taxa de Circulação Rublo bielorusso. (RUB) Oficial: Bielorusso Outras: Russo Bósnia- Herzegovina Multilateral CEMT CMR Regime Suspensão Não Aplicável Bilhete de Identidade ou cartão de cidadão Diferente UE Sem Utilização não sujeita a pagamento Marco convertível, KM. Oficial: Bósnio Outras: Inglês e Alemão pelas gerações mais novas Cazaquistão Bilateral CMR Caderneta TIR Passaporte e Visto Diferente UE Sem Informação não disponível Tenge do Casaquistão Oficial: Kasakh Outras: Russo Islândia Licença comunitária Informação não disponível Documento T Bilhete de Identidade, ou cartão de cidadão Passaporte Válido Informação Não Disponível Informação Não Disponível Informação Não Disponível Coroa da Islândia (ISK) Oficial: Islandês 26

Países Não Comunitários Veículo Mercadoria (Cont Transp) Mercadoria (Reg Trânsito Aduaneiros) Condutor (Português) Pesos e Dimensões Restrições Circulação (1) Portagens e Taxas Moeda Língua Liechtenstein Licença comunitária Informação não disponível Documento T Bilhete de Identidade, ou cartão de cidadão ou Passaporte Válido Informação Não Disponível Informação Não Disponível Informação Não Disponível Franco suíço Oficial: Alemão Outras: Inglês pelas gerações mais novas Macedónia Multilateral CEMT CMR Caderneta TIR Passaporte Diferente UE Sem Portagens e Taxa de Circulação Dinar macedónio Oficial: Macedónio Outras: Albanês, Turco e servo-croata Marrocos Bilateral CMR Caderneta TIR Passaporte Diferente UE Sem Portagens e Taxa de Circulação Dirham marroquino Oficial: Árabe Outras: Dialetos Berberes, Francês, Espanhol (no Norte) e Inglês Moldávia Multilateral CEMT CMR Caderneta TIR Passaporte e Visto Diferente UE Sem Taxa de Circulação Leu moldavo Oficial: Moldavo e Russo Montenegro Multilateral CEMT CMR Noruega Licença comunitária CMR Documento T ou Caderneta TIR Bilhete de Identidade, ou cartão de cidadão ou Passaporte Válido Diferente UE Sem Portagens Coroa norueguesa (NOK) Oficial: Norueguês. Outras: Inglês 27

Países Não Comunitários Veículo Mercadoria (Cont Transp) Mercadoria (Reg Trânsito Aduaneiros) Condutor (Português) Pesos e Dimensões Restrições Circulação (1) Portagens e Taxas Moeda Língua Quirguistão Bilateral CMR Caderneta TIR Passaporte e Visto Diferente UE Sem Portagens Som do Quirquistão Oficial: Russo Rússia Bilateral ou Multilateral CEMT CMR Caderneta TIR Passaporte e Visto Diferente UE Sem Utilização não sujeita a pagamento Rublo russo (RUB) Oficial: Russo Outras (consoante as regiões): Tártaro, Ucraniano, Bielorusso, Uzbeque, Arménio e Georgiano Sérvia Multilateral CEMT CMR Caderneta TIR Passaporte Diferente UE Sem Portagens E taxas de circulação Dinar sérviomontenegrino Oficial: Sérvio Suíça Licença comunitária CMR Documento T ou Caderneta TIR Bilhete de Identidade, ou cartão de cidadão ou Passaporte Válido Igual a UE Com Taxa Circ (RPLP) Franco suíço (CHF) Oficial: Alemão, Francês, Italiano e reto-romano (Rumantsch) Outras: Inglês Tunísia Bilateral CMR Caderneta TIR Passaporte Igual a UE Sem Informação Não Disponível Dinar tunisino (TND). Oficial: Árabe Outras: Francês Turquia Multilateral CEMT CMR Caderneta TIR Passaporte Diferente UE Sem Portagens e Taxa Circulação Lira turca (TRY) Oficial: Turco 28

Países Não Comunitários Ucrânia Veículo Bilateral ou Multilateral CEMT Mercadoria (Cont Transp) Não aderente à Convenção CMR Mercadoria (Reg Trânsito Aduaneiros) Caderneta TIR Condutor (Português) Passaporte e Visto Pesos e Dimensões Restrições Circulação (1) Portagens e Taxas Diferente UE Sem Taxa de Circulação Moeda Hryvia ucraniano (UAH) (1) Restrições Circulação: Existência ou não de restrições aos fins de semana e feriados (de carácter permanente) e de restrições locais para entrada nas grandes cidades. Consulte www.antram.pt Língua Oficial: Ucraniano Outras: Russo 29

TRANSPORTE DE CABOTAGEM O QUE É CONSIDERADO TRANSPORTE/OPERAÇÕES DE CABOTAGEM? É a prestação de serviços de transporte a título temporário noutro Estado-Membro, isto é, a possibilidade de efetuar temporariamente transportes entre dois pontos situados no território de outro país, sem que o transportador aí disponha de uma sede ou estabelecimento, por exemplo, um transporte realizado entre Madrid-Barcelona. O QUE SE ENTENDE POR A TÍTULO TEMPORÁRIO? Com a entrada em vigor do artigo 8.º e 9.º do Regulamento Comunitário 1072/2009 de 21 de outubro de 2009, a 12 de maio de 2010, no que diz respeito à harmonização das regras comunitárias em matéria de cabotagem, ficou desde já definido as regras que devem ser observadas nas operações de cabotagem rodoviária a realizar na Europa: A realização de operações de cabotagem só é autorizada na sequência de uma operação de transporte internacional; O mesmo veículo só é autorizado a realizar 3 operações de cabotagem, que devem acontecer no prazo de 7 dias consecutivos, após a data de conclusão da operação de transporte internacional; No caso da entrada em vazio, o veículo apenas pode executar uma operação de cabotagem, no espaço de 3 dias, desde a entrada em vazio no país onde vai ser realizada a operação de cabotagem. Esta operação de cabotagem deve preencher mais um requisito: deve ser realizada no prazo de 7 dias após a conclusão da operação de transporte internacional precedente, ocorrida noutro Estado-Membro. QUEM PODE EFETUAR TRANSPORTES/OPERAÇÕES DE CABOTAGEM? Só os transportadores detentores de licença comunitária podem realizar operações de cabotagem. Contudo, os veículos ligeiros que, por força do regulamento comunitário 1072/2009, não carecem de licença comunitária, também estes estão abrangidos pelas regras das cabotagem. É NECESSÁRIO ALGUMA AUTORIZAÇÃO ESPECÍFICA PARA AS OPERAÇÕES DE CABOTAGEM? Não. Desde julho de 1998 que não é necessário o recurso a qualquer autorização, sendo só necessário a cópia certificada da licença comunitária do veículo. EM QUE PAÍSES POSSO EFETUAR OPERAÇÕES DE CABOTAGEM? O princípio é o de que o regime da cabotagem se aplica a todo o território da União Europeia, bem como à Noruega, Islândia e Liechtenstein (Acordo EEE). 30

Contudo, no âmbito dos Acordos de Adesão à UE, a maioria dos novos membros colocaram reservas à adoção deste regime, sendo que a regra é a de Proibição da Cabotagem por um período máximo de 5 anos: PAÍSES UE QUE PERMITEM A CABOTAGEM Alemanha Áustria Bélgica Chipre Dinamarca Eslovénia Espanha Finlândia França Estónia Letónia Lituânia República Checa República Eslovaca Grécia Holanda Irlanda Itália Luxemburgo Malta Portugal Reino Unido Suécia Hungria Polónia Bulgária Roménia Croácia PAÍSES UE PROIBIDA A CABOTAGEM Até 30/6/2015 ou 30.06.2017 1 PAÍSES EEE PERMITIDA A CABOTAGEM Islândia Noruega Liechtenstein (1) Cabotagem proibida até 30 de junho 2015 com possibilidade de prorrogação máxima até 30 de junho de 2017 (cláusula 2+2+1). E NOS PAÍSES TERCEIROS FORA DA UE (POR EXEMPLO MARROCOS, SUÍÇA OU UCRÂNIA) POSSO EFETUAR OPERAÇÕES DE CABOTAGEM? Não. As autorizações bilaterais e multilaterais CEMT não permitem a realização de operações de cabotagem em países terceiros e, em regime de reciprocidade, os transportadores de países terceiros estão impedidos de efetuar operações de cabotagem na UE. Também a Suíça não permite a realização desse tipo de operações, apesar de aceitar a cópia certificada da licença comunitária para a carga, descarga e trânsito, estando também os seus transportadores impedidos de efetuar operações de cabotagem na UE. DEVO OBEDECER A REGRAS ESPECÍFICAS NAS OPERAÇÕES DE CABOTAGEM? Sim. O transportador que efetua cabotagem deverá sempre respeitar as disposições legais em vigor no Estado-Membro de acolhimento no que respeita aos seguintes aspetos: Regras de comércio (preço e condições do contrato de transporte/regras processuais/documentação de transporte); Pesos e dimensões (não existe harmonização no transporte nacional de cada Estado-Membro dos pesos máximos admitidos); Disposições relativas ao transporte de determinadas categorias de mercadorias, nomeadamente mercadorias perigosas, perecíveis e animais vivos; Tempos de condução e repouso (quando mais restritivos que as regras UE); IVA sobre os transportes. 31

QUAL A DOCUMENTAÇÃO DA MERCADORIA QUE TENHO DE UTILIZAR NA REALIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES DE CABOTAGEM? Os transportadores têm que garantir a bordo do veículo a existência dos seguintes documentos: O CMR que prova a existência da realização do transporte internacional que procedeu a operação de cabotagem, bem como a data da descarga da mercadoria ao abrigo desse transporte; E, Os serviços nacionais de transporte rodoviário de mercadorias efetuados no Estado-Membro de acolhimento por um transportador não residente só são considerados conformes com as disposições do regulamento comunitário se o transportador puder apresentar provas claras da realização do transporte internacional com destino a este último e de cada uma das operações consecutivas de cabotagem efetuadas. As provas referidas devem incluir, relativamente a cada operação, os seguintes dados: a) Nome, endereço e assinatura do expedidor; b) Nome, endereço e assinatura do transportador; c) Nome e endereço do destinatário, bem como a sua assinatura e a data de entrega efetiva das mercadorias; d) Local e data da receção das mercadorias e local previsto para a entrega; e) Descrição comum da natureza das mercadorias e do método de embalagem e, caso se trate de mercadorias perigosas, a sua descrição geralmente reconhecida, bem como o número de volumes e as suas marcações e números especiais; f) Peso bruto das mercadorias ou quantidade expressa de outra forma; g) Matrícula do veículo trator e do reboque. Embora o Regulamento Comunitário não preveja a adoção de qualquer documento de transporte comum a cada Estado-Membro, o documento de transporte a adotar, deve conter os campos referidos no parágrafo anterior. A título de exemplo, refira-se que a Espanha exige o chamado Documento de Control e a França a denominada Lettre de voiture. Apesar do já referido nos parágrafos anteriores, aconselha-se uma consulta à ANTRAM antes do início de uma operação de cabotagem em qualquer Estado-Membro da UE. É que: Não existe uniformização na documentação da mercadoria (contrato de transporte) na EU; A declaração CMR destina-se ao transporte internacional e nem todos os países a adotaram internamente; O regime da cabotagem obriga a que se respeite a documentação exigida no Estado de acolhimento. 32

EXISTE MAIS ALGUMA REGRA ADICIONAL RELATIVA ÀS OPERAÇÕES DE CABOTAGEM? Sim. Alguns países europeus implementaram o denominado salário mínimo nacional e por força do mesmo, existem regras específicas que têm de ser cumpridas (ver informação adicional no site da ANTRAM em espaço do associado\informações gerais por país). O SEGURO CMR DO TRANSPORTE INTERNACIONAL É SUFICIENTE PARA AS OPERAÇÕES DE CABOTAGEM? Não. O seguro CMR só cobre operações de transporte internacional. Para cobrir as responsabilidades contratuais que decorrem de uma operação de cabotagem tem que celebrar contratos de seguro específicos para o efeito e, em muitos casos, efetuar esse seguro no país onde a operação de cabotagem for realizada. A Convenção CMR só se aplica aos contratos de transporte internacional e não existe qualquer uniformidade ao nível da UE quanto à sua aplicação aos contratos de transporte nacional de cada Estado-Membro. Por isso, o tipo de responsabilidade e a sua limitação por transporte continua diferente de país para país, não permitindo a extensão do seguro CMR às operações de cabotagem. E QUANTO ÀS OBRIGAÇÕES FISCAIS, QUAL O REGIME DO IVA APLICÁVEL ÀS OPERAÇÕES DE CABOTAGEM? Regra geral, as operações de cabotagem têm que ser sempre faturadas à taxa de IVA em vigor no país onde é efetuada a cabotagem. Sendo esta questão de alguma forma complexa, aconselha-se uma consulta à ANTRAM antes de emitir a fatura da prestação do serviço em causa. 33