16. PROCESSOS ALFANDEGÁRIOS LOGÍSTICOS DISCIPLINA: Logística Internacional FONTES: SILVA, Luiz Augusto Tagliacollo. Logística no Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2010. SOUZA, José Meireles de Sousa. Gestão do Comércio Exterior Exportação/Importação. São Paulo: Saraiva, 2010. LUDOVICO, Nelson. Logística Internacional. São Paulo: Saraiva, 2007. SEGRE, German. Manual Prático de Comércio Exterior. São Paulo: Atlas, 2009. SOSA, Roosevelt Baldomir. Glossário de Aduana e Comércio Exterior. São Paulo: Aduanas, 2005. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 1
Recintos Alfandegados Os Recintos Alfandegados são os locais onde se realizam os trabalhos aduaneiros de controle fiscal de cargas e mercadorias: Zona Primária: localizados em Portos, Aeroportos e Portos de Fronteira; Zona Secundária: localizados em entrepostos, depósitos, terminais, armazéns, entre outras unidades destinadas ao armazenamento de mercadorias fora dos locais de Zona Primária. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 2
Recintos Alfandegados 1. De Zona Primária: os pátios, armazéns, terminais e outros locais destinados à movimentação e depósito de mercadorias importadas ou destinadas à exportação, que devem movimentar-se ou permanecer sob controle aduaneiro, assim como as áreas reservadas à verificação de bagagens destinadas ao exterior ou dele procedentes; 2. De Zona Secundária: os entrepostos, depósitos, terminais ou outras unidades. 3. De Zona Primária: as dependências de lojas francas; 4. De Zona Secundária: as dependências destinadas ao depósito de remessas postais internacionais sujeitas a controle aduaneiro. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 3
Terminais alfandegados de uso público 1. Estações Aduaneiras de Fronteira (EAF), quando situadas em zona primária de ponto alfandegado de fronteira, ou em área contígua. 2. Terminais Retroportuários Algandegados (TRA), quando situados em zona contígua à de porto organizado ou instalação portuária, alfandegados. 3. Estações Aduaneiras Interiores (portos secos) (EADI), quando situadas em zona secundária. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 4
Área contígua 1. No caso de EAF (Estações Aduaneiras de Fronteira), aquela localizada no município onde se situa o ponto de fronteira. 2. No caso de TRA (Terminais Retroportuários Alfandegados), aquela localizada no perímetro de cinco quilômetros dos limites da zona primária demarcada pela autoridade aduaneira local. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 5
Porto Seco (EADI) São as Estações Aduaneiras do Interior (EADI), ou seja, terminais alfandegados de uso público, situados em zonas secundárias. Estes terminais são instalados em pontos estratégicos, onde haja expressiva concentração de carga de importação ou destinada à exportação, podendo ficar armazenados por até 3 anos. Serviços que poderão ser executados: etiquetagem, acondicionamento, recondicionamento, montagem etc. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 6
Porto Seco (EADI) Cada zona secundária compreende toda a parte restante do território nacional, exceto a parte ocupada pela zona primária. As Estações Aduaneiras podem fazer pequenas operações de industrialização e se tornar uma extenção das fábricas, abrindo novas possibilidades de negócios para as EADI. Nas EADI poderão ser realizadas operações com mercadorias submetidas aos seguintes regimes aduaneiros: 1. comuns, ou seja, sem nenhuma situação que suspenda o pagamento dos impostos; ou 2. suspensivos: entreposto aduaneiro na importação e na exportação; admissão temporária; trânsito aduaneiro; drawback; exportação temporária e Depósito Alfandegado Certificado (DAC). www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 7
Canal de distribuição O exportador deve definir um canal de distribuição. As exportações podem ser cursadas: 1. Diretamente 2. Indiretamente 3. Por intermédio de trading companies. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 8
Canal de distribuição: Exportação Direta A venda de produtos diretamente ao consumidor no exterior possibilita a eliminação de intermediários. O contato entre o exportador e o importador é direto. O exportador fatura a mercadoria em nome do importador, providencia todos os trâmites necessários para a exportação e recebe o pagamento diretamente do importador, eliminando a atuação de Comerciais Exportadoras ou Trading. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 9
Canal de distribuição: Exportação Indireta São as exportações realizadas por meio de intermediários: 1. Empresa comercial exclusivamente exportadora; 2. Empresa comercial de atividade mista (que opera tanto nas atividades de mercado interno como de importação e exportação); 3. Cooperativas ou consórcios de fabricantes ou exportadores; 4. Indústria cuja atividade comercial de exportação seja desenvolvida com produtos fabricados por terceiros. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 10
Canal de distribuição: por intermédio de Trading Companies Trading Company é a empresa que compra mercadoria em um mercado para revendê-la em outro. É também uma exportação indireta, mas é diferente do que operar através de uma comercial exportadora. As Comerciais Exportadoras são empresas que têm como objetivo social a exportação indireta de produtos, ou seja, recebe mercadorias do fabricante com o fim especifico de exportar. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 11
Destino das mercadorias apreendidas ou abandonadas A portaria n. 100 do Ministério da Fazenda estabelece normas pra a destinação dos bens apreendidos, abandonados ou disponíveis, administrados pela Secretaria da Receita Federal. Segundo a norma, esses bens poderão ter a seguinte destinação: 1. Venda, mediante leilão, a pessoas jurídicas e físicas; 2. Incorporação a órgãos da administração pública ou a entidades sem fins lucrativos; 3. Destruição nos seguintes casos: cigarros; mercadorias imprestáveis em geral; mercadorias colocadas em leilão por 2 vezes e não alienadas. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 12
Projeto Linha Azul É o resultado da concentração dos esforços da RF, Infraero, importadores, agentes de carga e transportadores aéreos e rodoviários, que tem como objetivo agilizar todo o processo de importação, diminuir os custos operacionais, bem como incentivar, indiretamente, o incremento às exportações, uma vez que as empresas beneficiárias do regime devem apresentar uma cota de exportações anuais. A característica principal do regime é a rapidez no desembaraço das mercadorias, que atinge um tempo máximo de 6 horas úteis, da chegada da aeronave até a conclusão do despacho de importação. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 13
Projeto Linha Azul O Projeto Linha Azul teve início em julho de 1998 e passou por várias adequações e atualmente opera com as seguintes exigências: A empresa deve ter um patrimônio líquido de pelo menos R$ 3 milhões; A empresa deter ter uma exportação annual de no mínimo US$ 30 milhões; No caso de importações acima de US$ 30 milhões, a empresa deve efetuar exportações anuais no valor de 50% das importações. A empresa deve manter sistema de controle informatizado. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 14
Zona Franca de Manaus (ZFM) A ZFM é uma área de livre comércio de importação, objeto de benefícios fiscais, estabelecida com a finalidade de criaar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam o desenvolvimento dessa região, em face dos fatores locais e da grande distância que se encontra dos centros consumidores de seus produtos. A importação de mercadorias para a ZFM é isenta de impostos (II e IPI), exceto armas, munições, perfumes, fumo etc. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 15
Zona Franca de Manaus (ZFM) As mercadorias de origem estrangeira, estocadas na ZFM, quando saem para comercialização em qualquer ponto do território nacional, ficam sujeitas ao pagamento de todos os impostos que incidem sobre uma importação do exterior. Os produtos industrializados na ZFM, salvo automóveis e outros veículos (incluindo partes e peças), quando saem para qualquer outro ponto do território nacional, estão sujeitos aos Impostos de Importação relativos aos produtos de origem estrangeira empregados na industrialização, calculados os tributos mediante coeficiente de redução de sua alíquota. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 16
Loja franca As lojas francas estão instaladas nas zonas primárias de portos e aeroportos para a venda de mercadorias nacionais ou estrangeiras a passageiros de viagens internacionais, contra pagamento em cheque de viagem (traveller s check) ou moeda estrangeira conversível. As mercadorias estrangeiras importadas diretamente pelas lojas francas permanecem com suspensão do pagamento de tributos até a sua venda. O mesmo tratamento de suspensão é dispensado às aquisições de produtos nacionais junto aos estabelecimentos fabricantes no mercado interno. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 17
Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) As ZPE são áreas de livre comércio delimitadas por Decreto do Poder Executivo Federal, propostas por Estados ou Municípios, em conjunto ou isoladamente. As ZPE são destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens que são necessariamente comercializados com o exterior. A finalidade é o fortalecimento do balanço de pagamentos, a redução dos desequilíbrios regionais e a promoção da difusão tecnológica e do desenvolvimento econômico e social. www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 18
Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) As importações e exportações de empresa autorizada a operar em ZPE gozam da isenção de: II, independentemente da existência de produto similar nacional IPI Contribuição Social AFRMM IOF www.boscotorres.com.br FAFICA_16_Processos alfandegários logísticos 19