Perguntas Frequentes 1 - A utilização do CRF até seu vencimento pressupõe que as obrigações acessórias da Resolução ANTT nº 1.166/2005 também devem ser cumpridas, como o porte obrigatório de documentos (CRLV, LIT, Apólice, etc)? Resposta: O fato de ser permitido à empresa utilizar o CRF até o seu vencimento não a exime de seguir os normativos operacionais da Resolução ANTT nº 4.777/2015. Portanto, neste caso a empresa poderá sim portar apenas a autorização de viagem no interior do veículo, não importando se seu cadastro foi aprovado em momento anterior à vigência da nova Resolução. 2 - A Resolução em seu art. 63 diz que a autorizatária poderá utilizar o CRF até seu vencimento, pressupondo uma faculdade a empresa. Portanto, poderá a empresa, antes do vencimento do CRF, solicitar o Termo de autorização de Fretamento - TAF para antecipadamente se adequar à nova Resolução, ou terá que aguardar os 90 (noventa) dias anteriores ao vencimento do CRF para fazer a solicitação? Resposta: Esclarecemos que este prazo de noventa dias para envio da documentação trata-se de prazo mínimo para envio. Sendo assim, nada impede a solicitação de TAF seja realizada anteriormente a este prazo. 3 O primeiro embarque da viagem poderá ser realizado em município distinto do domicílio da autorizatária? Resposta: Nada impede que o primeiro embarque seja realizado em outro município que não o de domicílio da empresa. No entanto, o local do primeiro embarque sempre deverá coincidir com o primeiro município que constar no roteiro da viagem, pois a prestação do serviço se inicia efetivamente no momento que se dá o primeiro embarque. 4 - Há limitações de quantidade de embarques em distintos municípios de um mesmo estado? Resposta: Não há limites de locais de embarque nestes casos, desde que os embarques sejam realizados no mesmo estado do município em que se originou a viagem. 5 - Segundo a Resolução, a autorizatária não poderá utilizar motorista sem vínculo empregatício. A Resolução ANTT nº 1.166/2005 trazia rol de documentos que deveriam estar no veículo para esta comprovação. Pela Resolução ANTT nº 4.777/2015 o porte destes documentos permanece sendo obrigatório? Quais são os documentos que comprovarão o vínculo empregatício? Há possibilidade de utilização dos motoristas autônomos? Quais os documentos comprobatórios do vínculo com a autorizatária para estes? Resposta: Informamos que, conforme preceitua o Decreto nº 2.521/1998, em seu art. 54, 2º, é vedada a utilização de motorista na direção do veículo sem vínculo empregatício com a transportadora. A Resolução ANTT nº 4.777/2015 confirma a vedação, mas não exige o porte no veículo de documentação comprobatória de vínculo empregatício, para fins de fiscalização
da ANTT. Ainda, as empresas devem observar a legislação trabalhista vigente no que se refere a relações de trabalho e comprovação de vínculo empregatício. 6 - Como se dará a comunicação do desvio de roteiro? Resposta: A comunicação se dará, via internet, através do Sistema de Autorização de Viagens - SISAUT. 7 A substituição dos seis últimos algarismos do número do CRF pelos seis últimos algarismos do cadastro da autorizatária na ANTT, conforme modelo do Anexo I e a caracterização externa, estabelecida pelo art. 27, deverão ser realizadas em até 180 (cento e oitenta) dias após a data da publicação da Resolução. O número do Termo de Autorização será diferente do número do CRF? Resposta: Informamos que para as empresas que já possuem CRF válido, o número de seis dígitos, mencionado na Resolução ANTT nº 4777/2015, será os últimos 06 dígitos que constam na numeração do CRF ainda vigente da empresa. Para as empresas que solicitarem o cadastro ou recadastro, no período de vigência da nova resolução, o número a ser adesivado será impresso no DOU - Diário Oficial da União, juntamente com a própria autorização de que trata o Capítulo II da Resolução ANTT nº 4.777/2015. 8 Quais são as empresas habilitadas a operarem com o novo sistema de monitoramento? De que forma se habilitar? Resposta: O Sistema de Monitoramento do Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional Coletivo de Passageiros (MONITRIIP) é obrigatório para todos os serviços e viagens autorizados pela ANTT, conforme os Artigos 29 e 67 da Resolução ANTT nº 4.777, de 6 de julho de 2015 (transporte sob regime de fretamento), o art. 47 da Resolução nº 4.770, de 25 de junho de 2015 (transporte regular rodoviário), e as cláusulas específicas dos contratos de permissão do transporte semiurbano. A Portaria SUEXE N.º 1, de 30 de junho de 2015, estabelece os critérios para certificação de Sistemas de Monitoramento de acordo com as especificações do MONITRIIP (Resolução ANTT nº 4.499/2014). Os Sistemas de Monitoramento que forem homologados serão oportunamente divulgados no sítio eletrônico da ANTT. Todas as transportadoras deverão implantar o Sistema de Monitoramento em seus veículos, de acordo com o cronograma estabelecido no art. 67, da Resolução ANTT nº 4777 de 2015:. Art. 67. Fica estabelecido o cronograma de implantação do sistema de monitoramento, previsto no art. 29 desta Resolução, conforme o quadro seguinte: Fases Tamanho da frota Prazo para Implantação 1ª Fase Maior ou igual a 30 veículos 31/01/2016 2ª Fase De 08 a 29 veículos 30/04/2016 3ª Fase Até 7 veículos 31/07/2016
9 De que forma a transportadora enviará a ANTT a declaração de ausência de fins comerciais necessária ao transporte próprio? Há prazo mínimo antes da realização do transporte próprio para envio da declaração? A ANTT precisa analisar e autorizar este tipo de transporte? Resposta: Não há prazo mínimo para esta declaração e não haverá necessidade de autorização por parte da ANTT. Este dispositivo foi criado apenas para diminuir os problemas relacionados aos transportes próprios realizados por veículos de placa vermelha, pois existe a dificuldade de comprovar, em campo, a ausência de prestação de serviço e a destinação própria deste tipo de transporte. Não haverá análise prévia da declaração. 10 Há necessidade de comprovação do vínculo empregatício ou familiar para realização do transporte próprio? Se sim, como se dará esta comprovação? Resposta: Sim. O fato de o transporte próprio ter sido declarado via sistema não exime o transportador da comprovação. Esta poderá se dar tanto por meio de entrevista com os passageiros, quanto por meio de documentação comprobatória apresentada pela empresa no ato da fiscalização. 11 Quais os documentos de comprovação da regularidade do cadastro do motorista em caso de indisponibilidade do sistema? Resposta: A comprovação de regularidade do motorista se dará com a impressão da tela do Sistema de Motoristas - SISMOT, em que constam os dados do motorista e a situação ativo. 12 O art. 32 da Resolução ANTT nº 4.777/2015 determina que a licença deverá conter os dados da nota fiscal, mas não diz se o porte permanece obrigatório. Será necessário portar no veículo a nota fiscal? Resposta: Não será necessário o porte da nota fiscal no interior do veículo, devendo portar apenas a licença de viagem. Ressaltamos que as informações da nota fiscal deverão ser incluídas no sistema no momento da emissão e constarão na licença de viagem. 13 A relação de passageiros poderá conter abreviações? Havendo anotação apenas do prenome e de um dos sobrenomes do passageiro (além do doc. de identificação e órgão emissor) a listagem estará regular? Resposta: A Resolução permite que se digite apenas o nome e ao menos um dos sobrenomes do passageiro, sendo obrigatório o número do documento de identificação e órgão emissor. Apesar de permitir a supressão de sobrenomes, a abreviação destes deve ser evitada. (Como exemplo, deve-se evitar o preenchimento desta forma: JP da Silva; Joao A., etc...) 14 O que serão consideradas "informações" para fins de correção da listagem de passageiros? Resposta: As informações se referem aos campos disponibilizados no sistema para identificação do passageiro, tais como: nome, documento de identificação, órgão expedidor. 15 O motorista autônomo poderá ser cadastrado em mais de uma empresa? E o que possuir vínculo empregatício?
Resposta: Informamos que, conforme preceitua o Decreto nº 2.521/1998, em seu Art. 54, 2º, é vedada a utilização de motorista na direção do veículo sem vínculo empregatício com a transportadora. A Resolução ANTT nº 4.777/2015 confirma a vedação, mas não exige o porte no veículo de documentação comprobatória de vínculo empregatício, para fins de fiscalização da ANTT. Não há impedimento de cadastro de um motorista em mais de uma empresa. 16 Em caso de necessidade de alteração do motorista após emitida a licença de viagem, antes e depois de iniciada a viagem, será possível fazer a alteração? Se sim, de que forma? Resposta: Antes do início da viagem, não é possível trocar o motorista. Se necessário, a empresa deverá efetuar o cancelamento da autorização de viagem e emitir nova autorização de viagem. Para viagem já iniciada, a troca de motorista deve ser comunicada por meio do sistema de emissão de autorização de viagem SISAUT, disponível em: https://appweb.antt.gov.br/av/avpublico/inicial.asp, na opção Solicitar Serviços para Viagens ão. 17 A resolução fala em capital social integralizado superior a R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais). Pode-se considerar que o valor mínimo exigido será de R$ 120.000,00? Ou será necessário ser superior a este limite? Se sim, superior em quanto? Resposta: O valor mínimo exigido é o de R$ 120.000,00. Portanto, a empresa poderá apresentar capital social igual ou superior a este valor. 18 A empresa que permanecer com o CRF até seu vencimento, terá que estar com o Capital Social atualizado, ou a atualização será exigida apenas quando da renovação do cadastro da empresa? Resposta: A empresa já autorizada só necessitará adequar o seu capital social quando do recadastramento. 19 Quanto ao art. 13, inciso I, da Resolução ANTT nº 4.777/2015, uma empresa solicitante de autorização deve estar enquadrada conforme determina a lei para empresas que atuam além dos municípios e região metropolitana (Fora do Simples Nacional e Micro Empreendedor Individual)? Resposta: Para se cadastrar na Agência Nacional de Transporte Terrestre, é exigido que a empresa possua em seu Contrato Social ou em seu registro de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (atividade principal ou secundária), uma das atividades listadas: 4922-1/02 Transporte Rodoviário Coletivo de Passageiros, com Itinerário Fixo, Interestadual; 4922-1/03 Transporte Rodoviário Coletivo de Passageiros, com Itinerário Fixo, Internacional; 4929-9/02 - Transporte Rodoviário Coletivo de Passageiros, sob regime de fretamento, Intermunicipal, Interestadual e internacional; 4929-9/04 Organização de Excursões em veículo Rodoviário Próprio, Intermunicipal, Interestadual e internacional. Na hipótese de utilização do simples nacional deverá se proceder a verificação por parte do contador da respectiva empresa para confirmar se há respectiva possibilidade de compatibilidade com uma das atividades econômicas citadas. 20 Quanto ao art. 15 da Resolução faz-se necessário esclarecimentos a respeito da idade dos veículos. A Resolução ANTT nº 4.777/2015 enquadra na categoria M2 e M3 em 15 anos,
quando temos na M2 veículos tipo Van e sabemos que esta não suportaria 15 anos de uso, sem que houvessem riscos de grande ordem aos seus ocupantes. Resposta: Entendemos que as restrições impostas aos veículos do tipo micro-ônibus já são suficientes e que a segurança dos veículos mais antigos será garantida por meio da realização de inspeção técnica veicular anual. 21 Quanto ao art. 38 da Resolução ANTT nº 4.777/2015, a emissão de nova licença de viagem para um mesmo veículo somente será liberada depois de transcorrido o período composto pela soma dos seguintes tempos: I - tempo mínimo para conservação, limpeza e manutenção do veículo de uma hora; e II - tempo de permanência mínima nos destinos, estipulado como igual ao tempo de deslocamento de ida da origem ao destino, considerado o limite máximo de 12 (doze) horas? Resposta: O artigo 38 estabelece que nova licença de viagem para um mesmo veículo somente será liberada depois de transcorrido o período composto pela soma dos seguintes tempos: tempo mínimo para conservação, limpeza e manutenção do veículo (sempre de 1 hora) e do tempo de permanência mínima nos destinos, estipulado como igual ao tempo de deslocamento de ida da origem ao destino. Ainda, afirma que a exigência máxima de permanência no destino que poderá ser imposta pela ANTT é de 12 (doze) horas. Assim, para que o veículo seja liberado para realizar nova viagem será somado o tempo necessário para realizar todo o roteiro com velocidade média de 67,5 km/h, mais o tempo de permanência mínima e o tempo de manutenção. Esse será o tempo MÍNIMO que o veículo constará como em viagem. Decorrido esse tempo, contado a partir da data e hora do início da viagem, o veículo será liberado para iniciar outra viagem. Exemplo 1: Início da Viagem: 24/10/2015 08:00 Ida (A B) 100 km Volta (B A) 100 km Cálculos Tempo da Ida = 100/67,5 = 1,48 1 horas e 28 minutos Tempo da Volta = 100/67,5 = 1,48 1 horas e 28 minutos Tempo de Permanência Mínima no Destino = Tempo da Ida = 1 hora e 28 minutos Tempo de Manutenção, Conservação e Limpeza (fixo) = 1 hora = 5 horas e 24 minutos No exemplo, o veículo estaria liberado para realizar outra viagem, no mínimo, no dia 24/10/2015, às 13h25min. Exemplo 2: Início da Viagem: 24/10/2015 08h Ida (A B) 1200 km Volta (B A) 1200 km Cálculos Tempo da Ida = 1200/67,5 17,77 17 horas e 46 minutos Tempo da Volta = 1200/67,5 17,77 17 horas e 46 minutos Tempo de Permanência Mínima no Destino = Exigência Máxima = 12 horas Tempo de Manutenção, Conservação e Limpeza (fixo) = 1 hora = 48 horas e 32 minutos No exemplo, o veículo estaria liberado para realizar outra viagem, no mínimo, no dia 26/10/2015, às 8h33min.
22 - Como fica o valor a ser cobrado pela ANTT para o registro e renovação? Estamos preocupados com o valor de R$ 1.800,00 por carro por ano. Resposta: Com a relação à taxa de fiscalização, esta será cobrada por veículo e a cada ano, conforme preceitua o artigo 77, 3º, da Lei 10.233 de 2001, alterada pelo Lei 12.996 de 2014: " 3o No caso do transporte rodoviário coletivo interestadual e internacional de passageiros, a taxa de fiscalização de que trata o inciso III do caput deste artigo será de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais) por ano e por ônibus registrado pela empresa detentora de autorização ou permissão outorgada pela ANTT. Portanto, esclarecemos que cabe à ANTT apenas regulamentar o que já foi imposto pela legislação e que a revisão do valor exige a alteração da referida Lei. 23 - Pedimos que fosse concedido o mesmo já aplicado ao Transporte de Carga, ou seja, na Resolução ANTT nº 3.056, de 12 de março de 2009, a exigência do pagamento da Contribuição Sindical como requisito para obtenção de licença. Dessa forma, precisamos saber qual o motivo que não obtivemos tratamento igual? Haverá Resolução específica complementar para que haja consonância entre as Resoluções editadas por esta Agência? Resposta: A Resolução ANTT nº 4.777/2015 não contempla a respectiva exigência do pagamento de contribuição sindical como requisito para obtenção de licença. A Lei nº 10.233/2001, que criou a ANTT, não exige que a autarquia condicione o registro das empresas de fretamento à entrega da comprovação do pagamento da contribuição sindical, assim entende-se que o art. 608 da CLT não se aplica às atribuições específicas conferidas pela Lei nº 10.233/2001. 24 - A empresa renovou a ANTT agora a poucos meses, qual o prazo para o recadastramento? Resposta: Neste caso, antes da entrada em vigor da Resolução ANTT nº 4.777/2015, uma empresa recém- cadastrada continuará com seu CRF em vigor até o limite de vigência. Neste caso a empresa só precisará se adequar a respectiva Resolução a partir da data de 07 de agosto de 2015 na hipótese de novas solicitações de inclusão ou solicitação de recadastramento no prazo de 90 dias anterior ao fim da vigência do atual CRF. 25 - É muito tempo para adequar a idade dos carros, vai levar 10 anos para chegar em 15 anos, porque esta situação e porque tal assunto não foi objeto de consulta mais ampla ou consulta direcionado aos representantes de categoria? Resposta: Foi realizado estudo técnico para avaliar o impacto da imposição de uma idade máxima de frota, para veículos do tipo ônibus, considerando que atualmente não existe tal limite. O impacto foi considerado elevado e a regra de transição foi considerada necessária, uma vez que promove a renovação gradual dos veículos, sem comprometer o retorno financeiro daqueles que investiram em veículos mais antigos, com base no regramento vigente à época da aquisição. 26 - O valor do Seguro de Responsabilidade Civil é o mesmo valor nas categorias M2 e M3? Resposta: Sim, o valor de cobertura de apólice para ambas as categorias M2 e M3 é o mesmo, no valor de R$ 3.311.633,21. Ressaltamos que o valor do prêmio, que é pago pela empresa, varia não somente com base no valor de cobertura de apólice, havendo outros critérios utilizados pela seguradora para a determinação de tal valor.
27 As empresas que possuem o CRF vigente até 2016 e 2017 conseguirão emitir a autorização de viagem já dentro dos moldes da nova resolução ou permanecerão com o mesmo sistema? Resposta: O fato de ser permitido à empresa utilizar o CRF até o seu vencimento não a exime de seguir os normativos operacionais da nova Resolução. Portanto, neste caso a empresa poderá sim emitir nova autorização já dentro dos novos moldes da nova resolução, lembrando que deverá portar com a implantação da nova resolução apenas a licença de viagem (autorização de viagem) no interior do veículo, não importando se seu cadastro foi aprovado em momento anterior à vigência da nova Resolução. 28 O Laudo de Inspeção Técnica - LIT, vigente, terá validade para fins de fiscalização até seu vencimento ou a empresa terá que fazer o Certificado de Segurança Veicular - CSV já para substituí-lo a partir do dia 07/08/15? Resposta: O Art. 43 da Resolução ANTT nº 1.166/2005, mencionava que o Laudo de Inspeção Técnica (LIT) poderia ser emitido pelo Inmetro ou seus credenciados, empresas credenciadas pelo Denatran, concessionárias ou oficinas, desde que credenciadas pelo fabricante de veículos do tipo ônibus e entes públicos delegantes do serviço de transporte rodoviário de passageiros, desde que conste em suas atribuições a emissão de laudos de inspeção que atestem a segurança do veículo tipo ônibus. O art. 11, inciso II, da Resolução ANTT nº 4.777/2015, estabeleceu a exigência do Certificado de Segurança Veicular (CSV), conforme a Portaria Denatran nº 160/2014. Após essas considerações iniciais, há duas situações que devem ser distinguidas: Cadastro da Frota (Art. 11, inciso II) Para inclusão de veículo na frota da autorizatária, será aceito somente o CSV. Portanto, o LIT emitido pelo Inmetro ou seus credenciados, por entes públicos delegantes do serviço de transporte rodoviário de passageiros e pelas concessionárias ou oficinas não serão admitidos, ainda que tenham sido emitidos em data anterior ao dia 07/08/2015. Atualização do Cadastro da Frota (Art. 20) A autorizatária deverá manter atualizado o CSV durante toda a vigência do cadastro da frota. Dessa forma, bastará a autorizatária enviar um e-mail para gehab@antt.gov.br com as seguintes informações no caso do CSV emitido pelas empresas credenciadas pelo Denatran: razão social da autorizatária, número do CNPJ e placas dos veículos. A autorizatária deverá enviar pelos Correios à ANTT, o LIT emitido pelo Inmetro ou seus credenciados (via original), concessionárias ou oficinas ou entes públicos delegantes do serviço de transporte rodoviário de passageiros. Portanto, os LIT s anteriores a data de 07/08/2015 são aceitos pela ANTT para fins de atualização do cadastro da frota. 29 Na Resolução ANTT nº 4.777/2015, há a substituição do LIT pelo CSV. Já na Resolução ANTT nº 4770/2015 não há qualquer menção. Para o transporte regular, mantem-se o LIT? Resposta: Somente para o transporte sob regime de fretamento há a exigência de realização de inspeção técnica veicular efetivada pela emissão de Certificado de Segurança Veicular CSV. Já para o serviço regular (Resolução 4.770/2015), foi imposta a exigência de realização de inspeção técnica veicular, comprovada mediante o envio do documento Laudo de Inspeção Técnica LIT. 30 Para o transporte regular, o CITV substitui o LIT/CSV?
Resposta: Não, para fins de cadastro nesta agência com relação ao serviço regular (Resolução 4.770/2015), será somente aceito LIT ou CSV. Quando da prestação do serviço, na realização de viagem internacional, a empresa deverá portar o CITV no interior do veículo, conforme dispõe o Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre - ATIT. Para o cadastramento no serviço fretado, deverá ser enviado somente CSV (Resolução 4.777/2015, Art. 10). Da mesma maneira que o serviço regular, quando da prestação do serviço, na realização de viagem internacional, a autorizatária deverá portar o CITV no interior do veículo, em conformidade com o Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre ATIT, que dispões sobre esse e demais assuntos relacionados ao transporte internacional. 31 Hoje, as empresas de inspeção fazem a seguinte emissão: a) Inspeções em veículos de transporte interestadual: CSV com o dístico "ANTT" e LIT; b) Inspeções em veículos de transporte internacional: CSV com o dístico "CITV" e o próprio CITV, acompanhado do selo (SAIV). ' Se realizarmos a inspeção para transporte internacional, poderemos apresentar o CSV com o dístico "CITV" para atendimento da Resolução ANTT nº 4.777/2015, ou realmente teremos que fazer duas inspeções distintas? Resposta: Sim. Se o CSV que acompanha o CITV não for aquele emitido para inspeção da ANTT, a empresa deverá realizar as duas inspeções. 32 Se o cadastro vence dia 15/10/2015, depois que houver a renovação e publicação no DOU é que terá validade por 3 (três) anos? Resposta: Sim, a partir da publicação em DOU que passará a vigorar a respectiva validade. Esclarecemos que de acordo com Resolução nº 4.777/2015, a empresa tem um prazo mínimo de envio da documentação de 90 (noventa) dias antes do fim de vigência de seu atual CRF para renovação de seu cadastro, para que haja tempo hábil para fins de cadastramento. 33 Se solicitar a inclusão de um veículo na frota de uma empresa que possui o CRF, haverá necessidade também de enviar, além dos documentos pertinentes à inclusão, a comprovação do capital social de R$ 120.000,00? Ou apenas quando houver o recadastramento desta empresa? Se uma empresa possui o CRF com validade para 15/10/2015 e o Contrato social hoje consta R$ 50.000,00, é necessário atualizar para R$ 120.000,00? Resposta: Não, o novo capital social referente ao respectivo artigo somente deverá ser comprovado em contrato social quando a empresa solicitar novo termo de autorização (cadastramento), enquanto estiver com atual CRF em vigor poderá ser solicitada a inclusão normalmente. 34 Na emissão do laudo do MERCOSUL (internacional) vem junto o CSV. Este terá validade para a ANTT? O CSV aceito para fins de cadastro é o emitido para inspeção da ANTT. Não temos conhecimento de qual CSV acompanha o laudo do Mercosul. O CITV emitido para o Mercosul não substitui o CSV ANTT? Resposta: No caso de cadastramento com relação ao transporte fretado deverá ser enviado somente CSV específico (inspeção da ANTT) para fins de cadastro na ANTT (art. 10, Resolução ANTT 4.777/2015). Para fins de realização de viagem internacional deverá ser emitido e portado no veículo o respectivo CITV.
35 A ANTT irá monitorar as certidões negativas, mesmo sem o envio de certidões? Resposta: Para fins de atualização do cadastro, é exigido o envio das certidões para comprovação da regularidade fiscal apenas a cada 3 anos. No entanto, ressaltamos que a empresa deve manter a regularidade fiscal da empresa durante todo o período do cadastro. 36 Os 540 Km quilômetros serão de ida e volta ou 540 para ida e mais 540 km para a volta? Resposta: A regra geral é que a soma da ida e a volta não poderá ultrapassar o limite de 540 km, ou seja, 270 km para ida e 270 km para a volta. No entanto, para as viagens do tipo traslado, que só tem uma etapa (ida ou volta), ou seja, não obedecem a característica de "circuito fechado", será permitido que o ônibus percorra 540 km em um trecho só. Não há incoerência operacional, visto que, no caso do traslado, a viagem contém apenas uma etapa e, portanto, não há controle de quilometragem do trecho em que o veículo não está em serviço. 37- Já existem empresas autorizadas ou conveniadas a fornecer o Sistema de Monitoramento? Resposta: O Sistema de Monitoramento do Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional Coletivo de Passageiros (MONITRIIP) é obrigatório para todos os serviços e viagens autorizados pela ANTT, conforme os Artigos 29 e 67 da Resolução ANTT nº 4.777, de 6 de julho de 2015 (transporte sob regime de fretamento), o Artigo 47 da Resolução nº 4.770, de 25 de junho de 2015 (transporte regular rodoviário), e as cláusulas específicas dos contratos de permissão do transporte semiurbano. A Portaria SUEXE N.º 1, de 30 de junho de 2015, estabelece os critérios para certificação de Sistemas de Monitoramento de acordo com as especificações do MONITRIIP (Resolução ANTT nº 4.499/2014). Os Sistemas de Monitoramento que forem homologados serão oportunamente divulgados no sítio eletrônico da ANTT. Todas as transportadoras deverão implantar o Sistema de Monitoramento em seus veículos, de acordo com o cronograma estabelecido no art. 67, da Resolução ANTT nº 4777 de 2015: Art. 67. Fica estabelecido o cronograma de implantação do sistema de monitoramento, previsto no Art. 29 desta Resolução, conforme o quadro seguinte: Fases Tamanho da frota Prazo para Implantação 1ª Fase Maior ou igual a 30 veículos 31/01/2016 2ª Fase De 08 a 29 veículos 30/04/2016 3ª Fase Até 7 veículos 31/07/2016 38 Qual seria o documento que comprove a regularidade do cadastro do motorista na ANTT? Se ele consta da licença de viagem é porque ele está cadastrado? Reposta: Esse documento é exigido apenas em caso de indisponibilidade do sistema, ou seja, quando não há a possibilidade de emissão da licença de viagem. Assim, considerando que o cadastro do motorista é válido por cinco anos, sugere-se à empresa que mantenha em seus registros a impressão ou a cópia das telas do sistema de motoristas, em que conste a situação ativa do motorista, para serem utilizadas nessas situações emergenciais.
39 A relação de passageiros deverá conter nome, ao menos um sobrenome, número do documento de identificação e órgão emissor de todos os passageiros. Não precisa mais ser nome completo, pode abreviar? Resposta: A Resolução permite que se digite apenas o nome e ao menos um dos sobrenomes do passageiro, sendo obrigatório o número do documento de identificação e órgão emissor. Apesar de permitir a supressão de sobrenomes, a abreviação destes deve ser evitada. (Como exemplo, deve-se evitar o preenchimento desta forma: JP da Silva; Joao A., etc...) 40 O preenchimento incorreto de até duas das informações relativas a um passageiro será considerado correção e não será contabilizado como inclusão ou substituição. Então se errar nome e sobrenome, mas o RG está correto, seria só uma correção? Resposta: Sim. 41 A solicitação para as licenças de viagem listadas no art. 37 da Resolução ANTT nº 4.770/2015 deve ser submetida à análise da ANTT com antecedência mínima de 2 (dois) dias úteis do início da viagem? Resposta: O art. 37 da Resolução ANTT nº 4.777/2015 lista as viagens cuja emissão de licença de viagem não é automática e depende de análise da ANTT. O respectivo prazo é necessário para que haja de tempo hábil para análise e respectivo cadastro de licença de viagem. 42 As empresas que possuem registro vigente permanecerão utilizando o CRF até a renovação do registro, quando se adequarão a nova Resolução? O CRF é de porte obrigatório? A partir do dia 07 de agosto de 2015 todas as empresas devem observar as regras da Resolução ANTT nº 4777 de 2015. As empresas com CRF vigente poderão utiliza-los até o seu vencimento. Com o advento da Resolução ANTT nº 4777 de 2015, o CRF não é mais documento de porte obrigatório no veículo e não será mais emitido, é suficiente o porte da Licença de Viagem emitida via sistema no interior do veículo. Desse modo, todos os veículos com inclusão deferida na frota já estão disponíveis para emissão da autorização de viagem (licença de viagem). 43 - Onde é expedida a certidão trabalhista? Conforme preceitua o art. 13, V, da Resolução nº 4777, de 2015, a empresa deverá apresentar certidão negativa ou positiva com efeitos de negativa de débitos trabalhistas que comprova a inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho. A Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas - CNDT é emitida eletronicamente no site do Tribunal Superior do Trabalho TST no endereço: http://www.tst.jus.br/certidao. O prazo de validade é de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data de sua emissão. A aceitação desta certidão depende de verificação de sua autenticidade no portal do Tribunal Superior do Trabalho. 44 - O pagamento de emolumentos para cadastro e inclusão de veículos continuará?
A partir do dia 7 de agosto de 2015, não será necessário realizar o pagamento de emolumentos. 45 - Como faz para encaminhar as certidões criminais estaduais e federais dos motoristas e qual a resolução especifica que trata do cadastro de motorista? As exigências para cadastro do motorista estão previstas na Resolução ANTT nº 1.971/2007. Para cadastrar um motorista, é necessário que a empresa, após obtenção do Termo de Autorização de fretamento - TAF, efetue o pré-cadastro do motorista, no Sistema de Autorização de Viagem de Fretamento Turístico ou de Fretamento Eventual SISAUT. Em seguida, a empresa deve enviar para gehab.motoristas@antt.gov.br as certidões de distribuição criminal estadual e federal, do domicílio do motorista. Excepcionalmente, serão recebidas pelo correio, apenas as certidões estaduais cuja autenticidade não possa ser confirmada em consulta pela internet. Para maiores informações dos locais de emissão (por estado) das certidões acesse o link: http://www.antt.gov.br/html/objects/_downloadblob.php?cod_blob=17207 Obs.: Não são aceitas certidões enviadas pela ouvidoria. Não são aceitas certidões emitidas pelas Polícias Militar, Civil ou Federal, nem aquelas emitidas pela Secretaria de Segurança Pública. O envio de certidões emitidas pela internet e demais questionamentos podem ser tratados diretamente com o setor responsável pelo e-mail gehab.motoristas@antt.gov.br O envio deve ser realizado somente após o pré-cadastro do motorista no respectivo sistema. As pendências encontradas na análise das certidões enviadas ficarão disponíveis no cadastro de cada motorista. As certidões devem ser renovadas a cada cinco anos. O motorista só poderá ser utilizado após a análise das certidões e ativação do motorista no sistema da ANTT. 46 - É obrigatória a caracterização do veículo? É obrigatória a caracterização externa do veículo de maneira a permitir a identificação da autorizatária. Se o veículo cadastrado prestar serviço regular, a empresa poderá manter a caracterização do serviço regular. Caso haja interesse do contratante para utilização de caracterização diferente da padronizada pela autorizatária, a autorizatária deverá comunicar à ANTT o padrão diferenciado utilizado e a placa do veículo que será submetido a esse padrão. A Resolução nº 4.777/2015 estabeleceu o prazo de 180 dias para cumprimento da caracterização externa, que se encerrará no dia 4 de janeiro de 2016.