ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE LITERATURA Nome: Nº 1 a. Série Data: / /2015 Professores: Fernando, Roberto Nota: (valor: 1,0) Introdução Caro aluno. 3º bimestre Neste semestre, você obteve média inferior a 6.0 e, portanto, não assimilou plenamente o que foi estudado. Este é o momento de retomar os tópicos trabalhados, para complementar seu aprendizado. O presente roteiro tem por objetivo auxiliar a organização de seus estudos para que os conteúdos necessários do 3º bimestre sejam efetivamente adquiridos. Para tanto você fará um trabalho que visa ao resgate de informações fundamentais para a condução dos estudos no próximo bimestre. Procedimento de estudo Releia suas anotações de sala de aula; Faça resumos dos conteúdos do capítulo 8 do livro didático Literatura. Tempos, leitores e leituras, de Maria Luiza M. Abaurre e Marcela Pontara referente à Unidade 1 capítulo 8 (p. 126 140) - (esse procedimento é uma sugestão para o seu estudo, ou seja, não será necessário entregar os referidos resumos). o Atenção especial à figura de Luís Vaz de Camões Relembrar as formas poéticas adotadas pelo autor quanto à métrica: redondilhas medida velha e o verso decassílabo medida nova na forma fixa do soneto. Relembrar os gêneros adotados pelo poeta: Lírico (lembrando seus temas principais: o Amor, o desconcerto do mundo ) Épico Os Lusíadas concentrando-se nos episódios estudados: Inês de Castro, O Velho do Restelo e O Gigante Adamastor. É fundamental a releitura do livro do bimestre Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto o Releia e estude as anotações do caderno referentes às análises feitas em sala sobre esses textos e sobre a intertextualidade que estabelecem com outras obras.
Trabalho Responda as seguintes questões referentes aos conteúdos revisados por você. Textos para a questão 01 Texto 1 Ao Desconcerto do Mundo Os bons vi sempre passar No mundo graves tormentos; E para mais me espantar, Os maus vi sempre nadar Em mar de contentamentos. Cuidando alcançar assim O bem tão mal ordenado, Fui mau, mas fui castigado. Assim que, só para mim, Anda o mundo concertado. Camões Texto 2 Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o Mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. Camões Vocabulário: soía: costumava.
01. Compare os poemas acima e responda ao que se pede. a) Os poemas acima pertencem a qual gênero da poesia de Luís Vaz de Camões: Lírica ou Épica? (VALOR: 0,10) b) Quanto à forma, qual a diferença na métrica dos versos utilizados na composição de cada um dos poemas? (VALOR: 0,10) c) Com relação ao texto 2 responda: Tendo em vista que o poema foi composto em uma forma fixa criada no período do Classicismo, como ele é classificado tendo em vista a organização das estrofes? Explique e indique as características desse tipo de composição poética, ilustrando com passagens do poema. (VALOR: 0,10) d) Com relação ao tema, os dois textos tratam de assuntos diferentes. O texto 1 discorre sobre o que Camões chamou de O Desconcerto do Mundo e o texto 2, sobre As Mudanças Constantes da Vida. Compare os poemas, observando como ocorre o desenvolvimento do tema, em cada um deles; em seguida, aponte as diferenças entre eles, ilustrando com exemplos extraídos dos próprios textos analisados. (VALOR: 0,10)
Textos para a questão 02 Texto 1 As armas e os barões assinalados Que da Ocidental praia Lusitana, Por mares nunca dantes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram; E também as memórias gloriosas Daqueles Reis que foram dilatando A Fé, o Império, e as terras viciosas De África e de Ásia andaram devastando, E aqueles que por obras valorosas Se vão da lei da Morte libertando Cantando espalharei por toda a parte Se a tanto me ajudar o engenho e arte. Texto 2 O meu nome é Severino, não tenho outro de pia. Como há muitos Severinos, que é santo de romaria, deram então de me chamar Severino de Maria; como há muitos Severinos com mães chamadas Maria, fiquei sendo o da Maria do finado Zacarias, mas isso ainda diz pouco: há muitos na freguesia, por causa de um coronel que se chamou Zacarias e que foi o mais antigo senhor desta sesmaria. Luís de Camões, Os Lusíadas (1572) Canto I, 1--2 João Cabral de Melo Neto Morte e Vida Severina. 02. O texto 1 corresponde à Proposição do poema Os Lusíadas e tem por objetivo apresentar ao leitor os assuntos a serem desenvolvidos ao longo da história. Tendo em
vista a passagem e seus conhecimentos sobre a obra, explique quais são os temas principais tratados no poema e explique, também, qual o objetivo dessa obra. (VALOR: 0,2) 03. O texto 2 corresponde ao início do poema dramático Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. Explique resumidamente qual é o tema principal da história, explicitando quem é o protagonista e qual a sua jornada ao longo do texto. (VALOR: 0,2)
04. Descreva as diferenças entre os textos 1 e 2 no que diz respeito à composição: métrica, tipo de estrofe e organização de rimas. (VALOR: 2,0)
ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE LITERATURA Nome: Nº 1 a. Série Data: / /2015 Professores: Fernando, Roberto Nota: (valor: 1,0) 4º bimestre Introdução Caro aluno. Neste semestre, você obteve média inferior a 6.0 e, portanto, não assimilou plenamente os conhecimentos necessários. Este é o momento de retomar os tópicos estudados para complementar seu aprendizado. O presente roteiro tem por objetivo auxiliar a organização de seus estudos para que os conteúdos vistos no 4º bimestre sejam efetivamente adquiridos. Para tanto você fará um trabalho que visa ao resgate de informações que serão fundamentais para a condução dos estudos no próximo ano. Procedimento de estudo Faça resumos dos conteúdos dos capítulos 10 Barroco (p.166 p.183) e 11 Arcadismo (p.191 p.207) do livro didático Literatura. Tempos, leitores e leituras, de Maria Luiza M. Abaurre e Marcela Pontara (esse procedimento é uma sugestão para o seu estudo, ou seja, não será necessário entregar os referidos resumos). o No capítulo 10, dê atenção especial aos seguintes aspectos: Relembrar os conceitos de Cultismo e Conceptismo Relembrar os gêneros de poesia adotados pelo poeta Gregório de Matos: Poesia Lírica, Poesia Sacra e Poesia Satírica Relembrar as principais características dos Sermões de Padre Antônio Vieira. o No capítulo 11, atenção especial à poesia lírica amorosa de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. É fundamental a releitura dos livros do 4º Bimestre: Memórias de um Sargento de Milícias de Manuel Antônio de Almeida e O Conto da Ilha Desconhecida de José Saramago. o Releia e estude as anotações do caderno referentes às análises feitas em sala sobre esses textos e a intertextualidade que estabelecem com outras obras.
Trabalho Responda as seguintes questões referentes aos conteúdos revisados por você. Texto para a questão 1 O major recebeu-as de rodaque de chita e tamancos, não tendo a princípio suposto o quilate da visita; apenas porém reconheceu as três, correu apressado à camarinha vizinha, e envergou o mais depressa que pôde a farda: como o tempo urgia, e era uma incivilidade deixar sós as senhoras, não completou o uniforme, e voltou de novo à sala de farda, calças de enfiar, tamancos, e um lenço de Alcobaça sobre o ombro, segundo seu uso. A comadre, ao vê-lo assim, apesar da aflição em que se achava, mal pôde conter uma risada que lhe veio aos lábios. Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias Rodaque = espécie de casaco. Camarinha = quarto. Calças de enfiar = calças de uso doméstico. Considerando o fragmento acima do antepenúltimo capítulo de Memórias de um Sargento de Milícias, no qual se narra a visita que D. Maria, Maria Regalada e a comadre fizeram ao Major Vidigal, para interceder por Leonardo (filho) no fim da história, responda ao que se pede. a) considerando o fragmento no contexto da obra, interprete o contraste que se verifica entre as peças do vestuário com que o major voltou à sala para conversar com as visitas. (VALOR: 0,15)
b) qual a relação entre o referido vestuário do major e sua decisão de favorecer Leonardo (filho), fazendo concessões quanto à aplicação da lei? (VALOR: 0,10) Texto para a questão 2 O capitão veio, leu o cartão, mirou o homem de alto a baixo, e fez a pergunta que o rei se tinha esquecido de fazer, Sabes navegar, tens carta de navegação, ao que o homem respondeu, Aprenderei no mar. O capitão disse, Não to aconselharia, capitão sou eu, e não me atrevo com qualquer barco, Dá-me então um com que possa atrever-me eu, não, um desses não, dá-me antes um barco que eu respeite e que possa respeitar-me a mim, Essa linguagem é de marinheiro, mas tu não és marinheiro, Se tenho a linguagem, é como se o fosse. O capitão tornou a ler o cartão do rei, depois perguntou, Poderás dizer-me para que queres o barco, Para ir à procura da ilha desconhecida, Já não há ilhas desconhecidas, O mesmo me disse o rei, O que ele sabe de ilhas, aprendeu-o comigo, É estranho que tu, sendo homem do mar, me digas isso, que já não há ilhas desconhecidas, homem da terra sou eu, e não ignoro que todas as ilhas, mesmo as conhecidas, são desconhecidas enquanto não desembarcarmos nelas, Mas tu, se bem entendi, vais à procura de uma onde nunca ninguém tenha desembarcado, Sabê-lo-ei quando lá chegar, Se chegares, Sim, às vezes naufraga-se pelo caminho, mas, se tal me viesse a acontecer, deverias escrever nos anais do porto que o ponto a que cheguei foi esse (...) (O conto da ilha desconhecida, José Saramago) 02. O texto O conto da ilha desconhecida, cujo tema é o sonho e a ação, apresenta um protagonista disposto a procurar por uma ilha desconhecida, embora não tenha conhecimentos náuticos nem tripulação para tal. Tendo em vista o trecho acima e seus conhecimentos sobre o texto, explique como ele consegue o barco, por que há certa resistência do responsável do porto e qual será o desfecho da história. (VALOR: 0,25)
Texto para a questão 3 Nasce o Sol e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém se acaba o Sol, por que nascia? Se formosa a Luz é, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. (Gregório de Matos) 03.Qual [quais] a[s] figura[s] de linguagem predominante[s] na escola literária do Barroco presente[s] no texto 1? Dê exemplos. (VALOR: 0,10)
Texto para a questão 4 Memento homo, quia pulvis es, et in pulveren reverteris. (Lembra-te homem, que és pó, e em pó te hás de converter.) Duas coisas prega hoje a Igreja a todos os mortais, ambas grandes, ambas tristes, ambas temerosas, ambas certas. Mas uma de tal maneira certa e evidente, que não é necessário entendimento para crer: outra de tal maneira certa e dificultosa, que nenhum entendimento basta para alcançar. Uma é presente, outra futura, mas a futura vêem-na os olhos, a presente não a alcança o entendimento. E que duas coisas enigmáticas são estas? Pulvis es, et in pulveren reverteris: Sois pó, e em pó vos haveis de converter. Sois pó, é a presente; em pó vos haveis de converter, é a futura. O pó futuro, o pó em que nos havemos de converter, vêem-no os olhos; o pó presente, o pó que somos, nem os olhos o vêem, nem o entendimento o alcança. Que me diga a Igreja que hei de ser pó: In pulverem reverteris, não é necessário fé nem entendimento para o crer. Naquelas sepulturas, ou abertas, ou cerradas, o estão vendo os olhos. (...) Mas que me diga e me pregue hoje a mesma Igreja, regra da fé e da verdade, que não só hei de ser pó de futuro, senão que já sou pó de presente: Pulvis es? Como o pode alcançar o entendimento, se os olhos estão vendo o contrário? É possível que estes olhos que vêem, estes ouvidos que ouvem, esta língua que fala, estas mãos e estes braços que se movem, estes pés que andam e pisam, tudo isto, já hoje é pó: Pulvis es? (..) A Igreja diz-me, e supõe que sou homem: logo não sou pó. O homem é uma substância vivente, sensitiva, racional. O pó vive? Não. Pois como é pó o vivente? O pó sente? Não. Pois como é pó o sensitivo? O pó entende e discorre? Não. Pois como é pó o racional? Enfim, se me concedem que sou homem: Memento homo, como me pregam que sou pó: Quia pulvis es? Nenhuma coisa nos podia estar melhor que não ter resposta nem solução esta dúvida. Mas a resposta e a solução dela será a matéria do nosso discurso. Para que eu acerte a declarar esta dificultosa verdade, e todos nós saibamos aproveitar deste tão importante desengano, peçamos àquela Senhora, que só foi exceção deste pó, se digne de nos alcançar a graça. Ave Maria. (Padre Antônio Vieira, Sermão da Quarta-feira de Cinzas). 04. No sermão, Pe. Antônio Vieira afirma que a igreja prega duas coisas sendo uma fácil de entender e outra muito difícil. Tendo em vista esse fato, responda: a) Explicite o que o autor afirma que não é necessário entendimento para crer, ou seja, aquilo que a igreja prega e é fácil de entender. (VALOR: 0,10)
b) Explicite aquilo que a igreja prega, mas que nenhum entendimento basta para a alcançar, ou seja, que o autor diz ser difícil de compreender; explique por que é tão complicado de entender esse conceito. (VALOR: 0,10) Texto para as questões 5 e 6 Minha bela Marília, tudo passa; a sorte deste mundo é mal segura; se vem depois dos males a ventura, vem depois dos prazeres a desgraça.... Que havemos de esperar, Marília bela? que vão passando os florescentes dias? As glórias, que vêm tarde, já vêm frias; e pode enfim mudar-se a nossa estrela. Ah! não, minha Marília, Aproveite-se o tempo, antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças e ao semblante a graça. (Tomás Antônio Gonzaga, Marília de Dirceu) 05. Em que consiste a "filosofia de vida" que a passagem do tempo sugere ao eu lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga? (VALOR: 0,10)
06. O eu lírico faz um apelo a sua amada, Marília. Em que consiste esse apelo e quais os argumentos que ele usa para convencê-la? (VALOR: 0,10)