Acidentes de Trabalho com Consequência óbitos



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11.1. INFORMAÇÕES GERAIS

Transcrição:

Acidentes de Trabalho com Consequência óbitos Brasília DF Abril/2015

1. INTRODUÇÃO O Ministério da Previdência (MPS), por intermédio da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (DATAPREV), elabora e divulga resultados sobre sua base de dados, a fim de contribuir com a disseminação das informações através de seus anuários e boletins estatísticos sobre benefícios, contribuições previdenciárias e outros. A DATAPREV, empresa pública vinculada ao MPS, surgiu dos centros de processamento de dados dos institutos de previdência existentes na década de 70. 2. OBJETIVOS Fornecer informações que sejam de relevância para o setor de Segurança Privada do país, sobre o número de acidentes de trabalho liquidados com consequência óbitos (ou seja, acidente de trabalho que resultou na morte do empregado) para que sirvam de fonte para tomada de decisões e ações quanto a diminuição desse tipo de acidente. 3. MATERIAIS E MÉTODOS O estudo ora apresentado, composto de análise descritiva e gráfica, teve como referencial teórico o banco de dados disponibilizado pelo Ministério da Previdência (MPS) acerca da quantidade de acidentes de trabalho liquidados, por estado e região, que tiveram como consequência óbitos, concedidos ao setor de Segurança Privada no período de 2008 a 2012. 4. CONCEITOS UTILIZADOS PELO MPS O MPS define como acidente do trabalho aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que cause a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho. Alguns conceitos utilizados, neste caso os do MPS, são necessários para que se possa compreender melhor a natureza do registro administrativo ao qual se está trabalhando. Sendo assim, alguns conceitos são definidos abaixo: Departamento de Estatística Página 2

Acidentes com CAT Registrada - corresponde ao número de acidentes cuja Comunicação de Acidentes do Trabalho (CAT) foi cadastrada no INSS. Não é contabilizado o reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença do trabalho, já comunicados anteriormente ao INSS; Acidentes sem CAT Registrada - corresponde ao número de acidentes cuja Comunicação de Acidentes do Trabalho (CAT) não foi cadastrada no INSS. O acidente é identificado por meio de um dos possíveis nexos: Nexo Técnico Profissional/Trabalho, Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) ou Nexo Técnico por Doença Equiparada a Acidente do Trabalho. Esta identificação é feita pela nova forma de concessão de benefícios acidentários; Acidentes Típicos - são os acidentes decorrentes da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado; Acidentes de Trajeto - são os acidentes ocorridos no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado e vice-versa; Acidentes Devidos à Doença do Trabalho - são os acidentes ocasionados por qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade constante na tabela da Previdência Social; Acidentes Liquidados - corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS, depois de completado o tratamento e indenizadas as sequelas; Assistência Médica - corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua recuperação para o exercício da atividade laborativa; Incapacidade Temporária - compreende os segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa em função de acidente ou doenças do trabalho. Durante os primeiros 15 dias consecutivos ao do afastamento da atividade, caberá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral. Após este período, o segurado deverá ser encaminhado à perícia médica da Previdência Social para requerimento do auxílio-doença acidentário - espécie 91: Incapacidade Permanente - refere-se aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício laboral. A incapacidade permanente pode ser de dois tipos: parcial e total. Entende-se por incapacidade permanente parcial o fato do acidentado em exercício laboral, após o devido tratamento psicofísico-social, apresentar sequela definitiva que implique em redução da capacidade. Esta informação é captada a partir da concessão do benefício auxílio-acidente por acidente do trabalho, espécie 94. O outro tipo Departamento de Estatística Página 3

ocorre quando o acidentado em exercício laboral apresentar incapacidade permanente e total para o exercício de qualquer atividade laborativa: Óbitos - corresponde a quantidade de segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. 5. RESULTADOS Tabela 1 Quantidade de Acidentes do Trabalho Liquidados, Regiões e UF, com Consequência Óbito, no setor de Segurança Privada no País: 2008 a 2012. Quantidade de Acidentes do Trabalho Liquidados, Regiões e UF, com Consequência Óbito, 2008 a 2012 Regiões e Estados Atividades de Vigilância e Segurança Privada 2008 2009 2010 2011 2012 2008 2009 2010 2011 2012 2008 2009 2010 2011 2012 NORTE 4 5 4 4 0 1 0 0 0 2 5 5 4 4 2 Rondônia 0 1 0 2 0 0 0 0 0 0 0 1 0 2 0 Acre 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Amazonas 1 1 2 0 0 1 0 0 0 0 2 1 2 0 0 Roraima 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 Pará 2 2 1 2 0 0 0 0 0 2 2 2 1 2 2 Amapá 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 Tocantins 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 NORDESTE 9 7 5 9 5 0 3 1 0 4 9 10 6 9 9 Maranhão 0 2 2 1 0 0 0 0 0 0 0 2 2 1 0 Piauí 0 0 0 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 0 Ceará 2 3 0 2 2 0 1 0 0 0 2 4 0 2 2 Rio Grande do Norte 2 0 1 0 0 0 0 0 0 0 2 0 1 0 0 Paraíba 0 0 0 0 0 0 1 0 0 3 0 1 0 0 3 Pernambuco 2 0 1 1 0 0 1 1 0 1 2 1 2 1 1 Alagoas 0 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 Sergipe 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 1 1 1 Bahia 2 1 0 1 1 0 0 0 0 0 2 1 0 1 1 SUDESTE 28 11 25 22 19 2 3 5 4 5 30 14 30 26 24 Minas Gerais 2 2 3 2 3 0 0 0 0 2 2 2 3 2 5 Espírito Santo 3 0 0 4 1 0 2 0 0 0 3 2 0 4 1 Rio de Janeiro 3 0 3 3 3 1 0 0 3 1 4 0 3 6 4 São Paulo 20 9 19 13 12 1 1 5 1 2 21 10 24 14 14 SUL 2 4 5 4 12 0 3 4 1 2 2 7 9 5 14 Paraná 2 1 0 2 4 0 1 1 0 2 2 2 1 2 6 Santa Catarina 0 3 1 0 4 0 0 0 0 0 0 3 1 0 4 Rio Grande do Sul 0 0 4 2 4 0 2 3 1 0 0 2 7 3 4 CENTRO-OESTE 7 1 6 3 2 1 2 1 2 2 8 3 7 5 4 Mato Grosso do Sul 0 0 2 0 0 0 0 0 1 0 0 0 2 1 0 Mato Grosso 2 1 0 2 0 0 0 0 1 1 2 1 0 3 1 Goiás 1 0 4 0 1 0 2 1 0 1 1 2 5 0 2 Distrito Federal 4 0 0 1 1 1 0 0 0 0 5 0 0 1 1 BRASIL 50 28 45 42 38 4 11 11 7 15 54 39 56 49 53 Fonte: MPS - Ministério da Previdência Social Atividades de Transporte de Valores Ano Total das Duas Atividades Departamento de Estatística Página 4

No Gráfico 1 é possível verificar que na região Nordeste há uma estabilidade no número de acidentes de trabalho liquidados com consequência óbito. Por outro lado a região Sul teve um crescimento considerável no número de óbitos que, em 2008, eram 2 e em 2012 subiu para 14. Um crescimento expressivo de 600%. Uma realidade inversa a da região Norte, que diminuiu o número de óbitos em 150%. Gráfico 1 Distribuição, por Região, do Número de Acidentes do Trabalho Liquidados com Consequência Óbito, no setor de Segurança Privada no País: 2008 a 2012. Fonte: Ministério da Previdência Social - MPS Nota-se, na Tabela 2, que a redução no número de óbitos na região Norte de 2010 a 2012 forçou a média deste período para 4. Os percentuais em relação ao número total de óbitos nas regiões Sudeste e Nordeste, no mesmo período, foram, respectivamente, de 49,4% e 17,1%. Sendo, portanto, as regiões que mais tiveram óbitos em termos relativos (relativos ao total de 251 mortes no período). Departamento de Estatística Página 5

Tabela 2 - Quantidade de Acidentes do Trabalho Liquidados por Região, com Consequência Óbito, no setor de Segurança Privada no País: 2008 a 2012. Quantidade de Acidentes do Trabalho Liquidados por Região, com Consequência Óbito, 2008 a 2012 Regiões Atividades de Vigilância e Segurança Privada e Transporte de Valores Ano 2008 2009 2010 2011 2012 TOTAL Média % NORTE 5 5 4 4 2 20 4 8,0% NORDESTE 9 10 6 9 9 43 8,6 17,1% SUDESTE 30 14 30 26 24 124 24,8 49,4% SUL 2 7 9 5 14 37 7,4 14,7% CENTRO-OESTE 8 3 7 5 4 27 5,4 10,8% BRASIL 54 39 56 49 53 251 50,2 100,0% Fonte: MPS - Ministério da Previdência Social A redução na região Norte pode ser observada também no Gráfico 2, com auge em 2012, aparece com 3,8% ante os 8% do período de 2008 a 2012 da Tabela 2. Já a região Sul sofre uma inversão ao que foi observado na região Norte. Em 2012 a porcentagem de óbitos foi de 26,4%, valor superior ao da região Nordeste que possui mais vínculos, contra 14,7% no período de 2008 a 2012. Gráfico 2 - Porcentagem de Acidentes do Trabalho Liquidados por Região, com Consequência Óbito, no setor de Segurança Privada no País em 2012. Fonte: Ministério da Previdência Social - MPS Elaboração: Departamento de Estatística da Fenavist DEF Departamento de Estatística Página 6

Com relação à questão do percentual de óbito na região Sudeste e Nordeste (e demais) é importante ressaltar que se faz necessário a construção de um estudo que avalie melhor essa questão dos percentuais, isso porque, não necessariamente, a região com menos óbitos é a região que contém a menor taxa de ocorrência de acidentes de trabalho dessa natureza. Observar tabela a seguir. Tabela 3 - Número de Vínculos e Taxa de óbitos, por Região, no setor de Segurança Privada no País: 2008 a 2012. Número de Vínculos e Taxa de óbitos, por Região, no Período 2008 a 2012 Regiões Número de Vínculos Taxa de Óbitos por 1.000 a mais no Período Vínculos no Período Norte 12.633 1,58 Nordeste 36.526 1,18 Sudeste 76.289 1,63 Sul 20.050 1,85 Centro-Oeste 16.717 1,62 Total 162.215 1,55 Fonte: MPS - Ministério da Previdência Social Programa de Disseminação de Estatísticas do Trabalho PDET - (RAIS/CAGED) No caso das regiões Nordeste e Sudeste isso não ocorre, uma vez que o aumento no número de vínculos e a taxa de óbitos no Sudeste são maiores que as da região Nordeste, Tabela 3. Por outro lado, se compararmos o Nordeste com a região Sul, notase que no período de 2008 a 2012 o Nordeste aumentou seu estoque de trabalhadores (vínculos) e taxa de óbito a cada 1.000 vínculos em aproximada e respectivamente, 36.500 e 1,18. Já a região Sul, com menos vínculos, cerca de 20.000, obteve taxa de 1,85. Portanto, analisando proporcionalmente, a região que concentra a maior taxa de óbitos no período de estudado é a região Sul, e a menor, o Nordeste. No Gráfico 3, observa-se que o número total de acidentes do trabalho liquidados com consequência óbito de 2008 a 2012 no país, praticamente se manteve estável. A afirmação é corroborada ao se constatar, Tabela 2, que a média desse período é de 50,2. Departamento de Estatística Página 7

Gráfico 3 Número Total de Acidentes de Trabalho Liquidados com Consequência Óbito no Setor de Segurança Privada no Brasil: 2008 a 2012. Fonte: SINTESE/DATAPREV Por fim, no Gráfico 4, tem-se a evolução do número de óbitos e do número de vínculos no setor de segurança privada no país. O que se percebe é uma estabilidade no número de óbitos no período, variação de -1,9, enquanto que a variação no estoque de trabalhadores foi 34,6% ou cerca de 162 mil vínculos a mais. Gráfico 4 Evolução do Nº Auxílios Doença por Acidente do Trabalho x Nº de Vínculos no Setor de Segurança Privada no Brasil: 2008 a 2012. Fonte: SINTESE/DATAPREV Programa de Disseminação de Estatísticas do Trabalho PDET (RAIS/CAGED) Departamento de Estatística Página 8

CONCLUSÕES Entre 2008 e 2012 houve uma redução considerável nos números de acidentes de trabalho com consequência óbitos na região Norte e um aumento na região Sul do país. Já a região Nordeste, no mesmo período, alcançou a menor taxa de óbitos entre todas as regiões, menor até mesmo que a média do país. Os números Brasil, para o período, são positivos, tendo em vista que o estoque de trabalhadores contratados cresceu consideravelmente, enquanto o número de óbitos praticamente se manteve estável. Departamento de Estatística Página 9

Ficha Técnica Edição Abril 2015 Presidente Nacional da Fenavist Jeferson Furlan Nazário Vice-Presidente da Fenavist para Assuntos de Secretaria Odair Conceição Vice-Presidente da Fenavist para Assuntos de Mercado José Jacobson Neto Coordenação Ana Paula Queiroga Superintendente Elaboração José Reinaldo de Lima Silva Estatístico Departamento de Estatística Página 10