DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS ES-P19 CAMADA DE ROLAMENTO COM BLOCOS DE PARALELEPÍPEDO 1 DOCUMENTO DE CIRCULAÇÃO EXTERNA
ÍNDICE PÁG. 1. OBJETO E OBJETIVO...3 2. DESCRIÇÃO...3 3. MATERIAIS...3 4. EQUIPAMENTOS...4 5. EXECUÇÃO...5 5.1 CONDIÇÃO FÍSICA DA BASE DE APOIO DA CAMADA DE PARALELEPÍPEDO...5 5.2 CONSIDERAÇÕES GERAIS...6 5.3 ASSENTAMENTO DO PARALELEPÍPEDO...6 5.4 REJUNTAMENTO DE PARALELEPÍPEDOS...9 6. CONTROLE...12 6.1 CONTROLE TECNOLÓGICO DOS MATERIAIS...12 6.2 CONTROLE DE EXECUÇÃO...12 6.3 CONTROLE DE RECEBIMENTO...13 7. MEDIÇÃO E PAGAMENTO...15 7.1 MEDIÇÃO...15 7. 2 PAGAMENTO...15 2
1. OBJETO E OBJETIVO O objeto deste documento são as Diretrizes Executivas de Serviços da PCR e o objetivo é definir os critérios que orientam a execução de camadas de rolamento com blocos de paralelepípedos de obras sob a jurisdição da Prefeitura do Município de Recife. 2. DESCRIÇÃO Os serviços consistem no fornecimento, carga, transporte e descarga dos blocos de paralelepípedos, assim como a mão-de-obra e equipamentos necessários à execução e ao controle de qualidade da camada de rolamento com utilização de blocos de paralelepípedos de conformidade com a especificação apresentada a seguir e detalhes executivos contidos no projeto. A camada de rolamento com paralelepípedos é a camada constituída de blocos de paralelepípedos provenientes de rocha (pedreira), rejuntados com materiais próprios. 3. MATERIAIS As características exigíveis na aquisição de paralelepípedos comuns, destinados às camadas de rolamento de vias públicas, devem atender aos seguintes requisitos: a) Os paralelepípedos devem ser de granito de granulação fina ou média e com distribuição uniforme dos constituintes minerais. Além disto o fornecedor deverá indicar a pedreira de origem; b) Os paralelepípedos serão aparelhados (cortados), de modo que suas faces tenham aproximadamente a forma retangular e estejam isentos de fios, partes tenras (material de desintegração), e de arestas quebradas, bem como apresentem som claro quando percutidos com um martelo; 3
c) Os fornecedores de paralelepípedos provenientes de pedreiras não suficientemente conhecidas, submeterão o seu material, antes de entrar em concorrência, à aprovação prévia do comprador, o qual poderá mandar executar os ensaios que julgar necessários para verificação das condições das alíneas a) e b) deste item; d) As dimensões dos paralelepípedos devem estar compreendidas dentro dos limites estabelecidos no Quadro 1. 4. EQUIPAMENTOS Todo o equipamento deverá ser inspecionado pela Fiscalização, devendo dela receber aprovação, sem o que não será dada a autorização para o início dos serviços. O conjunto de equipamentos básicos para a execução da camada de paralelepípedos compreende: a) Caminhões basculantes; b) Rolos compressores de rodas lisas, vibratórios ou estáticos, de 10 a 12 ton.; c) Equipamentos e ferramentas complementares: pás, carrinhos de mão, marretas, colheres de pedreiro, vassourões, etc; Outros equipamentos, a critério da Fiscalização, poderão ser utilizados. 4
5. EXECUÇÃO 5.1 CONDIÇÃO FÍSICA DA BASE DE APOIO DA CAMADA DE PARALELEPÍPEDO a) A camada sobre a qual será executada a camada de paralelepípedo deverá ter sido construída de acordo com as condições fixadas pelas Diretrizes Executivas de Serviços, da PCR; b) Caso a execução da camada de paralelepípedo não seja efetuada logo após a construção de sua camada de apoio e, de modo especial, quando esta camada de apoio estiver exposta a chuvas devem ser efetuadas, nesta camada, as seguintes determinações: Quando constituída de solo selecionado, material estabilizado granulometricamente ou solo brita: Teor de umidade, que deverá ser menor do que o teor de umidade ótimo de compactação da camada, mais 3%. Caso seja superior, a camada de apoio deverá secar até que sua condição de umidade satisfaça o limite indicado; Grau de compactação, que deverá atender às exigências indicadas no controle de recebimento da camada de apoio executada; As regiões nas quais o grau de compactação for inferior ao limite necessário deverão ser reconstruídas antes da execução da camada de paralelepípedo. Quando constituída de macadame hidráulico: Determinação da presença de água livre na camada mediante a abertura de um furo (± 15 cm) em toda sua espessura. A ocorrência de água livre drenada da camada para o furo caracteriza uma saturação inaceitável desta camada; 5
Verificação, através da observação no fundo do furo, da possível saturação da parte superficial (± 4 cm) da camada inferior ao macadame hidráulico; Caso ocorra uma das situações indicadas nos parágrafos anteriores, a camada de paralelepípedo não poderá ser executada, devendo ser aguardada a secagem da camada de macadame hidráulico de modo que as citadas situações não mais se verifiquem. Tão logo isto se dê, poderá ser autorizada a construção da camada de paralelepípedo. 5.2 CONSIDERAÇÕES GERAIS As seguintes recomendações de ordem geral são aplicáveis à execução da camada de paralelepípedo: a) Não será permitida a execução dos serviços durante dias de chuva; b) A camada de paralelepípedo deverá ser drenada através de um coxim de areia. Este coxim de areia deverá estar interligado à caixa receptora das "bocas de lobo" ou drenos laterais à via, a fim de permitir o escoamento d água. 5.3 ASSENTAMENTO DO PARALELEPÍPEDO 5.3.1 Assentamento sobre Coxim de Areia ou Pó-de-Pedra a) Sobre a base devidamente preparada, será espalhada uma camada de areia grossa preferivelmente, ou pó-de-pedra, numa espessura tal que somada à altura do paralelepípedo, perfaça um total de 20 cm após a rolagem; b) Sobre o coxim de areia ou pó-de-pedra, serão espalhados os paralelepípedos com as faces de uso para cima, a fim de facilitar o trabalho dos calceteiros; 6