PROJECTO CÓDIGO CIVL



Documentos relacionados
PROGRAMA DE DIREITOS REAIS Luís Menezes Leitão

CÓDIGOS REGIME JURÍDICO DO CONTRATO DE LOCAÇÃO FINANCEIRA TERMOS DE DISPONIBILIZAÇÃO E DE UTILIZAÇÃO

Última actualização em 01/03/2007

Programação e Execução das Operações de Reabilitação Urbana

VALOR GARANTIDO VIVACAPIXXI

PLANOS DE CARGOS E SALÁRIOS DOS SERVIDORES MUNICIPAIS

PROJETO DE LEI N.º 975/XII/4.ª

P.º R. P. 301/04 DSJ-CT

No Site do Instituto de Registos e Notariado ( poderão obter se os Contactos dos Serviços de Registo Predial.

Regime jurídico do contrato de locação financeira

MUNICIPIO DE REDONDO NORMAS DE ALIENAÇÃO DE LOTES DA ZONA INDUSTRIAL DE REDONDO - 2ª FASE CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

NOVO CÓDIGO CIVIL LEI NO , DE 10 DE JANEIRO DE 2002

Turma e Ano: Turma Regular Master A. Matéria / Aula: Direito Civil Aula 19. Professor: Rafael da Mota Mendonça

Porto de Leixões. Capítulo I. Princípios Gerais. Artigo 1.º. (Funções do Provedor)

1. Legislação Aplicável

REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS DA FREGUESIA DE NEIVA

Trabalhadores Independentes Atualizado em:

Processos de Regularização de Imóveis

Processos de Regularização de Imóveis

MANUAL DE CORPORATE GOVERNANCE Conselho Fiscal. Pág. 1. OBJECTIVO DO DOCUMENTO 2 2. COMPOSIÇÃO 2 3. COMPETÊNCIAS 3 4. DEVERES 4 5.

REGULAMENTO DA FEIRA DE ANTIGUIDADES E VELHARIAS DO MUNICÍPIO DE SETÚBAL

Telecomunicações. Introdução

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) do n.º 1 do artigo 18.º. Assunto:

Decreto-Lei n.º 149/95, de 24 de Junho, Altera o regime jurídico do contrato de locação financeira

REGULAMENTO DE BOLSAS DE ESTUDO EM PORTUGAL PARA O ENSINO SUPERIOR DESTINADAS A ESTUDANTES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA CAPÍTULO I

REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS DA FREGUESIA DE GUADALUPE (Aprovado em Reunião ordinária a 26 de Abril de 2011)

392A Disposições de Aplicação do Código Aduaneiro Comunitário ANEXOS

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto:

NCRF 8 Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas

POC 13 - NORMAS DE CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS

REGIMENTO DO CONSELHO DO INSTITUTO

GESTÃO FINANCEIRA UMA ANÁLISE SIMPLIFICADA

FREGUESIA DE RIBEIRA DE PENA SALVADOR Município de Ribeira de Pena

Parecer DIREITO DE PASSAGEM INSTRUMENTO PARTICULAR DE COMPRA E VENDA TRES PROPRIEDADES I RELATÓRIO

UNIVERSIDADE DOS AÇORES

Assim como ocorre com a posse, a. meio originário ou por um meio derivado.

REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS E LICENÇAS

REGULAMENTO E TABELA DE TAXAS E LICENÇAS

TENDO DECIDIDO concluir a Convenção para este propósito e ter pela circunstância o combinado como segue: Capítulo 1 O direito de limitação

Circular nº 24/2015. Lei nº. 41/2015, de 3 de Junho. 17 de Junho Caros Associados,

Responsabilidade Civil

Exame previsto no artigo 2.º, alínea d) da Portaria n.º 55/2011, de 28 de Janeiro

VAI PERMUTAR A SUA CASA? PRESTE ATENÇÃO AO SEGUINTE!

ASSESSORIA JURÍDICA. PARECER N 7/AJ/CAM/2002 Brasília (DF), 11 de junho de Senhora Presidente do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN)

MUNICÍPIO DE CONDEIXA-A-NOVA REGULAMENTO MUNICIPAL DE ATRIBUIÇÃO DE LOTES DA ZONA INDUSTRIAL LIGEIRA

Factores de produção

LE LIS BLANC DEUX COMÉRCIO E CONFECÇÕES DE ROUPAS S.A. CNPJ/MF N.º / PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES

RESOLUÇÃO Nº 015/2009-CONSUNIV-UEA ESTÁGIO SUPERVISIONADO

ARTIGO 1.º DEFINIÇÕES ARTIGO 2.º OBJECTO DO CONTRATO ARTIGO 3.º INÍCIO E DURAÇÃO DO CONTRATO. SEGURO REAL VIDA Condições Gerais

Proc. nº 101/96 Jurisdição voluntária Alimentos Alteração. Acordam, em conferência, na Secção Cível do Tribunal Supremo:

REAL PPR Condições Gerais

ACÓRDÃO Nº 22 / JUN/1ª S/SS

RESOLUÇÃO N.º 001, de 07 de dezembro de 2001.

União das Freguesias de Gouveia (S. Pedro e S. Julião)

Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Imorocha

ACORDO PARA A PROMOÇÃO E A PROTEÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DA CORÉIA

LEI ELEITORAL do PARLAMENTO EUROPEU. Lei nº 14/87, de 29 de abril

REGULAMENTO PARA ATRIBUIÇÃO DE BOLSAS DE ESTUDO AOS ALUNOS DO ENSINO SUPERIOR. CAPITULO I (Objecto e âmbito)

FREGUESIA DE CANAVIAIS Concelho de Évora PROJECTO DE REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS FREGUESIA DE CANAVIAIS

A troca consiste no acto de obtermos qualquer coisa que desejamos, oferecendo algo desejado pela outra parte, em compensação. A necessidade de trocar

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 1 ESTRUTURA E CONTEÚDO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO DE 2009

Desapropriação. Não se confunde com competência para desapropriar (declarar a utilidade pública ou interesse social): U, E, DF, M e Territórios.

Convenção de Condomínio. Diovani Santa Bárbara

EDITAL. Faz-se público que a Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim, por deliberação tomada em sessão PÓVOA DE VARZIM, 18 DE DEZEMBRO DE 2015.

REGULAMENTO DO CURSO DE LICENCIATURA EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICO-PRIVADA DA FACULDADE DE DIREITO DE COIMBRA

DECRETO N.º 57/X. A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL OBRIGATORIEDADE

PROPOSTA DE LEI N.º 60/IX

Obs1: O possuidor direto pode fazer uso dos interditos possessórios contra o possuidor indireto e vice-versa.

REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS FREGUESIA DO CANIÇAL CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS. Artigo 1.º Objecto. Artigo 2.º Sujeitos. Artigo 3.

a palavra é feminina porque vem do latim usus + capere, ou seja, é a captação/tomada/aquisição pelo uso.

TÍTULO VII DA PROVA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS FREGUESIA DE CASTELO - SESIMBRA

3. As Receitas Públicas

ORDEM DE SERVIÇO Nº 17/2015 Regulamento Relativo ao Pessoal Docente Especialmente Contratado da Universidade de Évora

DECRETO N.º 140/VIII

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 2º, nº 1, j) Assunto:

ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM Dr. José Timóteo Montalvão Machado

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE PARLAMENTO NACIONAL. LEI N. 4 /2005 de 7 de Julho Lei do Investimento Nacional

REGIME E TABELA DE EMOLUME TOS DO TRIBU AL DE CO TAS. CAPÍTULO I Disposições Gerais. ARTIGO 1. (Emolumentos e encargos)

REGULAMENTO DE BENEFÍCIOS do Montepio Geral Associação Mutualista Título II DISPOSIÇÕES PARTICULARES - MODALIDADES INDIVIDUAIS

e) A sustentação das vertentes científica e técnica nas actividades dos seus membros e a promoção do intercâmbio com entidades externas.

Ficha de Informação Normalizada para Depósitos Depósitos simples, não à ordem

PROJECTO DE LEI N.º 283/VIII ALTERA O CÓDIGO DO IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DAS PESSOAS SINGULARES (IRS) Exposição de motivos

DECRETO N.º 265/XII. A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte: Artigo 1.

PROJECTO DE REGULAMENTO MUNICIPAL DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS FINANCEIROS E NÃO FINANCEIROS. Nota justificativa

Transcrição:

PROJECTO CÓDIGO CIVL APRESENTAÇÃO PÚBLICA Novembru 2008 MINISTÉRIO DA JUSTIÇA Direcção Nacional de Assessoria Jurídica e Legislação

PROJECTO DE CÓDIGO CIVIL LIVRO I - PARTE GERAL LIVRO II DIREITO DAS OBRIGAÇÕES LIVRO III DIREITO DAS COISAS LIVRO IV DIREITO DA FAMÍLIA LIVRO V DIREITO DAS SUCESSÕES

LIVRO III DIREITO DAS COISAS TÍTULO I POSSE TÍTULO II DIREITO DE PROPRIEDADE TÍTULO III USUFRUTO, USO E HABITAÇÃO TÍTULO IV DIREITO DE SUPERFÍCIE TÍTULO V SERVIDÕES PREDIAIS

TÍTULO I - DA POSSE CAP I Disposições Gerais CAP II Caracteres da posse CAP III Aquisição e perda da posse CAP IV Efeitos da posse CAP V Defesa da posse. CAP VI Usucapião

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Define as regras gerais relativas à posse o poder que se manifesta quando alguém actua por forma correspondente ao exercício do direito de propriedade ou de outro direito real sobre um bem imóvel.

CAPÍTULO II CARACTERES DA POSSE Estabelece as várias espécies de posse: Posse titulada Posse de boa-fé Posse pacífica Posse violenta Posse pública

CAPÍTULO III AQUISIÇÃO E PERDA DE POSSE Neste capítulo regulam-se as várias formas de aquisição e perda da posse. CAPÍTULO IV EFEITOS DA POSSE Neste capítulo assume particular importância o facto do possuidor gozar da presunção de titularidade do direito.

CAPÍTULO V DEFESA DA POSSE Neste capítulo fala-se das várias acções de defesa da posse, bem como de quem tem legitimidade para as intentar e suas consequências.

CAPÍTULO V USUCAPIÃO A posse do direito de propriedade ou de outros direitos reais de gozo, mantida por certo lapso de tempo, faculta ao possuidor, a aquisição do direito a cujo exercício corresponde a sua actuação. Este instituto jurídico assume particular importância nos Direitos Reais já que ele permite a aquisição desses mesmos direitos pelo decurso do tempo.

TÍTULO II - DO DIREITO DE PROPRIEDADE CAP I Propriedade em geral CAP II Aquisição da propriedade CAP III Propriedade de Imóveis CAP IV Propriedade das águas CAP V Compropriedade CAP VI Propriedade horizontal

CAPÍTULO I PROPRIEDADE EM GERAL Este é um direito real que integra todas as prerrogativas que se podem ter sobre um bem imóvel. O proprietário goza de modo pleno e exclusivo dos direitos de uso, fruição e disposição das coisas que lhe pertencem, dentro dos limites da lei e com observância das restrições por ela impostas.

CAPÍTULO II AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE As formas de aquisição: contrato sucessão por morte usucapião ocupação acessão outras formas que a lei expressamente previr

CAPÍTULO III PROPRIEDADE DE IMÓVEIS A propriedade de imóveis abrange o espaço aéreo que corresponde à superfície, bem como o subsolo, com tudo o que neles se contém e não esteja desintegrado do domínio por lei ou negócio jurídico. Limitações Art. s 1264. e ss.

CAPÍTULO IV PROPRIEDADE DAS ÁGUAS Neste capítulo está regulada a propriedade das que podem ser públicas ou particulares As águas públicas estão sujeitas ao regime estabelecido em leis especiais CAPÍTULO V COMPROPRIEDADE Existe propriedade em comum ou compropriedade, quando duas ou mais pessoas são simultaneamente titulares do direito de propriedade sobre a mesma coisa.

CAPÍTULO VI PROPRIEDADE HORIZONTAL Quando as fracções de que um edifício se compõe se encontram em condições de constituírem unidades independentes, elas podem pertencer a proprietários diversos em regime de propriedade horizontal.

TÍTULO III - DO USUFRUTO, USO E HABITAÇÃO CAP I Disposições gerais CAP II Direitos do usufrutuário CAP III Obrigações do usufrutuário CAP IV Extinção do Usufruto CAP V Uso e habitação

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Usufruto é o direito de gozar temporária e plenamente uma coisa ou direito alheio, sem alterar a sua forma ou substância. Pode ser constituído por: contrato testamento usucapião disposição da lei

CAPÍTULO II DIREITOS DOS USUFRUTUÁRIOS O usufrutuário pode usar, fruir e administrar a coisa ou o direito como faria um bom pai de família, respeitando o seu destino económico. CAPÍTULO III OBIGAÇÕES DO USUFRUTUÁRIO Antes de tomar conta dos bens a usufruir, o usufrutuário deve relacioná-los, com citação ou assistência do proprietário e prestar caução, se esta lhe for exigida.

CAPÍTULO IV EXTINÇÃO DO O usufruto extingue-se: USUFRUTO Por morte do usufrutuário, ou quando não seja vitalício, chegado o termo do prazo por que o direito foi conferido Pela reunião do usufruto e da propriedade na mesma pessoa Pelo seu não exercício durante 20 anos Pela perda total da coisa usufruída Pela renúncia

CAPÍTULO V USO E HABITAÇÃO O direito de uso consiste na faculdade de se servir de certa coisa alheia e haver os respectivos frutos, na medida das necessidades, quer do titular, quer da sua família. Quando este direito se refere a casa de morada, chama-se direito de habitação.

TÍTULO IV - DO DIREITO DE SUPERFÍCIE CAP I Disposições gerais CAP II Constituição do direito de superfície CAP III Direitos e encargos do superficiário e do proprietário CAP IV Extinção do direito de superfície

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS O direito de superfície consiste na faculdade de construir ou manter, perpétua ou temporariamente, uma obra em terreno alheio, ou de nele fazer ou manter plantações. Objecto: o direito de superfície pode ter por objecto a construção ou a manutenção de obra sob solo alheio.

CAPÍTULO II CONSTITUIÇÃO DO DIREITO SUPERFÍCIE Pode ser constituído por: contrato, testamento usucapião, e resultar da alienação de obra ou árvores já existentes, separadamente da propriedade do solo.

CAPÍTULO III DIREITOS E ENCARGOS DO SUPERFICIÁRIO No acto de constituição do direito de superfície, pode convencionar-se, a título de preço, que o superficiário pague uma única prestação ou pague certa prestação anual, perpétua ou temporária. Transmissibilidade dos direitos: O direito de superfície e o direito de propriedade do solo são transmissíveis por acto entre vivos ou por morte.

CAPÍTULO IV EXTINÇÃO DO DIREITO DE SUPERFÍCIE O direito de superfície extingue-se: se o superficiário não concluir a obra ou não fizer a plantação dentro do prazo fixado ou, na falta de fixação, dentro do prazo de dez anos; se, destruída a obra ou as árvores, o superficiário não reconstruir a obra ou não renovar a plantação, dentro dos mesmos prazos a contar da destruição;

pelo decurso do prazo, sendo constituído por certo tempo; pela reunião na mesma pessoa do direito de superfície e do direito de propriedade; pelo desaparecimento ou inutilização do solo; pela expropriação por utilidade pública.

TÍTULO V - DAS SERVIDÕES PREDIAIS CAP I Disposições legais CAP II Constituição das servidões CAP III Servidões legais - servidões legais de passagem - servidões legais de águas CAP IV Exercício das servidões CAP V Extinção das servidões

Servidão predial É o encargo imposto num prédio em proveito exclusivo de outro prédio pertencente a dono diferente; diz-se serviente o prédio sujeito à servidão e dominante o que dela beneficia. Podem ser constituídas por: contrato, testamento, usucapião ou destinação do pai de família.