Pronatec Senac Online Introdução 3ª edição Nesta terceira edição, serão apresentados os dados do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) referentes ao mês de março de 2013. Esses indicadores permitem o acompanhamento do desempenho do Senac no Programa e possibilitam uma projeção de cenário ao longo deste ano, por meio de variáveis que têm impacto diretamente na produção. Observações relevantes sobre a produção de janeiro a março/2013 Números: ofertas - 49.086 ; pré-matrículas - 58.234 ; matrículas - 39.809 O número de matrículas representa 81% das vagas ofertadas; O Ministério do Desenvolvimento Social continua sendo o demandante em destaque, com 59% das matrículas efetuadas com relação aos demais. O curso de Auxiliar Administrativo (eixo Gestão e Negócios) também continua liderando o ranking dos cursos mais procurados. Destaque para o estudo do índice de ocupação em que 10 (dez) Regionais superaram a meta de 0,9 estipulada pelo MEC. Fique por dentro: Brasil avança na educação técnica, mas foco é curso rápido O Governo Dilma Rousseff elegeu o ensino técnico e cursos rápidos de capacitação profissional como a principal política pública para responder, no curto e médio prazos, à escassez de mão de obra qualificada no país. Evidência maior dessa prioridade é o forte crescimento do volume de recursos federais destinados à educação profissional. Nos dois primeiros anos de mandato, a presidente ampliou de 5% para 9% o peso nas despesas com ensino profissional e tecnológico e, até 2014, esse percentual deverá subir para 15%. De 2010 a 2012, os gastos com educação técnica mais que dobraram: de R$ 3,6 bilhões para R$ 7,6 bilhões. No ano passado, o Pronatec teve à disposição 30% do orçamento da educação profissional do MEC, mais de R$ 2,5 bilhões. Para 2014, quando o Governo promete bater a meta de 8 milhões de vagas, o investimento planejado é de R$ 5,2 bilhões. Além disso, o Programa tem dotação extra de R$ 3 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A despeito dos números, o plano é criticado por priorizar uma qualificação acelerada, com foco em cursos de curta duração, em detrimento da elevação da escolaridade. O Pronatec foi aprovado e sancionado com muita agilidade, ao contrário do que está acontecendo com o Plano Nacional de Educação, que é muito mais importante e tramita há mais de dois anos no Congresso. O Programa está em plena implementação e formando alunos, demonstrando que é possível agilizar políticas públicas quando se tem vontade e prioridade política, avalia Gabriel Grabowski, professor da universidade gaúcha Feevale e ex-superintendente estadual de Educação Profissional do Rio Grande do Sul. Outros especialistas também questionam o excesso de cursos com baixa carga horária e a dificuldade do Pronatec em integrar currículos do ensino médio regular e do técnico, já que cerca de 70% das matrículas do Pronatec são de cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), com carga mínima de 160 horas e baixa exigência de escolaridade. Marco Antonio Oliveira, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC) é o piloto do Pronatec no MEC e grande defensor do modelo de parcerias, como o Sistema S, para o funcionamento do Programa. Ele esclarece que a abertura de vagas não é aleatória. As bases pedagógicas são definidas por critérios de qualidade, descritos em um catálogo nacional de cursos elaborado a partir de levantamentos do perfil econômico microrregional onde as vagas são ofertadas. A formação de nível médio no Brasil, que reúne 20 milhões de trabalhadores formais, passa por uma transformação nos últimos cinco anos. As matrículas no ensino médio regular, tradicionalmente mais acadêmico, estão estagnadas e a procura pela educação profissional cresceu 50% no período, fechando 2012 com 1,362 milhão, de acordo com os dados do Censo da Educação Básica. De 2008 a 2012, o peso das matrículas de ensino técnico sobre o total de matrículas do médio regular passou de 11% para 16%. Investimentos na expansão das redes públicas justificam a tendência. (Fonte: Valor Econômico - 22/3/2013) Pronatec em números - total Brasil 1. Números consolidados No primeiro trimestre foram efetuadas 39.809 matrículas, ou seja, 81% das vagas ofertadas. Segundo os dados do MEC, até 27 de março de 2013, o número total de matrículas no Bolsa Formação (incluindo todos os ofertantes) foi de 204.373. Isso significa a participação do Senac no Programa com uma fatia de 19,57%.
2. Números segmentados por Regional O quadro representa os números comparativos entre vagas ofertadas, pré-matrículas e matrículas efetuadas distribuídas entre todos os Departamentos Regionais. No ranking de matrículas, destacam-se Rio Grande do Sul, Ceará e Santa Catarina que, juntos, produziram aproximadamente 43% de toda a produção. DR Ofertas Pré-matrículas Matrículas Rio Grande do Sul 11.388 13.670 9.599 Ceará 4.326 5.760 3.984 Santa Catarina 5.420 5.736 3.679 Minas Gerais 4.142 4.881 3.048 Maranhão 2.615 4.236 2.497 Bahia 1.743 1.915 1.743 Amazonas 1.501 2.353 1.499 Roraima 1.339 1.384 1.263 Mato Grosso 1.400 1.738 1.203 São Paulo 1.487 1.764 1.187 Mato Grosso do Sul 1.267 1.659 1.156 Rio de Janeiro 2.069 1.767 1.077 Paraná 1.603 1.508 1.054 Pernambuco 1.099 1.638 1.045 Rondônia 1.899 1.619 994 Sergipe 810 909 851 Rio Grande do Norte 909 1.076 738 Pará 774 1.209 731 Goiás 687 657 527 Distrito Federal 735 750 475 Alagoas 555 648 395 Paraíba 530 384 367 Espírito Santo 280 312 250 Piauí 262 375 216 Amapá 131 145 138 Tocantins 115 141 93 Acre 0 0 0 Total 49.086 58.234 39.809
Vagas ofertadas Por Modalidade Com relação ao número total de 49.086 vagas ofertadas, verifica-se que 90% dos cursos são direcionados para a modalidade Formação Inicial e Continuada (44.381) e 10% para a modalidade Cursos Técnicos (4.705). Por Eixo Na análise da base de produção de ofertas por eixo tecnológico destacam-se os eixos Gestão e Negócios e Ambiente e Saúde, com 43% e 19%, respectivamente.
Ranking - Cursos mais ofertados Nome do curso Vagas 1º Auxiliar Administrativo 7.168 2º Operador de computador 4.472 3º Manicure e Pedicure 2.323 4º Técnico em Administração 1.846 5º Recepcionista 1.789 6º Auxiliar de Pessoal 1.733 7º Operador de Caixa 1.522 8º Montador e Reparador de Computador 1.474 9º Vendedor 1.340 10º Inglês Básico 1.241 Pré-matrículas Por Modalidade Com relação ao número total de 58.234 pré-matrículas, verifica-se que 91% dos cursos são direcionados para a modalidade Formação Inicial e Continuada (53.148) e apenas 9% para a modalidade Cursos Técnicos (5.086).
Por Eixo A análise das 58.234 pré-matrículas efetuadas por eixo tecnológico aponta um destaque para os eixos Gestão e Negócios e Ambiente e Saúde, com 44% e 19%, respectivamente. Ranking - Cursos mais procurados Nome do curso Pré-matrículas 1º Auxiliar Administrativo 8.801 2º Operador de Computador 6.126 3º Manicure e Pedicure 2.933 4º Recepcionista 2.115 5º Auxiliar de Pessoal 2.109 6º Técnico em Administração 2.052 7º Operador de Caixa 1.966 8º Montador e Reparador de Computadores 1.928 9º Inglês Básico 1.581 10º Vendedor 1.395
Matrículas Por Modalidade No quesito modalidade, verifica-se que 92% das matrículas efetuadas (39.809) são direcionados para a modalidade Formação Inicial e Continuada (36.463) e apenas 8% para a modalidade Cursos Técnicos (3.346). Por Eixo Com relação ao número total de 39.809 matrículas efetuadas, evidencia-se um destaque para os eixos Gestão e Negócios e Ambiente e Saúde, com 45% e 19%, respectivamente.
Por Demandantes A análise das matrículas (39.809) distribuídas entre os parceiros demandantes aponta que o Ministério do Desenvolvimento Social se mantém na primeira posição, com a participação de 59% da produção total. Ranking - Cursos / Matrículas Curso Matrículas 1º Auxiliar Administrativo 6.352 2º Operador de computador 4.051 3º Manicure e Pedicure 1.890 4º Recepcionista 1.556 5º Auxiliar de Pessoal 1.551 6º Técnico em Administração 1.455 7º Operador de Caixa 1.315 8º Montador e Reparador de Computadores 1.286 9º Inglês Básico 1.075 10º Vendedor 1.022
Indicadores Índice de interesse O comparativo de pré-matrículas sobre as vagas ofertadas demonstra um índice médio de 1,19, levando-se em conta todos os Departamentos Regionais. Os Regionais que superaram o índice de 1,3, considerado ideal pelo MEC, foram Maranhão, Amazonas, Pará, Pernambuco, Piauí, Ceará e Mato Grosso do Sul. DR Ofertas Pré-matrículas Índice de interesse Maranhão 2.615 4.236 1,62 Amazonas 1.501 2.353 1,57 Pará 774 1.209 1,56 Pernambuco 1.099 1.638 1,49 Piauí 262 375 1,43 Ceará 4.326 5.760 1,33 Mato Grosso do Sul 1.267 1.659 1,31 Mato Grosso 1.400 1.738 1,24 Tocantins 115 141 1,23 Rio Grande do Sul 11.388 13.670 1,20 São Paulo 1.487 1.764 1,19 Rio Grande do Norte 909 1.076 1,18 Minas Gerais 4.142 4.881 1,18 Alagoas 555 648 1,17 Sergipe 810 909 1,12 Espírito Santo 280 312 1,11 Amapá 131 145 1,11 Bahia 1.743 1.915 1,10 Santa Catarina 5.420 5.736 1,06 Roraima 1.339 1.384 1,03 Distrito Federal 735 750 1,02 Goiás 687 657 0,96 Paraná 1.603 1.508 0,94 Rio de Janeiro 2.069 1.767 0,85 Rondônia 1.899 1.619 0,85 Paraíba 530 384 0,72 Acre 0 0 0,00 Total 49.086 58.234 1,19
Índice de ocupação O comparativo de matrículas sobre as vagas ofertadas demonstra um índice médio de 0,81 para todos os Departamentos Regionais. A meta estipulada pelo MEC é de 0,9, e no primeiro trimestre, 10 (dez) Regionais a alcançaram. DR Ofertas Matrículas Índice de ocupação Amapá 131 138 1,05 Sergipe 810 851 1,05 Bahia 1.743 1.743 1,00 Amazonas 1.501 1.499 1,00 Maranhão 2.615 2.497 0,95 Pernambuco 1.099 1.045 0,95 Pará 774 731 0,94 Roraima 1.339 1.263 0,94 Ceará 4.326 3.984 0,92 Mato Grosso do Sul 1.267 1.156 0,91 Espírito Santo 280 250 0,89 Mato Grosso 1.400 1.203 0,86 Rio Grande do Sul 11.388 9.599 0,84 Piauí 262 216 0,82 Rio Grande do Norte 909 738 0,81 Tocantins 115 93 0,81 São Paulo 1.487 1.187 0,80 Goiás 687 527 0,77 Minas Gerais 4.142 3.048 0,74 Alagoas 555 395 0,71 Paraíba 530 367 0,69 Santa Catarina 5.420 3.679 0,68 Paraná 1.603 1.054 0,66 Distrito Federal 735 475 0,65 Rondônia 1.899 994 0,52 Rio de Janeiro 2.069 994 0,52 Acre 0 0 0 Total 49.086 39.809 0,81