Acadêmicos: Erick Carbone Gabriel Gonçalves História da Arquitetura 2008
O Concurso O Grand Palais começou a ser construído em 1897 para abrigar a Exposição Universal de 1900, envolvendo um complexo processo de gestação no qual participaram vários arquitetos. Foi implantado após a recomendação do governo francês para a demolição do Palais de l'industrie construído em 1855 para construção de um novo edifício que melhoraria o entorno urbano da esplanada onde teria lugar o evento, de maneira que pudesse abrir-se uma ampla via que ligasse em perspectiva a Praça dos Inválidos com a Avenida dos Champs-Elysées. Uma vez redigido o plano, decidiu-se a organização de um concurso de idéias entre arquitetos para o seu projeto restringiu-se unicamente à participação de arquitetos de nacionalidade francesa. Depois de um amargo debate entre os organizadores, a imprensa e o grande público, não foi possível eleger um único vencedor, então foi selecionada uma equipe de quatro arquitetos para que realizassem uma síntese das suas propostas e entrassem em consenso em um projeto comum. A direção geral ficou a cargo de Charles-Louis Girault, enquanto que os outros três arquitetos, Deglane, Louvet e Thomas se especializaram, cada um, na construção das diferentes seções do edifício.
A Localização O Grand Palais é um edifício singular da cidade de Paris situado no 8º arrondissement. Localiza-se na Avenue Winston Churchill, nas proximidades dos Champs-Elysées. Faz parte integrante do conjunto arquitetônico formado pelo Petit Palais e Ponte Alexandre III
O Uso Como proclama um dos seus frontões, o Grand Palais foi concebido como um "Monumento consagrado pela República à glória da arte francesa", servindo como lugar para as manifestações oficiais e símbolo do gosto de parte da sociedade da época. Inicialmente concebido como Palácio de Belas Artes, o Grand Palais foi destinado progressivamente a usos diversos, como centro para salões técnicos e de exposições comerciais dos sectores automobilístico, da aeronáutica, das ciências ou do desporto, convertendo-se testemunha da evolução da arte moderna e dos avanços da civilização durante o século XX. Atualmente abriga o Palais de la découverte, desde 1937, destinado às ciências aplicadas, e as Galeries nationales du Grand Palais, desde 1964, para a exposição de coleções provenientes de museus nacionais franceses.
A construção Os trabalhos de construção começaram, na Primavera de 1897, com a demolição do Palais de l'industrie, que desapareceu definitivamente em 1899, ao mesmo tempo que três equipes, escolhidas por cada arquiteto, avançavam seguindo cada plano de obra ao seu ritmo e modo. Tecnologias A obra, para a qual se chegaram a mobilizar 1.500 trabalhadores, aplicou novas técnicas de construção como o uso do concreto armado seguindo um sistema patenteado em 1892 por François Hennebique. juntamente com uma dotação de meios consideráveis para a época: empilhadeiras a vapor para a cimentação, vias férreas para o transporte do material, máquinas de vapor para os dínamos de acionamento de serras de corte, uma ponte grua para o dos grandes blocos, railes interiores, andaimes móveis ou uma rampa desde a ribeira do Sena para a aproximação das barcaças de pedreira
Detalhes da Obra No término do prazo de execução da obra, formara-se uma estrutura para a qual se empregaram 8.500 toneladas de material, mais 500 que as requeridas para a Torre Eiffel e menos 2.000 que as da Estação de Orsay, embora no dia da inauguração algumas das seções interiores estivessem por terminar.
A arquitetura Destacado pelo estilo eclético da sua arquitetura, característico da Escola de Belas Artes de Paris, o edifício reflete o gosto pela rica decoração e ornamentação nas suas fachadas de pedra, o formalismo da sua planta e realizações até então insólitas como o grande envidraçado da sua cobertura, a sua estrutura de ferro e aço à vista e o uso do concreto armado (contraste com o uso da pedra). As grandes estruturas em vidro transparente, herdeiras do Crystal Palace de Londres, permitiam a entrada da luz natural indispensável para o desenvolvimento das funções de exposição a que se destinava o edifício.
Planta: naves e cobertura A nave central, com uma longitude aproximada de 240 metros, é constituída por uma imponente cobertura, espaço arrematado por um amplo vitral. elevando-se a 45 metros de altura acima da cobertura, alcançando os 60 metros na esfera da lanterna. No princípio, a construção e o funcionamento interno foram organizados segundo um eixo leste-oeste. A comunicação entre a grande nave e outras partes do palácio, como o salão de honra, a ala central e o Palácio de Antin, fazia-se mediante uma ampla escadaria de ferro, de inspiração clássica revestida de modernismo. As naves estão cobertas por uma armação metálica, de cor verde, que une todas as peças de vidro laminado, o que dá uma grande luminosidade às naves.
Fachada é constituída por uma vistosa colunata, ou peristilo, e intervalos, por grupos escultóricos na sua base evocando as artes de gregos, romanos, fenícios e do Renascimento. No entanto, para alguns críticos resulta dissimulada, pela inovação da estrutura metálica. Os frisos exteriores, são um extenso mosaico de cerca de setenta e cinco metros de comprimento, realizado segundo as técnicas tradicionais, cercada por cores vivas, realizado com ouro, que reproduzem várias cenas representativas das grandes civilizações da História, tal como eram imaginadas em finais do século XIX.
Bibliografia http://www.vivercidades.org.br/publique222/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1105&sid=21&tpl=printerview http://www.vivercidades.org.br/publique222/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1111&sid=21 http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=357 http://pt.wikipedia.org/wiki/grand_palais