Introdução a Oceanografia GEO232



Documentos relacionados
Sol. O Balanço de Energia do Planeta

INFORMATIVO CLIMÁTICO

Massas de Ar e Frentes

1 a Lista de Exercícios

UFRGS BICT HIDROGRAFIA E OCEANOGRAFIA A. O balanço de calor nos oceanos. Prof. Dr. Dakir Larara

Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO

CLIMATOLOGIA E MUDANÇAS GLOBAIS VARIAÇÕES DECADAIS CLIMA DO FUTURO MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Atmosfera e o Clima. Clique Professor. Ensino Médio

Universidade de São Paulo Departamento de Geografia Disciplina: Climatologia I. Radiação Solar

Fenômenos e mudanças climáticos

Unidade 1 Energia no quotidiano

FUNDAMENTOS DE ESCOLA NÁUTICA FABIO REIS METEOROLOGIA

Índices Teleconectivos

Atmosfera terrestre: Descrição física e química; emissões atmosféricas naturais e antropogênicas; suas transformações. Transporte atmosférico.

Colóquio APMG Um Inverno particular. Pedro Viterbo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Agradecimentos: Julia Slingo, UK Metoffice

Massas de ar do Brasil Centros de ação Sistemas meteorológicos atuantes na América do Sul Breve explicação

Balanço de Volume, Sal e Calor nos Oceanos (Princípios de Conservação)

Controle Primário rio do tempo e do clima

CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA

Elementos e fatores climáticos

SOLUBILIDADE DOS GASES E TROCAS NA INTERFACE AR-MAR. Tópicos. Introdução. Vanessa Hatje. GASES: Importante nos ciclos biogeoquímicos

Prof. Eduardo Loureiro, DSc.

SIMULAÇÕES DE INTERAÇÃO OCEANO ATMOSFERA NO PACÍFICO OESTE POR UM MODELO ACOPLADO. PARTE II - PROPRIEDADES DE ANOMALIAS DE SALINIDADE

Janine Coutinho Canuto

PROGRAMA DA DISCIPLINA

Universidade de Aveiro Departamento de Física. Dinâmica do Clima. Humidade Específica

GNE 109 AGROMETEOROLOGIA Características Espectrais da Radiação Solar

CAPÍTULO 9. El Niño/ Oscilação Sul (ENOS) Nota: Para mais informações, consulte o PowerPoint: Kousky-Lecture-18-enso-cycle.ppt

A atmosfera e sua dinâmica: o tempo e o clima

Fundamentos de Engenharia Solar. Racine T. A. Prado

Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses

OS CLIMAS DO BRASIL Clima é o conjunto de variações do tempo de um determinado local da superfície terrestre.

COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011

ENEM 2014/2015 Física (Prova Amarela) Prof. Douglas Almeida

Ø As actividades humanas dependem da água para a agricultura, indústria, produção de energia, saúde, desporto e entretenimento.

Interacção Oceano-Atmosfera. O transporte de calor pelos oceanos. Os oceanos como reguladores do clima.

AQUECIMENTO GLOBAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS. João Paulo Nardin Tavares

Introdução aos Sistemas de Informação Geográfica

VARIABILIDADE, ANOMALIA E MUDANÇA CLIMÁTICA

Armazenamento de energia

VARIAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR AO LONGO DO ANO EM PORTUGAL

CLIMATOLOGIA. Profª Margarida Barros. Geografia

Elementos Climáticos CLIMA

FCTA 4 TROCAS TÉRMICAS ENTRE O MEIO E AS EDIFICAÇÕES 4.1 FECHAMENTOS TRANSPARENTES

g= 10 m.s c = 3, m.s -1 h = 6, J.s σ = 5, W.m -2 K -4

INMET/CPTEC-INPE INFOCLIMA, Ano 13, Número 07 INFOCLIMA. BOLETIM DE INFORMAÇÕES CLIMÁTICAS Ano de julho de 2006 Número 07

Clima, tempo e a influência nas atividades humanas

CAPITULO 1 INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS TÉRMICAS 1.1 CIÊNCIAS TÉRMICAS

A atmosfera terrestre, a precipitação e respectivos factores geográficos

Mudança do clima e acordos internacionais

Radiação Solar como forçante climática

TEMA 3: Qual é o papel do desmatamento nas mudanças climáticas?

1. Introdução. no item anterior tratamos do Balanço de energia: como o calor é transformado e usado no sistema da Terra-Atmosfera

INMET: CURSO DE METEOROLOGIA SINÓTICA E VARIABILIDADE CLIMÁTICA CAPÍTULO 4

A EXPANSÃO URBANA E A EVOLUÇÃO DO MICROLIMA DE MANAUS Diego Oliveira de Souza 1, Regina Célia dos Santos Alvalá 1

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes

O CLIMA PORTUGUÊS: Noções básicas e fatores geográficos Regiões climáticas portuguesas

Meteorologia e Poluição do Ar

Módulo 1 A Ciência da Mudança do Clima

Ciclo hidrológico. Distribuição da água na Terra. Tipo Ocorrência Volumes (km 3 ) Água doce superficial. Rios. Lagos Umidade do solo.

Composição da atmosfera; Nitrogênio (78%); Oxigênio (21%); Outros Gases (1%)

COMPORTAMENTO TÉRMICO DA CONSTRUÇÃO

Tropical Rainfall Measuring Mission (TRMM)

DEPARTAMENTO DE TREINAMENTO DIVISÃO BRASILEIRA

Desenho e Projeto de Tubulação Industrial Nível II

Astrofísica Geral. Tema 09: O Sol

Sumário. O Sistema Solar. Principais características dos planetas do Sistema Solar 05/01/ e 24

TEMA 4 VAPOR DE ÁGUA, NÚVENS, PRECIPITAÇÃO E O CICLO HIDROLÓGICO

b)condução.- O vapor d água e os aerossóis aquecidos, aquecerão por contato ou condução o restante da mistura do ar atmosférico, ou seja, o ar seco.

3 conversão térmica da energia solar ÍNDICE

Francis Lacerda MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS NO ARARIPE

Aula 1 Professor Waterloo Pereira Filho Docentes orientados: Daniela Barbieri Felipe Correa

Exercícios Tipos de Chuvas e Circulação Atmosférica

Oceanografia por Satélites

ANGELO ANTÔNIO LEITHOLD INÍCIO DE ATIVIDADE SOLAR NO CICLO 24 E SUAS IMPLICAÇÕES NA DINÂMICA ATMOSFÉRICA

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA AGRICULTURA ANALISE DA CULTURA DO ALGODOEIRO

CALORIMETRIA, MUDANÇA DE FASE E TROCA DE CALOR Lista de Exercícios com Gabarito e Soluções Comentadas

4º ano. Atividade de Estudo - Ciências. Nome:

Geografia. Professor: Jonas Rocha

O MUNDO QUE VIVEMOS CAPITULO 1 DO VIANELLO E ALVES METEOROLOGIA BÁSICA E APLICAÇÕES

PARÂMETROS TÍPICOS PARA A OCORRÊNCIA DE NEVOEIRO DE RADIAÇÃO. Parte II: CARACTERÍSTICAS DO PERFIL VERTICAL. DURAÇÃO DO NEVOEIRO

DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÕES DE SOFTWARE PARA ANÁLISE DO ESPECTRO SOLAR

PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL

O OCEANO - SISTEMA FÍSICO E RESERVATÓRIO DE ENERGIA. A Terra no Espaço

Bacia Hidrográfica Precipitação Infiltração Escoamento

CAPACIDADE TÉRMICA E CALOR ESPECÍFICO 612EE T E O R I A 1 O QUE É TEMPERATURA?

Análise sinótica associada a ocorrência de chuvas anômalas no Estado de SC durante o inverno de 2011

Projeto Facilita. Queiroz foi levado para o Pinel porque estaria muito exaltado

UNIDADE 4. TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA NO SISTEMA ATMOSFERA- OCEANO. Conteúdo

Ciclo do Carbono. Lediane Chagas Marques

SOLUÇÃO: RESPOSTA (D) 17.

GEOLOGIA GERAL CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Estudo da emissão veicular de Gases de Efeito Estufa (GEE) em veículos movidos à DIESEL. Prof. Dr. Ariston da Silva Melo Júnior

Energias Renováveis e Limpas: Um Exemplo que Vem do Mar

Como os seres vivos modificam o ambiente?

Introdução a Mudanças Climáticas e Inventários de Emissões de GEE

MIGRAÇÃO DA ZONA DE CONVERGÊNCIA INTER-TROPICAL (ZCIT): UM ESTUDO COM UM MODELO CLIMÁTICO SIMPLES. por

Sistema Sol-Terra-Lua

Processos Hidrológicos CST 318 / SER 456. Tema 1 Introdução ANO 2015

Transcrição:

Introdução a Oceanografia GEO232 Módulo 3 Oceanografia Física Aula 2 Interação Oceano-Atmosfera 1º semestre 2007 Carlos Lentini cadlentini@gmail.com

Escalas típicas: Atmosfera e Oceano Fluídos geofísicos: rotação estratificação L ~ U/Ω e U ~ ( ρ ρ/ρ gh) 1/2 Eliminando a velocidade U, temos que: L ~ ( ρ ρ/ρ gh) 1/2 / Ω

Escalas típicas: Atmosfera e Oceano Para: Ω= 7,29 x 10-5 rad s -1 g = 9,81 m s -2 Atmosfera ρ atm = < 1,2 kg m -3 > ρ atm = 0,03 kg m -3 H atm = 5000 m L atm ~ 500 km U atm ~ 30 m s -1 Oceano ρ oce = < 1028 kg m -3 > ρ oce = 2 kg m -3 H oce = 1000 m L oce ~ 60 km U oce ~ 4 m s -1

Escalas típicas: Atmosfera e Oceano

Interação Oceano-Atmosfera - variabilidade climática - Tempo de resposta diferente; Resposta atmosférica da ordem de dias a semanas; Resposta oceânica da ordem de semanas a meses;

Interação Oceano-Atmosfera - variabilidade climática - Tempo de resposta diferente; Linearidade vs. não-linearidade; Resposta atmosférica da ordem de dias a semanas; Resposta oceânica da ordem de semanas a meses; Atmosfera é muito mais não-linear;

Interação Oceano-Atmosfera - variabilidade climática - Tempo de resposta diferente; Linearidade vs. não-linearidade; Capacidade térmica diferente. Resposta atmosférica da ordem de dias a semanas; Resposta oceânica da ordem de semanas a meses; Atmosfera é muito mais não-linear; Oceano tem maior inércia térmica.

Interação Oceano-Atmosfera : alguns exemplos Circuito auto-suficiente com nuvens como flywheel (T~1 mês): evaporação excessiva (céu limpo) aumento de nebulosidade movimento descendente (dissipação de nuvens) resfriamento águas (redução na evaporação)

Interação Oceano-Atmosfera : alguns exemplos Mecanismo de feedback positivo estável: cisalhamento vento na superfície A desenvolvimento e alteração das correntes oceânicas mudanças dinâmica atmosférica diminuição diferencial calor para a atmosfera Perturbação morre em A devido a diferença nas frequências de resposta.

Interação Oceano-Atmosfera : alguns exemplos Mecanismo auto-oscilatório (oceano e gelo polar = frequência resposta semelhante) mudanças dinâmica oceânica alterações cobertura gelo polar mudanças cisalhamento dos ventos mudanças na dinâmica atmosférica albedo variações na quantidade de calor na atmosfera inferior armazenamento energia devido a variação camada gelo

Interação Oceano-Atmosfera

Interação Oceano-Atmosfera Oceano ocorre o oposto mecanismos de transferência

Interação Oceano-Atmosfera

Interação Oceano-Atmosfera

O Balanço Global de Energia S = 1360 W/m 2 (m 2 de área do disco) ou S = 342 W/m 2 (m 2 de área da esfera) Efeito Estufa!

Efeito Estufa

Circulação Atmosférica

Circulação Atmosférica O campo de ventos para a terra sem rotação: Resfriamento Aquecimento Resfriamento

Circulação Atmosférica

Circulação Oceânica As correntes oceânicas são geradas por dois mecanismos: Circulação gerada pela vento; Circulação termo-halina.

Circulação Oceânica As correntes oceânicas são geradas por dois mecanismos: Circulação gerada pela vento: - associada ao padrões de distribuição de ventos globais que formam os giros oceânicos em escalas de bacias Circulação termo-halina: - diferenças de densidade geradas por trocas de calor (aquecimento, resfriamento) e ou água doce (evaporação, precipitação) entre a atmosfera e o oceano

Circulação Oceânica

Circulação Oceânica As correntes oceânicas têm um papel importante na redistribuição de calor; O calor armazenado é transportado em direção aos pólos; Clima na península escandinava é um ótimo exemplo.

Os Grandes Giros Oceânicos Corrente Quente Corrente Fria

Circulação Oceânica As correntes oceânicas são geradas por dois mecanismos: Circulação gerada pela vento: - associada ao padrões de distribuição de ventos globais que formam os giros oceânicos em escalas de bacias Circulação termo-halina: - processos relacionados as trocas de calor (aquecimento, resfriamento) e ou água doce (evaporação, precipitação)

Circulação Termo-Halina Correntes Rasas e Quentes Correntes Frias, Fundas e mais salinas Áreas Formação de Massas d Água

Agentes Forçantes Os fluxos entre o oceano e a atmosfera: Fluxos de calor (balanço de radiação, trocas de calor latente e calor sensível) Fluxo de água doce (precipitação e evaporação) O efeito dos fluxos no oceano: Resfriamento e evaporação densidade aumenta Aquecimento e precipitação densidade diminui

Balanço de Calor no Oceano Variações na quantidade de calor armazenada nas camadas superiores do oceano resultam em um desequilíbrio entre o input e o output de calor na superfície do mar; Essa transferência de calor através da superfície é chamada de fluxo de calor; O fluxo de calor em camadas mais profundas é bem menor do que na superfície;

Balanço de Calor no Oceano Calor transportado pelas correntes oceânicas é chamado de advecção (de calor); Globalmente, o somatório de todos os fluxos de calor no oceano deve ser zero (p.ex., Atlântico está 0,5 0 C + quente nos últimos 15 anos); Caso contrário, os oceanos podem aquecer ou resfriar.

Balanço de Calor no Oceano ALBEDO: porção da radiação solar incidente que é refletida de volta ao espaço

Balanço de Calor no Oceano Radiação de Ondas Curtas: Q SW Fonte: Stewart (2002)

Radiação de onda curta (Q SW ): recebida pela Terra <Q SW anual> Fonte: International Satellite Cloud Climatology Project (ISCCP)

Balanço de Calor no Oceano Radiação de Ondas Longas: Q LW Janela Atmosférica Depende espessura das nuvens; Altura das nuvens; Temperatura da água (quanto + quente, + calor é radiado); Conteúdo de vapor atmosférico; Cobertura de gelo e neve; Mais importante na determinação do Q LW : nuvens e vapor d água (ao invés de TSM) range de Q LW : - 60 W/m 2 < Q LW < - 30 W/m 2 (média anual) Fonte: Stewart (2002)

Balanço de Calor no Oceano Radiação de Ondas Longas: Q LW Janela Atmosférica 10µm-14µm Fonte: Stewart (2002)

Constituintes Atmosféricos - absorção radiação solar incidente -

Radiação de onda longa (Q LW ): emitida pela Terra <Q LW anual> Fonte: International Satellite Cloud Climatology Project (ISCCP)

Balanço de Calor no Oceano Fluxo de Calor Sensível: Q S Velocidade do Vento; Diferença de temperatura na interface ar-mar; Ventos fortes e grandes diferenças de temperatura gera altos fluxos de Q S range de Q S : - 42 W/m 2 < Q S < - 2 W/m 2 (média anual) Fonte: Stewart (2002)

Balanço de Calor no Oceano Fluxo de Calor Latente: Q L Velocidade do Vento; Umidade relativa; Ventos fortes e baixa umidade, altos fluxos de Q S range de Q L : - 130 W/m 2 < Q L < - 10 W/m 2 (média anual) Fonte: Stewart (2002)

Trocas de calor entre atmosfera e oceano Q T = Q SW - Q LW - Q S - Q L + Q V [watts/m 2 ] Q S Q T Q L Troca de calor = radiação líquida fluxo de calor latente fluxo de calor sensível ( + atmosfera)

Distribuição superficial da temperatura (anual)

Balanço entre precipitação e evaporação

Balanço entre precipitação e evaporação

(Evap-Precip) Balanço entre precipitação e evaporação

Distribuição superficial de salinidade (anual)

Balanço de Calor no Oceano Termos mais importantes do balanço de calor na superfície: Radiação de Ondas Curtas: Q SW Radiação de Ondas Longas: Q LW Fluxo de Calor Sensível: Q S (condução) Fluxo de Calor Latente: Q L (evaporação) Advecção: Q V (correntes)

Balanço de Calor no Oceano Conservação requer: Q T = Q SW - Q LW - Q S - Q L + Q V [watts/m 2 ] Radiação de Ondas Curtas: Q SW Radiação de Ondas Longas: Q LW Fluxo de Calor Sensível: Q S (conduçãoconvecção) Fluxo de Calor Latente: Q L (evaporação) Advecção: Q V (correntes)

Balanço de Calor no Oceano Oceano: Q = Q Q Q Q + T SW LW S L Q V HS EQ HN Fonte: Stewart (2002)

Fluxos Meridionais de Calor A pouca variabilidade da temperatura média global implica na pequena variação do balanço entre a radiação solar absorvida e a radiação solar emitida, porém a variação desse balanço radiativo com a latitude é significante; A radiação solar é principalmente absorvida nos trópicos; A Q LW, determinada principalmente pelas propriedades da atmosfera, terra e oceano, é muito menos dependente da latitude;

Fluxos Meridionais de Calor Em conseqüência disso, existe um FLUXO DE CALOR dos trópicos em direção aos pólos; A medição desse fluxo é importante pois ele regula o clima, sendo variável fundamental para modelos atmosféricos, oceânicos e acoplados.

O que é o Fluxo? O fluxo de uma propriedade é a quantidade dessa propriedade que atravessa perpendicularmente uma área unitária por unidade de tempo: Fluxo = [propriedade]/[área]/[tempo] (J.s -1.m -2 ou W.m -2 )

Transporte Meridional de Calor no Oceano HS EQ HN Transporte de calor meridional total e para cada oceano calculado para o ano de 1988 pelo método residual usando o transporte atmosférico do ECMWF e fluxos no topo da atmosfera a partir do satélite Earth Radiation Budget Experiment satellite (ERBS) Fonte: Stewart (2002) 1 Peta Watt = 1PW = 1 x 10 15 W

Variabilidade Interanual: ENOS

Variabilidade Interanual: ENOS El Niño 97-98 (Jul 97 Jun 98)

Variabilidade Multi-Decadal Anomalias de TSM (i.e., SST) do oceano superior (e.g., 0-1000-m) extraídas do COADS para os meses de Janeiro de 1949-1996 por Hansen & Bezdek (1996, JGR.). Anomalias indicam variabilidade curta (sazonal) e longa (decadal) no Atlântico Norte. Vermelho: Anomalias Quentes (+); Azul: Anomalias Frias (-); Amarelo: Quantidade dados insuficiente. Hansen & Bezdek (1996)

Considerações Finais Características particulares da atmosfera e do oceano são responsáveis pela variabilidade do tempo e do clima; Interação atmosfera-oceano acontece em diferentes escalas temporais e espaciais (e.g., fluxos de micro-escala na interface ar-mar até variabilidades interanuais e decadais); Apesar do conceito de fluxo de calor líquido ser relativamente simples, os valores de transporte meridional de calor nas diferentes bacias oceânicas apresentam erros consideráveis;

Considerações Finais Para entender de clima, é necessário compreender melhor os processos de troca de calor na interface ar-mar; Tópico está em voga devido ao comportamento do clima principalmente nos últimos 05 anos.

Referências Bibliográficas World Ocean Air-Sea Interaction: http://cer.ori.u-tokyo.ac.jp/toolmap/osu-map.html Introduction to Physical Oceanography: http://oceanworld.tamu.edu/resources/ocng_textbook/ contents.html Dados Projeto PIRATA online: http://www.pmel.noaa.gov/pirata/display.html

Referências Bibliográficas TAO/TRITON Data Display and Delivery: http://www.pmel.noaa.gov/tao/disdel/disdel.html American Meteorological Society. Online Ocean Studies, 2005, Boston, MA, EUA. 404 pp. Harold V. Thurman. Essentials of Oceanography (5 th edition), 1996, Prentice Hall, Upper Saddle River, NJ, EUA. 399 pp.

Módulo 3: Oceanogr. Física: Aula 2: Interação Oceano-Atmosfera: www.ufba.br/~clentini/geo232/ Thanks!!!