LICENCIAMENTO AMBIENTAL



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Transcrição:

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

1. Contexto Geral Brasil e Mato Grosso Conservação Desenvolvimento Crescimento

2. Marco Legal Lei nº. 6.938/1981 Política Nacional do Meio Ambiente e Decreto nº. 99274/1990. Resolução CONAMA nº. 001/1986 Estabelece procedimentos para o EIA/RIMA. Resolução CONAMA nº. 237/1997 Trata do licenciamento ambiental. Resolução CONAMA nº 279/2001 Estabelece procedimentos para o licenciamento ambiental simplificado de empreendimentos elétricos com pequeno potencial de impacto ambiental.

2. Marco Legal Lei nº. 9.433/1997 Institui a Política e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Lei Complementar nº. 140/2011 Trata das ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum entre União, Estados e Municípios. Decreto nº. 8.437/2015 Regulamenta a Lei Complementar nº 140/2011 e estabelece as tipologias de empreendimentos e atividades cujo licenciamento ambiental será de competência da União.

3. Licenciamento Ambiental Política Nacional de Recursos Hídricos - Lei nº. 9.433/1997 Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos: I - a água é um bem de domínio público; II - a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico; III - em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais; IV - a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas; V - a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos; VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades.

3. Licenciamento Ambiental CONCEITO Procedimento administrativo destinado a licenciar atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental (art. 2º, inciso I da LC nº 140/2011) É um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente

FASES : 3. Licenciamento Ambiental 1. Licença Prévia (LP): aprova a localização e concepção do empreendimento, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; 2. Licença de Instalação (LI): autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante; 3. Licença de Operação (LO): autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação.

3. Licenciamento Ambiental ETAPAS : I Termo de Referência; II Requerimento da licença, apresentação dos estudos necessários (EIA/RIMA ou RAS) e publicidade; III Análise pelo órgão ambiental competente e realização de vistorias técnicas; IV Solicitação de esclarecimentos ou complementações pelo órgão ambiental, uma única vez; V Audiência Pública, quando couber; VI Projeto Básico Ambiental (PAE, PGRS, PRAD, Programas de monitoramento, educação ambiental, etc); VII Emissão de parecer técnico conclusivo, e parecer jurídico, caso necessário; VIII Deferimento ou indeferimento da licença.

3. Licenciamento Ambiental Etapas do Licenciamento de empreendimentos energéticos Registro na ANEEL para Estudo de Viabilidade Aprovação da ANEEL e Licitação da concessão para exploração do aproveitamento Aprovação da ANEEL Setor Elétrico SEMA - MT Engenharia Meio Ambiente Inventário Estudo de Viabilidade Projeto Básico Projeto Executivo/ Construção Implantação de projetos e elaboração de programas de monitoramento Operação Manejo, monitoramento e avaliação ambiental Apresentaçã o de EIA/ RIMA Solicitação de LP Solicitação e obtenção de LI Solicitação e obtenção de LO Renovação da LO Obtenção da LP

Licenciamento Ambiental Mapa e Números do Mato Grosso Localização dos empreendimentos hidrelétricos em MT

Licenciamento Empreendimentos Ambiental licenciados Mapa ou e em Números licenciamento do Mato em Grosso MT 160 140 120 100 80 60 40 20 0 54 Coordenadoria de Empreendimentos Energéticos 7 Coordenadoria de Licenciamento com Estudos de Impactos Ambientais 46 Coordenadoria de Empreendimentos Energéticos 8 Coordenadoria de Licenciamento com Estudos de Impactos Ambientais Localização dos empreendimentos 144 hidrelétricos em MT Coordenadoria de Empreendimentos Energéticos 1. LP 2. LI 3. LO Total Geral: 259

Licenciamento Potencial Energético Ambiental (MW) Mapa e Recurso Números Utilizado Mato - MTGrosso 4.692,27 Total Geral: 5.535,70 MW Localização dos empreendimentos hidrelétricos em MT 576,68 124,97 34,00 0,01 107,77 Bagaço de Cana de açucar Capim Elefante Energia Solar Hidro Óleo Diesel Resíduo de Madeira

Licenciamento Quantidade Ambiental de Empreendimentos Mapa e ( Números LI e LO) e Potência do Mato (MW) Grosso - MT Quantidade de Empreendimentos 126 Soma da Potência (MW) Localização dos empreendimentos hidrelétricos em MT 4329,5 18 24 15 287,8911 282,066 642,215 0-10 10,01-20 20,01-30 30,01-1.820 Total Geral: 183 0-10 10,01-20 20,01-30 30,01-1.820 Total Geral: 5.541,6721

4. Entraves e Soluções Licenciamento como instrumento único de avaliação dos impactos ambientais Falta de informações adequadas e suficientes para localização dos empreendimentos Necessidade de se estimular a realização, sob a coordenação dos Governos, da AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA (AAE), e/ou AVALIAÇÃO AMBIENTAL INTEGRADA com objetivo de se identificar os impactos sinérgicos e cumulativos Necessidade de investir em instrumentos de gestão territorial, como o zoneamento sócio econômico-ecológico, Planos de Gestão de Bacias Hidrográficas, mapeamento de cobertura florestal e Planos Diretores Insegurança e subjetividade da análise do processo de licenciamento Normas mais claras e novas definições das atividades efetiva e potencialmente poluidoras, com base na tipologia e parâmetros (porte, potencial poluidor, localização); revisão da obrigatoriedade do licenciamento trifásico

4. Entraves e Soluções Dificuldades na obtenção de anuência de Instituições que não atuam na gestão ambiental (INCRA, IPHAN, FUNAI, etc) Desvincular as anuências do processo de licenciamento Compensação ambiental : não vinculação das compensações com os impactos Necessidade de se estabelecer regras claras que orientem a imposição de condicionantes pelos órgãos licenciadores e guardem vinculação com os impactos ambientais. Audiências públicas - O modelo atual das audiências impede que haja uma interação positiva entre os empreendedores, o órgão licenciador e a comunidade, e acaba instalando um verdadeiro conflito de interesses Dar mais transparência ao processo de licenciamento e permitir maior debate no curso do procedimento

5. Considerações Finais Medidas: Definição de normas e parâmetros nacionais balizadores da atuação dos Estados; Modernização das regras do licenciamento ambiental Gestão Ambiental Digital da SEMA; Mapeamento de processos e revisão de procedimentos operacionais; Capacitação dos técnicos Resultados: Segurança jurídica; Transparência, desburocratização, celeridade e eficiência dos processos e procedimentos; Garantir a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável do País.

Obrigada! Ana Luiza Avila Peterlini de Souza Promotora de Justiça Secretária de Estado de Meio Ambiente FONES: (65) 3613-7362 RUA C ESQUINA COM A RUA F CENTRO POLÍTICO ADMINISTRATIVO - CPA 78050-970 CUIABÁ MATO GROSSO