Área de Formação: Ciências Informáticas Itinerário de Formação: 481039 Técnico de Informática e Sistemas Modalidade: Educação e Formação de Adultos UFCD: CLC6 Cultura, língua e comunicação Culturas de urbanismo e mobilidade Formador: Serafina Lains Validado 21/10/13 Nome: Luís Caldeira Nº 19 Data: 06-10-13 PRA Reflexão Final do Módulo A área de competência desta UFCD (unidade de formação de curta duração) passa pelo conhecimento geral e cultural do formando, abordando várias temáticas desde a construção civil, os PDM dos concelhos, a imigração e emigração, bem como o seu benefício sócio cultural, saber lêr e escrever correctamente em Português. O número de horas desta unidade de formação, apesar de serem poucas, efectivamente, foi suficiente para que eu conseguisse interiorizar grande parte da matéria de CLC6. Os objectivos desta unidade de formação passam por dar ao formando um nível cultural e de conhecimento mais elevado do que tinha antes de começar o curso. Este módulo foi constituído por quatro DRs: DR1; DR2; DR3; DR4.
DR1 - Apresentei um glossário de arquitetura e construção realizado no powerpoint. Com a realização deste glossário fiquei com mais conhecimento dos materiais que são usados na arquitetura e na construção para a realização de projectos no âmbito da construção civil. Fiz um trabalho em formato de papel com o tema: descreva a sua casa ideal, trabalho este que me permitiu divagar e dar asas à minha imaginação de como seria a minha casa ideal utilizando os materiais do vocabulário estudado relativo à construção, de forma que, hoje tenho uma melhor prespectiva de quanto é importante uma casa ter espaços funcionais de qualidade tais como, uma varanda funcional com grelhador - é sempre um óptimo local para, quando se vive na cidade, assar peixe. Para terminar este DR, falei dos maus exemplos de arquitetura ou de espaços de habitação mal concebidos, existentes na minha vila, que no meu ponto de vista, tem poucos espaços verdes e demasiado betão com edifícios uns mais altos que outros, desenquadrados uns dos outros, dando assim um aspecto deplorável para quem assiste. A minha vila parou no tempo, é uma vila velha com poucos espaços e zonas de lazer para poder ter uma vida mais feliz em família. DR2 - Neste DR, falámos nas vantagens e desvantagens de viver na cidade e no campo. Esta parte da matéria foi muito gratificante para mim, uma vez que toda a minha vida foi passada na cidade, muito embora eu tivesse conhecimentos das vantagens e desvantagens da cidade para o campo, fiquei com uma ideia mais elaborada de como será viver no campo. Não tendo a muita diversidade de serviços prestados à população desde hospitais, lojas do cidadão e eventos culturais que podemos encontrar nas grandes cidades, o campo tem outras vantagens tais como: viver da agricultura, nomeadamente a agricultura biológica que nos dias de hoje está cada vez mais em crescimento por força da grave crise económica que o nosso país atravessa e também da criação de gado, podendo assim ter uma vida mais digna e mais feliz; ao invés da cidade onde o tempo passa depressa numa correria desenfriada das pessoas, as pessoas não são tão humanas umas para as outras como as que vivem no campo, onde existe um ambiente familiar. Depois fiz um trabalho de grupo sobre as expressões e vocábulos característicos de várias regiões do país, o seu factor de diferenciação a nível profissional que possibilita uma melhor adaptação a nível laboral. A variação e mudança da língua ao longo do
tempo podem resultar de factores internos e externos, sendo os factores externos referentes ao contacto com outras línguas e culturas diferentes. Ainda neste DR, abordámos o tema dos bairros sociais, tema este sempre delicado, pois existem várias discordâncias na nossa sociedade, se é benéfica ou não a existência de bairros sociais. Falámos em particular da área da Bela Vista, em Setúbal tema este que eu desconhecia. Nos anos setenta foi considerada pelo III plano de fomento como uma área de expansão urbana, para apoio, em habitação e equipamentos. Hoje no bairro Bela Vista, existem quarenta e sete línguas diferentes entre a população. Esta população representa um caleidoscópio de culturas, nações com todo o tipo de carências. É uma zona com falta de instrução e de formação profissional, que abrange as diferentes gerações; o desemprego é crónico e o recurso ao rendimento mínimo de subsistência, que se estende a uma percentagem significativa da população. Estes factores são capazes de provocar os maiores e mais graves problemas sociais e de relacionamento e com a habitação fortemente degradada. Estas situações infelizmente são recorrentes em quase todos os bairros sociais existentes no nosso país. DR3 - Nesta unidade de curta formação, fiz trabalhos sobre a minha área de residência e temática cultural existente. Sobre esta temática realizei um trabalho sobre o PDM de uma localidade à minha escolha. Resolvi escolher o PDM (plano director municipal) da cidade de Lisboa, O Plano Verde. Optei por falar do PDM da cidade de Lisboa, pois era o que gostaria de ver implantado da minha área de residência, com vários espaços verdes e mais eventos culturais. Realizei um trabalho sobre os roteiros de museus à minha escolha. Falei de alguns museus na zona centro do país, mais concretamente em Coimbra, nomeadamente o museu do quartzo, o qual gostava de visitar, mas ainda não tive oportunidade. O Museu conta com um piso inferior onde funciona a exposição permanente, com uma forte componente interactiva, onde o quartzo é explorado em toda a sua importância mineralógica, geológica e económica. O primeiro piso disponibiliza um auditório, uma sala de estudo e uma biblioteca. O piso superior do edifício conta com uma exposição denominada "A tua casa - O teu Reino Mineral" onde se pretende dar a conhecer a aplicação dos recursos minerais no dia-a-dia. Dispõe também de uma área adaptada para
experimentação pedagógica e um espaço para os mais pequenos - "Rochas, Rochinhas, Minerais e Miúdos". Este trabalho fez-me despertar para a necessidade de visitar alguns museus, pois é algo que não faço há algum tempo. DR4 - Neste DR, abordámos e visualizámos três documentários sobre o tema da imigração e emigração e os fluxos migratórios. Fiquei mais ciente das causas da migração que são; dificuldades económicas, o desemprego, as guerras e ditaduras, a falta de mãode-obra especializada e as condições laborais infinitamente superiores às oferecidas pelo país de origem. No que diz respeito aos fluxos migratórios no século XX, os portugueses emigravam para o Brasil, Estados Unidos, Canadá, Venezuela e África do Sul. Eram, sobretudo emigrantes transoceânicos. Em meados do século XX, vimos que também começou a haver emigração para outros países a França, Alemanha e Suiça. A imigração com destino a Portugal foi oriunda do Brasil, do leste e da África; em meados dos anos noventa, verificou-se uma nova vaga de imigração, com imigrantes oriundos da China e da Índia. Por fim, cheguei à conclusão de que regra geral é benéfico para o nosso país ter imigrantes com uma integração plena, apesar de uma série de problemas dramáticos como o racismo. Favorece a coesão social, ao mesmo tempo em que contribui positivamente para a economia - os imigrantes são responsáveis por cerca de 5% do PIB nacional, através de impostos e taxas - e para a contenção do envelhecimento demográfico. Realizei um trabalho sobre a integração da população imigrante em Portugal. Neste trabalho optei por falar da comunidade cigana existente em Portugal, das suas dificuldades de viver em sociedade. Estes imigrantes, devido à sua cultura muito própria, tendem a ter muita dificuldade em conseguir viver em sociedade com outras raças, por exemplo: os ciganos são um povo que a nível profissional não se enquadram, não se conseguem estabelecer num local específico, são por natureza um povo nómada, significa isto que trabalham por contra própria, e por isso acabam por ser incompreendidos pela restante sociedade. No entanto é a nível cultural, em especial na música, que este povo mais se destaca de tal modo que coloco a música cigana num patamar ligeiramente acima do nosso estimado fado, não pretendo com isto, dizer que a raça cigana é perfeita, longe
disso. Têm muito a melhorar, talvez se as crianças ciganas começassem a frequentar o ensino básico escolar, a sua interacção com a sociedade no geral fosse mais tolerável e compreendida. Em conclusão, esta UFCD foi muito importante para mim, a nível cultural elevou mais a minha fasquia para querer aprender ainda mais, e ao mesmo tempo despertou-me para problemas que existem na nossa sociedade tais como a integração dos imigrantes na nossa sociedade. Relativamente a esta integração social, espero um dia ser bem recebido noutro país, caso seja preciso emigrar e ir em busca de uma vida melhor para mim e para a minha familia. Luís Caldeira