VALUATION. Francisco Tavares

Documentos relacionados
Unidade I INTERPRETAÇÃO DAS. Prof. Walter Dominas

Unidade I AVALIAÇÃO DE EMPRESAS. Prof. Rubens Pardini

Módulo 6 Gestão Econômica e Financeira

1 Classificação das Empresas e Entidades e o Ambiente Institucional, 1

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR)

SUMÁRIO CAPÍTULO 1 FINANÇAS CORPORATIVAS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 E 2017 (Valores expressos em reais)

Exercício I Calcule a depreciação anual em cada situação abaixo.

Sumário. Prefácio à 11 a edição, xvii. Prefácio à 10 a edição, xix. Prefácio à 9 a edição, xxi

Sumário. Parte I Administração Financeira e Mercados Financeiros, 1

Gas Brasiliano Distribuidora S.A.

Alfredo Preto Neto Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. Aula 9- Unidade II - A análise tradicional das demonstrações contábeis. Prof.

EARNINGS RELEASE 3T17

Contabilidade CRISE. Planejamento Financeiro 25/08/2016. Escreve, oficializa É a ciência que registra os

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) Contabilidade Intermediária II Fucamp/2017

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR)

Gas Brasiliano Distribuidora S.A.

Gas Brasiliano Distribuidora S.A.

BALANÇO. Ativo Passivo e patrimônio líquido

EAC 0111 Fundamentos de Contabilidade

Contabilidade Avançada Prof. João Domiraci Paccez Exercício Nº 17

COMO CALCULAR CORRETAMENTE A CAPACIDADE DE PAGAMENTO DE UMA EMPRESA NUM DETERMINADO PERÍODO

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 42 CONTABILIDADE EM ECONOMIA HIPERINFLACIONÁRIA

Parte I Aspectos Gerais Internos e Externos da Empresa, 1

EXERCICIOS SOBRE DFC. As demonstrações contábeis da Empresa Cosmos, sociedade anônima de capital aberto, em X2, eram os seguintes:

Balanço patrimonial em 31 de dezembro Em milhares de reais

CPC 23 Manual de Contabilidade Societária - Capítulo 26 POLÍTICAS CONTÁBEIS, MUDANÇA DE ESTIMATIVAS E RETIFICAÇÃO DE ERRO

CONTABILIDADE GERAL. Balanço Patrimonial. Critério de avaliação dos elementos patrimoniais Lei 6.404/76 Parte 2. Valter Ferreira

Dersa Desenvolvimento Rodoviário S.A. Balanços patrimoniais

Introdução às Técnicas de Análise das DC Padronização das DC

Etapas da análise das demonstrações

3. Sobre as 5 Forças de Porter é correto dizer:

Elekeiroz S.A. Demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com o IFRS em 31 de dezembro de 2013

10.5 PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS DA CONTROLADORA E SUAS CONTROLADAS

Demonstrações Contábeis Obrigatórias

AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL. NOÇÕES DE CONTABILIDADE Profª. Camila Gomes

ATIVOS explicativa 31/12/11 31/12/10 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO explicativa 31/12/11 31/12/10

1 Conceitos Introdutórios, 3

Curso Ninjas do CFC 100% ONLINE e GRATUITO

COMO CONVERTER DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS BRASILEIRAS PARA A MOEDA AMERICANA (FAS 52) - CASO PRÁTICO

CONTABILIDADE GERAL. Demonstrações Contábeis. Demonstração do Fluxo de Caixa Parte 2. Prof. Cláudio Alves

COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DA REGIÃO DE ITURAMA LTDA. - SICOOB CREDIRAMA CNPJ /

Capítulo 12. Tema 10: Análise das demonstrações contábeis/financeiras: noções iniciais. Noções de Contabilidade para Administradores EAC 0111

Sumário. 1. Atos e fatos administrativos Fatos permutativos ou compensativos Fatos modificativos Fatos mistos...

Nivelamento de Conceitos Contábeis

DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas - 31/12/ PANATLANTICA S.A. Versão : 1. Balanço Patrimonial Ativo 1. Balanço Patrimonial Passivo 2

COMO MELHORAR A FORMA DE APRESENTAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

NBC TG 32 (R4) IAS 12 CPC 32 NBC TG 32 (R4)

3 Metodologia. Lucro empresa privada = a + b Valorização Ibovespa

Sumário. Prefácio à 4ª edição, xiii. Apresentação, xv. Parte I Introdução, 1

Sumário. Siglas e Abreviaturas, XV Apresentação, XIX Prefácio, XXI Prefácio à 2 a Edição, XXV Agradecimentos, XXVII


Sumário XIII. Sumário

CIÊNCIAS CONTÁBEIS QUESTÕES DISCURSIVAS

Consolidação das Demonstrações Contábeis CPC 36 (R3) Exercícios 10 ao 12 - Solução

Exercício 1 Reservas de Lucros

Relatório da Administração QGMI Construção S.A.

Caderno de Prova A01, Tipo 005

METALÚRGICA GERDAU S.A. e empresas controladas. Informações Consolidadas

Contabilidade para não Contadores (Soluções dos Exercícios)

Demonstrações Financeiras e sua Análise. Administração Financeira Prof. Fabini Hoelz Bargas Alvarez

Contabilidade ESTRUTURA PATRIMONIAL SITUAÇÃO LÍQUIDA (PATRIMÔNIO LÍQUIDO) FLUXO DE RECURSOS. Fluxo dos recursos SÍNTESE DO FUNCIONAMENTO DAS CONTAS

Análise Vertical Cia Foot S/A

SEM0530 Problemas de Engenharia Mecatrônica II

ESTUDO DE CASO. Os Novos Ajustes da Lei

ESCOLA DE NEGÓCIOS E GESTÃO

Maratona de Revisão Curso Ninjas do CFC Prof. Osvaldo Marques

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 12. Mudanças em Passivos por Desativação, Restauração e Outros Passivos Similares

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES. Prof. Isidro

Unidade II ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES. Profa. Rachel Brandão

Conta Classificação Registra Natureza do saldo caixa ativo circulante dinheiro e cheques no estabelecimento da devedora

Entendendo o Fluxo de Caixa Guia prático para elaboração e interpretação da Demonstração dos Fluxos de Caixa de acordo com a nova legislação

Avaliação de Investimentos

Sumário. Capítulo 2. Conceitos Básicos...1. Patrimônio Contabilidade_Geral_Resumida_cap_00.indd 9 14/10/ :44:34

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES

CACHOEIRA PAULISTA TRANSMISSORA DE ENERGIA S.A. 1ª Emissão Pública de Debêntures

ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Bicicletas Monark S.A.

Transcrição:

VALUATION Francisco Tavares

Metodologia do Valor Contábil Metodologia do Valor Patrimonial de Mercado Metodologia do Valor de Liquidação Metodologia do Preço/Lucro Metodologia de Capitalização dos Lucros Metodologia dos Múltiplos de Faturamento Metodologia dos Múltiplos de Lucros

Metodologia do Valor Contábil Valor da Empresa (VE)= PL = Valor do Ativo Total Valor do Passivo Total Como se trata de metodologia baseada no valor de custo, apresenta deficiências por desconsiderar as condições de mercado para a realização dos ativos e amortização das dívidas. Outra falha desse método é que os valores contábeis não refletem os avanços da tecnologia que tanto alteram o valor de ativos, e não consideram as necessidades de investimento em capital de giro e imobilizações para a manutenção da capacidade competitiva da empresa para o próximo período.

Metodologia do Valor Contábil Como essa metodologia assume que o Patrimônio Líquido representa o valor contábil da empresa, devese monitorar continuamente a capacidade de financiamento próprio da empresa por meio de índices de desempenho relacionados a: Rentabilidade do Patrimônio Líquido Rotatividade das Vendas Rotatividade do Lucro Operacional Imobilização com Recursos Próprios Alavancagem e Cobertura de Juros com o Patrimônio Líquido

Metodologia do Valor Contábil Rentabilidade do Patrimônio Líquido = Lucro Líquido Patrimônio Líquido Rotatividade das Vendas = Receita Líquida de Vendas Patrimônio Líquido Rotatividade do Lucro Operacional = Lucro Operacional Patrimônio Líquido

Metodologia do Valor Contábil Imobilização com Recursos Próprios Irp = Ativo Imobilizado Bruto Depreciação Acumulada Patrimônio Líquido Alavancagem sobre Patrimônio Líquido Apl = Passivo Total Patrimônio Líquido Cobertura de Juros com Patrimônio Líquido CJpl = Patrimônio Líquido Despesas Financeiras

Metodologia do Valor Patrimonial de Mercado A condicionante é que os valores contábeis do Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido sejam compatíveis ou muito próximos aos seus valores de mercado. Isso pressupõe a reavaliação e/ou atualização do valor dos ativos e passivos, considerando efeitos de variáveis como depreciação, amortização, exaustão, inflação, taxa de juros, paridade cambial, etc. As 03 principais variáveis aplicam-se aos elementos do ativo imobilizado: - Depreciação - Amortização - Exaustão Os ajustes da inflação, taxa de juros e paridade cambial são aplicados em itens do passivo e do ativo. Valor da Empresa (PL) = Valor do Ativo Total Ajustado Valor do Passivo Total Ajustado

Metodologia do Valor de Liquidação Assume que o VE corresponde ao preço possível de eventual venda dos bens e direitos no mercado, no estado em que se encontrarem, caso as atividades sejam encerradas. Nessa situação, comumente verifica-se que os ativos da empresa são realizados em valores inferiores aos registrados nos relatórios gerenciais e demonstrações contábeis. Isso decorre do poder de barganha dos compradores e necessidades imediatas de caixa dos proprietários.

Metodologia do Preço/Lucro (P/L) A premissa dessa metodologia baseia-se na condição de que, se duas empresas atuam no mesmo setor e possuem estrutura e porte semelhantes (material, humana e financeira), poderá ser realizada uma comparação direta entre os seus resultados e indicadores de desempenho, nesse caso, o Índice Preço/Lucro ou P/L. O Índice P/L mensura quanto os investidores estão dispostos a pagar por unidade de lucro divulgado, e é calculado pela fórmula: Ip/l = Preço de Mercado por Ação Lucro Contábil por Ação O Lucro Contábil por Ação (LPA) é calculado pela fórmula: LPA = Lucro Líquido Número de Ações Emitidas

Metodologia da Capitalização dos Lucros O Valor da Empresa (VE) é calculado por meio da ponderação média e capitalização dos lucros históricos por uma taxa de retorno ou custo de capital (i) que corresponda ao risco do negócio e reflita as incertezas de mercado. Em seguida, soma-se o valor dos ativos nãooperacionais ao valor operacional, para se chegar ao valor total da empresa. Aqui, podem-se assumir dois valores para a empresa: o primeiro baseado na capitalização do lucro operacional (lucro antes dos juros e imposto de renda) e o segundo baseado na capitalização do lucro líquido (lucro após o imposto de renda).

Metodologia da Capitalização dos Lucros Exemplo A empresa FULANO DE TAL gerou os seguinte lucros operacionais nos últimos cinco anos: Ano 1 105,70 Ano 2 111,41 Ano 3 117,65 Ano 4 124,47 Ano 5 131,32 Considerando uma taxa de capitalização histórica ou custo de capital de 12,5% e Ativos Não Operacionais avaliados em $ 34,00, teríamos o seguinte valor estimado para a empresa:

Metodologia da Capitalização dos Lucros Período Lucro Operacional Fator de Ponderação Lucro Ponderado Ano 1 105,70 1,0 105,70 Ano 2 111,41 2,0 222,82 Ano 3 117,65 3,0 352,95 Ano 4 124,47 4,0 497,88 Ano 5 131,32 5,0 656,60 Soma dos Lucros Operacionais Ponderados 1.835,95 (/) Soma dos Fatores de Ponderação 15,00 (=) Lucro Operacional Médio 122,40 (/) Taxa de Capitalização Histórica 12,50% (=) Valor Operacional da Empresa 979,20 (+) Ativos Não Operacionais 34,00 (=) Valor Total da Empresa 1.013,20 A principal limitação atribuída a essa metodologia é que ela parte do lucro apurado pela contabilidade tradicional.

Metodologia dos Múltiplos de Faturamento Essa metodologia assume que o Valor da Empresa (VE) é calculado baseando-se na multiplicação da Receita Líquida de Vendas (RLV)do último ano de atividade operacional, ou de uma média histórica, pelo fator Preço das Ações/Receita média (FP/RLV) extraído de empresas concorrentes de porte e atividades similares, trata-se do índice do preço de uma ação em relação à receita por ação. Em seguida, soma-se o valor dos Ativos Não- Operacionais ao Valor Operacional do último ano de atividade operacional, para se chegar ao Valor da Empresa VE = (Receita Liquida de Vendas ano 1 X FP/RLV) + AN-0_ano1

Metodologia dos Múltiplos de Lucros Essa metodologia assumo que o VE é calculado baseando-se na multiplicação do Lucro Operacional (LO) do último ano de atividade operacional, ou se uma média histórica, pelo fator Preço das Ações/Lucro Operacional médio (FP/LO), extraído de empresas concorrentes de porte e atividades similares, trata-se do índice do preço de uma ação em relação ao lucro operacional por ação. Em seguida, soma-se o valor dos Ativos Não-Operacionais ao Valor Operacional do último ano de atividade operacional (AN-0_ano1) para se chegar ao Valor Total da Empresa (VE). VE = (Lucro Operacional ano1 X FP/LO ) + AN-0_ano1