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Transcrição:

n.1 Linhas fundamentais para uma redescoberta, na vida da Igreja, da Palavra Divina, Fonte de constante renovação, Com a esperança de que a mesma se torne cada vez mais O coração de toda a atividade eclesial.

N 3: A Igreja Funda-se sobre a Palavra de Deus, nasce e vive dela.

N 3 A comunidade eclesial cresce Na escuta Na celebração No estudo da Palavra de Deus

N 3 O grande impulso dado pela Constituição dogmática Dei Verbum à redescoberta da Palavra de Deus na vida da Igreja, à reflexão teológica sobre a Revelação divina e ao estudo da Sagrada Escritura. A Igreja sentiu-se chamada a aprofundar ainda mais o tema da Palavra divina, seja para verificar a realização das indicações conciliares, seja para enfrentar os novos desafios que o tempo presente coloca a quem acredita em Cristo.

N 7 Modalidades da expressão Palavra de Deus : O LOGOS indica originariamente o Verbo eterno. Jesus Cristo é o Verbo de Deus. Criação, o liber naturae. História da salvação. Falou pelos profetas. A pregação dos Apóstolos; Sagrada Escritura:AT e NT. Os fiéis sejam melhor formados. A centralidade da pessoa de Cristo

N 9 A realidade nasce como creatura Verbi, e tudo é chamado a servir a Palavra. O movente de tudo é a salvação do homem. Dons recebidos: O valor do próprio corpo O dom da razão O dom da liberdade O dom da consciência

N 10 - O realismo da Palavra Quem conhece a Palavra divina conhece plenamente também o significado de cada criatura. Realista é quem reconhece o fundamento de tudo no Verbo de Deus. O Ter, o Prazer, e o Poder manifestam-se incapazes de realizar as aspirações mais profundas do coração do homem.

N 15 A Palavra de Deus e o Espírito Santo Não é possível uma compreensão autêntica da revelação cristã fora da ação do Paráclito. A Palavra de Deus exprime-se em palavras humanas graças à obra do Espírito Santo. A missão do Filho e a do Espírito Santo são inseparáveis e constituem uma única economia da salvação.

N 17 Espírito Santo O Concílio Vaticano II recorda que esta Tradição é realidade viva e dinâmica: ela progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo ; não no sentido de mudar na sua verdade, que é perene, mas progride a percepção tanto das coisas como das palavras transmitidas A Tradição Viva é essencial para que a Igreja, no tempo, possa crescer na compreensão da verdade revelada nas Escrituras.

N 21 Deus Pai Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra encarnada. O silêncio fala: na dinâmica da revelação cristã, o silêncio aparece como uma expressão importante da Palavra de Deus A experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus.

N 22 Chamados a entrar na Aliança com Deus O mistério da Aliança exprime esta relação entre Deus que chama através da sua Palavra e o homem que responde, sabendo claramente que não se trata de um encontro entre dois contraentes iguais; aquilo que designamos por Antiga e Nova Aliança não é um ato de entendimento entre duas partes iguais, mas puro dom de Deus. O homem é criado na Palavra e vive nela; e não se pode compreender a si mesmo, se não se abre a este diálogo.

N 26 O pecado como não escuta da Palavra de Deus A Palavra de Deus revela inevitavelmente também a dramática possibilidade que tem a liberdade do homem de subtrair-se a este diálogo de aliança com Deus, para o qual fomos criados. No AT e NT a descrição do pecado como não escuta da Palavra, como ruptura da Aliança. Por isso é importante que os fiéis sejam educados a reconhecer a raiz do pecado na não escuta da Palavra do Senhor e a acolher em Jesus, Verbo de Deus, o perdão que nos abre à salvação

N 38 A necessária superação da letra Para se recuperar a articulação entre os diversos sentidos da Escritura, torna-se então decisivo identificar a passagem entre a letra e espírito. Não se trata de uma passagem automática e espontânea; antes, é preciso transcender a letra. Este processo possui uma íntima dramaticidade, porque, no processo de superação, a passagem que acontece em virtude do Espírito tem inevitavelmente a ver também com a liberdade de cada um. São Paulo viveu plenamente na sua própria vida esta passagem.

N 42 As páginas obscuras da Bíblia A revelação bíblica está profundamente radicada na história. A revelação adapta-se ao nível cultural e moral de épocas antigas, referindo conseqüentemente fatos e usos como, por exemplo, manobras fraudulentas, intervenções violentas, extermínio de populações, sem denunciar explicitamente a sua imoralidade.

N 44 Interpretação fundamentalista Na realidade, o literalismo propugnado pela leitura fundamentalista constitui uma traição tanto do sentido literal como do espiritual, abrindo caminho a instrumentalização de variada natureza, difundindo por exemplo interpretações antieclesiais das próprias Escrituras. A verdadeira resposta a uma leitura fundamentalista é a leitura crente da Sagrada Escritura, praticada desde a antiguidade na Tradição da Igreja. Tal leitura procura a verdade salvífica para a vida do indivíduo fiel e para a Igreja. Esta leitura reconhece o valor histórico da tradição bíblica.

N 45 Diálogo entre Pastores, teólogos e exegetas. Da Dei Verbum: é preciso que os exegetas católicos (...) trabalhem (...) lançando mãos de meios aptos, estudem e expliquem as divinas Letras, de modo que o maior número possível de ministros da Palavra de Deus possa oferecer com fruto ao Povo de Deus o alimento das Escrituras, que ilumine o espírito, robusteça as vontades e inflame os corações dos homens no amor de Deus (DV 23).

N 51Contemporaneidade de Cristo na vida da Igreja A relação entre Cristo, Palavra do Pai, e a Igreja não pode ser compreendida em termos de acontecimento simplesmente passado, mas tratase de uma relação vital na qual cada fiel, pessoalmente, é chamado a entrar. Mestra da escuta, a Esposa de Cristo repete, com fé, também hoje: Falai, Senhor, que a vossa Igreja Vos escuta A Igreja não vive de si mesma, mas do Evangelho; e do Evangelho tira sem cessar orientação para o seu caminho.

N 56 A sacramentalidade São Jerônimo afirma: Lemos as Sagradas Escrituras. Eu penso que o Evangelho é o Corpo de Cristo, penso que as santas Escrituras são o seu ensinamento. E quando Ele fala em comer a minha carne e beber o meu sangue (Jo 6,53), embora estas palavras se possam entender do Mistério (eucarístico), todavia também a palavra da Escritura, o ensinamento de Deus, é verdadeiramente o corpo de Cristo e o seu sangue.

N 66 A Palavra e o silêncio Os Padres sinodais insistiram sobre o valor do silêncio para a recepção da Palavra de Deus na vida dos fiéis. De fato, a palavra pode ser pronunciada e ouvida no silêncio, exterior e interior. O nosso tempo não favorece o recolhimento. Hoje é necessário educar o Povo de Deus para o valor do silêncio.

N 68 A Palavra de Deus no templo cristão Para favorecer a escuta da Palavra de Deus, não se devem menosprezar os meios que possam ajudar os fiéis a prestar maior atenção. Representar mesmo visivelmente o sentido teológico da dupla mesa da Palavra e da Eucaristia. Haja um lugar de honra onde se possa colocar a Sagrada Escritura mesmo fora da celebração.

N 72 Encontrar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura A vida cristã caracteriza-se essencialmente pelo encontro com Jesus Cristo que nos chama a segui-lo. Juntamente com os Padres sinodais, expresso o vivo desejo de que floresça uma nova estação de maior amor pela Sagrada Escritura da parte de todos os membros do Povo de Deus

N 73 A animação bíblica da pastoral Não se trata simplesmente de acrescentar qualquer encontro na paróquia ou na diocese, mas de verificar que, nas atividades habituais das comunidades cristãs, nas paróquias, nas associações e nos movimentos, se tenha realmente a peito o encontro pessoal com Cristo que Se comunica a nós na sua Palavra. Dado que a ignorância das Escrituras é a ignorância de Cristo então podemos esperar que a animação bíblica de toda a pastoral ordinária e extraordinária levará a um maior conhecimento da Pessoa de Cristo, Revelador do Pai e plenitude da Revelação divina.

75 Formação bíblica dos cristãos Para conferir maior caráter bíblico a toda a pastoral da Igreja, é necessário que exista uma adequada formação dos cristãos e, em particular, dos catequistas. Os Padres sinodais recomendam: Centros de formação Institutos especializados

N 84 Fiéis leigos Da difusão do Evangelho: Tal obrigação, que deriva do batismo. Precisam de ser formados a discernir a vontade de Deus por meio de uma familiaridade com a Palavra de Deus, lida e estudada na Igreja, sob a guia dos legítimos Pastores. As próprias dioceses, na medida das suas possibilidades, proporcione oportunidades de uma tal formação aos leigos com particulares responsabilidades eclesiais.

N 86 Leitura orante A Palavra de Deus está na base de toda a espiritualidade cristã autêntica. Deve-se evitar o risco de uma abordagem individualista, tendo presente que a Palavra de Deus nos é dada precisamente para construir comunhão, para nos unir na Verdade no nosso caminho para Deus.

N 87 Lectio divina Seus passos fundamentais: A leitura do texto: o que diz o texto bíblico em si? A meditação: que nos diz o texto bíblico? A oração: que dizemos ao Senhor, em resposta à sua Palavra? A contemplação: qual é a conversão da mente, do coração e da vida que o Senhor nos pede? A ação: impele a existência do fiel a doar-se aos outros na caridade.

N 94 Todos os batizados responsáveis do anúncio Uma vez que todo o Povo de Deus é um povo enviado, o Sínodo reafirmou que a missão de anunciar a Palavra de Deus é dever de todos os discípulos de Jesus Cristo, em consequência do seu batismo. Bispos e sacerdotes são os primeiros chamados a uma vida cativada pelo serviço da Palavra

N 106 Anúncio da Palavra de Deus e os doentes Se a palavra do homem parece emudecer diante do mistério do mal e da dor e a nossa sociedade parece dar valor à vida apenas se corresponde a certos níveis de eficiência e bem-estar, a Palavra de Deus revela-nos que mesmo estas circunstâncias são misteriosamente abraçadas pela ternura divina. A proximidade de Jesus aos doentes não se interrompeu.

N 107 Anúncio da Palavra de Deus e os pobres A Sagrada Escritura manifesta a predileção de Deus pelos pobres e necessitados (cf. Mt 25,31-46. Na Bíblia o verdadeiro pobre é aquele que se confia totalmente a Deus e, no Evangelho, o próprio Jesus chama-os bem-aventurados, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3; cf. Lc 6,20). É preciso favorecer um círculo virtuoso entre a pobreza que se deve escolher e a pobreza que se deve combater, redescobrindo a sobriedade e a solidariedade como valores simultaneamente evangélicos e universais.

N 108 Palavra de Deus e defesa da criação. O compromisso no mundo requerido pela Palavra divina impele-nos a ver com olhos novos todo o universo criado por Deus e que traz já em si os vestígios do Verbo, por Quem tudo foi feito. A arrogância do homem que vive como se Deus não existisse, leva a explorar e deturpar a natureza, não a reconhecendo como uma obra da Palavra criadora.

N 121 A palavra definitiva de Deus Desejo uma vez mais exortar todo o Povo de Deus, os Pastores, as pessoas consagradas e os fiéis leigos a empenharem-se para que as Sagradas Escrituras se lhes tornem cada vez mais familiares. Nunca devemos esquecer que, na base de toda a espiritualidade cristã autêntica e viva, está a Palavra de Deus anunciada, acolhida, celebrada e meditada na Igreja.

N 122 Nova evangelização e nova escuta O nosso deve ser cada vez mais o tempo de uma nova escuta da Palavra de Deus e de uma nova evangelização. É que descobrir a centralidade da Palavra de Deus na vida cristã faz-nos encontrar o sentido mais profundo daquilo que João Paulo II incansavelmente lembrou: continuar a missio ad gentes.