RESPOSTAS A PERGUNTAS FREQUENTES



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Transcrição:

EMISSOR Divisão de Proteção Florestal e Valorização de Áreas Públicas DATA DA VERSÃO 25 / 10 / 2013 ENTRADA EM VIGOR 25 / 10 / 2013 ASSUNTO DOCUMENTAÇÃO DE APOIO ÀS SESSÕES DE SENSIBILIZAÇÃO MO ÂMBITO DAS AÇÕES DE PREVENÇÃO E CONTROLO DO NMP DISTRIBUIÇÃO GABINETES TÉCNICOS FLORESTAIS P1 O QUE É O NEMATODO DA MADEIRA DO PINHEIRO? O nemátodo da madeira do pinheiro (NMP) é um verme microscópico, transmitido às árvores por um inseto, o longicórnico do pinheiro, e que provoca a morte das árvores por ele infetadas. O NMP está classificado como organismo de quarentena de elevada nocividade, tendo sido criadas fortes restrições á circulação de material lenhoso proveniente do abate das árvores hospedeiras, impostas pela União Europeia. P2 ONDE ESTÁ? O NMP é originário dos EUA e surgiu na Asia, mais concretamente no Japão, no início do século passado, tendo sido detetado pela primeira vez na Europa em 1999, provavelmente introduzido devido ao crescente comércio com a China. A sua presença foi, pela primeira, vez confirmada em território nacional na península de Setúbal. Apesar de todas as medidas tomadas foram, em 2008, detetados novos focos de infestação em vários locais do País, com maior incidência na região centro. Como consequência, todo o território continental foi declarado zona de restrição, tendo sido delimitada uma faixa de, aproximadamente, 20 km de largura em toda a extensão da fronteira

terrestre com Espanha, onde se aplicam um conjunto de medidas de contenção com vista a evitar a dispersão natural do NMP para fora do território nacional. As freguesias onde efetivamente se confirma a presença do NMP estão classificadas como locais de intervenção. P3 COMO SE COMPORTAMENTA A DOENÇA? P3.1 - QUAIS SÃO OS HOSPEDEIROS SUSCETÍVEIS? O NMP pode atacar todas as coníferas em geral (espécies florestais gimnospérmicas vulgarmente designadas por resinosas, ou seja, pinheiros, abetos, cedrus, larix, píceas ou espruces, falsas-tsugas e tsugas), sendo que as árvores hospedeiras mais suscetíveis são as árvores das espécies pinus pinaster (pinheiro Bravo), pinus nigra (pinheiro- larício) e pinus sylvestris (pinheiro silvestre). Árvores hospedeiras menos suscetíveis são o pinus pinea (pinheiro manso), pinus radiata (pinheiro radiata) e pinus halepensis (pinheiro de alepo). P3.2 - QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS? O NMP é introduzido na árvore quando o inseto vetor que lhe serve de transporte se alimenta dos raminhos do ano através da ferida provocada pelo pasto de maturação. Uma vez introduzido na árvore, o nemátodo multiplica-se e entope os canais resiníferos provocando, logo numa primeira fase, uma redução da produção de resina. Posteriormente, e como consequência do estrangulamento provocado pelos nemátodos e da deficiente circulação da seiva dai resultante, observa-se uma clorose das agulhas e, consequentemente o amarelecimento da copa, resultando por fim, na morte da árvore.

Importa referir que estes sintomas são comuns a outros agentes de declínio presentes na floresta, pelo que só se pode confirmar a presença do NMP através de uma análise laboratorial. P3.3 - QUANDO APARECEM OS SINTOMAS? O período de voo do inseto decorre entre abril e outubro pelo que o nemátodo da madeira do pinheiro será transmitido às árvores entre maio e novembro, sensivelmente. Os primeiros sintomas vão aparecer, assim, entre meados de maio até fins de dezembro. Poderão ainda surgir árvores com sintomas da doença entre fevereiro e abril do ano seguinte como resultado das infeções mais tardias (ocorridas no fim de novembro). P3.4 QUAL A MELHOR ALTURA DO ANO PARA REALIZAÇÃO DAS AÇÕES PARA CONTROLO DA DOENÇA? Considerando o calendário apresentado, conclui-se que as principais ações para controlo da doença (identificação e abate de árvores com sintomas declínio e eliminação dos sobrantes) devem ser realizadas durante o período de outono/inverno e início da primavera. P4 QUAIS OS RISCOS ASSOCIADOS À DOENÇA DO NEMATODO DA MADEIRA DO PINHEIRO? O risco de dispersão da doença provocada pelo NMP está, inevitavelmente, associado à presença do seu inseto vetor, uma vez que o nemátodo, por si só, não tem autonomia para colonizar novos hospedeiros.

Assim, e uma vez que estudos revelaram que o longicórnio do pinheiro coloniza apenas a zona da copa, não estando presente no tronco principal da árvore, as componentes que representam maior risco de dispersão da doença são a parte superior e inferior da copa e rolaria com diâmetros inferiores a 20cm, pelo que todos estes componentes devem ser destruídos, sendo a correta eliminação dos sobrantes do abate de coníferas uma medida imprescindível e obrigatória para o combate à doença e manutenção de um povoamento saudável. Para além da dispersão natural da doença, causada pela natureza do seu inseto vetor, a dispersão artificial, associada ao transporte de material lenhoso proveniente do abate de coníferas hospedeiras, constitui um elevado risco de dispersão da doença, principalmente quando associada á possível presença do inseto vetor, razão pela qual uma das medidas a tomar consiste na realização do transporte coberto ou em camião fechado, utilizando o dispositivo de proteção fitossanitária (rede storanet m ), em situações em que esse risco é mais elevado, como por exemplo, no período de voo do inseto (de abril a outubro), no transporte de material lenhoso proveniente do abate de coníferas hospedeiras com sintomas de declínio. P5 QUAL A LEGISLAÇÃO APLICÁVEL? Sendo o NMP um organismo de quarentena de elevada nocividade com fortes restrições á circulação de material lenhoso impostas pela união europeia, está sujeito a uma legislação comunitária, a Decisão de Execução da Comunidade n.º 2012/535/UE, de 26 de setembro e a legislação nacional especifica para o efeito, o Decreto-Lei n.º 95/2011, de 8 de agosto, com a leitura que lhe é dada pela declaração de retificação n.º 30-A/2011, de 7 de outubro e que vem estabelecer as medidas extraordinárias de proteção fitossanitária indispensáveis ao controlo do NMP e do seu inseto vetor, com vista a evitar a dispersão da doença e, quando possível, a sua erradicação.

P6 O QUE FAZER? A Decisão de Execução da Comunidade n.º 2012/535/UE, de 26 de setembro impõe um conjunto de medidas de emergência para controlo do NMP e determina o estabelecimento de um plano de ação, que visa um conjunto de ações para controlo da doença provocada pelo NMP. P6.1 O QUE É A PROSPEÇÃO E AMOSTRAGEM? A primeira abordagem estabelecida no plano de ação consiste nas ações de prospeção e amostragem de árvores coníferas hospedeiras do NMP, com sintomas de declínio, através do estabelecimento de um plano específico de monitorização, com o objetivo de pesquisar a dispersão do NMP no território continental. Estas ações têm sido intensificadas na Zona Tampão dada a elevada sensibilidade que esta área representa, sendo obrigatório amostrar todas as árvores com sintomas de declínio. P6.2 O QUE É A GESTÃO DE DECLÍNIO? A gestão de declínio é a segunda grande abordagem consagrada no plano de ação e consiste em três ações: Identificação de árvores com sintomas de declínio; Eliminação das árvores (abate e transporte para locais de transformação autorizados); Eliminação dos respetivos sobrantes. Estas ações, para além de constituírem uma obrigação legal e, bem assim, uma imposição da união europeia, fazem parte de um conjunto de boas práticas florestais indispensáveis á manutenção de um pinhal saudável.

P6.3 - O QUE SÃO LOCAIS DE TRANSFORMAÇÃO AUTORIZADOS? Os locais de transformação autorizados são operadores económicos registados no Registo Oficial que procedem á transformação (descasque e serragem, esquadriamento, ou aplainamento, de forma a garantir que não seja mantida a superfície natural arredondada da madeira ou estilhagem) do material lenhoso podendo, em algumas situações de maior risco, ser ainda exigido o tratamento pelo calor (HT) ou o processamento deste material (sujeição do material lenhoso a processos que utilizem colas, calor ou pressão ou a combinação destes que garanta a isenção de nemátodos vivos), como por exemplo empresas de MDFs, Pellets, Briquetes, contraplacados, entre outras. P6.4 - COMO SE DEVE ELIMINAR OS SOBRANTES? De acordo com a legislação em vigor, os sobrantes devem ser queimados em local apropriado ou, em alternativa, reduzidos a estilha com dimensões inferiores a 3cm e deixados no terreno ou transportados para um destino final. P6.5 O QUE É O EDITAL? A responsabilidade de abater as árvores com sintomas de declínio é do seu legítimo proprietário e constitui uma obrigação legal, podendo este ser notificado para o efeito, de acordo com o disposto na legislação em vigor. O Edital é o meio utilizado para notificar os proprietários, usufrutuários e rendeiros de pinheiros e outras resinosas a procederem ao abate imediato e a remoção de todas as árvores que apresentem sintomas de declínio, estejam tombadas ou tenham sido afetadas por tempestades e por incêndios. Este documento deve ser afixado pelas camaras municipais e juntas de freguesia nos locais habituais.

P7 QUAIS SÃO AS OBRIGAÇÕES LEGAIS? O Decreto-Lei n.º 95/2011, de 8 de agosto vem estabelecer: Regras ao abate, ao transporte e ao armazenamento de material lenhoso proveniente do abate de coníferas hospedeiras do NMP; Um sistema de rastreabilidade concretizado no manifesto de exploração florestal, documento que deve acompanhar o material lenhoso e que valida todo o conjunto de restrições impostas pelo decreto-lei; Um regime sancionatório que permite a fiscalização e controlo das regras estabelecidas pelo referido diploma. De forma sucinta pode-se dizer que o Decreto-Lei n.º 95/2011, de 8 de agosto vem, assim, obrigar: Ao abate de árvores com sintomas de declínio; A eliminação dos sobrantes resultantes do abate; Ao preenchimento do manifesto de exploração florestal de coníferas hospedeiras do NMP (MEF); Ao registo como operador económico no registo oficial dos agentes que trabalham com material lenhoso proveniente do abate de coníferas hospedeiras, exceto os proprietários. P7.1 O QUE É O MANIFESTO DE EXPLORAÇÃO FLORESTAL (MEF)? O manifesto de exploração florestal de coníferas hospedeiras do NMP (MEF) é um documento oficial obrigatório obtido no sítio da internet do ICNF e que tem que acompanhar o transporte do material lenhoso proveniente do abate de coníferas hospedeiras até ao destino final. É obrigatório preencher previamente o MEF sempre que se procede ao abate, abate e transporte ou transporte de material lenhoso proveniente do abate de pinheiros, abetos, cedrus, larix, píceas ou espruces, falsas-tsugas e tsugas

(coníferas hospedeiras do nemátodo da madeira do pinheiro), estejam verdes ou com a copa seca ou a secar total ou parcialmente, em todo território continental, assim como à desrama destas árvores. Apenas estão isentas as ações de abate e desrama até 3 coníferas ou o equivalente a uma tonelada que ocorram no período de 1 de novembro a 1 de abril, desde que se destinem a consumo próprio. O MEF deve ser sempre preenchido pelo responsável pelas ações nelas declaradas. P7.2 - COMO SE PODE OBTER O MANIFESTO DE EXPLORAÇÃO FLORESTAL? O MEF deve, obrigatoriamente, ser obtido online, através da aplicação disponível no sítio da internet do ICNF para o efeito, impresso e assinado para que se considere validado. Quando submetido online, o MEF é validado de acordo com as regras ao abate e ao transporte estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 95/2011, de 8 de agosto. P7.3 O QUE É A INSCRIÇÃO NO REGISTO OFICIAL? O registo oficial é obrigatório para todos os operadores económicos situados no território continental que, no exercício da sua atividade, procedam ao abate, desrama, transporte, transformação e queima de pinheiros, abetos, cedros, larix, píceas ou espruces, falsas-tsugas e tsugas e à produção ou comercialização destas espécies destinadas à plantação. É igualmente obrigatório para os operadores económicos que procedem ao tratamento de madeira de coníferas e ao fabrico, tratamento e marcação do material de embalagem de madeira.

Estão isentos de inscrição obrigatória os proprietários, no caso de serem eles próprios a proceder diretamente ao abate ou ao transporte de coníferas hospedeiras. P7.4 - COMO SE PODE PROCEDER Á INSCRIÇÃO NO REGISTO OFICIAL? O número de registo de operador económico é atribuído e mantido pela Direcção-Geral Alimentação e Veterinária (DGAV). Para efetuar o pedido de registo deve ser preenchido o formulário disponível no sítio da internet da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, que consiste do registo fitossanitário/licenciamento e anexo X. No caso dos operadores económicos que procedam ao abate, desrama, transporte, transformação e queima de pinheiros e outras resinosas e à produção ou comercialização destas espécies destinadas à plantação, o pedido deve ser remetido ao ICNF, por correio eletrónico, para dudef.registo@icnf.pt. P8 FISCALIZAÇÃO E CONTROLO A fiscalização e controlo das medidas e exigências previstas na legislação nacional são da responsabilidade de diversas entidades com responsabilidade nesta matéria, sendo que as ações de abate são fiscalizadas pela Guarda Nacional Republicana (GNR/SEPNA) e pelo ICNF.I.P., a circulação é fiscalizada pela GNR/SEPNA, através da realização de operações de fiscalização e controlo na estrada e a transformação do material lenhoso resultante do abate de coníferas hospedeiras é fiscalizada e controlada pela DGAV e pelo ICNF.I.P. Como resultado desta fiscalização pode ocorrer uma notificação, levantamento de um auto de notícia e envio para a entidade responsável para a instrução da respetiva contraordenação e aplicação de coima.