Brasil: Natureza e Sociedade



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Transcrição:

Brasil: Natureza e Sociedade O Ambiente Natural Devido ao seu tamanho, o Brasil pode ser considerado um continente ou ainda um país com dimensões continentais. É o quinto maior país do mundo em extensão, com aproximadamente 8,500,00 km². Tudo isso faz com que nosso país tenha uma grande diversidade de climas, paisagens, raças, etnias e sotaques, além de diferentes formas de relevo. Os pontos mais distantes do Brasil são: Norte Monte Roraima; Sul - Arroio Chuí; Leste Ponta do Seixas; Oeste Rio Moa. Devido a grande extensão territorial, o relevo brasileiro pode ser dividido em unidades, que apresentam características mais ou menos bem definidas, sempre dependendo dos critérios utilizados em sua classificação.

A primeira classificação do relevo brasileiro foi feita em 1940, pelo geógrafo Aroldo de Azevedo, tomando como base a altitude do relevo ele considerou que este poderia ser classificado em planaltos e planícies. As planícies teriam uma altitude de até 200m e seriam considerados planaltos os territórios acima dos 200 m. Assim o relevo brasileiro ficou divido em Planalto Atlântico, Planalto Central e Planalto Meridional. Em 1958 uma nova classificação do relevo brasileiro foi realizada por Aziz Nacib Ab Saber. Ele manteve os planaltos e planícies, amas acrescentou outras unidades. O Planalto Brasileiro foi dividido em: Central, do Maranhão-Piaí, do Meio-norte, Nordestino, do Leste e Sudeste, e Meridional. Nesta divisão foram utilizados critérios estruturais e geológicos. De acordo com este critério os planaltos seriam áreas nas quais predominam os processos erosivos sobre os acumulativos, ao contrário das planícies, onde predominam a sedimentação sobre a erosão.

Em 1989 foi divulgada a nova classificação de relevos do Brasil elaborada pelo professor Jurandyr Ross, do Laboratório de Geomorfologia do Departamento de Geografia da USP. Ele usou no seu trabalho os dados produzidos pelo Projeto Radam Brasil. E esse projeto, que restringia-se ao mapeamento por radar da Amazônia, foi ampliado para todo o Brasil em 1975. O professor Jurandyr Ross fez parte da equipe do Radam Brasil. A nova classificação, com 28 unidades de relevo, considerou, além das características morfoestruturais (estruturas geológicas) e morfoclimáticas, as características morfoesculturais do relevo, ou seja, a ação dos agentes externos. E introduz o conceito de depressão, inexistente nas classificações anteriores. As depressões são formas de relevo que apresentam altitudes mais baixas do que as existentes ao redor, já que elas circundam planaltos. Nas áreas de contato entre os planaltos e as depressões, costumam surgir escarpas quase verticais, demosntrando o efeito da erosão diferencial. Os sedimentos erodidos constituem a estrutura aplanada das depressões enquanto as rochas resistentes à erosão constituem os planaltos. No Brasil, existem 11 depressões e elas são divididas nos três grupos a seguir: Depressão Periférica: estabelecidas nas regiões de contato entre estruturas sedimentares e cristalinas. Depressão Interplanáltica: estabelecidas em áreas mais baixas em relação aos planaltos que as circundam.

Depressão Marginal: margeiam as bordas de bacias sedimentares, esculpidas em estruturas cristalinas. Os planaltos, segundo a classificação de Jurandyr Ross, correspondem às estruturas que cobrem a maior parte do território e são consideradas formas residuais, ou seja, constituídas por rochas que resistiram ao trabalho de erosão. No Brasil existem 11 planaltos divididos nos quatro grupos a seguir: Planaltos em Bacias Sedimentares: constituídos por rochas sedimentares e circundados por depressões periféricas ou marginais. Planaltos dos Cinturões Orogênicos: originados pela erosão sobre os antigos dobramentos sofridos na Era Pré-Cambriana pelo território brasileiro. Planaltos em Núcleos Cristalinos Arqueados: estruturas que, embora isoladas e distantes umas das outras, possuem a mesma forma, ligeiramente arredondada. Planaltos em intrusões e coberturas residuais da plataforma (escudos): formações antigas da era Pré-Cambriana que possuem grande parte de sua extensão recoberta por terrenos sedimentares. Nas planícies, onde predomina o trabalho de acumulação de sedimentos, as constituições das rochas se diferenciam dos planaltos e das depressões por serem formadas por sedimentação recente, com origem no Quaternário. No Brasil existem 6 planícies divididas em dois grupos: Planícies Costeiras: encontradas no litoral como as Planícies e Tabuleiros Litorâneos. Planícies Continentais: situadas no interior do país, são consideradas planícies as terras situadas junto aos rios. Esses três conjuntos (depressões, planaltos e planícies) compõem a classificação mais recente adotada no Brasil.

Os solos Os solos são a parte mais superficial da crosta terrestre, que se apresentam como uma camada de material não consolidado e originado pelo intemperismo das rochas, embora existam alguns que são formados pelo transporte e deposição de sedimentos. Os solos costumam ser divididos em horizontes, normalmente 3 (a, b, c), o horizonte A é o mais superficial, rico em matéria orgânica, o horizonte B é o mais profundo, que compõe o solo propriamente dito e o horizonte C compõe o subsolo, constituído por rochas em degradação. O solo pode ser considerado um organismo vivo que nasce e morre. Nasce, porque ele é o resultado de um longo processo de formação, que começa com o intemperismo das rochas e a invasão de diversos organismos animais e vegetais que nele se fixam. O solo é sem dúvida muito importante para a vida do homem, porque é dele que se obtem os alimentos básicos para nossa sobrevivência. A agricultura e pecuária dependem diretamente do solo. Uma qualidade importante dos solos é a fertilidade, ou seja, a capacidade de produzir. O grau de fertilidade depende de um conjunto de fatores físicos e químicos, estes fatores

muitas vezes podem ser corrigidos pelo Homem. No Brasil, os solos mais férteis são as terras roxas, que se encontram fundamentalmente em São Paulo e Paraná. Como o solo se formou: A camada de rochas na superfície da Terra está, há milhões de anos, exposta a mudanças de temperatura e à ação da chuva, do vento, da água dos rios e das ondas do mar. Tudo isso vai, aos poucos fragmentando (quebrando) as rochas e provocando transformações químicas. Foi assim, que, lentamente, o solo se formou. E é dessa mesma maneira que está continuamente se remodelando. Os seres vivos também contribuem para esse processo de transformação das rochas em solo. Acompanhe o esquema abaixo: Bacia hidrográfica Conjunto de terras drenadas por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. A idéia de bacia hidrográfica está associada à noção da existência de nascentes, divisores de águas e características dos cursos de água, principais e secundários, denominados afluentes e subafluentes. Uma bacia hidrográfica evidencia a hierarquização dos rios, ou seja, a organização natural por ordem de menor volume para os mais caudalosos, que vai das partes mais

altas para as mais baixas. As bacias podem ser classificadas de acordo com sua importância, como principais (as que abrigam os rios de maior porte), secundárias e terciárias; segundo sua localização, como litorâneas ou interiores. Principais Bacias Hidrográficas do Brasil: Bacia Amazônica Bacia do rio Paraná Bacia do rio Paraguai Bacia do rio Parnaíba Bacia do Araguaia-Tocantins Bacia do rio São Francisco Bacia do rio Uruguai Bacia do rio Paraíba do Sul

Ecossistemas e Sociedade O Brasil tem uma variedade de biomas, iremos estudar os mais importantes e representativos do país: Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado, Caatinga e a vegetação dos Pampas. Mata Atlântica Originalmente este bioma ocupou todo litoral brasileiro de norte a sul. Em sua extensão original foi considerada a segunda maior floresta tropical úmida do Brasil, ocupando cerca de 1,3 milhões de km², ficando atrás apenas da Floresta Amazônica. Este bioma foi sendo destruído aos poucos, a principal foi a extração de madeira para o comércio, entre as madeiras mais comercializadas esta o pau-brasil, hoje considerada uma relíquia da flora brasileira, é encontrado em algumas áreas no sul da Bahia. Outra causa da diminuição da Mata Atlântica foi a intensa urbanização da zona litorânea brasileira, onde se encontram as maiores cidades em população do país. A Mata Atlântica resistiu a toda essa devastação, mas atualmente ela ocupa somente 5% de sua área original, a maior parte esta nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Os climas que marcam a Mata Atlântica são: Tropical úmido na região Nordeste, Tropical no Sudeste e Sub-tropical no Sudeste. A Mata Atlântica é ecossistema muito rica em espécies animais e vegetais. A densidade da vegetação deste bioma tem relação com a pluviosidade, que ocorre devido a presença da Serra do Mar. Os ventos carregados de umidade são empurrados do mar para o continente, a Serra do Mar barra as nuvens que descarregam a água que carregam em forma de chuva. O nome desse fenômeno é chuva orográfica. Pantanal Este bioma esta localizado no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, tem uma extensão de 250,000 km. É considerada a maior área alagada do planeta, o Pantanal é uma depressão área de relevo rebaixada, que é preenchida com água das chuvas e dos rios que da região. Boa parte da água do Pantanal vem do rio Paraguai. A vegetação do Pantanal é muito rica, porém o clima é seco e o bioma desta área deveria ser algo próximo do serrado. Essa mudança na vegetação é devida à alta umidade da área alagada. No ano 2000 o Pantanal foi declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO, a riqueza deste ecossistema faz com que esta área seja uma fonte inesgotável de pesquisas cientificas. Cerrado É um dos maiores biomas em extensão do Brasil, sua área original ocupou 2 milhões de km, o Cerrado ocupou 10 estados brasileiros das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, mas atualmente sua área foi reduzida a cerca de 20%. O clima do Serrado é o tropical, tendo duas estações bem definidas: inverno seco e verão chuvoso. No inverno a umidade cai muito, e as árvores chegam a perder suas folhas para reter água. O clima seco do Serrado faz com que as árvores tenham uma aparência retorcida, os troncos são grossos para resistir aos incêndios, que ocorrem naturalmente nas épocas mais secas. Este bioma apresenta um ecossistema muito rico, porém pouco estudado, o desmatamento deste bioma compromete em muito as pesquisas cientificas.

A vegetação desta área vem sendo devastada para a expansão do agronegócio, em particular para plantações de soja, algodão e cana, além da criação de gado de corte. O crescimento das áreas urbanas das cidades também vem destruindo o Cerrado brasileiro. Todas essas ações humanas fazem do Cerrado o bioma mais devastado e o mais ameaçado de extinção. Caatinga Bioma que ocupada 10% do território nacional (737.000 km), abrangendo basicamente a região nordeste e o norte de Minas Gerais. Região de clima seco, com chuvas de 300 a 800 mm/ano, região também conhecida como semi-árido. Devido à pouca chuva, apresenta solos pouco desenvolvidos e pedregosos. O extrato arbóreo é bem definido, relativamente baixo (entre 8 e 12 metros). Os estratos arbustivos e herbáceo são predominantes, com adaptações xeromórficas devido à escassez de água. Entre essas adaptações, encontra-se a suculência armazenamento de água nos tecidos das plantas, tendo as cactáceas como representantes típicos, além da presença de raízes pouco fundas e extensas adaptadas para receber maior quantidade de água na época das chuvas. A situação social das áreas recobertas pela caatinga, onde moram cerca de 20 milhões de pessoas é muito dura e difícil, devido a deficiência hídrica, a agricultura é pouco desenvolvida e em períodos muito secos a falta de água chega a destruir as plantações ou até mesmo a matar animais. Por estes motivos é uma região aonde existem situações de fome, algumas regiões chegam a ficar mais de 12 meses sem chuva. Toda essa situação az com que o bioma representado pela Caatinga seja chamado de sertão nordestino, todas essas dificuldades relacionadas ao clima fizeram com que muitos habitantes das regiões atingidas pela seca extrema migrassem para outros estados, principalmente Rio e São Paulo. Os rios do agreste e do sertão: presença temporária.

Assim como a vegetação, os rios sertanejos apresentam características que são determinadas pelo clima semi-árido. Os rios que correm nas áreas secas do agreste e sertão apresentam em sua maioria um regime pluvial temporário, ou seja, secam durante o período de seca e voltam a encher na época das chuvas. Isso dificulta o abastecimento de água da população, e dificulta a sobrevivência dessas pessoas e as atividades econômicas por elas praticadas. Uma forma de combater as secas do agreste e sertão são as chamadas cisternas, enormes caixas de água que a armazenam por bom período de tempo. A economia do Sertão nordestino baseia-se na agropecuária, atividade que sofre diretamente os impactos das condições climáticas, principalmente nos períodos de seca. A pecuária bovina é a principal atividade econômica sertaneja, em geral praticada de forma extensiva. Além dos bovinos, tem destaque a criação de caprinos, que são mais resistentes ao clima semi-árido. O rebanho de caprinos é de cerca de 10 milhões de cabeças.