ENSINO FUNFAMENTAL.

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1 ENSINO FUNFAMENTAL 1

2 ROTEIRO DA UNIDADE FINALIDADE: Esta unidade apresenta atividades que foram planejadas pra você conhecer uma parte da paisagem natural do Brasil. Você vai ver formas do relevo, os tipos de clima, a hidrografia e a vegetação do Brasil. Estas são características do quadro natural brasileiro. Nesta unidade você terá também, uma visão de como o homem, através de seu trabalho, altera a paisagem natural e a transforma em paisagem cultural. Se você ler com atenção e realizar os exercícios pedidos, será capaz de reconhecer, na prática, os elementos na natureza e os elementos criados pelo homem. Objetivos: Identificar o relevo e o clima como dois elementos que constituem a paisagem natural. Identificar os tipos principais de relevo existentes. Identificar os principais planaltos e as planícies, localizando-os no mapa do Brasil. Caracterizar os grandes quadros climáticos do Brasil. Identificar os elementos que caracterizam a variedade de climas conforme os fatores geográficos. Citar um exemplo de relação existente entre relevo e clima. Identificar que as bacias hidrográficas dependem do clima. Identificar a relação existente entre relevo e aproveitamento dos rios. Identificar as formações vegetais e localizá-las no mapa através de legenda. Caracterizar os diferentes tipos de vegetação do Brasil, quanto á localização, relevo, clima e hidrografia. Identificar o homem como agente da transformação da paisagem natural em paisagem cultural, e dar exemplos de algumas atividades desenvolvidas pelo homem. Identificar a possível conseqüência da atuação do homem sobre a paisagem natural. Pré-requisito: Ter completado as atividades da unidade 04 2

3 Instruções para atividades: Leia atentamente todo o texto elaborado para esta Unidade de Estudo, analisando bem todos os mapas, gráficos e desenhos. Atente bem para todos os objetivos preparados e exigidos para a Unidade de Estudo. Depois de executados os exercícios de cada parte, você deverá compará-los com as respostas que vem logo a seguir. Corrija os erros e tente analisá-los. Se necessário, leia e estude novamente o texto, mapas, gráficos e desenhos. No final de cada Unidade de Estudo, você receberá uma bateria de exercícios para a verificação de sua aprendizagem. Faça os com atenção e confira suas respostas. Se houver dúvidas, procure o Professor. Após estudar essa Unidade, você poderá enriquecer seus conhecimentos, consultando na biblioteca, a bibliografia citada no final desta Unidade. Pós-avaliação: Depois de completadas as atividades desta Unidade de Estudo e sentir-se preparado, faça sua avaliação no CEES. ATENÇÃO!!! Antes de iniciar, abra o seu caderno. Escreva: Data (dia, mês e ano). GEOGRAFIA O número da UE que você vai estudar: 05 Durante o seu estudo, copie todas as questões encontradas no texto e responda-as. Feito isto, inicie o seu trabalho. 3

4 PAISAGENS NATURAIS Quando você viaja pelo interior do Estado, certamente você deve ter reparado que existem vegetações diferentes. Vegetação natural é qualquer planta que nasceu e cresceu por si, sem a ajuda ou o trabalho do homem. Por isso, essa planta é uma VEGETAÇÃO NATURAL. Tudo que é encontrado na natureza, sem a atuação do trabalho humano, forma a PAISAGEM NATURAL. Podemos citar como exemplo: o solo, o mato, a montanha, o mar, o rio etc. A combinação desses elementos da natureza varia de um lugar para o outro, dando feições ou aparências diferentes à região. A essas aparências naturais chamamos de paisagens naturais. A natureza é formada por um conjunto de elementos, como relevo, clima, vegetação, rios etc. Cada um desses elementos influi sobre os outros. Em Geografia, é muito importante o estudo global de todos esses elementos agindo conjuntamente, num dado momento e num dado lugar. Essa importância é devida ao fato de nenhum elemento agir individualmente, mas em conjunto. A ação dos elementos ocorre num dado momento, por que cada elemento e o conjunto de elementos sofrem suas modificações com o tempo. A ação ocorre num dado lugar, por que os conjuntos de elementos diversos agem de maneira diferente em cada lugar. Portanto, não se esqueça de que o relevo influi no clima, assim como o clima sobre o relevo, e todos os elementos (vegetação, hidrografia, o homem etc., que serão estudados e abordados), estão interagindo, inter-relacionando-se e interdependendo continuamente. Todos eles constituem uma determinada paisagem do lugar. À medida que você for estudando os elementos de uma paisagem, procure ir relacionando-os. Quem já teve a oportunidade de percorrer o Brasil de Norte a Sul e de Leste a Oeste, pôde observar como as paisagens naturais variam de uma região para outra, formando contrastes, ou seja, diferenciando-se entre si. E que contrastes são esses? Isso você vai ver à medida que for desenvolvendo o estudo sobre os elementos que formam a natureza. RELEVO DO BRASIL A paisagem natural é formada por vários elementos. Um dos elementos é o RELEVO. Quando você sai de casa e se dirige ao trabalho ou ao CEES, você percorre diferentes ruas, avenidas, praças etc. Nem sempre os lugares por onde você passa são 4

5 planos. Existem lugares mais altos, mais baixos, subidas e descidas. Isto porque na superfície da Terra são encontradas diferentes formas de relevo. Observe as ilustrações a seguir, que mostra as principais formas de relevo da superfície da Terra. Iremos conhecer as principais formas de relevo, que são chamadas de: Planície, Planalto, montanha e depressões. Formas de relevo: planície, planalto, montanhas e depressão Mar Morto. As ilustrações mostram como a superfície da Terra não é regular. Ela apresenta saliências; ou seja, partes mais altas e onduladas, como montanhas, planaltos colinas, serras e planícies. Apresenta também reentrâncias, que delineiam (contornam) a superfície da Terra, mostram o relevo, isto é, o formato do terreno. Vamos estudar agora como são essas formas de relevo? PLANÍCIE: É uma forma de relevo pouco acidentada, quase plana, com predomínio da acumulação de sedimentos. Em geral, situa-se nos litorais, ao longo dos rios, ao redor dos lagos etc. PLANALTO: é uma forma de relevo elevado, com acidentes geográficos ou não. A sua altitude é variável e pode chegar a mais de 4000m. Nas regiões de planalto, podem aparecer montanhas. Nas áreas planálticas do Brasil, aparecem, com freqüência, as serras, que são conjuntos de montanhas. MONTANHAS: tipo de relevo com as maiores saliências, que sobressaem em relação à paisagem ao seu redor. As menores saliências constituem as serras, cordilheiras e cadeias de montanhas. As diferentes altitudes mostram a idade de sua formação. Quanto mais baixas, são de formação mais antiga, pois já foram gastas pelas chuvas, rios, ventos etc. E quanto mais altas, são mais jovens (novos), pois ainda vão ser trabalhadas e gastas pelas chuvas, rios etc. O Brasil, devido à sua formação antiga, possui montanhas do tipo serras. Este tipo de relevo constitui uma paisagem acidentada, apresentando desníveis fortes, embora nunca ultrapasse 3000m de altitude. 5

6 DEPRESSÃO: é uma área deprimida ou com reentrâncias. Corresponde às partes mais baixas do conjunto das regiões que lhe estão próximas, ou situa-se abaixo do nível do mar. Quando você tomar um ônibus que passe por uma área fora da cidade, onde seja visível a paisagem natural, observe bem esta paisagem e tente identificar os tipos de relevo. Se você tiver dúvidas, consulte o seu Professor. Quando você tomar um ônibus que passe por uma área fora da cidade, onde seja visível a paisagem natural, observe bem esta paisagem e tente identificar os tipos de relevo. Se você tiver dúvidas, consulte o seu Professor. Vamos para as nossas primeiras lições? Pegue o seu caderno, copie e responda as seguintes questões: 1. O que você entendeu como paisagem natural? 2. Cite alguns elementos da paisagem natural. 3. Todas as paisagens naturais são iguais? Por quê? 4. Diferencie planaltos, planícies, montanhas e depressões. As suas respostas devem estar próximas das que se seguem: 1. Paisagem natural é constituída pelos elementos da natureza, sem a atuação do trabalho humano. 2. O solo, o clima, a vegetação, os rios e relevo. 3. Não. Porque os elementos diversos que compõem uma paisagem não são iguais e nem agem de maneira igual, diferindo de um lugar ao outro. 4. Planície é uma forma de relevo pouco acidentada, quase plana e geralmente baixa. Planalto é uma forma de relevo elevado, com acidentes ou não. Montanhas são as maiores saliências, que sobressaem em relação ao seu redor. Umas possuem altitudes mais modestas e outras são mais elevadas. Depressão é uma área bem baixa em relação ao conjunto das regiões, que lhe estão próximas, ou uma área que se situa abaixo do nível do mar. Agora que você já conhece as formas de relevo, vejamos o relevo do Brasil. Observe o mapa e veja que o relevo brasileiro é formado de vastos planaltos e extensas planícies. Em destaque conseguimos ver que são dois os planaltos importantes: Planalto da Guiana e Planalto brasileiro. 6

7 Vejamos agora como são esses planaltos: PLANALTOS DAS GUIANAS: está localizado na parte Norte (ou setentrional) do Brasil. Uma parte deste planalto pertence ao território brasileiro e o restante está em outros países da América do Sul (Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa). Neste planalto estão situadas as mais altas altitudes do Brasil, como o Pico da Neblina (3.014m) e o Pico 31 de Março (2.992m), que se situam num conjunto de serras. As altitudes mais modestas deste planalto estão situadas nas áreas mais próximas da Planície Amazônica. PLANALTO BRASILEIRO: Este planalto situa-se totalmente no território nacional e ocupa grande parte de nossa extensão. Devido às suas características, que diferem de uma área para outra, foi subdividido em três partes: 1. Planalto Atlântico; 2. Planalto Central; 3. Planalto Meridional. 7

8 1. PLANALTO ATLÂNTICO: este planalto caracteriza-se pelas altitudes mais elevadas dentro do nosso Planalto Brasileiro e constitui principalmente um conjunto de serras. Acompanha o litoral, daí o seu nome. 2. PLANALTO CENTRAL: este planalto caracteriza-se pelas altitudes mais elevadas dentro do nosso Planalto Brasileiro e constitui principalmente um conjunto de serras. Acompanha o litoral, daí o seu nome. 3. PLANALTO MERIDIONAL: localiza-se ao sul do Brasil, como o próprio nome diz. Devido à sua formação de rochas vulcânicas, originou solos de terras roxas, que é um dos tipos de solos mais férteis do Brasil. Também por possuir uma parte do relevo em forma de degraus, os seus rios formam muitas quedas de água; por causa disso, essa região se constitui na área de maior potencial hidrelétrico do país. Além dos planaltos, observe que, no mapa de relevo, aparecem também as planícies. Veja que elas são três: Planície Amazônica; Planície do Pantanal Mato- Grossense; Planícies Litorâneas ou Costeiras. Elas apresentam as seguintes características: PLANÍCIE AMAZÔNICA: a Planície amazônica é o mais extenso conjunto de terras baixas e está localizada ao Norte do Brasil. Situa-se entre duas áreas elevadas que são: o Planalto das Guianas e o Planalto Brasileiro. É onde correm o Rio amazonas e seus afluentes, que vão desaguar no Oceano Atlântico. É uma área cheia de sedimentos trazidos pelos rios, por isso, dizemos que essa área é constituída principalmente de rochas sedimentares. PLANÍCIE DO PANTANAL MATOGROSSENSE: A PLANÍCIE DO Pantanal Matogrossense situa-se a SO (Sudoeste) do Estado de Mato Grosso e oeste do Mato Grosso do Sul. Ela apresenta altitude baixa e, por isso, sofre inundações na época de chuvas, devido ao transbordamento das águas do Rio Paraguai e seus afluentes, que correm na região. Apenas as partes mais elevadas escapam da inundação. PLANÍCIES LITORÂNEAS OU COSTEIRAS: as planícies litorâneas ou costeiras são as terras baixas que aparecem ao longo do litoral, do Norte ao Sul do Atlântico. Às vezes, formam largas faixas; já outras vezes são mais estreitas. Muitas dessas planícies formam as mais belas praias brasileiras e são constituídas por areias acumuladas e trabalhadas pelos rios e pelos mares. 8

9 Como conclusão, veja a seqüência abaixo: O relevo é constituído por: Vastos planaltos: Planalto da Guiana Planalto Brasileiro: Planalto Atlântico; Planalto Meridional; Planalto Central. Extensas PLANICIES: Planície Amazônica. Planície do Pantanal Matogrossense. Planície Litorânea ou Costeira. O relevo é um dos elementos que formam a paisagem natural. As unidades do relevo brasileiro segundo a classificação de Aziz N. Ab Saber e de Jurandyr L. S. Ross Atualmente, existem duas propostas muito utilizadas para se classificar as unidades do relevo brasileiro. Essas unidades são partes do relevo que possuem características físicas semelhantes (como os tipos de rocha), as mesmas formas e, aproximadamente, as mesmas altitudes. Uma das propostas de classificação do relevo foi desenvolvida por Aziz Nacib Ab Saber, e a outra, mais recente, foi elaborada por Jurandyr Luciano Sanches Ross, ambos geógrafos e professores doutores da Universidade de São Paulo. Conheça melhor essas duas classificações. Classificação de Aziz N. Ab Saber Essa classificação foi apresentada na década de 1960 e destaca duas unidades principais do relevo brasileiro: os planaltos e as planícies. Segundo essa proposta, os planaltos ocupam cerca de 75% do território brasileiro. São formados pelo Planalto das Guianas, localizado no extremo norte do Brasil, e pelo planalto Brasileiro, que se estende pela porção central e sul do país, ocupa mais da metade do território e é subdividido em planaltos menores: Central, Maranhão - Piauí, Nordestino, Leste-Sudeste, Meridional e Uruguai - rio-grandense. As planícies ocupam aproximadamente 25% do território brasileiro. São formadas pelas planícies e terras baixas Amazônicas, que abrangem as áreas situadas ao longo do rio Amazonas e as porções do relevo de menor altitude; pelas planícies e terras baixas litorâneas, que se estendem ao longo de quase todo o litoral brasileiro, com exceção de partes do litoral sul-sudeste onde as formações serranas avançam até o mar; e pela planície do Pantanal, que ocupa as áreas banhadas pelo rio Paraguai e seus afluentes, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 9

10 Classificação de Aziz N. Ab Saber Unidades do relevo brasileiro Classificação de Jurandyr L. S. Ross Uma proposta de classificação do relevo brasileiro mais atualizado foi apresentada pelo professor Jurandyr L. S. Ross, em Tal proposta fundamenta-se, sobretudo, nas imagens obtidas pelo Projeto Radambrasil, que, durante cerca de 15 anos (de 1970 a 1985), rastreou toda a superfície do território brasileiro utilizando radares instalados em aviões. Essa classificação foi elaborada a partir de estudos sobre os processos de formação do relevo. Nela são apresentadas três unidades principais no relevo brasileiro os planaltos, as planícies e as depressões que se subdividem em 28 porções distintas: 11 planaltos: terrenos que apresentam superfície irregular, situados acima de 300 metros de altitude e modelados pela erosão sobre as rochas, entre outros processos; 6 planícies: superfícies muito planas com altitude de cerca de 200 metros, formadas pelo acúmulo geologicamente recente de sedimentos marinhos, fluviais e lacustres; 10

11 11 depressões: terrenos formados por longos processos erosivos sobre as rochas, com altitudes que variam de 100 a 500 metros, inclinação suave e superfícies, em geral, mais planas que as dos planaltos. Por apresentar uma maior precisão, a proposta do professor Jurandyr L. S. Ross é uma das classificações adotada para estudarmos o relevo brasileiro nesta unidade. Unidade do relevo brasileiro classificação de Jurandir L.S.Rosss Agora observe o mapa da página 7 e, no seu caderno, copie e responda as seguintes questões. Você poderá respondê-las, acrescentando, também os conhecimentos adquiridos em revistas, livros, filmes etc. 11

12 1. Entre planalto e planície, qual deles predomina no Brasil? 2. Onde se situa o Planalto das Guianas? Cite alguma característica desse planalto. 3. Onde se situa o Planalto Brasileiro? Por que foi subdividido em três partes? 4. Onde se situam os planaltos Atlântico, Central e Meridional? Cite alguma característica de cada um deles. 5. Onde se situam as planícies Amazônicas, do Pantanal Matogrossense e Litorânea? Cite alguma característica de cada uma delas. 6. Dentre os elementos da natureza, qual deles você acabou de estudar? Se suas respostas forem próximas das que se seguem, considere-as como corretas: 1. Planalto. 2. O planalto das Guianas situa-se no Norte do Brasil. Caracteriza-se por apresentar um conjunto de serras, onde estão localizados os picos mais altos do Brasil. 3. O planalto Brasileiro situa-se ao Sul da Planície Amazônica e foi subdividido em três partes, devido à diversidade do relevo apresentado. 4. O Planalto Atlântico acompanha o nosso litoral, o Planalto Central situa-se no centro do Brasil e o Planalto Meridional localiza-se ao Sul do nosso país. O Planalto Atlântico é constituído principalmente de serras e representa a parte mais alta do Planalto Brasileiro. O Planalto Central possui altitudes modestas e constitui o mais extenso dos nossos planaltos. O Planalto Meridional possui solos de terra roxa, originados de rochas vulcânicas, além de possuir uma parte do relevo em forma de degraus, que fazem surgir quedas de água aproveitadas por centrais hidrelétricas. 5. A Planície Amazônica situa-se entre o Planalto das Guianas e o Planalto Brasileiro. A Planície do Pantanal Matogrossense localiza-se a Oeste do Mato Grosso do Sul e Sudoeste do Mato Grosso, e a Planície Litorânea aparece em todo o nosso litoral. A Planície Amazônica é a mais extensa planície do Brasil. Por ela ocorrem o Rio Amazonas e seus inúmeros afluentes, que trazem, continuadamente, sedimentos. A Planície do Pantanal Matogrossense, por apresentar altitudes baixas, sofre inundações em épocas de chuva. Planície Litorânea é constituída por areias acumuladas e trabalhadas pelos rios e mares. Muitas dessas planícies formam as mais belas praias brasileiras. 6. O relevo. Se você acertou todas as questões, prossiga as atividades seguintes. Caso contrário volte novamente ao texto que antecede este exercício. CLIMAS DO BRASIL Veja já reparou que existem dias úmidos, com chuvas, e outros em que faz calor, faz frio ou venta muito? 12

13 Pois bem, todos esses ELEMENTOS, temperatura (maior ou menor quantidade de calor), umidade (quantidade de vapor de água no ar atmosférico) e pressão atmosférica (peso do ar), no seu conjunto, caracterizam um determinado tempo atmosférico de um lugar, em um dado momento. Analisando o tempo de um lugar por certo período de tempo, você percebe características que vão determinar o CLIMA de uma área O clima, assim como o relevo, também é um dos elementos que forma a paisagem natural Portanto, a sucessão de tempos é que vai determinar o clima de uma área. A quantidade de calor existente no ar atmosférico determina a temperatura. A quantidade de UMIDADE no ar atmosférico pode influir na distribuição de chuvas e vice-versa. E o VENTO, que nada mais é do que o ar em movimento, ocasionou mudanças na temperatura e umidade atmosférica. Todos estes elementos compõem o clima. Estes ELEMENTOS CLIMÁTICOS vão variar de acordo com os FATORES GEOGRÁFICOS. Os fatores geográficos da Terra são os que vão modificar os elementos climáticos. Para simplificar melhor, veja no quadro abaixo quais são os elementos do clima e fatores geográficos da Terra, que influem nos elementos climáticos: ELEMENTOS DO CLIMA Temperatura Umidade e chuvas Pressão atmosférica e ventos FATORES GEOGRÁFICOS Posição geográfica do lugar Latitude Relevo Vamos verificar como varia a TEMPERATURA? Um dos fatores que influi na variação da temperatura é a POSIÇÃO GEOGRÁFICA DO LUGAR no globo. Observe o mapa de clima que se segue: Veja que estão traçados os paralelos: Equador e Trópico de Capricórnio. Você sabe que esses paralelos determinam as zonas de climas da Terra que já foram estudadas na U.E. 03. Pela posição dos paralelos, a maior parte do Brasil está na zona Tropical. 13

14 CLIMAS DO BRASIL A zona Tropical apresenta clima quente, e a região cortada pelo Equador é mais quente ainda, porque é a parte da Terra que recebe maior intensidade de luz e calor. Ainda no mapa de clima, observe que o Sul do Brasil se localiza ao sul da linha do Trópico de Capricórnio, portanto, mais longe do Equador. Por isso, é a região do Brasil onde o calor é menos intenso e onde faz mais frio. Resumindo: Na região mais próxima do Equador, o clima é mais quente. Na região mais afastada do Equador (sul do Brasil), o clima é mais frio. Assim, a temperatura de uma região varia conforme a sua localização. 14

15 O outro fator geográfico que faz modificar a temperatura de um lugar é o RELEVO. Imagine como é a temperatura das cidades de São Paulo e Santos. Quando você vai à praia de Santos, você desce a Serra do Mar e a temperatura fica mais quente. Na volta, quando você sobe a Serra do Mar, a temperatura fica mais baixa e fria. Essa diferença de temperatura entre São Paulo (frio) e Santos (mais quente) é por causa da diferença de altitude do relevo. A cidade de Santos, que está localizada ao nível do mar (lugar baixo), é sempre mais quente que a cidade de São Paulo, que está localizada a 750 m de altitude. Quanto mais alto é o relevo, mais baixa será a temperatura. Quanto mais baixo o relevo, mais alta será a temperatura. Portanto, o relevo influi na variação da temperatura. Fotos de Campos de Jordão, da cidade de São Paulo e de Santos. Percebe como o relevo tem influencia sobre o tipo de clima? Assim, como você pode observar, o relevo e a localização de uma região são responsáveis pelo aquecimento de climas mais quentes e climas menos quentes no 15

16 Brasil. Além destes dois fatores: posição geográfica do lugar e o relevo há outros fatores, que também influem no elemento temperatura e na variação climática. Por enquanto, porém, vamos ficar somente no estudo destes dois, pois são eles os que mais se evidenciam na modificação dos climas brasileiros. Outro elemento do clima é a UMIDADE do ar, que depende da intensidade da evaporação, provocada pela quantidade de calor recebido, e da quantidade de água existente para evaporar.consequentemente, a umidade sofre a influência da quantidade de chuvas caídas na região. Esta umidade também varia conforme a POSIÇÃO GEOGRÁFICA DO LUGAR. Onde há maior quantidade de rios, lagos, vegetação ou áreas próximas dos mares, há maior quantidade de umidade, já que a região recebe influências daqueles acidentes (rios, lagos etc.). E dependendo da quantidade de calor que eles recebem, existe maior evaporação de suas águas, formando nuvens que podem provocar precipitações (chuvas). Por estas razões é que o litoral do país, próximo ao Oceano Atlântico, é mais úmido que o interior. Em grande parte do território brasileiro, no verão, os raios solares são mais intensos e, assim, há maior evaporação. Em conseqüência disso, formam-se mais nuvens e a quantidade de chuva é maior que na época do inverno. O RELEVO também pode influir na maior ou menor quantidade de umidade, pois pode facilitar ou dificultar a entrada de ventos carregados de umidade. No nosso caso, devido à existência de serras no litoral (Serra do Mar e Serra da Mantiqueira), a umidade é barrada, em parte, pelo relevo acidentado. Os ventos que sopram do mar deixam sua umidade na faixa litorânea e na proximidade das serras, chegando mais secos ao nosso interior. 16

17 Nas áreas próximas de vegetações, rios, lagos, mar, há maior umidade. A temperatura influi na umidade do ar, quanto mais quente for a área, maior será a evaporação, e quanto mais baixa a temperatura, ocorrerá menos evaporação no ar. A temperatura influi na formação de nuvens que podem provocar chuvas. O relevo também influi, facilitando ou dificultando a entrada de ventos carregados de umidade. O último elemento que vocês vão estudar aqui é a PRESSÃO ATMOSFÉRICA e VENTOS. A diferença de peso do ar provoca os seus movimentos, dando origem aos ventos. O ar quente, por ser leve, sobe, enquanto o ar frio, por ser pesado, desloca-se para as camadas baixas e dirige-se para os espaços deixados pelos ares quentes. Os ventos influem no clima: dependendo do lugar onde ele se origina, pode ser seco ou carregado de umidade, ou pode ser quente ou frio. Por isso, o vento influi na mudança do clima do lugar. Já que ele aquece, esfria ou provoca chuvas. Ao conjunto de ar, com as suas próprias características de temperatura, umidade, e que se desloca de um lugar a outro, chamamos de MASSAS DE AR. Essas massas de ar possuem as características do lugar onde nascem, e, portanto, podem ser quentes, secas, frias ou úmidas. Essas massas de ar, ao se deslocar, podem aquecer esfriar, chover ou ventar, por onde passam. Ao mesmo tempo, porém, ao se misturar com o ar atmosférico do lugar, podem perder suas características de origem. No verão, devido à posição geográfica da Terra, há maior predominância das massas de ar quentes. Já no inverno, há maior predominância de massas de ar frias. O Brasil sofre influências de massas de ar que se constituem na área do Equador, na área do Trópico de Capricórnio, no Oceano Atlântico e no Pólo Sul. Essas massas de ar afetam e atuam em diferentes épocas do ano, provocando mudanças climáticas no país. 17

18 A pressão atmosférica influi no clima, porque a diferença do peso do ar provoca a formação de ventos. Os ventos possuem características próprias do lugar de onde se originam (massas de ar) e provocam mudanças climáticas por onde passam. Em resumo, O clima é a sucessão de tempos atmosféricos. O clima de um lugar é caracterizado pelos elementos (temperatura, umidade e pressão atmosférica). Esses elementos variam de acordo com os fatores geográficos (posição geográfica de um dado lugar: latitude e relevo). O conjunto dos elementos climáticos e os fatores geográficos da superfície terrestre brasileira é que caracterizam os diversos climas encontrados aqui. Tente observar que tempo tem feito durante os dias da semana. A sucessão destes tempos vai determinar o clima do lugar onde você mora. Vamos analisar os tipos de climas do Brasil? 18

19 Você deve ter observado que existem, no Brasil, os seguintes tipos de climas: CLIMA EQUATORIAL CLIMA TROPICAL e sua variação, o clima Tropical de Altitude. CLIMA SUBTROPICAL CLIMA SEMI-ÁRIDO Vamos agora estudar as características de cada tipo? CLIMA EQUATORIAL REGIÃO aparece ao norte do Brasil, cortado pela linha do Equador. RELEVO - corresponde à área da Planície Amazônica (altitude baixa). TEMPERATURA sempre elevada, acima de 24ºC (graus centígrados), por isso, é clima quente. CHUVA - chove bastante, mais de mm (milímetros) anuais. Esses números mostram que a quantidade de chuva que cai é realmente muito grande. O clima é bastante úmido. CARACTERÍSTICAS DO CLIMA EQUATORIAL por causa da sua posição próxima ao Equador e por causa do relevo baixo, o Clima Equatorial possui temperatura mais alta e a quantidade de chuvas mais elevada do Brasil. É um clima quente e úmido durante o ano todo. CLIMA TROPICAL REGIÃO aparece na parte Central e Oriental (leste) do Brasil. RELEVO corresponde à área da Planície do Pantanal Matogrossense e do Planalto Brasileiro. TEMPERATURA varia de 19ºC e 24ºC. O clima Tropical é, também, clima quente, embora tenha temperatura inferior à do clima Equatorial. CHUVA menos de mm, por ano. É ainda clima úmido. CARACTERÍSTICAS DO CLIMA TROPICAL é um tipo de clima quente, embora menos que o Equatorial. As chuvas não estão regularmente distribuídas durante o ano: há uma estação (época do ano) em que chove mais e outra estação em que chove menos. Portanto, há duas estações durante o ano: estação da chuva e estação da seca. Observe os detalhes no climograma abaixo. 19

20 CLIMA TROPICAL DE ALTITUDE O clima Tropical de Altitude, como o próprio nome indica, é uma variação do clima Tropical. É diferente do Tropical, porque sofre a influência da altitude (relevo) da região. Por causa dessa altitude, as temperaturas são mais baixas que a do clima Tropical. CLIMA SUBTROPICAL REGIÃO aparece ao sul do Trópico de Capricórnio. RELEVO corresponde ao Planalto Brasileiro (planalto Meridional). TEMPERATURA apresenta temperaturas inferiores a 19ºC. São as mais baixas do Brasil. CHUVA chove de mm a mm por ano. CARACTERÍSTICAS DO CLIMA SUBTROPICAL o clima subtropical apresenta as mais baixas temperaturas do Brasil, por causa da sua localização ao sul do Brasil e por causa do relevo (planalto). Apresenta chuvas bem distribuídas durante o ano todo, por isso, não há estação seca. É um clima úmido. CLIMA SEMI-ÁRIDO REGIÃO aparece no Nordeste do Brasil. RELEVO corresponde a uma parte do Planalto Brasileiro. TEMPERATURA geralmente superior a 25º. CHUVA menos de 500 mm anuais. CARACTERÍSTICAS DO CLIMA SEMI-ÁRIDO caracteriza-se pela existência de temperaturas elevadas e estação seca prolongada durante o ano. A estação seca corresponde à estação de verão, e a estação com chuvas, à de inverno. Não há coincidência com as estações do Brasil: chuvas de verão e inverno seco. Com esse estudo, você pode concluir que o clima varia conforme a sua localização, relevo local e vice-versa. O estudo de todos esses elementos naturais é importante, porque suas condições vão influir diretamente na vida de todos os seres humanos, na sua ocupação e atividade diversas. Tudo isso, naturalmente, depende também do nível tecnológico do homem que aí vive. Vamos recapitular o que você estudou? Pegue o seu caderno e mãos à obra: 1. Cite os elementos que compõem um clima e os fatores que modificam o clima. 2. Diferencie tempo e clima. 3. De que maneira a posição geográfica de um lugar pode influir na temperatura? 4. De que maneira o relevo influi na temperatura? 5. De que maneira o relevo pode influir na variação da umidade do ar atmosférico? 6. Que outros fatores mais podem influir na umidade do ar? 7. De que maneira os ventos influem no clima? 8. Observe o mapa de climas do Brasil, citando os principais climas e indicando a sua localização. 9. Responda, reconhecendo que climas correspondem às seguintes características: a) Sou o clima comum no Brasil, com chuvas de verão e inverno mais seco. A minha temperatura é elevada, porém não chega a ser tão quente como a da área do Equador, já que estou mais afastado da área do Equador. 20

21 b) Correspondo a uma área de baixa altitude (extensa planície) e, por esta razão, sou cortado por vários rios. Com o calor recebido nesta área do Equador, ocasiono evaporação, formação de nuvens e muitas chuvas. Por isso, tenho altas temperaturas e chuvas o ano todo. c) Correspondo a um tipo de clima que sofre influências do relevo, pois, nas altitudes mais elevadas são mais baixas as temperaturas. d) O meu clima sofre os maiores rigores na estação de inverno, no Brasil. Correspondo às mais baixas temperaturas nesta estação, devido à minha distância do Equador. Localizo-me ao sul do país. e) Sofro de secas prolongadas. Por estar próximo do Equador, possuo altas temperaturas, mas com poucas chuvas durante o ano. Isso ocorre porque a área é semi-árida e apresenta vegetação pobre e rios temporários. Se suas respostas forem próximas das que se seguem considere-as como corretas: 1. Os elementos que compõem um clima são: temperatura; umidade e chuvas; pressão atmosférica e ventos. Os fatores geográficos estudados foram: a posição geográfica do lugar e relevo. 2. Tempo nada mais é do que um estado atmosférico (momento atmosférico) do conjunto de elementos climáticos e dos fatores geográficos do lugar. O clima é a sucessão de tempos. Devido à esfericidade da Terra, se o lugar em estudo estiver localizado nas proximidades da linha do Equador, então terá clima quente. Se o lugar em estudo estiver longe da linha do Equador, então terá um clima mais frio, e, quanto mais longe estiver, mais frio será o lugar. 3. Quanto mais elevado for o relevo, mais baixa será a temperatura. Quanto mais baixo for o relevo, mais quente será a temperatura. 4. O relevo de um lugar pode facilitar ou dificultar a entrada de ventos carregados de umidade. 5. A presença ou não de rios, lagos, vegetações e mares influem na distribuição da umidade do ar atmosférico. A presença de temperaturas elevadas também influi na evaporação, formando nuvens e provocando chuvas. 6. Os ventos, com suas características próprias, podem aquecer esfriar, chover ou ventar por onde passa. Eles interferem nas mudanças climáticas. 7. Clima Equatorial: no Norte do país. Clima Tropical: no Centro-Leste do país. Clima Tropical de Altitude: no Sudeste do Brasil. Clima Subtropical: no Sul do país. Clima Semi-árido: no Nordeste do Brasil. 8. a. Clima Tropical. b. Clima Equatorial. c. Clima Tropical de Altitude. d. Clima Subtropical. e. Clima Semi-árido. 21

22 9. O relevo pode influir na temperatura: Quanto mais alto o relevo, mais baixa será a temperatura. Quanto mais baixo o relevo, mais alta será a temperatura. 10. O relevo pode influir na distribuição de chuvas: O tipo de relevo pode facilitar ou dificultar a entrada de ventos carregados de umidade, provocando chuvas. O relevo pode influir na mudança de temperatura através dos ventos, porque facilita ou dificulta a entrada de ventos com suas características de temperatura. Os ventos podem aquecer ou esfriar os lugares por onde passam. Acertou? Muito bem! Errou? Tente novamente. PAISAGENS NATURAIS E PAISAGENS CULTURAIS. VEGETAÇÃO, HIDROGRAFIA E PAISAGENS NATURAIS. Você estudou as formas de relevo e os tipos de climas do Brasil. Tanto o relevo como o clima são elementos naturais, isto é, não foram elaborados pelo trabalho do homem. Agora, neste conteúdo, você vai estudar dois outros elementos que completam o quadro ou paisagem natural: HIDROGRAFIA e a VEGETAÇÃO. Além disso, você verá a ação (o trabalho) do homem, transformando o quadro natural em paisagem cultural. Vejamos, então, a hidrografia do Brasil. HIDROGRAFIA Para que você possa entender melhor o que é paisagem natural, é preciso que conheça alguns aspectos da hidrografia. HIDROGRAFIA é o estudo dos rios e lagos existentes numa região. Quando você estuda a área banhada (drenada) por um rio principal e seus afluentes, isto é, rio menor que deságuam no rio principal, você está fazendo o estudo das Bacias Hidrográficas. BACIA HIDROGRÁFICA ou BACIA FLUVIAL é a área drenada ou ocupada por um rio principal e seus afluentes. As bacias hidrográficas ou bacias fluviais são principais quando existe um rio principal, importante pela extensão e pela quantidade de água que possui. Um exemplo de bacia hidrográfica principal no Brasil é a Bacia Amazônica. 22

23 As bacias fluviais são secundárias, quando aparecem várias bacias menores numa região e nenhuma delas se destaca. Um exemplo de bacia secundária é a Bacia secundária do Nordeste, da qual fazem parte a Bacia do Jaguaribe e a Bacia do Parnaíba. Observe, no mapa de bacias hidrográficas, que tanto o Rio Jaguaribe, quanto o Rio Parnaíba, cada qual com os seus pequenos afluentes, drenam ou ocupam uma região. BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL Rio São Francisco - Ver mapa na página 66 Brasil - bacias hidrográficas Elas se classificam em: BACIAS HIDROGRÁFICAS PRINCIPAIS: Bacia Amazônica; Bacia do São Francisco; Bacia do Paraná/Paraguai/Uruguai (os 3 rios se unem formando a Bacia da Prata); BACIAS HIDROGRÁFICAS SECUNDÁRIAS: Bacia do Nordeste; Bacias do Leste/Sudeste. No Brasil, os rios representaram papel marcante na conquista e ocupação do nosso interior. Até hoje, e algumas partes, os rios são importantes meios de transporte e comunicação, como é o caso do Rio Amazonas e seus afluentes. Os rios oferecem também alimentos, como os peixes. Em outras partes, os rios correm em regiões de relevo e quedas d água que são exploradas para a produção de energia elétrica. É o caso da Bacia do Rio Paraná, que é o maior centro hidrelétrico do Brasil, além de sua bela paisagem ser aproveitada turisticamente. 23

24 BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL 24

25 A própria água do rio, por sua vez, beneficia a região, servindo à pecuária e irrigando os produtos agrícolas. É o que acontece com o Rio São Francisco, que nasce numa área de Clima Tropical e corre nas áreas do Sertão nordestino Semi-árido. No mapa da página anterior, você viu as localizações das bacias hidrográficas do Brasil. A hidrografia também depende de outros elementos da natureza. Está relacionada com o clima e o relevo do lugar. INFLUÊNCIA DO CLIMA SOBRE OS RIOS Os rios dependem muito do clima de um lugar. O Brasil é um país Tropical e, por isso, na maior parte de sua extensão ocorrem muitas chuvas durante o ano. Por causa desse fato, as águas dos rios, no Brasil, são constituídas principalmente pelas chuvas que caem na região e assim, onde chove mais, há maior possibilidade de existência de rios. Naturalmente, não se deve esquecer das formas do lugar, que facilitam ou dificultam a formação de rios. Para poder entender melhor a influência do clima sobre os rios, veja o exemplo dos rios do Nordeste. Nessa região de clima semi-árido, as chuvas são escassas (poucas) e mal distribuídas no decorrer do ano. Isso faz com que os leitos (cursos) dos rios fiquem secos durante a estiagem (época de seca). Esses rios são chamados de rios temporários ou intermitentes (que se interrompem), porque só possuem água na época de chuvas. Os rios, por sua vez, influem no clima, pois nas áreas em que existem rios há maior quantidade de umidade no ar. O aproveitamento das águas dos rios depende do relevo. Por outro lado, os rios também dependem do relevo: as águas nascem em relevos mais elevados e correm em direção às partes de relevo mais baixo. Existem, portanto, rios de planalto e rios de planície. Os rios de planície naturalmente correm em áreas baixas e planas. E os rios de planalto e de montanha, em áreas mais elevadas e acidentadas. Os rios que correm nas áreas de planalto apresentam quedas de água e cachoeiras, que favorecem a construção de barragens. A força das quedas de água dos rios de planalto é aproveitada para a produção de energia hidrelétrica. São exemplos de bacias hidrográficas do Brasil que ocorrem na região de planalto: - Bacia do São Francisco (Planalto Brasileiro). - Bacia do Paraná/Uruguai (Planalto Brasileiro). - Bacia do Leste/Sudeste (Planalto Brasileiro). - Bacia do Nordeste (Planalto Brasileiro). Os rios dessas Bacias são aproveitados para a produção da energia hidrelétrica. Por outro lado, os rios de planalto apresentam quedas de água e cachoeiras e, por isso, favorecem a navegação fluvial (navegação pelos rios). A Bacia Amazônica, por exemplo, está situada na região da Planície Amazônica e os seus rios são navegáveis. Portanto: Rios que drenam regiões de PLANALTO Fornecem energia hidrelétrica Rios que drenam regiões de PLANÍCIE Permitem a navegação 25

26 Concluindo, podemos dizer que as bacias hidrográficas do Brasil sofrem a influência do clima e do relevo. Mas deve-se notar que o rio também influi no relevo: com o correr dos anos, as águas desgastam o relevo por onde passam. Assim como o relevo, o clima e a vegetação, a hidrografia é um dos elementos que forma a PAISAGEM NATURAL. Resumidamente, temos: Bacia hidrográfica é a área drenada por um rio principal e seus afluentes. Os rios podem ser aproveitados para: A navegação; A exploração de energia elétrica; A obtenção de peixes; O turismo; Irrigação. Os rios dependem muito do clima do lugar: o volume de água de um rio varia, conforme o tipo de clima. A presença de muitos rios num lugar também influi no clima, pois afeta a quantidade de umidade de um rio. O relevo influi na formação de um rio. O rio, por sua vez, modifica o relevo de um lugar: com o passar do tempo, desgasta-o com suas águas. Para verificar o quanto aprendeu até aqui, responda às seguintes questões. Se necessário, volte à leitura do texto para esclarecer melhor o que foi estudado. 1. O que é uma bacia hidrográfica? 2. Exemplifique como as bacias hidrográficas têm sido aproveitadas no Brasil. 3. Cite um exemplo que comprove a relação existente entre hidrografia e clima, e vice-versa. 4. Cite um exemplo que comprove uma relação existente entre hidrografia e relevo, e vice-versa. 5. Cite as principais bacias hidrográficas brasileiras. 6. Você acabou de estudar mais um dos elementos da paisagem natural. Agora o cite. Se as suas respostas forem próximas das que se seguem, considere-as como corretas: 1. Bacia hidrográfica é a área drenada por um rio principal e seus afluentes. 2. São aproveitadas como: Meio de transporte e comunicação; Alimentação (peixes); Turismo; Fornecimento de águas nas áreas secas; Produção de energia elétrica. 26

27 3. Os rios dependem do clima, pois a maior parte deles é alimentada pelas águas de chuvas. Portanto, nas áreas de clima seco haverá menos presença de rios ou há rios temporários. Por sua vez, os rios afetam o clima, pois ocasionam maior presença de umidade no ar atmosférico. 4. O relevo de um lugar facilita ou dificulta a formação de rios. E os rios também influem no relevo, porque o desgastam com o passar do tempo. 5. As bacias hidrográficas principais são: Bacia Amazônica; Bacia do São Francisco; Bacia da Prata (Paraguai, Paraná e Uruguai). 6. Hidrografia. Vejamos, agora, a vegetação do Brasil. VEGETAÇÃO DO BRASIL No Brasil ocorrem diversos tipos de paisagens vegetais. Esta distribuição está relacionada a outras condições naturais que compõem aquela paisagem: depende da combinação entre o tipo de solo, o relevo, o clima e a presença de poucos ou muitos rios de cada lugar e, dentre esses elementos, uns são mais importantes que outros. A associação de todos estes elementos naturais de cada área originou um determinado tipo de paisagem vegetal. Você está notando como os elementos naturais se inter-relacionam? Você estudou que o Brasil apresenta relevo e clima variados, portanto haverá diversidade na apresentação dos tipos de vegetação relacionados ao tipo de hidrografia que você acabou de estudar. Um dos elementos que mais se evidencia numa paisagem vegetal é o clima. Quando você estudou os climas do Brasil, você viu que há uma variação climática, isto é, que o clima varia de acordo com as regiões. Essa variação de tipos de climas vai influenciar diretamente a distribuição dos tipos de vegetação do Brasil. Você sabe que as plantas, sendo seres vivos, necessitam de água e de calor para sobreviver. A vegetação depende também do solo, porque, através das raízes, retira água e alimentos nutrientes (ou alimentos com sais minerais) necessários à vida vegetal. Os diferentes tipos de clima, o solo, as formas de relevo e hidrografia que variam de uma região para outra fazem com que os tipos de vegetação também variem. Naturalmente, algumas dessas paisagens vegetais já sofreram mudanças ocasionadas pelo trabalho do ser humano. Vejamos, então, de que forma os tipos de vegetação variam no Brasil. No Brasil há três grandes grupos de formações vegetais: a arbórea, a arbustivas herbáceas e outras formações vegetais. FORMAÇÃO ARBÓREA A FORMAÇÃO ARBÓREA caracteriza-se pela presença de árvores geralmente com mais de 3 m de altura, as quais formam as florestas ou matas. É a formação vegetal mais rica das três formações existentes. As FORMAÇÕES ARBUSTIVAS e FORMAÇÕES HERBÁCEAS, como já indicam o nome, são formadas de arbustos (geralmente de tamanhos inferiores a 3 metros) e campos. A vegetação de campos (gramíneas) constitui a formação Herbácea. 27

28 Além das formações arbóreas, arbustivas e herbáceas, existem ainda outras FORMAÇÕES VEGETAIS em que aparece, ao mesmo tempo, uma grande variedade de espécies vegetais. Nestas formações, pode aparecer, ao mesmo tempo, vegetação arbórea, arbustiva e rasteira. São exemplos destas formações: a vegetação Litorânea ou Costeira e o Complexo do Pantanal Matogrossense. Destas três formações vegetais, a formação arbórea é a que predomina no Brasil, portanto o Brasil é bem favorecido em vegetação. De acordo com as diferenças vegetais de um lugar a outro, temos os seguintes tipos de vegetação no Brasil: FORMAÇÕES FLORESTAIS (arbórea): Floresta Amazônica; Mata dos Pinhais ou Araucária; Mata Atlântica; Mata dos Cocais. FORMAÇÕES ARBUSTIVAS E HERBÁCEAS: Caatinga; Cerrado; Campos. OUTRAS FORMAÇÕES VEGETAIS (FORMAÇÕES SECUNDÁRIAS): Complexo do Pantanal; Vegetação Litorânea. Veja agora o mapa de vegetação que está a seguir, e localize esses tipos de vegetação através da legenda: VEGETAÇÃO DO BRASIL Pantanal Matogrossense 28

29 Agora que você já sabe quais os principais tipos de vegetação do Brasil, vamos conhecer melhor cada um deles? FLORESTA AMAZÔNICA (arbórea) Floresta amazônica Esta vegetação situa-se no Norte do Brasil, região cortada pela linha do Equador. Portanto, ela sofrerá a influência do clima Equatorial, que é super quente. Por outro lado, você já estudou que esta área corresponde a uma extensa planície, portanto, possui inúmeros rios que descem do Planalto das Guianas e do Planalto Brasileiro e que vão constituir a Bacia Amazônica. Assim sendo, esta região é superúmida e também apresenta muitas chuvas. MATA ATLÂNTICA (arbórea) Mata Atlântica A mata Atlântica localiza-se no leste do Brasil, na região do Planalto Atlântico, que possui muitos rios encachoeirados, pelo seu relevo acidentado. As encostas do seu relevo estão voltadas para o Oceano Atlântico e sofre, assim, as influências do ar úmido do mar, associado ao Clima Tropical. Como resultante dessas condições naturais, ocorre uma vegetação úmida e exuberante, mas não tão espessa como Floresta Amazônica ou Equatorial. 29

30 Atualmente, esta vegetação está bastante devastada pelo homem, pois foi a primeira área ocupada pelos portugueses, e nos primeiros tempos da colonização foi sensivelmente devastada pela exploração do pau-brasil. Atualmente, ela existe somente em algumas áreas, porque boa parte dela já foi substituída pela agricultura, indústria e cidades. A parte restante desta vegetação pode ser observada nas serras que se situam a leste do estado de São Paulo. Resumidamente, temos: Posição geográfica: leste do país Relevo: Planalto Brasileiro (Planalto Atlântico) Clima: Tropical Hidrografia: Bacia do Leste/Sudeste Vegetação: Mata Atlântica MATA DOS PINHAIS OU ARAUCÁRIAS (arbórea) Mata dos Pinhais A mata dos Pinhais ou de Araucária aparece no sul do país, nos estados do Paraná e Santa Catarina. É uma vegetação que se desenvolve sobre o Planalto Meridional. Esse relevo, em certos trechos, apresenta-se acidentado, por isso os rios são poucos, mas apresentam-se encachoeirados. Sua paisagem é aproveitada para o turismo e suas inúmeras quedas de água são utilizadas para obtenção de energia elétrica. Por estar localizada numa área e clima subtropical, o inverno é mais rigoroso e a sua vegetação é constituída principalmente de pinheiros, que se adaptam ao frio. Os pinheiros crescem uns distantes dos outros e forma uma floresta aberta, o que facilita a penetração e exploração econômica de sua madeira. Por esse motivo, as maiores serrarias do Brasil localizam-se nesta região. Resumidamente, temos: Posição geográfica: no sul do país Relevo: Planalto Brasileiro (Planalto Meridional) Clima: Subtropical Hidrografia: Bacia do Paraná e Uruguai 30

31 MATA DOS PINHAIS Aparece principalmente nos estados do Maranhão e Piauí, nas áreas úmidas de terrenos baixos do Planalto Brasileiro. O clima dessa região é o Clima Tropical de transição entre o Equatorial e o Semiárido. O tipo de árvore que predomina nessa Mata são as palmeiras, como o babaçu e a carnaúba. Essas palmeiras fornecem matérias-primas que têm grande importância econômica para a população local, por causa da extração de cera e óleo vegetal. Suas folhas também são utilizadas para cobertura de casas e como material de artesanato. Resumidamente, temos: Posição geográfica: Maranhão e Piauí Relevo: Vales fluviais do Planalto Brasileiro Hidrografia: Bacia do Nordeste Vegetação: Cocais Clima: Tropical CERRADO (formação arbustiva) Cerrado vegetação arbustiva 31

32 Aparece principalmente no Brasil Central (MT, MS e GO), na região do Planalto Brasileiro. Corresponde ao Clima Tropical, que apresenta uma estação seca e outra chuvosa. Alguns rios nascem no Planalto Brasileiro, é afluente do rio Amazonas. O solo da região é pobre e arenoso, o que dificulta o crescimento dos vegetais de grande porte. Apresenta árvores e arbustos de galhos retorcidos, que perdem as folhas quando faltam as chuvas. O solo do Cerrado é recoberto de capim. Pois geralmente as árvores e arbustos são espaçados. Por esse motivo, o Cerrado é aproveitado como pastagem para o gado bovino. Resumidamente, temos: Posição geográfica: Centro-Oeste do Brasil Relevo: Planalto Brasileiro (planalto Central) Clima: Tropical Hidrografia: afluentes do Rio Amazonas Vegetação: Cerrado CAATINGA (formação arbustiva) Vegetação de Caatinga Situa-se no Nordeste do Brasil. Devido à proximidade da linha do Equador, constitui uma vegetação que sofre a influência de altas temperaturas. Seu clima, porém, é seco, com presença de pouca umidade local. Esta vegetação desenvolve-se no Planalto Brasileiro, com algumas serras e morros. Na área onde ela existe, a maior parte dos rios são temporários, isto é, aparecem somente na época de chuvas, por causa do Clima Semi-árido (seco), com uma estação de seca bem prolongada (cerca de 8 a 9 meses). Aqui o período de seca é chamado verão e a época de chuva, inverno. É oposto do que ocorre em outras regiões brasileiras, em que a época de chuvas coincide com o verão e a seca, com o inverno. 32

33 Devido a essas condições climáticas, a vegetação que se apresenta nesta região é pobre, adaptada ao clima seco. São os cactos cheios de espinhos, com poucas folhas, para evitar a evaporação e resistir à secas sem consumir muita água. As poucas folhas se perdem na época de secas prolongadas. A Caatinga também é aproveitada como pastagem de gado bovino, devido à presença de vegetação herbácea (rasteira). Na época da seca, porém, o solo fica exposto sem nenhuma vegetação. Enfim, esta vegetação é o oposto da Floresta Equatorial: enquanto a vegetação de Caatinga é de clima semi-árido, a Floresta Equatorial é superúmida. Resumidamente, temos: Posição geográfica: Nordeste do Brasil Clima: Semi-árido Relevo: Planalto Brasileiro Hidrografia: Bacia do São Francisco e Bacia do Nordeste Vegetação: Caatinga CAMPOS OU CAMPINAS (formação arbustiva) Vegetação de campos Os Campos aparecem principalmente no estado do Rio Grande do Sul, na região da Campanha Gaúcha, cujo relevo de planalto é pouco ondulado e suave, com pequena quantidade de rios. É constituída de vegetação herbácea de capins de muito boa qualidade para o gado. Por isso, essa área constitui uma das mais importantes áreas de criação de gado do Brasil. O clima local é o Subtropical, que tem o inverno mais frio. Nessa época, as gramíneas morrem e se renovam na estação seguinte. Portanto, estes campos se renovam anualmente. Resumidamente, temos: Posição geográfica: Sul do país Clima: Subtropical Relevo: Planalto Brasileiro (Planalto Meridional) Hidrografia: Bacia do Uruguai Vegetação: Campos 33

34 34

35 COMPLEXO DO PANTANAL MATOGROSSENSE Vegetação: Complexo do Pantanal Matogrossense Aparecem na região baixa e alagadiça da Planície do Pantanal Matogrossense, que é cortada pelo rio Paraguai e seus afluentes. Ela sofre freqüentemente inundações nas épocas de chuvas. É uma região que corresponde ao Clima Tropical. Recebe o nome de Complexo, porque apresenta uma variedade muito grande de vegetação: nela se pode encontrar, ao mesmo tempo, as formações florestais, as arbustivas e as rasteiras. Devido à sua vegetação, a área é bem aproveitada pelas pastagens. Resumidamente, temos: Posição geográfica: Centro-Oeste Relevo: Planície do Pantanal Matogrossense Clima: Tropical Hidrografia: Bacia do Paraguai VEGETAÇÃO LITORÂNEA OU COSTEIRA Aparece ao longo do Litoral Brasileiro, onde em geral o solo é salgado e arenoso e apresenta tipos de vegetação arbustiva e rasteira que se adaptam a esse tipo de solo. A vegetação litorânea também pode aparecer nos trechos pantanosos, lamacentos e salgados do litoral. Nesse caso, recebe o nome de mangue. Você pode visualizar, através do texto e das ilustrações, os principais tipos de vegetação encontrada no Brasil. Verifique a localização da vegetação litorânea, no mapa de vegetação e nas ilustrações da próxima página. 35

36 Vegetação litorânea ou costeira Note que esses tipos de vegetação se desenvolvem em função das condições naturais da região, isto é, do clima, do relevo, do solo e do traçado dos rios. Assim como o relevo e o clima, a vegetação também é um dos elementos que formam a Paisagem Natural. Vamos, então, para a segunda tarefa desta Unidade de Ensino? Pegue o seu caderno e verifique o quanto aprendeu até aqui, fazendo todos os exercícios. Se for necessário, volte à leitura para esclarecer o que foi estudado. 1. As diferentes paisagens vegetais dependem de que elementos ou condições naturais? 2. Todas as paisagens vegetais são iguais? Por quê? 3. Dentre as três formações vegetais, qual é a mais rica? 4. Identifique os diferentes tipos de vegetais encontrados no Brasil: a) Situo-me numa região alagadiça da Planície do Pantanal Matogrossense e sou cortada pelo rio Paraguai. A vegetação que me cobre é de grande complexidade, por causa da grande variedade de tipos vegetais, que me rodeia: aparecem, ao mesmo tempo, formações florestais, arbustivas e rasteiras. 36

37 b) Situo-me na área do Equador, possuo relevo extenso e baixo e sou cortado por inúmeros rios que descem dos dois planaltos (da Guiana e Brasileiro). Por isso, o meu clima é superquente e superúmido e corresponde a uma das mais ricas vegetações encontradas no país. c) Situo-me ao Sul do país, por isso correspondo à estação de inverno mais rigoroso do país. A minha vegetação é do tipo arbóreo, com árvores bem espaçadas, por causa do clima, domina uma espécie que facilita a exploração de madeira. d) Faço parte da família das palmáceas (palmeiras) e situo-me principalmente nos estados de Maranhão e Piauí, num clima de transição entre o equatorial e o clima Semi-árido. Tenho grande importância na área, pois sirvo como matéria-prima para muitos produtos, oferecendo cera, óleos vegetais e cobertura para casas. e) Constituo-me num dos campos mais requisitados pela pecuária e situo-me principalmente no estado do Rio Grande do Sul: meu clima é subtropical. f) Sou uma vegetação especial que ocorre em áreas arenosas e salgadas do litoral brasileiro. g) Faço parte de uma das mais pobres vegetações, a do Nordeste do Brasil, onde o clima é de grande calor, mas de pouca umidade. Devido à secura, possuo tipos de vegetais constituídos principalmente de espinhos, com poucas folhas. Por essas características, é freqüente nesta área árida uma grande migração de pessoas que buscam outras áreas mais favorecidas. h) Apareço no Centro-Oeste do Brasil e possuo um clima com alternância de estação seca e chuvosa. Para resistir às épocas de seca as minhas árvores e arbustos perdem as folhas, e os galhos e troncos ficam retorcidos. O solo é recoberto de capim e, assim, sou aproveitada para pastagens. i) Correspondo a uma floresta que se situa ao longo das serras do Planalto Atlântico. Portanto, sou da família arbórea úmida e sofro influência do mar, mas não chego a ter a riqueza da Floresta Amazônica. Uma parte de minha vegetação pode ser observada na porção leste do estado de São Paulo. É pena que boa parte desta vegetação se ache atualmente devastada pelo homem, e é ocupada pelas cidades, indústrias e agricultura. Espero que o homem saiba me conservar por um tempo mais longo, pelo menos em alguns trechos, transformando-me em parques nacionais de reservas florestais. Suas respostas devem estar próximas das que se seguem: 1. As diferentes paisagens vegetais existentes no Brasil são resultantes da combinação de diferentes solos, relevos, climas e traçados de rios. 2. Não. Porque cada paisagem vegetal dependerá das diferentes combinações e condições naturais da área. 3. A formação arbórea que é constituída de árvores. 4. a. Vegetação do Complexo do Pantanal. b. Floresta Amazônica. c. Mata dos Pinhais ou Araucária. d. Cocais. e. Campos Limpos. f. Vegetação Litorânea ou Costeira. g. Caatinga. h. Cerrado. i. Mata Atlântica. 37

38 PAISAGENS CULTURAIS Agora que você já sabe o que é paisagem natural, vejamos o que é a paisagem cultural. A paisagem cultural é tudo aquilo que foi elaborado pelo trabalho desenvolvido pelo homem. O homem, para conseguir novas fontes de alimentos, novos meios de vida, foi aos poucos desenvolvendo e aprimorando suas técnicas para aproveitar tudo quanto a natureza lhe oferece. Os elementos naturais (o relevo, o clima, a vegetação e a hidrografia) constituem os recursos naturais, ou seja, as matérias-primas aproveitadas pelo homem. Eis alguns exemplos de aproveitamento dos recursos naturais: O aproveitamento das quedas de água dos rios de planalto para a produção de energia hidrelétrica; A utilização dos rios de planície para a navegação fluvial; O aproveitamento da madeira, como o pinheiro, que é extraído da Mata dos Pinhais; A utilização do Cerrado, dos Campos e da Caatinga para pastagens naturais na criação de gado; A utilização do Cerrado, dos Campos e da Caatinga para pastagens naturais na criação de gado. À medida que aproveita os recursos naturais, o homem modifica a paisagem natural. Por isso, muitas vezes, a paisagem natural é substituída pela paisagem cultural, criada pelo homem. Por exemplo, quando o agricultor planta, retira a vegetação natural e a substitui por plantações. Assim, no lugar da paisagem natural, surge uma nova paisagem, a cultural. Um outro exemplo é a abertura de rodovias como a transamazônica. Rodovia transamazônica Uma parte da Floresta Amazônica foi substituída para dar lugar à rodovia. Essas modificações ou transformações podem, muitas vezes, resultar em algumas conseqüências negativas ou destrutivas. Como você viu no exemplo anterior, para a construção da Transamazônica foi preciso destruir a floresta natural, para dar lugar à rodovia. O solo antes estava protegido pela vegetação, mas ficou exposto à superfície e sofre a erosão, ou seja, é destruído pela ação de vento, chuva etc. 38

39 O homem deve compensar, sempre que possível àquilo que explorou, pois do contrário haverá uma mudança radical nos climas do globo. Os parques industriais também são uns exemplos de modificação negativa: eles poluem a região, pois lançam nos rios e no ar atmosférico resíduos de origem química bastante nociva à saúde. E é necessário cuidar para que o nível da poluição não cheque a afetar os seres vivos. Para que o trabalho do homem seja realmente construtivo e permita a conservação da natureza, é preciso que o homem saiba explorar os recursos, aplicando técnicas adequadas. Se o homem plantar várias vezes no mesmo lugar, o solo ficará pobre. Para a recuperação desse solo, é necessário repor os sais minerais retirados pelas plantas, fazendo uso de adubos. Deve-se também plantar adequadamente, para não ocasionar erosão em relevo elevado. Por outro lado, tudo o que a natureza oferece é uma riqueza em potencial, isto é, uma riqueza que pode ser explorada. Mas essas riquezas só se tornam reais com o trabalho do homem. Veja o esquema que se segue: Com o trabalho do homem o petróleo é extraído do subsolo Riqueza em potencial é o petróleo existente no subsolo Riqueza real é o petróleo extraído e utilizado para diversas finalidades Resumidamente, temos: Paisagem natural é a paisagem sem a atuação do ser humano. Paisagem cultural é a paisagem modificada pelo homem. O homem atua na paisagem natural e a modifica em seu próprio benefício. Quando o homem não atua corretamente na paisagem natural, as conseqüências desse fato podem ser negativas. Agora, resolva os seguintes exercícios: 1. Diferencie paisagem natural de paisagem cultural. 2. Cite algumas atividades desenvolvidas pelo homem na transformação dos recursos naturais. 3. Cite algumas conseqüências positivas e negativas da atuação do homem na paisagem natural. 39

40 4. Observe bem onde você mora. Há alguma fábrica? Se a sua resposta for positiva, verifique as seguintes questões, pois dependendo do produto, há detritos nocivos à saúde jogados pelas fábricas. a. O que se fabrica? b. Onde são jogados os detritos? Que aspectos apresentam estes detritos? c. Ele solta muita fumaça? O que você sente ao respirar esse ar? d. A fábrica faz muito barulho? Se as suas repostas forem próximas das que se seguem, considere-as como corretas: OBSERVAÇÃO 1. Paisagem natural é a paisagem que se constitui pela combinação de determinado tipo de relevo, clima, vegetação e hidrografia, sem a atuação do homem. 2. Algumas das atividades desenvolvidas pelo homem na transformação dos recursos naturais são: produção de energia elétrica, em rios de planalto; aproveitamento das madeiras extraídas das florestas; navegação fluvial em rios de planície; a utilização do Cerrado, dos Campos e da Caatinga para agricultura e criação de gado. 3. Conseqüências positivas: Quando o ser humano explora os recursos naturais e permite a sua conservação, através de técnicas adequadas. Por exemplo: usar adequadamente adubos, repondo os sais minerais retirados pelas plantas; evitar a erosão do solo, plantando com técnicas corretas. Conseqüências negativas: Poluição das águas dos rios, mares, lagos, e ar atmosférico; destruição não planejada das florestas, para dar lugar a rodovias, agricultura e pastagens; uso inadequado do solo. 4. Se você respondeu alguma destas questões, discuta os problemas com colegas e amigos da vizinhança. Chame atenção da comunidade para esses problemas. Se o ambiente não for favorável, reúna pessoas do seu bairro e faça reclamações junto à CETESB (Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Básico e de Defesa do Meio Ambiente), jornais e revistas; para que as autoridades tomem alguma providência. Quando você folhear revistas que mostrem paisagens naturais, tente localizá-los no mapa do Brasil. Observe-as atentamente e associe-as a tudo o que você já estudou até agora. Verifique, se puder como estão sendo aproveitadas essas paisagens naturais. Se tiver dúvidas, procure o Orientador de Aprendizagem e discuta com ele. Tente sempre acrescentar novos conhecimentos ao que você estudou, tornando qualquer assunto mais agradável, útil e interessante, pois o que existe nas Unidades de Estudo é apenas uma pequena parcela de todo o conhecimento universal. 40

41 BIBLIOGRAFIA ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil, São Paulo, Ed. Moderna. ATLAS geográfico escolar, São Paulo, Ed. Melhoramentos. ATLAS geográfico, MEC. AZEVEDO, Aroldo de. O Brasil no mundo, São Paulo, Ed. Nacional. O Brasil, a terra e o homem, vol. 1 e 2, São Paulo, Ed. Nacional. As regiões brasileiras, São Paulo, Ed. Nacional. Terra brasileira, São Paulo, Ed. Nacional. AZEVEDO, Guiomar Goulart; SANTOS, Fabiano Marques de. Panorama do Brasil, vol. 1 e 2, Belo Horizonte, Ed. Vigília. BELTRAME, Zoraide Victorello. Geografia Ativa, 1º grau, 5ª série, São Paulo, Ed. Ática. BERNARDES, Nilo. Geografia, vol. 1 e 2, Rio de Janeiro, Ed. Liceu. BOLIGIAN, Levon; MARTINEZ, Rogério; GARCIA, Wanessa; ALVES, Andressa. Introdução à geografia Geografia Espaço e Vivência. 5ª série, São Paulo: Atual, COELHO, Marcos Amorim; SONCIM, Nilce Bueno. Geografia do Brasil, Série sinopse, São Paulo, Ed. Moderna. Dicionário de geografia do Brasil, Ed. Melhoramentos. Dicionário geológico e geomorfológico, IBGE, CNG, Antônio Teixeira Guerra. Enciclopédia Delta Larousse. Fundação IBGE. Paisagens do Brasil, Rio de Janeiro. MARUM, Antônio, e Outros, Estudos Sociais, vol. 1, Belo Horizonte, Ed. Lê. RODRIGUES, David Márcio Santos. Geografia do Brasil, Belo Horizonte, Ed. Bernardo Álvares. O Brasil atual, 5ª série, Ed. Pioneira. Geografia regional, Belo Horizonte, Ed. Bernardo Álvares. RODRIGUES, João Antônio: RODRIGUES, Adyr ª B.; CONTI, José Bueno. Nossa terra, nossa gente, São Paulo, Ed. Nacional. ROMARIZ, Dora de Amarante. Aspectos da Vegetação do Brasil, IBGE. XAVIER, Herbe. Geografia do Brasil, 5ª série, 1º grau, São Paulo, Ed. Discubra. O conteúdo programático desta apostila foi extraído das Unidades de Estudo 7 e 8 de GEOGRAFIA, do Ensino Supletivo I, da CENP. Material atualizado pelos professores José Ataíde, Maria Júlia e Rosangela Rocha da área de Geografia do Ceeja em

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