ESCREVA AQUI SEU NÚMERO DE INSCRIÇÃO: INSTRUÇÕES 1. Só abra o caderno de prova quando autorizado. Ao fazê-lo, verifique se a seqüência de páginas está correta. Se encontrar alguma falha, chame um fiscal para providenciar o acerto. 2. Esta prova contém 05 (cinco) questões discursivas. 3. Não se esqueça de COLOCAR SEU NÚMERO DE INSCRIÇÃO neste caderno, pois ele será utilizado para atribuição de sua nota. As provas com outro tipo de identificação não serão corrigidas, sendo atribuída nota ZERO ao candidato. 4. Desenvolva toda sua prova utilizando SOMENTE caneta preta ou azul. As provas desenvolvidas à lápis não serão corrigidas, sendo atribuída nota ZERO ao candidato. Evite cometer rasuras, pois elas diminuirão sua nota (é permitido o uso de corretivo). 5. Não é permitida a utilização de qualquer material para consulta. 6. Observe o número máximo de linhas estipulado para cada questão. É vedado ULTRAPASSAR ESSE LIMITE, sob pena de anulação da questão. 7. A prova terá duração máxima de 03h (três horas). 8. Terminada a prova, chame um fiscal e entregue-lhe o caderno de prova. 9. Na correção das questões serão considerados o raciocínio jurídico, a fundamentação e sua consistência, a capacidade de interpretação e de exposição e a correta utilização da língua portuguesa. 10. A correção desta prova não está sujeita a nenhum tipo de revisão ou recontagem de pontos. ESPAÇO RESERVADO PARA A COMISSÃO DO PROCESSO SELETIVO QUESTÕES 01 02 03 04 05 NOTAS (Valor de cada Questão: 10 pontos) 1
Questão 1 Leia com atenção o texto do autor Norberto Bobbio, acerca do tema construção escalonada do ordenamento jurídico e responda: [...] Aceitamos aqui a teoria da construção escalonada do ordenamento jurídico, elaborada por Kelsen. Essa teoria serve para dar uma explicação da unidade de um ordenamento jurídico complexo. Seu núcleo é que as normas de um ordenamento não estão todas no mesmo plano. Há normas superiores e normas inferiores. As inferiores dependem das superiores. Subindo das normas inferiores àquelas que se encontram mais acima, chega se a uma norma suprema, que não depende de nenhuma outra norma superior, e sobre a qual repousa a unidade do ordenamento. Essa norma suprema é a norma fundamental. (BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. 10. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasilia, 1999, p. 49). No texto, o autor fala em norma fundamental. De acordo com a teoria de Kelsen, essa norma encontra se positivada? Qual o conteúdo da norma fundamental? 01 02 03 04 05 06 Questão 2 A Constituição Federal assegurou os direitos fundamentais e prescreveu a intocabilidade dos "direitos e garantias individuais" (art. 60, 4º, IV). Entre os direitos fundamentais garantiu o respeito ao direito adquirido (art. 5º, XXXVI). Emenda Constitucional nº 28, promulgada em 25 de maio de 2000, deu nova redação ao inciso XXIX do artigo 7º da atual Constituição Federal, fixando prazo prescricional de cinco anos para o trabalhador rural exercer o direito de ação quando verificar lesão dos direitos trabalhistas na vigência do pacto laboral, mantendo a prescrição bienal após a rescisão contratual. Muitos doutrinadores afirmam que a referida emenda não reduziu, apenas, direito do trabalhador rural, mas aboliu a garantia de que o prazo prescricional não fluísse durante o contrato, quando estabeleceu o limite de cinco anos, a exemplo do critério já existente para o trabalhador urbano. Analise o caso, considerando os seguintes pontos: Emenda Constitucional, no Brasil, está sujeita a limites? Os trabalhadores rurais que estavam com o contrato de trabalho em vigor teriam direito adquirido à imprescritibilidade? LEGISLAÇÃO DE APOIO: CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 Art. 60 [...] 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: IV os direitos e garantias individuais. 2
Art. 5º [...] XXXVI a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; Art. 7º [...] XXIX ação, quanto a créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho; 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 O texto motivador servirá de apoio para a compreensão e a resolução das questões 3, 4 e 5. Mecânico obrigado a ficar descalço para entrar em banco receberá R$ 14 mil O Juizado Especial Cível de Tubarão (SC) condenou o Banco do Brasil a indenizar em R$ 14 mil, por dano moral, o mecânico Sandro de Farias Silvano, obrigado a retirar os sapatos para poder entrar numa agência bancária onde pretendia descontar um cheque. O prazo para recurso já terminou, sem que a instituição contestasse a decisão. De acordo os autos, o mecânico foi barrado na porta do banco e informado que teria que tirar os sapatos para entrar. A alegação foi de que, por calçar sapatos com biqueira de aço, não poderia ingressar no estabelecimento. A proibição partiu de um vigia e foi reforçada em seguida por um funcionário da agência. Durante a instrução do processo, ficou provado que houve ato de racismo por parte do vigia do banco e do funcionário da agência, considerando que a vítima é negra e idosa. O juiz da causa remeteu os autos ao Ministério Público para as providências penais cabíveis. Segundo Silvano, por necessitar descontar o cheque, foi obrigado a se sujeitar a entrar e circular na agência descalço. Na Justiça, o mecânico alegou que a situação causou transtorno e constrangimento, e pediu uma indenização por danos morais. "O procedimento de proibição da entrada de Sandro na agência do Banco do Brasil em razão do tipo de calçado que utilizava foi adotado de forma arbitrária e casuística", afirmou o juiz Luiz Fernando Boller, do Juizado Especial de Tubarão. Para o magistrado, o segurança deveria permitir o ingresso do mecânico ao local após certificar se que o travamento da porta giratória ocorreu tão somente pela presença do metal em seu sapato, fato que não 3
colocaria em risco a segurança do estabelecimento. Para o magistrado, além de negativa, a conduta do banco foi desproporcional, humilhante e atentatória à dignidade do mecânico. "A indenização arbitrada servirá de lenitivo ao abalo sofrido pelo autor, possibilitando a superação do vexame, da afronta, do ultraje a que foi injusta e arbitrariamente submetido, quando buscava, única e tão somente, o saque de valor necessário à subsistência de sua própria família, fruto de seu legítimo e honroso trabalho", concluiu Boller. (Disponível em: http://www.juspodivm.com.br/noticias/noticias_1618.html Acesso em: 25 de abril de 2010). As partes em destaque, no texto, são adaptações feitas pela banca examinadora para tornar possível a avaliação de alguns conteúdos divulgados no edital. Questão 3 O comportamento do vigia do banco violou direitos da personalidade? Justifique. 01 02 03 04 05 06 07 08 Questão 4 No 5º parágrafo do texto, o juiz afirma que o segurança deveria permitir o ingresso do mecânico ao local após certificar se que o travamento da porta giratória ocorreu tão somente pela presença do metal em seu sapato, fato que não colocaria em risco a segurança do estabelecimento. Para o magistrado, além de negativa, a conduta do banco foi desproporcional, humilhante e atentatória à dignidade do mecânico. Você identifica, nessa situação, a ocorrência do abuso de direito, instituto jurídico previsto no art. 187, do Código Civil? Art. 187, Código Civil Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa fé ou pelos bons costumes. 01 02 03 04 05 06 07 4
08 Questão 5 Considere as informações contidas na parte final (em destaque), no 2º parágrafo do texto motivador, e responda: O crime praticado foi de injúria, calúnia ou difamação? Fundamente. 01 02 03 04 05 5
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