Gripe. Responsável por elevada morbilidade e aumento da mortalidade
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- Yan Prada Fidalgo
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1 Da Gripe Sazonal à Gripe Pandémica
2 Gripe Doença a respiratória ria aguda transmissível Carácter epidémico Responsável por elevada morbilidade e aumento da mortalidade
3 O Vírus V da Gripe 3 tipos: A, B, C Do ponto de vista clínico e epidemiológico apenas os vírus v A e B são importantes para o Homem
4 O Vírus V da Gripe Apenas os vírus A são responsáveis por pandemias Apresentam diferentes subtipos definidos em função dos antigénios nios (glicoproteínas) de superfície 16 hemaglutininas (H) 9 neuraminidases (N)
5 O Vírus V da Gripe Imagem do vírus v da gripe em microscopia electrónica
6 O Vírus V da Gripe Imagem tridimensional do vírus v da gripe
7 O Reservatório rio do VírusV Marrequinha (Anas crecca) Pato Real (Anas platyrhynchos) In Revista da Ordem dos Médicos M Veterinários, rios, nº 41, Fev. 2006
8 Actividade Gripal Gripe Sazonal Gripe Pandémica
9 Gripe Sazonal As estirpes sazonais circulam nas semanas frias do ano Estações frias alternadas sucessivamente nos dois hemisférios
10 Gripe Sazonal As epidemias anuais tem intensidade variável vel Contraem a doença, todos os anos, 5 a 15% da população Em Portugal são atribuídas à gripe em cada época gripal a mortes, sobretudo em idosos e doentes crónicos
11 Gripe Sazonal: Doença Modo de Transmissão Através s de gotículas infectadas eliminadas pelo espirro ou tosse de pessoas doentes Transmissão comunitária Via de Transmissão Directa através s da inalação de gotículas Contacto com superfícies/objectos contaminados Período de Contágio 1 a 2 dias antes, até 7 dias depois do início dos sintomas
12 Gripe Sazonal: Doença Período de Incubação 3 dias (1 a 5 dias), seguido de início súbito s de sinais e sintomas Sinais e Sintomas Febre, calafrios, cefaleias (dores de cabeça), a), mialgias (dores musculares), astenia (cansaço), mal-estar e sintomatologia respiratória ria (tosse, dores de garganta, corrimento nasal, falta de ar)
13 Gripe Sazonal: Doença Evolução Habitualmente benigna e auto-limitada (febre: 3 dias; recuperação: 1 semana) Pode apresentar complicações, nomeadamente, pneumonia viral e/ou bacteriana ou agravamento de doença a crónica pré-existente Os óbitos atribuíveis à gripe ocorrem maioritariamente nos idosos, e/ou na presença a de patologia crónica pré- existente
14 Gripe Sazonal: Vigilância Em Portugal a vigilância da Gripe Sazonal é efectuada pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge Baseia-se em dados dos Médicos M Sentinela e Serviços de Urgência Sentinela e na identificação dos vírus em circulação
15 Gripe Sazonal: Vigilância Na Europa a vigilância da Gripe Sazonal é efectuada pela OMS ( O European Influenza Surveillance Network (EISN), do ECDC, também recebe e compila a informação proveniente dos vários v países europeus ( ance/eisn/default.aspx)
16 Gripe Sazonal: Controlo Vacinação dos grupos de risco Prática de medidas de etiqueta respiratória ria e distanciamento social Prestação cuidados Serviços de saúde Auto-cuidados Quanto melhor for a preparação para a gripe sazonal melhor será a preparação para a pandemia
17 Gripe Sazonal: Vacina A vacina é a recomendada pela Organização Mundial de Saúde para cada época gripal A disponibilidade de vacinas é limitada. Para a época gripal 2008/2009 foram disponibilizadas para Portugal cerca de doses de vacina. Este ano dois milhões A vacina deve ser administrada a quem mais dela beneficia
18 Gripe Sazonal: Vacinação Idade a 65 anos Doentes crónicos ou imunodeprimidos Residentes ou internados em instituições Grávidas no 2º 2 ou 3º 3 trimestre Pessoal dos serviços de saúde e de outros serviços prestadores de cuidados Coabitantes e prestadores de cuidados a crianças, as, com idade inferior a 6 meses, que tenham risco elevado de desenvolver complicações
19 Gripe Sazonal: conselhos para etiqueta respiratória ria Tapar o nariz e a boca com um lenço o de papel sempre que tossir ou espirrar Utilizar lenços de papel de uso único Colocar no caixote do lixo os lenços de papel usados Lavar as mãos frequentemente com água e sabão e sempre depois de se assoar Se não tiver as mãos lavadas, evite mexer nos olhos, no nariz e na boca
20 Gripe Sazonal: Distanciamento social Se tiver sintomas de gripe: Guarde uma distância de pelo menos um metro quando falar com outras pessoas Fique em casa, não váv trabalhar nem à escola e evite locais com muitas pessoas Evite cumprimentar com abraços, beijos ou apertos de mão Se tiver sintomas de gripe ligue
21 Gripe Pandémica Gripe Pandémica Imagem de enfermaria em 1917/18
22 Periodicamente surge um novo subtipo de vírus v no homem originando uma pandemia H3 N8? H2 N8? H1 N1 H2 N2 H3 N2 anos pneumónica" asiática" H-Kong H1 N H1N Estimativas do número de mortes (milhões) , > a a Isolamento do vírus em humanos W. Smith et al 1935 Primeira vacina testada 1937 Produção da vacina Ensaios em grande escala da vacina Vacinação em massa Purificação da vacina Hemaglutinina e Neuraminidase são caracterizadas Adaptado de slide cedido pelo Prof. Manuel do Carmo Gomes
23 Pandemias de Gripe século s XX Gripe Pneumónica A(H1N1) a 40 milhões de mortes Gripe Asiática A(H2N2) a 2 milhões de mortes Gripe de Hong Kong A(H3N2) milhão de mortes
24 Pandemia 1918/19 A(H1N1) Mortalidade mais elevada entre os 15 e os 40 anos de idade Duração 10 meses Mais de 20 milhões de mortes
25 Pandemia 1957 A(H2N2) 40 a 50% da população infectada 25 a 30% da população com doença Mortalidade mais elevada nos jovens e nos indivíduos duos com mais de 65 anos
26 Pandemia 1968 A(H3N2) Curta duração 30 a 40% da população infectada A mais moderada das 3 pandemias do Século XX
27 Pandemia 2009 A(H1N1)v Primeira pandemia do Século XXI
28 Gripe A(H1N1)v: : Doença Modo de Transmissão Através s de partículas/got culas/gotículas que se disseminam pelo espirro, tosse de pessoas infectadas Contaminação ambiental Via de Transmissão Inalatória Contacto com superfícies/objectos contaminados Período de Contágio 1 dia antes do inicio dos sintomas, até 7 dias depois.
29 Gripe A(H1N1)v: : Doença Período de Incubação 1 a 7 dias Sinais e Sintomas (podem ou não coexistir) Febre de início súbito s > a 38ºC Tosse Cefaleias (dores de cabeça) a) Mialgias (dores musculares) Artralgias (dores nas articulações) Odinofagia (dores de garganta) Rinorreia (corrimento nasal) Vómitos e/ou diarreia
30 Gripe A(H1N1)v Ameaça a global, resposta global e local
31 Gripe A(H1N1)v A resposta a uma pandemia de gripe não é um problema apenas do sector da saúde, é da responsabilidade de toda a sociedade
32 Gripe A(H1N1)v Todos devem estar preparados A preparação deve ser feita pelos serviços de saúde, pelos outros ministérios e pela sociedade civil. À população deve ser transmitida informação que permita confiança a nas instituições e um dia a dia normal sem medos infundados
33 Pandemia 2009 A(H1N1)v Gripe A Assegurar o funcionamento da sociedade Prestar cuidados de saúde Manter a continuidade de negócios cios
34 Gripe A(H1N1)v Elaborar Planos de Contingência Em ambiente de incerteza (vírus, taxa de ataque, letalidade, etc.) Com evidência científica insuficiente Com informação rapidamente desactualizada
35 Gripe A(H1N1)v Plano de Contingência do Sector da Saúde Planos de Contingência de outros sectores
36 Gripe A(H1N1)v Elaboração e aplicação dos Planos de Contingência Sector Saúde Outros Ministérios Empresas Sociedade Civil Famílias O envolvimento de todos os sectores da sociedade é fundamental
37 Plano de Contingência Nacional para a Pandemia de Gripe Sector Saúde Objectivos Reduzir o número casos de doença Reduzir o número casos de morte Minimizar a disrupção social e económica
38 Plano de Contingência Nacional para a Pandemia de Gripe Sector Saúde Pandemias anteriores Gripe sazonal Gripe de transmissão zoonótica Cenários Orientações internacionais Objectivos e orientações estratégicas (Plano Estratégico, homologado em Janeiro 2006) Plano concluído e operacional (Março 2007)
39 Plano de Contingência Nacional para a Pandemia de Gripe Sector Saúde Plano Estratégico 4 Eixos Informação em saúde Prevenção, contenção e controlo Comunicação Avaliação
40 Plano de Contingência Nacional para a Pandemia de Gripe Sector Saúde Plano Específico de Informação em Saúde Plano Específico de Medidas de Saúde Pública Plano Específico de Cuidados de Saúde em Ambulatório Plano Específico de Cuidados de Saúde em Internamento Plano Específico de Vacinas e Medicamentos Plano Específico de Comunicação
41 Gripe A(H1N1)v Sector Saúde Outros Ministérios Empresas Sociedade Civil Famílias Agricultura Administração Interna Defesa Educação Negócios Estrangeiros Transportes Todos os outros O envolvimento de todos os sectores da sociedade é fundamental
42 Gripe A(H1N1)v Sector Saúde Outros Ministérios Empresas Sociedade Civil Famílias Papel da saúde Função Alerta e colaboração Orientações Técnicas T (Listas de verificação, material de divulgação) O envolvimento de todos os sectores da sociedade é fundamental
43 Plano de Contingência Empresas / Organizações Objectivos Manter a actividade produtiva face a um absentismo laboral significativo Adoptar medidas de protecção contra a gripe Etiqueta respiratória ria Higiene das mãos Distanciamento social dos colaboradores que adoeçam am nas instalações
44 Plano de Contingência Empresas / Organizações Designar um coordenador e uma equipa Definir a cadeia de comando e controlo e os princípios pios orientadores Envolver os Serviços de Segurança a e Saúde no Trabalho (SST) Identificar actividades essenciais e prioritárias rias (pontos críticos) Definir recursos humanos mínimosm
45 Plano de Contingência Empresas / Organizações Adequar a oferta à procura Assegurar Reserva Estratégica gica de bens ou produtos essenciais Envolver os trabalhadores Elaborar estratégia de comunicação Avaliar e manter o Plano actualizado
46 Gripe A(H1N1)v Sector Saúde Outros Ministérios Empresas Sociedade Civil Famílias Sectores relevantes da sociedade civil Organizações religiosas ONG IPSS Voluntariado O envolvimento de todos os sectores da sociedade é fundamental
47 Gripe A(H1N1)v Sector Saúde Outros Ministérios Empresas Sociedade Civil Famílias Planos de auto-cuidados Etiqueta respiratória ria Distanciamento social Colaboração na resposta à pandemia O envolvimento de todos os sectores da sociedade é fundamental
48 Gripe A(H1N1)v Os cidadãos têm direito a informação transparente, rápida r e consistente. O Estado tem o dever de informar os cidadãos dos riscos a que estão expostos. FIM
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