MANUAL DE OPERAÇÃO DETERMINADOR DE UMIDADE UNIVERSAL
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- Kléber Weber Amaro
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1 ÍNDICE Introdução Características do determinador de umidade Aferição Principio de funcionamento Operação Cuidados necessários Tabela de compressão para o determinador de umidade universal 1.0- INTRODUÇÃO O determinador de umidade é um aparelho de extrema importância para uma unidade armazenadora que tem por objetivo guardar e conservar produtos agrícolas. Por se tratar de aparelho que obrigatoriamente deverá oferecer leituras reais dos teores de umidade dos produtos a ele submetidos, obriga também, que o seu operador tenha pleno conhecimento do seu funcionamento e de sua perfeita operação. Portanto, as instruções aqui contidas deverão ser obedecidas rigorosamente por todos aqueles que direta ou indiretamente são responsáveis por estas operações. Objetivando a permanente orientação dos responsáveis diretos e classificadores de nossas unidades armazenadoras quanto aos aspectos operacionais a serem observados para o adequado desenvolvimento da atividade de armazenagem, elaboramos esta instrução normativa a respeito dos procedimentos a serem cumpridos para o eficiente manuseio e operação do determinador de umidade universal. Enfatizamos que se reveste da máxima importância a rigorosa observância às normas aqui estabelecidas de modo à sempre proporcionar se à correta determinação dos teores de umidade para os produtos nas diversas fases de seu armazenamento em que a mesma se fizer necessária.
2 2.0 - CARACTERISITICAS DO DETERMINADOR DE UMIDADE O determinador de umidade universal, é um aparelho robusto, de fácil manejo e locomoção e que gera sua própria energia. É dotado de: êmbolo, copo para provas,escala indicadora de compressa, suporte para termômetro, horímetro, roda micrométrica, disco para correção de leituras e roda dentada, são seus principais componentes. Legenda: 1 Êmbolo 2 Copo de provas 3 Estojo com termômetro 4 Horímetro 5 Disco para correção 6 Roda dentada 7 Termômetro 8 Escala de compressão 9 Roda micrométrica 10 Conversor de leitura 11 Indicador de compressão 12 Alavanca catraca AFERIÇÃO Após o prévio conhecimento dos componentes do equipamento deve se sempre considerar como primeira medida essencial no manuseio do aparelho a sua aferição visto que a mesma vai proporcionar o fornecimento de leituras reais com também, a obtenção de um perfeito desempenho do aparelho. Deve se colocar o copo de provas, vazio, em sua base e girar se manualmente a roda dentada até que o fundo do copo encoste-se ao êmbolo superior, de maneira que fique bem apertado. Ressalta se que nessa operação em hipótese alguma deverá ser utilizada a alavanca. A carência de aferição do aparelho ficará caracterizada sempre que, alcançada a posição do copo descrita anteriormente, não se obtiver o alinhamento visual do zero da escala de compressão. Portanto, não se contatando as coincidências citadas, deve se partir para a aferição do aparelho através do procedimento descrito a seguir: 3.1 RODA MICROMÉTRICA 2
3 Com o auxílio de uma chave ALLEN (chave L ) STANDART de 1/8, desaperta se o parafuso de fixação que se encontra na roda micrométrica, guiando se a mesma até alinhar se o zero da roda com o zero do corpo do aparelho, voltando então, a apertar se o parafuso. 3.2 ESCALA DE ESPESSURA No caso em que a escala de espessura não tenha o seu zero coincidindo com o indicador, desaperta se o parafuso existente na lateral da escala e movimenta se a escala para cima ou para baixo até obter o alinhamento desejado. Voltando se em seguida a apertar se o parafuso e fixando se a escala. 4.0 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO A teoria de operação do determinador de umidade universal, segue princípios sólidos e comprovados. O componente elétrico (homímetro) registra a resistência elétrica da amostra que se encontra comprimida a uma espessura pré determinada. A resistência dessa amostra está relacionada com as suas quantidades de água e temperatura, sendo portanto necessária à utilização das leituras do termômetro e do homímetro para a obtenção de seu teor de umidade que será acusado pelo disco de 3
4 correção a partir desses dois fatores. Ressalta se que uma maior umidade contida na amostra, obviamente determinará uma menor resistência da amostra à passagem de eletricidade e vice versa OPERAÇÃO 5.1 Sistema de amostra A amostra a ser analisada deve ser representativa do lote e ser de preferência homogeneizada e pesada, de acordo com a tabela de compressão anexa. 5.2 Copo de provas A amostra deverá ser colocada no copo de provas, tendo o operador o cuidado de não ter contato direto das mãos com o produto, e devendo o copo estar limpo e isento de impurezas. Colocado à amostra no copo de provas, este deve ser encaixado no suporte base, sendo, posteriormente, girado o máximo possível para a direita. 5.3 Copo de provas Consultada a tabela de compressão, devemos comprimir a amostra até aquela indicada especificamente para o produto a ser manuseado, movimentando se, para isso o disco dentado o disco dentado, até que o copo de prova encoste-se ao êmbolo superior, apresentando assim uma resistência. Encaixa se, então a alavanca no eixo quadrado da roda micrométrica e continua se comprimindo até que o indicador de compressão esteja no mesmo alinhamento da compressão desejada, na escala de compressão. Esta leitura será feita observando se por cima do estojo do termômetro até obter se visualmente o alinhamento acima citado, conforme demonstra a ilustração abaixo. 4
5 5.4 RODA MICROMÉTRICA A roda micrométrica é dividida em 50 divisões iguais, cada uma equivalente iguais, cada uma equivalente a um milésimo de polegada. Cada movimento completo da roda micrométrica (de 0 a 50) representa um deslocamento do copo de provas de ordem de ½ ponto na escala de compressão. Quando se quer obter leitura nos intervalos de meio ponto, como por exemplo, 575 polegadas, a amostra deverá ser comprimida até 600 na escala de compressão, ficando o zero da roda micrométrica alinhado com o zero do copo do aparelho e girando se, a partir de então, a roda micrométrica até o alinhamento de seu número 25 com o zero do corpo do aparelho, obtendo se, desse modo a leitura desejada (soja e milho). 5.5 Leitura de temperatura Comprimida a amostra, deve se esperar alguns segundos para fazer, então, leitura da temperatura. Sob condições extremas, como no milho com umidade elevada, milho frio ou mesmo seco extraído imediatamente do secador, ou ainda, soja, farinhas quentes de feijão, soja, 5
6 etc..., cuja temperatura apresenta uma diferença considerável em relação à temperatura do copo de provas, deve se deixar a amostra comprimida por 5 minutos para fazer então, a leitura da temperatura. Ressalta se que o termômetro indica continuamente a temperatura de todo o instrumento, e não só da amostra. Por alta pressão é que se força a amostra a concordar com a temperatura do instrumento e, por conseguinte, a leitura do termômetro não flutuará amplamente. Se por qualquer circunstância, o mercúrio no termômetro separa se, deve se tirar o termômetro de seu estojo aplicar gelo ao extremo do bulbo por cinco minutos para que o mercúrio volte a unir se, caso não se una, o termômetro deve ser trocado imediatamente. 5.6 HOMÍMETRO O homímetro é um dispositivo elétrico que gera sua própria energia e que é acionado a mão. Para o gira da manivela, deve se iniciar devagar e ir aumentando a velocidade até obter se, durante a movimentação da manivela, uma leitura fixa, sem oscilação. No homímetro existem 02 escalas apresentadas no DIAL, indo a primeira de 0 a 47 (exterior) e a segunda de 47 a 100 (interior. Deve se iniciar a operação na segunda escala e caso a agulha não seja deslocada, gira se, então, o botão seletor para a posição de Somente quando a leitura for igual a 47, poderá a mesma ser realizada em ambas as escalas citadas). 6
7 5.7 Leitura do percentual de umidade O disco de correção é constituído de um círculo fixo inferior e um móvel superior. No disco inferior se encontra gravada na borda uma escala que representa os teores de umidade e no seu interior (visto pela abertura do disco superior) então as leituras do homímetro. O disco superior é móvel, possui uma abertura para as leituras do homímetro e apresenta gravadas as temperaturas em ºC. Conhecendo se a temperatura e a leitura do homímetro, deve se alinhar estas duas leituras no disco de correção encontrando se, então, na escala da borda do circulo fixo o percentual de umidade indicado pela seta. Exemplo: Temperatura = 21ºC Leitura do Homímetro = 35 Tem se um teor de umidade de 14,75 conforme a figura a seguir: 7
8 5.8 Remoção de amostra Deve se inverter a alavanca e baixar o copo de provas até que não haja pressão. Remova se, então, à alavanca e gira se manualmente a roda dentada até que a base com o copo de provas tenha baixado completamente. Gira se a alça a alça do copo de provas para direita e levanta se o copo, despejando se a amostra em um recipiente próprio e limpando se o copo e o êmbolo superior com uma flanela seca e limpa, ou papel higiênico. Importante: a) Após a leitura da umidade do disco consultar a tabela de compressão para verificar se há alguma correção a ser feita. No caso da soja deve se diminuir 2,5 pontos da leitura para obter se o valor real da umidade, enquanto que para o milho não há correção sendo a leitura direta o valor da umidade. b) Caso a temperatura seja superior a 28 ºC ou inferior a 15ºC, adotar tais limites como temperatura máxima e mínima. Se o termômetro acusa dentro desta faixa adotar o valor do termômetro. 6.0 CUIDADOS NECESSARIOS 6.1 Evitar que o aparelho fique exposto a raios solares; 6.2 Evitar locais empoeirados ou junto a equipamentos como: secador, máquina de limpeza, máquinas de limpeza, máquinas pré limpeza, etc; 6.3 Não limpar o copo de provas ou êmbolo com objetos que venham a ferir a sua superfície pois, arranhões nestes componentes comprometem o seu perfeito funcionamento; 6.4 Não deixar o aparelho em local de movimentação de pessoas estranhas ao serviço; 6.5 Utilizar sempre, logo após as operações, as capas protetoras dos aparelhos, após ter sido limpo corretamente; 8
9 6.6 Quando movimentar o aparelho não bater de forma a não danificar o megômetro; 6.7 Durante e transporte para classificação FOB, proteger o aparelho contra trepidação; 6.8 Sempre aferir o aparelho, principalmente durante a classificação FOB, pois o mesmo pode ter sido alterado por pessoas estranhas; 6.9 Terminado um trabalho externo, trazer o aparelho de volta a unidade; 6.10 São de responsabilidade do classificador a guarda e conservação do aparelho de umidade. 7.0 TABELA DE COMPRENSÃO Produto Amostra Espessura Fator de correção (g) (polegadas) Alfafa picada (Medicago sativa L.) Picada 10 0,21 Multiplicar por 0,8 Alfafa picada (Medicago sativa L.) Moída 15 0,26 Multiplicar por 0,8 Algodão (Gossypium spp) Deslintado 30 0,36 Subtrair 5 Algodão (Gossypium spp) Não deslintado 15 0,34 Subtrair 4 Amendoim (Arachis hypogea L.) Com casca 25 0,3 Multiplicar por 0,6 Amendoim (Arachis hypogea L.) Grãos maiores 20 0,5 Multiplicar por 0,6 e subtrair por 1 Amendoim (Arachis hypogea L.) Grãos menores 26 0,45 Multiplicar por 0,56 Arroz (Oriza sativa L.) Em casca grãos longos 50 0,55 Arroz (Oriza sativa L.) Em casca grãos longos medida grande 0,55 Arroz (Oriza sativa L.) Em casca grãos curtos 50 0,55 Arroz (Oriza sativa L.) Em casca grãos curtos medida grande 0,525 Arroz (Oriza sativa L.) Beneficiado grãos longos 50 0,425 Arroz (Oriza sativa L.) Beneficiado grãos médios e curtos 50 0,425 Arroz (Oriza sativa L.) Beneficiado macerado 50 0,5 Aveia (Avena sativa L.) 30 0,4 Aveia (Avena sativa L.) medida grande 0,475 Azevém (Lolium spp) 10 0,35 Azevém (Lolium perene L.) 10 0,375 Alpiste (Phalaris canariensis L.) 64 0,55 Multiplicar por 0,9 Alpiste (Phalaris canariensis L.) medida grande 0,55 Cacau (Theobrona cacao L.) 30 0,55 Multiplicar por 0,5 Café (Coffea spp) Não brasileiro em coco seco medida grande 0,5 Subtrair 1,75 Café (Coffea spp) Não brasileiro despolpado medida grande 0,3 Café (Coffea spp) Não brasileiro beneficiado medida grande 0,575 Subtrair 1,3 Café (Coffea spp) Brasileiro em coco seco medida grande 0,5 Subtrair 1,75 Café (Coffea spp) Brasileiro deslopado medida grande 0,375 Multiplicar por 1,1 Café (Coffea spp) Brasileiro beneficiado medida grande 0,675 Subtrair 1,3 Café (Coffea spp) Brasileiro beneficiado 60 0,7 Subtrair 1,3 Capim de campo (poa spp) 10 0,375 Capim cevadilha (Bromus catharticus (Vahl)) 10 0,2 Capim rabo de rato (phleum pratense L.) 50 0,5 Capim sudão (Sorghum sudanense Stapt) medida grande 0,5 9
10 Centeio (Secale cereale L.) 30 0,25 Centeio falso comum 10 0,35 Centeio falso perene 10 0,375 Cevada (Hordeum vulgare L.) 50 0,6 Cevada (Hordeum vulgare L.) medida grande 0,625 Feijão de corda (arandano) 50 0,375 Feijão de corda (arandano) medida grande 0,45 Feijão de corda (macassar) 20 0,45 Feijão (Phaseolus spp) Branco 50 0,43 Adicionar 0,1 por cada grau de Feijão (Phaseolus spp) Branco medida grande 0,55 temperatura abaixo de 30 ºC Feijão (Phaseolus spp) Roxo escuro 50 0,4 Feijão (Phaseolus spp) Roxo escuro medida grande 0,475 Feijão (Phaseolus spp) Pintado 50 0,42 Feijão (Phaseolus spp) Pintado medida grande 0,51 Fetusca (Fetusca spp) 10 0,15 Girassol (Helianthus anmus L.) 30 0,325 Multiplicar por 0,6 Grama Batatais (Paspalum notatum Fluegge) 25 0,22 Grama Batatais (Paspalum notatum Fluegge) medida peq. 0,175 Grama Batatais (Paspalum notatum Fluegge) medida grande 0,5 Multiplicar por 0,5 e somar 3 Grama Branca ou capim de pasto (Agrostis alba L.) 10 0,4 Indigo, anileira (Indigofera Hirsuta L.) medida peq. 0,275 Laranja - polpa (Citrus sinensis Osbeck) medida menor 0,275 Multiplicar por 0,75 Lespedeza - Servecia 30 0,4 Multiplicar por 0,75 Linho (Linus usitatissimum L.) 30 0,4 Subtrair 4 Lupino medida grande 0,525 Multiplicar por 0,7 Melancia (Citrullus vulgare) Sementes maiores medida grande 0,425 Subtrair 3,5 Melancia (Citrullus vulgare) Sementes menores medida grande 0,375 Subtrair 3,5 Milho (Zea mays L.) 60 0,575 Com umidade até 22% Milho (Zea mays L.) medida maior 0,575 Com umidade até 22% Milho (Zea mays L.) 60 0,56 Com umidade maior 22% Milho (Zea mays L.) medida maior 0,56 Com umidade maior 22% Milho pipoca (Zea mays L.) Variedade everta 50 0,5 Milho pipoca (Zea mays L.) Branco 50 0,525 Paina - semente medida grande 0,5 Multiplicar por 0,7 Painço pérola (Pennisetum glaucum L.) medida peq. 0,34 Painço pérola (Pennisetum glaucum L.) 60 0,55 Painço comum (Panicum miliaceum L.) medida grande 0,5 Palmeira - semente (miolo) 45 0,5 Multiplicar por 0,6 e subtrair por 1,7 Pinhão - semente (Araucária brasiliensis) medida grande 0,35 Multiplicar por 0,34 e somar 2,5 Sesbania (Sesbania exaltata Rydb) medida grande 0,65 Multiplicar por 0,761 e somar 1,7 Soja (Glicine max L.) 60 0,575 Subtrair 2,5 Soja (Glicine max L.) medida grande 0,575 Subtrair 2,5 Sorgo (Sorghum vulgare Pers) 50 0,55 Sorgo (Sorghum vulgare Pers) medida grande 0,675 Tremoço (Lupinus angustifolius L.) medida grande 0,525 Multiplicar por 0,7 Trevo encarnado (Trifolium incarnatum) 30 0,28 Trevo encarnado (Trifolium incarnatum) 46 0,28 Subtrair 2 Trevo hibrido (Trifolium hybridus L.) medida grande 0,32 Trigo (Triticum spp) 30 0,275 10
11 Trigo (Triticum spp) medida grande 0,275 Trigo Sarraceno (Fagopyrum esculenta Moench) 50 0,525 Trigo Sarraceno (Fagopyrum esculenta Moench) medida grande 0,55 11
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